Sozinho, The Mandalorian é melhor que os três filmes da Nova Trilogia de Star Wars

Jon Favreau fez o que J.J. Abrams não conseguiu.

Luide
Luide
15 de janeiro de 2020

Por motivos maiores, não pude acompanhar a estreia do Episódio IX de Star Wars, novamente dirigido por J.J. Abrams. Como meu interesse por essa Nova Trilogia é baixo e sabendo que levaria spoilers, resolvi ler alguma resenha que detalhava todas as “revelações” e acontecimentos do filme. Fiquei surpreso que era ainda pior do que se poderia imaginar: Abrams é o diretor perfeito para o atual momento que a Disney vive nos cinemas: pouco criativa e zero imaginativa.

Mas convenhamos, não é apenas o Episódio IX que é uma bobagem sem tamanho, de um modo geral, os três filmes são chatos repetitivos. Rian Johnson até tentou fazer alguma coisa aqui e ali, meter umas provocações no meio, mas foi completamente engolido pela máquina de fazer entretenimento para homens de meia idade do Mickey. Em resumo, duvido muito que daqui há uma década ainda vá existir alguém que goste desses três filmes.

E é justamente por isso que The Mandalorian se destaca ainda mais: no meio de tantos erros, é justamente uma série que melhor soube expressar o sentimento inicial de Star Wars. Aquela coisa infantil, descompromissada, fantasiosa e aventuresca. Tudo que George Lucas tinha em mente quando dirigiu o Episódio IV. Por mais que hoje o nerd se debruce em análises e mais análises, Star Wars é só isso mesmo: uma aventura com espadas e naves (por que a Trilogia Prequel tenha pretensões maiores em relação a essa leveza).

Coube a Jon Favreau resgatar essa inocência perdida. The Mandalorian passa longe de querer criar um plot incrível, que prenda o espectador pela ansiedade de uma revelação. São histórias simples, que lembram em muito a televisão antes da revolução das grandes séries dramáticas: aqui, todo novo episódio, o protagonista enfrente os mesmos problemas para no seguinte, passar por eles novamente. Mando e Baby Yoda se metem em altas confusões semana após semana.

E é essa a melhor forma de resumir a série.

Favreau ainda teve ao seu favor bons nomes como Taika Waititi e Dave Filoni, além da benção de George Lucas, que visitou os sets e admitiu ter gostado do que era feito.

Em alguns momentos, The Mandalorian realmente lembra uma produção B, daqueles seriados americanos de velho oeste (mesmo com um orçamento gigantesco). E é por isso que funciona tão bem. Da trilha sonora até a forma como Pedro Pascal transforma seu personagem no caricato Lobo Solitário. E olha que chegamos até aqui nesse texto sem aclamar o “Baby Yoda”, que sim, em termos de marketing (que é o que importa no fim das contas) é o maior acerto da Disney desde a compra da Lucas Film.

Star Wars não é complexo e muito menos cheio de mistérios como o tonto do J.J. Abrams tentou fazer. É simples, fácil e gostoso de assistir. E The Mandalorian zerou esse bingo. Que venha a segunda temporada.

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