Michael Scott: a alma de The Office

O personagem que resume o humor de constrangimento que é The Office.

Luide
Luide
10 de fevereiro de 2018

A relação entre funcionário e empregador nunca foi lá muito romântica. O sujeito está ali, acima de tudo, para cumprir uma tarefa e ser remunerado por ela. O empregador está ali para obter lucro com o seu produto ou serviço. É um contrato simples. Ou melhor, seria se não fossem as relações humanas. É interessante olhar a relação trabalhista pelo ponto de vista de The Office. Michael Scott é mais do que apenas um chefe, ele é uma figura complexa que reúne todas as péssimas qualidades de alguém que transforma o ambiente de trabalho em um lugar insuportável. E por isso é um personagem tão genial.

The Office tem o humor de constrangimento em seu DNA. Personagens como Dwight são um ótimo exemplo de como a série estica a piada até onde jamais conseguiríamos imaginar. Se você acha que a situação chegou ao máximo de desconforto e graça, aguarde, The Office tem mais uma coisinha. Porém é Michael Scott que carrega tudo que a série significa. Como chefe ele é péssimo, como amigo pior ainda.

Michael é o típico exemplo do homem que avançou em idade, mas não conseguiu superar sua insegurança. E nada pode ser mais constrangedor que um homem inseguro, e a maior demonstração de insegurança é fingir estar seguro de si o tempo todo e cobrando atenção. E é sob esse teto que trabalham os funcionários da Dunder Mifflin.

The Office não perde a oportunidade de colocar seu principal personagem no centro de tudo que acontece, aliás, Michael adora ser o centro de tudo, mesmo quando o assunto não diz respeito a ele. Em todo episódio ele demonstra que pode ir ainda mais longe daquilo que imaginávamos. É como não existisse limites. É esse tipo de personagem que se imortaliza na televisão: aquele que nunca está satisfeito. Seja para um professor de química que se mostra mais cruel a cada episódio, seja do chefe de uma empresa de papel não sabe a hora de parar.

As relações humanas em The Office são tão fortes que por alguns segundo você se pega torcendo para Michael. Em um determinado episódio, por exemplo, Jim da uma festa e convida a todos do escritório. Menos Michael. De repente você sente pena daquele homem de meia idade solitário e marginalizado. Mas basta ele abrir a boca que praticamente uma lista com “razões para evitar Michael Scott” apareça na tela. Outro exemplo de como o chefe parece viver em uma realidade paralela é seu “relacionamento” com Jan, que é disparado o momento onde o humor de constrangimento encontra seu auge.

Michael Scott é a alma de The Office. E saiba que existem milhares espalhados por aí. Talvez ele seja seu chefe nesse exato momento.

E você se pegará fazendo essa cara:

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