Mais um erro Netflix

Mais um filme péssimo entra no catálogo da Netflix.

Luide
Luide
31 de julho de 2018

O selo “original Netflix” já foi sinônimo de coisa boa. Depois de emplacar House Of Cards e Orange Is The New Black (que logo em suas primeiras temporadas quebraram barreiras e foram indicados ao Emmy), o serviço de streaming mirou alto e resolveu apostar também em filmes, animes e expandir seus documentários. Beasts of No Nation foi a primeira grande produção e assim com a série de Frank Underwood, deixou a impressão que a Netflix estava, acima de tudo, preocupada com a qualidade daquilo que entrava sob suas asas.

Cinco anos depois o que se vê é o contrário. A quantidade é o que importa, com a Netflix expandindo cada vez mais seu catálogo a fim de não ficar refém de outras distribuidoras e com isso, não apenas atraindo novos assinantes, mas também fidelizando. E nem que pra isso o tal selo “original” seja aplicado em todo tipo de produção duvidosa. O problema é que com sucessivos erros fica cada vez mais difícil confiar em seus produtos originais, sem contar que a Netflix se tornou uma espécie de Band dos serviços de streaming: sabe aquele filme ruim que não passa em lugar algum, mas você encontra ele em alguma madrugada da Band? Então…

Inclusive vem se tornando uma prática bastante comum: estúdios desistindo de lançar algumas bombas óbvias como The Cloverfield Paradox e Netflix comprando. A última aquisição foi o Mogli dirigido por Andy Serkis, que promete ser uma visão “sombria” do famoso livro e teve sua estreia adiada TRÊS vezes. Francamente, quem se importa com um Mogli sombrio depois da maravilhosa adaptação de Jon Favreau em 2016? É um fracasso óbvio que a Netflix resolveu comprar. É preciso ter um otimismo sem tamanho para ter coragem de dar play nesses filmes que ninguém está lá muito a fim de lançar.

Otimismo que já não tenho, ainda mais depois de assistir Extinção, o novo “original Netflix” que estreou há poucos dias e é mais uma dessas sobras que o serviço de streaming trouxe pra si. É um horror do começo ao fim: mal produzido, com efeitos especiais de quinta categoria, elenco péssimo e uma trama boba que chega a dar pena. A ficção científica tenta emplacar algumas reviravoltas e muito blá blá blá existencial, mas a execução realmente é amadora. É o tipo de filme que estrearia nas madrugadas da Band se não fosse a compra da Netflix.

O estranho nisso tudo é perceber a mão acertada da Netflix para documentários, séries documentais e até comédias, mas quando se trata de filmes e séries dramáticas, é um erro atrás do outro. São departamentos diferentes que precisam se unir? Pelo visto é isso mesmo. Se não fosse uma crítica empolgada com produções medíocres (tipo essas da Marvel) certamente o selo “original” já seria sinônimo de “fuja”.

Bom, pelo menos pra mim, quando se trata de filmes, já virou.

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