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“Player Two”: a gente vira pai e já começa a chorar por qualquer coisa

Curta metragem foi baseado em um relato emocionante no YouTube

Por Luide
25 de abril de 2016

Minha filha nasceu. A Alice chegou ao mundo cheia de saúde e transformou a vida desse que vos escreve. Tudo que eu conhecia passou por um reset, e a partir de agora, um novo mundo começa. Eis que no dia que ela nasceu (21 de abril) vi esse vídeo e chorei sozinho no quarto, enquanto esperava por ela e pela mamãe.

Play Two é um curta metragem que teve origem, pasmem, depois de um comentários do Youtube. O usuário 00WARTHERAPY00 publicou nesse vídeo um relato emocionante mostrando que videogames também nos fornecem experiências que transcendem nosso entendimento do que é real.

O diretor John Wikstrom resolveu criar um curta metragem baseado nesse emocionante relato.

Leia o comentário:

Bem, quando eu tinha quatro anos, meu pai comprou um Xbox. Você sabe, aquele primeiro ‘quadradão’ de 2001. Tivemos horas, horas e horas de diversão jogando todos os tipos de games juntos — até que ele morreu, quando eu tinha 6 anos. Eu não consegui tocar naquele console por 10 anos. Mas uma vez o fiz e notei uma coisa. Nós costumávamos jogar um título de corrida, o RalliSport Challenge, que era muito impressionante na época que foi lançado.

Voltei a mexer no jogo até que encontrei um fantasma. Literalmente. Você sabe, quando uma corrida de tempo ocorre, a volta mais rápida já feita permanece gravada como um piloto fantasma? Sim, você adivinhou: o fantasma em questão era do meu pai e ele ainda percorre a pista até hoje.

E então eu joguei, joguei e joguei até quase conseguir bater a melhor marca. Finalmente, eu passei na frente do fantasma, estava ganhando e… Eu parei bem na linha de chegada, apenas para assegurar que não iria excluí-lo. Felicidade.

Assista ao curta:

Cultura pop não é apenas entretenimento. Fica o recado pra quem ainda duvida.