One Punch Man é pra fazer rir qualquer fã do gênero (ou quem já não é mais tão fã assim)

Senhores e senhores, o maior super herói de 2015

Luide
Luide
14 de dezembro de 2015

Pra quase tudo nessa vida existe uma fórmula pronta a ser seguida na hora de criar algo. Acontece no cinema, nos quadrinhos, nas séries e nos animes. Os poucos que conseguem fugir desse básico acabam se tornando referência. Há filmes que mudam a indústria (Cidadão Kane, Poderoso Chefão, Star Wars), séries tornam a tv um berço de qualidade (Sopranos, Breaking Bad), quadrinhos que revolucionam a linguagem (O Cavaleiro das Trevas, Watchmen).

Mas para cada obra prima que nasce, outras mil são publicadas, então é normal muitas vezes abandonarmos algo pelo cansaço de ver sempre a mesma coisa. Comigo aconteceu com os animes, que praticamente me criaram na década de 90, mas hoje me despertam pouquíssima curiosidade. Mesmo o retorno de clássicos como Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball não me fisgaram até o fim. Dois ou três episódios e lá estava eu, cansaaaado…

Então descobri One Punch Man. E cara… UAHUAHUAHUAHUAHUAH (desculpem).

Web série de 2009 que se tornou anime recentemente, One Punch Man é uma das coisas mais legais vinda do Japão em muito tempo. Mas cuidado: se você não é fã do gênero talvez não ache One Punch Man tão legal assim, já que ele funciona mesmo como uma grande piada a toda essa cultura de super heróis e monstros japoneses que destroem cidades a deus dará.

Existe um cara chamado Saitama que cansado de tentar arrumar emprego resolve realizar o sonho de infância e se tornar um super herói. Simples assim. No universo em que One Punch Man se passa, monstros são tão comuns que se tornam parte do cotidiano e as razões para eles existiram são as melhores. A sátira a toda essa estrutura básica de histórias de super heróis (seja anime ou quadrinhos) e vilões começa daí, com a origem de seus poderes e megalomania típica.

Vilão que é vilão tem sempre um discurso de 20 minutos na ponta da língua

Saitama treina tanto, mas tanto, que acaba perdendo seus cabelos. No primeiro episódio ele enfrenta um monstro siri que ficou daquele jeito depois de comer muito… siri. E está furioso porque um garoto desenhou mamilos em seu peitoral. É tudo assim: uma galhofa proposital. Saitama pode derrotar qualquer inimigo com apenas um soco (aí o nome do anime) e vive uma crise existencial por isso, o dilema do super herói, aquela velha história de grandes poderes e grandes responsabilidades.

Tudo ali é posto para soar como uma grande ironia e mostrar o ridículo da coisa, só o fato do herói principal precisar de apenas UM SOCO pra derrotar seus inimigos já vale tudo (Goku e Seiya choram).

O anime também brinca com essa necessidade japonesa de dramatizar tudo no mais elevado grau possível. A uma cena divertidíssima onde um cyborg pede para que Saitama o treine, lá pelas tantas ele resolve contar sua história de vida. Aquela papaiada de sempre, em que o garoto passa um por um trauma e resolve treinar para se tornar mais forte e blá blá blá. A maneira como o próprio Saitama reage é como eu me sinto vendo essas coisas hoje em dia. PQP, resume isso em 20 palavras!

Outro grande momento do começo do anime é quando um dos monstros fica incomodado com o desprezo de Saitama para o seu discurso vilanesco. É aquela coisa muito conhecida em Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo, em que a cada golpe tínhamos 5 minutos de diálogos como “esse é meu golpe mais poderoso” ou “sinta a fúria do meu golpe“.

One Punch Man é pra tirar gargalhadas dos mais atentos já que muitas referências são jogadas o tempo todo. Quanto mais bagagem você tiver de animes, mais achará graça. Saitama é o grande super herói de 2015 e para nós, filhos dos clássicos da TV Manchete, sem dúvidas umas das melhores estreias do ano, afinal, não é todo dia que um super herói fica careca de tanto treinamento.

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