Uma pergunta séria: você assiste Banshee?

Luide
Luide
28 de abril de 2015
 

Você gosta de galhofa? Você gosta de porradaria bem feita? Gosta de pessoas transando por qualquer motivo? Gosta de mortes putaqueparíveis? Gosta de soluções malucas? Gosta de personagens caricatos porém ao mesmo tempo criativos? Pois tudo isso tem em Banshee, série do canal Cinemax que já indiquei aqui no blog. Mas agora, ao final da terceira temporada, só posso dizer que se você ainda não vê, tá perdendo a melhor loucura da TV.

Lucas Hood, o Batman das séries

Banshee é um amontoado de cenas divertidíssimas, personagens incríveis que vão e vem e um completo descaso com a coerência. Mas não é aquela coisa que te faça de imbecil, nada disso. Em Banshee a proposta é essa mesmo, ser uma galhofa sincera, ao contrário de muita série merda que tenta ser séria.

Alguns personagens são inacreditáveis de tão bons. A próprio protagonista, Lucas Hood, é um exemplo. O cara é basicamente o Batman das séries, com vida dupla e bate pra caralho na bandidagem. Mas também apanha, na verdade, mais apanha que bate. Mas é aquele tipo de personagem que você gosta pela explosão. Ele não consegue passar 15 minutos de boa, toda agora alguma merda acontece e o cara tá lá, despirocado.

Tem o Sugar, dono de um bar, e o Job, um hacker asiático que é a grande benção do roteiro. Tudo que possa dificultar a vida do Lucas Hood é resolvido rapidamente pelo hacker. Lembra quando Mr. White e Jesse precisavam apagar as filmagens do notebook do Gus? E teve todo aquele rolê com os imãs? Pois é, aqui seria resolvido em dois minutos com alguma mágica tecnológica. Ah, o Sugar é o típico ex vida loka cheio de frases de efeito. Um dos meus personagens favoritos.

Banshee é uma mistura de cultura. Tem lá a tribo indígena e tem os holandeses amish, uma espécie de católicos ultraconservadores. No meio desses holandeses tem um”deserdado”, o Kai Proctor. O empresário do mal que comanda uma cidedezinha americana. Proctor é um personagem foda, que luta bem e tá cheio de capanga. Ah, ele também tem O CAPANGA, que luta melhor ainda e tem uns gostos estranhos. Lembra muito a relação do Wilson Fisk e do Wesley.

Aliás, uma luta do Proctor com o Fisk seria maneira… enfim.

Não faltam lutas épicas, com umas porradas convincentes. Não falta sexo. Não falta braço quebrado. Não falta morte que te deixa com a mão na boca… Perto de Banshee, Game Of Thrones é PG13. Se você lê e se importa com as dicas desse blog, veja Banshee. Veja bêbado se possível, porque dai a diversão triplica mesmo.

Banshee pode ter lá seus momentos de drama mexicano, mas mano, quando você menos esperar, ou tem alguém transando ou tem alguém perdendo a cabeça. Literalmente. Hoje, série mais divertida, não há. Quando eu estava assistindo Demolidor, lembrava bastante de Banshee, justamente por alguns furos no roteiro que são compensados com ação.

Acho que se você fã dessa coisa de desligar o cérebro, sentar no sofá, e relaxar, Banshee é a melhor pedida. Em momento algum vão tentar te fazer de bobo, tipo, “olha só nossa trama que genial“. Nada disso. Vão te entregar muita porradaria e umas holandesinhas gostosas, machismo a parte.

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