A melhor série da Netflix que você não conhece

Chef's Table chega a sua terceira temporada ainda como uma pérola escondida no catálogo

Luide
Luide
9 de fevereiro de 2017

A Netflix é celebrada por suas séries originais, ser aquela empresa gente boa presente nas redes sociais e por dar vida a uma diversidade de personagens que a internet particularmente gosta. Cores, tamanhos e gêneros para todos. Sendo assim, é quase impossível alguma produção original passar batida, visto a paixão que os assinantes tem pelo serviço de streaming, e a ansiedade de ficar com cara colada na frente da televisão.

E mesmo quando são ruins ou apenas “ok”, as séries da Netflix ganham uma notoriedade que poucos canais conseguem e a frase “mais um acerto Netflix” já é praticamente um meme. O estranho nisso tudo é saber que uma de suas melhores produções (ao lado de Making A Murderer, a melhor) passa batido, ano após ano, temporada após temporada.

Essa série é Chef’s Table

Personagens da terceira temporada de Chef’s Table: a sul coreana Jeong Kwan e o russo Vladimir Muhkin

Não da pra entender o que a distancie do grande público. Talvez o medo de que ela seja apenas uma “série de comida” ou mais um programa de culinária, a torne esquecida, mas a verdade é que Chef’s Table está acima de outras produções do gênero. A poesia sensorial criada por David Gelb transforma o ato de cozinhar. Nas mesas de chef’s renomados espalhados pelo mundo, temos lições sobre família, tradições, superação, criatividade e valores.

A mais original série do serviço de streaming, é também a mais bela e poética. Uma verdadeira joia no catálogo que acaba se perdendo em meio a tantas adições mensais. O spin-off que se passa exclusivamente na França, por exemplo, estreou no mesmo dia da segunda temporada de Narcos. E mesmo que a história de Escobar seja bastante aclamada, sejamos sinceros, a obra de David Gelb está um patamar acima. Sendo ainda mais sincero, é o melhor produto da Netflix.

Porém Chef’s Table é um produto de autor. O criador (e diretor de alguns episódios) David Gelb deixa sua marca em todos os episódios. A maneira como ele conduz uma mistura de música clássica com ingredientes, tranforma as cozinhas dos melhores restaurantes do mundo em uma verdadeira ópera. Um universo paralelo onde somos apenas observadores, e tentar entender como funciona a mente desses chefs é uma tarefa que exige de nós uma libertação de certas convenções.

Junto com Cooked são duas séries que tratam do mesmo assunto, porém por ângulos muito distintos. Enquanto Cooked te diz “você pode cozinharChef’s Table transforma o cozinhar em uma espécie de alquimia. A série tem um tom épico e ao mesmo tempo delicado. Um verdadeiro balé de sons e imagens enquanto nos conta sobre ousadia, legado e inovação. Aliás, a série se torna um espetáculo quando coloca em confronto a tradição e o novo, o já estabelecido e a mudança.

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