Spotify entra na briga para se tornar o player oficial do podcast no Brasil

O ano do podcast é uma realidade ou piada?

Luide
Luide
17 de setembro de 2018

Quando os primeiros blogueiros começaram a ter projeção fora de sua área de atuação, a reação de “agora vai” tomou conta daqueles que sonhavam em ver sua profissão saindo do underground, vista como coisa de vagabundo. Como esquecer da vez que Rodrigo Fernandes do Jacaré Banguela figurou na novela Caminhos das Índias? Anos mais tarde os youtubers levariam essa ascensão da classe trabalhadora internética a um novo patamar, chegando inclusive aos cinemas e estrelando novelas, como o recente caso de Kéfera.

Mas uma ala bastante ativa da produção de conteúdo na internet permanecia isolada, sem muitos holofotes, esperando o dia que ouvir um áudio pelo celular fosse tão comum quanto assistir a um vídeo ou ter um texto. Estamos falando do podcast.

A espera é tamanha por esse momento de ascensão que até se transformou em piada. O “ano do podcast no Brasil” é usado de forma irônica sempre que alguma coisa relevante acontece no meio. Mas mesmo que poucos ainda tenham essa esperança, o ano de 2018, ao menos para esse que vos escreve, é um ano simbólico para o podcast. Poucas vezes se falou tanto de uma mídia que está ativa há mais de 14 anos e o que pela lógica da coisa deveria perder a relevância, atrai novos produtores, desperta a curiosidade de ouvintes e lentamente se constrói como a principal frente do bom conteúdo produzido por aqui.

Podcast no Spotifty. Agora vai?

Com a chegada do Google Podcasts o caminho para usuários de Android ficou ainda mais fácil e com isso, cai por terra toda a ladainha que é “difícil” ouvir podcast. Além disso, a exposição que se ganha com grandes empresas de mídia olhando para o podcast como uma forma barata e viável de produzir novos conteúdos, atrai curiosos de todos os lados. Um exemplo é a FOLHA e o excelente Presidente da Semana, que pega carona no calor das eleições e deixa como legado um número altíssimo de ouvintes. Como é um programa como data para acabar, fica a pergunta: pra onde essa nova remeça de ouvintes, agora habituados a ouvir podcast, irão? Obviamente vão se espalhar por outros programas.

Como se esses movimentos não fossem suficientes, a investida do Spotify para se tornar o principal player no assunto agrega uma autoridade que faltava para o podcast. Agora temos o maior aplicativo de streaming em música estampando em sua publicidade nomes de produtores relevantes. Quem passar pela Linha 4 Amarela do metrô de São Paulo irá se deparar com Nerdcast, Mamilos e Papo Torto. E mais do que estampar o novo dos podcasts, ela estampa o rosto dos seus criadores.

O principal beneficiado por isso é o podcast. Eu, você e qualquer outra pessoa que produza ou ouça vai ganhar com essa investida do Spotify. 2018 é o ano do podcast? Espero que não, que 2019 seja. Ou 2020, 2021, 2022…

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