The Mandalorian é perfeita demais para ser verdade

É sério.

Luide
Luide
29 de novembro de 2019

Só fui assistir e prestar atenção em Star Wars depois de velho. Não era algo que meus amigos do interior consumiam ou fossem apaixonados, então só depois que tive acesso a internet fui perceber toda comoção existente com essa saga. Justificável, claro. O que me prendeu na história sempre foi a imaginação fértil de George Lucas, sua obsessão com alguns temas e o dom de misturar política e aventura de forma bastante orgânica.

E é por isso que gosto muito dos prequels. Sim, gosto muito dos Episódios I, II e III.

Pra mim Star Wars sempre será uma obra de George Lucas, por mais que os fãs teimem em diminuir sua importância. Não bastou ele ter criado todo um universo. Muitos celebram que a franquia agora esteja nas mãos da Disney, já que em O Despertar da Força ela “resgatou” o espírito dos primeiros filmes com J.J. Abrams construindo cenários e blá blá blá. Já eu, que sou novo nessa história, não consigo ver nada de especial nessa fase Mickey de Star Wars.

Quer dizer, não via nada até a estreia de The Mandalorian. Sinceramente, a série é tão boa e correta que fica até difícil escrever sobre ela. Não tem muito o que dizer além disso: ela é perfeita demais para ser verdade. Não me sinto preso em uma história relacionada ao Universo de Star Wars desde Clone Wars. Aqui tudo é muito bem explorado, desde os personagens (do protagonista ao sujeito que é congelado ainda nos primeiros minutos do episódio de estreia) até os lugares que eles se encontram.

O Mandaloriano feito por Pedro Pascal está no tom certo. Poucos diálogos que conseguem criar toda uma personalidade que muitas vezes precisa de linha e mais linhas de forçação para ter sentido. Aqui ele é simplesmente um lobo solitário, indo de um lado pro outro, cujo único propósito é ser um caçador de recompensas. E pra coroar tudo o surgimento do “Baby Yoda” no final do primeiro episódio da a série um salto gigantesco de interesse no espectador.

É claro que existe uma memória nostálgica, que remete aos bons tempos de Star Wars (Trilogia Clássica), mas ainda assim é impossível não se apaixonar por ele. E pensar que nada seria mais perfeito que uma simples e clichê história entre um caçador sem sentimentos e uma bebê fofinho. Aquela velha história de amizade improvável, do coração de pedra se quebrando e por ai vai.

The Mandalorian é uma espécie de carro chefe do Disney+, o produto que despertou a curiosidade dos fãs e fez todo aquele bom marketing gratuito. Foi tão inesperado que pegou até mesmo a Disney de surpresa, que chegou inclusive a pedir direitos autorais de gifs do Baby Yoda. Coisas de um conglomerado do entretenimento, acontece.

Mas o fato é que The Mandalorian é uma das poucas surpresas que surgiram nesse já quase finado 2019. Um exemplo de como é possível explorar o universo de Star Wars sem tentar recriar o trinca de ouro dos filmes (Luke, Leia e Han Solo). Jon Favreau foi o responsável por dar o primeiro chuto no Universo Marvel e agora o primeiro nessas novas produções de Star Wars. O cara tem sorte.

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