A Netflix é o último serviço de streaming que eu cancelaria

Crescimento de 20% no número de assinantes da Netflix em 2019 mostra que não estou sozinho.

Luide
Luide
22 de janeiro de 2020

Foi um momento de glória: em 2015 finalmente cancelei a TV a cabo e passei a viver feliz com a oferta de conteúdo da Netflix. Era tão mais fácil. Tão mais barato. Tão mais atrativo. O sentimento de ter em uma única plataforma dezenas de filmes, séries e documentários foi libertador. Não precisava mais zapear de um lado para o outro e ser “refém” de canal ou programação. E não foi só comigo que essa migração aconteceu.

Mas até então não existia concorrente a altura. Pensou em streaming? Pensou em Netflix. Enquanto alguns canais de TV se mobilizavam e colocavam no ar suas versões “play” bem mal executadas, a Netflix voava, criava conteúdo, fidelizava assinantes, movimentava uma base de fãs nas redes sociais. Mas ai outras gigantes resolveram entrar na briga e tentar bater de frente. Amazon, Apple, Disney e Warner/HBO. Então aquele sentimento de liberdade, onde assinando apenas um único serviço me faria completo, se perdeu… voltaremos a assinar vários “pacotes”?

Não é o que parece. Pelo menos quando falamos de números. A Netflix divulgou seu balanço de 2019 e mostra que até agora ninguém ameaça sua hegemonia e é a principal escolha de quem procura um serviço de streaming. Mesmo com tantas novas opções, a empresa conseguiu crescer 20% da base de assinantes e chega a um total global de 167 milhões. No Brasil, quando o assunto é esse, a Netflix é a favorita do usuários.

E pra entender esse favoritismo e o que leva a esse aumento de assinantes (e fãs) não é preciso esforço. Bastam alguns minutos navegando por outras plataformas: a Netflix não investe apenas em conteúdo, mas em tecnologia. O acesso é rápido, fácil, o conteúdo é bem distribuído, navegação pelos títulos. Play, pause, tira ou coloca legenda. Todos comandos bastante simples que vem bem a calhar em uma sociedade cada vez mais cansada e com menos tempo.

Reed Hastings, CEO da Netflix, já disse que o maior concorrente da empresa é o SONO do usuário. A sua falta de tempo em consumir séries e filmes é um obstáculo maior que a chegada Disney+. E é justamente pelo fato da plataforma ser tão interativa que você passa mais tempo nela que em outras. A Amazon até se esforça, mas basta precisar configurar uma legenda para ver o quanto ela ainda precisa avançar. A HBO Go é uma vergonha que não deveria existir, prova que nem mesmo o melhor conteúdo feito em séries (ninguém bate a HBO, é fato) é o suficiente para engajar o público.

Até minha filha de três anos consegue navegar pela plataforma. Na HBO Go, nem com tutorial em mãos.

A Netflix saiu na frente, apostou em tecnologia, fixou na mente do assinante a ideia do ORIGINAL NETFLIX, voltou seus olhos para grandes nomes do cinema e bate forte quando o assunto é conteúdo nostálgico (Friend e filmes do Studio Ghibli logo estarão disponíveis). É impossível cancelar um serviço assim. Se em 2015 ao invés de TV a cabo eu tivesse que optar por qual serviço de streaming escolher entre tantos, certamente ficaria com a Netflix.

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