O ciclo sem fim

Caminhando ao rumo do Sol.

Luide
Luide
23 de novembro de 2018

Ninguém está preparado para ver quem se ama partir. É estranho como nos comportamos diante de algo que sempre fez parte da vida. A morte, o fim, o vazio que isso causa, ainda é indigesto. Difícil. Dói e dói muito. E está tudo bem, não precisamos carregar esse fardo da aceitação enquanto ainda estamos vivos. Mas como todo ciclo, um dia teremos um fim. E nossos pais e também nossos filhos.

O Rei Leão lá em 1994 nos contou essa história que talvez seja a mais antiga da humanidade. Aquela história que surge diante dos nossos olhos quando nos debruçamos nos álbuns antigos de fotografia da família. Ver seus avós que já se foram ou até mesmo seus pais é uma pequena lembrança de como tudo morre, tudo chega ao fim. Mas eu prefiro acreditar que ele se transforma.

Mufasa sabia que sua jornada seria curta, mas seu legado não. E por isso, enquanto vivo, deixou essa lição tão importante a Simba. É o tipo de lição que um dia terei que dar a minha filha. Ela precisa saber que seu pai não estará ao lado dela pra sempre, da mesma forma que preciso entender que não terei minha mãe ao meu lado pra sempre. Um dia ela irá partir, assim como eu um dia irei partir.

Em 2019 minha filha terá apenas 3 anos. Jovem demais para entender a mensagem de O Rei Leão. Jovem demais para ficar paradinha em uma cadeira de cinema para assistir esse filme. Não tem um problema, um dia ela terá e poderemos conversar sobre isso. Aguardo ansioso por esse momento meu e dela.

Enquanto isso, continuemos caminhando rumo do Sol.

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