“X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido” e o que uma viagem no tempo é capaz

Bryan Singer assume novamente a franquia e faz um filme pra esquecer qualquer problema

Luide
Luide
28 de maio de 2014
 

Bryan Singer não deu respostas, deu um bom filme

Como Xavier voltou ao corpo?“, “E o Adamantium do Wolverine?“, “E a linha do tempo confusa dos outros filmes?“. Problema, problemas e mais problemas… antes de ir assistir ao novo filme de uma das maiores (e mais confusas) franquias de heróis nos cinemas, muita gente encheu a cabeça com problemas e sentou na poltrona querendo respostas. Mas o diretor Bryan Singer ofereceu outra coisa: um excelente filme.

Sim. Um filmaço. Ao sair do cinema, principalmente depois de uma cena pós-créditos tão épica quanto “Os Vingadores” nos ofereceu, “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido” se mostra como um novo recomeço para os mutantes. Um novo sopro de vida. Tudo bem que já no EXCELENTE “X-Men: Firts Class” deu pra se ter uma ideia do que poderia vir pela frente. Mas cara… que filme foi esse?

A ideia era ousada (pro cinema): unir duas gerações de mutantes, dois elencos distintos e uma mente viajando no tempo. Era impossível não ficar com um pé atrás, mas minha devoção a “First Class” (um dos meus filmes de heróis favoritos) me ajudou a manter uma boa expectativa. Então, quando percebi que a trilogia original dificilmente iria pautar esse novo filme, resolvi me apegar ao 2011. Afinal, Michael Fassbender, James McAvoy e outras novas caras conseguiram a mesma proeza de Ian McKellen, Patrick Stewart e Hugh Jackman lá em 2000: encarnar muito bem o time de mutantes.

O que mais me empolgou em “Dias de Um Futuro Esquecido” é como o diretor joga pro espaço todas as bobagens que foram feitas em longas anteriores e foca no passado pra contar sua história. O futuro é apenas uma introdução e palco das melhores batalhas da franquia. Um verdadeiro espetáculo de coreografia e coragem (até meio pesado a maneira como alguns mutantes morrem) as duas batalhas entre os Sentinelas do Futuro Vs Mutantes do Futuro. Em menos de 10 minutos de filme você já começa a sorrir feito uma criança.

No passado, temos um campo todo cultivado pelo diretor Matthew Vaughn em “First Class“. A maneira como ele encaixou os mutantes dentro da história real foi um tiro certo. Depois da Crise dos Misséis em Cuba, é a vez da derrota americana no Vietnã dar rumo dos mutantes. É devido ao medo da guerra e de um novo inimigo ainda mais forte, que Bolivar Trask (Peter Dinklage excelente) começa a maquinar suas Sentinelas. É nesse passado que um Xavier desacreditado, uma Mística em busca de vingança e um Magneto preso, vão novamente se encontrar.

Apesar de Hugh Jackman ser o grande garoto propaganda da franquia, nesse filme é Michael Fassbender que brilha e mostra que pode ser um dos melhores vilões do cinema. O Magneto jovem é uma ameaça real, tão perigoso quanto os planos de Trask. Ou até mais. É ele quem vai ditar o futuro, passado e presente dos mutantes, apesar de ser a Mística quem aperta o gatilho… Enquanto os jovens mutantes brilham no passado, revigoram a franquia e conseguem conciliar drama com uma boa pitada de humor, no futuro o tom de despedida e saudades é forte.

E aquela cena com o Mercúrio, hein?

Xavier, Magneto, Vampira, Ciclope, Jean… lá se vão 14 anos desde a primeira vez que vocês apareceram. E quem diria que iriam se despedir em tão grande estilo. Mas a vida é um ciclo e é preciso dar lugar aos novos alunos da Escola Xavier. Podemos considerar “Dias de Um Futuro Esquecido” como um filme ZERO. A partir daqui é que a coisa vai começar a andar de vez, finalmente teremos um inimigo FODA e que META MEDO de verdade. Não da pra negar que a cena pós créditos do filme faça qualquer fã da série gargalhar no cinema.

E assim caminha X-Men… O passado será eternamente lembrado. O presente vai muito bem. O futuro é promissor. Vida longa aos mutantes!

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