How I Met Your Mother: como não achar Ted Mosby um mongolão?

Comecei a ver HIMYM e já não consigo suportar o Ted

Luide
Luide
22 de janeiro de 2016

Sabe aquela série que só tem graça de ver acompanhado? Então, How I Met Your Mother é uma delas. Algum tempo atrás cheguei a ver alguns episódios aqui e outros ali com um grupo de amigos que eram viciados, mas nunca segui em frente. Eis que minha namorada (a mesma que me obrigou a ver Harry Potter) me convidou gentilmente para ver HIMYM desde o início. Como dormir no sofá não é um opção, dei o braço a torcer e começamos a primeira de NOVE (NOVE!!!) temporadas.

De fato, How I Met Your Mother é incrível. A série me conquista mais pela criatividade do roteiro e situações comuns nessa fase da vida entre os 25 e 30 anos que pelo humor em si. Mas não se engane: HIMYM é muito engraçada, de verdade, mas eu não consigo ver mais do que 3 ou 4 episódios. Sei lá, chega um momento que fico de mau humor de tanta risada.

Todos os personagens ali são fabulosos. Temos o casal mais legal de todos os tempos: Lily e Marshall. É bem legal como a série sempre os coloca em situações que confrontam o egoísmo nosso de cada dia. Afinal, é tão bom assim ficar juntos? Não seria mais legal estar em uma balada do que em casa vendo série com a pessoa que ama? O drama de ambos é o drama que todos vivem, afinal, por mais que você ame alguém e quer passar o resto de sua vida com ela, ainda somos seres humanos que precisamos de privacidade. Além, claro, da química entre os dois atores ser perfeita e trazer os melhores momentos da série (eu adoro o Marshall, sério).

Mas quem rouba a cena é Barney do Neil Patrick Harris. PQP, esse cara é demais. É um personagem incrível e inusitado, que nunca fica forçado. São maneirísmos que conquistam, principalmente porque até no começo da segunda temporada, o personagem não sai do tom: é sempre o mesmo cara querendo ser o escrotão da galera. Fantástico. A Robin é legal, mas não tem muito o que dizer sobre ela… talvez mais pra frente.

Olhem pra mim, eu tenho problemas: não beijei na boca hoje

E tem o Ted. O Ted Mosby. Meu Jesus… que mongolão. Ted é (ao lado do Junior Soprano) o personagem mais egoísta e mesquinho que já tive o prazer de acompanhar em uma série. Sabe quando você tem 15 anos e acha que o mundo deve girar a sua vontade e que o universo deve conspirar para que você consiga alguém pra beijar na boca? Então, esse é o Ted, mas com 28 anos.

É um cara cujo único sentido na vida é encontrar alguém. Eu sei, não precisa me dizer que esse é o tema da série, mas meu senhor, que homem insuportável, muito me admira que ele tenha conseguido ter dois filhos. Em todo episódio ele está tentando mostrar aos amigos que não existe problema maior que o dele: a solidão física. O cara chora, se humilha, abandona o amor próprio… tudo pra que? Pra provar a si mesmo que ele pode amar alguém.

Se Ted Mosby tivesse 18 anos seria digno esse sentimentalismo barato, mas não, ele tem quase 30 e ainda acredita em príncipes e princesas. O problema é que existem muitos Teds por aí, que não encontram outro sentido na vida a não ser o prazer. É um sujeito que necessita da aprovação de terceiros para seguir em frente, mas o pior é que essa aprovação só é válida quando a pessoa responde por uma extensa lista de qualidades.

Aliás, essa lista é posta na série de maneira física, mas não precisava dela pra saber que Ted criou em sua mente uma espécie de namoradinha perfeita.

Eu tenho até pena da Robin, baita mulher decidida que no final da primeira temporada cai na conversinha de “fiz chover“.
Ok Ted, deu. Vamos crescer.

Seja assinante e ajude o Amigos do Fórum a seguir crescendo!
Posts Relacionados
  • 06/03/2019

  • Luide

Você está pronto para ser um perdedor?

  • 27/02/2019

  • Luide

Tudo bem que você não gosta do carnaval

  • 21/02/2019

  • Luide

A sombra da sua própria obsessão