Oficialmente a Netflix tem uma concorrente de peso no Brasil: Globo

GloboPlay anuncia mudanças consideráveis em seu catálogo.

Luide
Luide
1 de agosto de 2018

Discutir se seus produtos originais são bons é algo que pode até ter uma base real, mas muito disso é achismo pessoal. Há quem vibre com as séries da Marvel, já eu acho uma perda de tempo. De todo modo, uma coisa é inegável: a Netflix mudou a forma de como se produz e se consome conteúdo. Uma revolução que ainda mexe com a indústria e faz com que muita gente esteja perdida, tentando emplacar sua própria versão de streaming, mas sem entender direito o porquê da preferência do público exclusivamente pela Netflix.

Há muitos fatores que levam a isso. Do preço até mesmo a facilidade de navegação no catálogo, algo que auxilia muito na hora de perder alguns minutos da vida tentando escolher algum título. Enquanto isso, muitos canais a cabo que investem em suas versões “play” muitas vezes fazem isso nas coxas e o resultado é algo que tira a empolgação do assinante. Tecnologia defasada, sistemas que travam e poucas opções de legendas ou dublagens. Enfim, até o presente momento de 2018 nenhum outro serviço de streaming ameaça a Netflix.

Mas agora além dos canais a cabo tradicionais, a gigante americana irá enfrentar uma gigante brasileira. A Globo anunciou mudanças importantes na GloboPlay, sua ferramente de streaming que há algum tempo vem sendo forçada na programação diária do canal. De lançamentos antecipados a conteúdo exclusivo, a Globo tenta levar sua massiva audiência a conhecer as maravilhas do on demand. Minha mãe é das que já foram convencidas a fazer essa troca. Mesmo que ela ainda mantenha certos hábitos como, por exemplo, jantar assistindo a novela das 9, aos poucos ela vai trocando a programação rotineira pelo livre acesso ao conteúdo da GloboPlay.

Só que a Globo não quer apenas esse público fiel a sua programação acessando o catálogo online. Ela quer você, fã de série, que adora fazer maratonas nos finais de semana e para isso anunciou adição de conteúdo internacional, com produções como The Handmaid’s Tale, Big Bang Theory e The Good Doctor chegando nas próximas semanas. O grupo Globo também irá investir em produções de estúdios menores, principalmente europeu para assim, quem sabe, descobrir algum fenômeno escondido lá pelos lado da Europa, como a Netflix fez sem querer com La Casa de Papel.

A investida é tardia, mas ao mesmo tempo muito bem vinda. Esse movimento força a Netflix a valorizar mais seu catálogo nacional, que há algum tempo vem perdendo uma quantidade considerável de bons filmes e boas séries. Claro que muitas vezes a própria Netflix não tem culpa, como o caso dos títulos ligados a Fox, mas ainda assim é um alerta. The Handmaid’s Tale é um exemplo de série que qualquer emissora ou serviço de streaming gostaria de ter sob seu domínio. Será a primeira vez que a vencedora do Emmy será distribuída nesse formato no Brasil.

Agora é esperar cada vez mais empresas e canais investindo no streaming. Nessa guerra o prêmio é a assinatura mensal.

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