Jessica Jones, Killgrave, o abuso e a humanidade da personagem

Ela pode dar seus super pulos e levantar alguns carros, mas é a personagem mais humana da Marvel fora dos quadrinhos

Luide
Luide
20 de novembro de 2015
 

Um dos fatores que ajudaram a televisão a ser o que é hoje, esse grande veículo que produz séries tão incríveis, foi a ousadia de vários criativos que através de mafiosos, publicitários, professores, policiais etc contaram histórias que iam além do básico, do feijão com arroz, daquilo que o público estava acostumado a devorar. O chamado “cavalo de tróia” entrava em sua casa através da tv, e sem perceber lá estava você consumindo algo muito maior daquilo que as chamadas diziam ser.

Não só nas séries a cultura pop sempre usou de suas “armas” para contar nossa realidade, denunciar preconceitos e nos ajudar a evoluir como seres humanos, é muito mais que puro entretenimento. E a cultura pop também precisa evoluir e acompanhar nossa sociedade, não é por menos que o novo Star Wars tem uma mulher e um negro protagonistas.

Assim, fica difícil olhar para o primeiro episódio de Jessica Jones e não enxergar ali uma alegoria através de super heróis para os abusos que a mulher sofre dia-a-dia simplesmente por ser mulher. A nova série da Marvel no Netflix começou muito bem e se você achou que o passado da showrunner Melissa Rosenberg com Crepúsculo iria respingar em Jessica… bom, passou longe de acertar.

Primeiras impressões em vídeo também!

Olhar Krysten Ritter no papel de Jessica Jones é imaginar que ninguém seria melhor para o papel. A atriz entrega uma personagem que não precisa de muito para mostrar o quanto está quebrada, ou melhor, o quanto ela FOI quebrada por alguém. Um vilão, um monstro, um perseguidor. Jessica carrega em suas costas o peso que nenhum outro personagem da Marvel fora dos quadrinhos parece carregar.

É um tipo de dor que fica difícil de imaginar pelo que ela passou. O primeiro episódio ajuda a criar essa proximidade da personagem, ainda mais quando seus super poderes são poucos explorados, no máximo em duas cenas.

Enquanto isso David Tennant passa um temor inacreditável mesmo sem aparecer de fato. Kilgrave já é uma aposta de grande vilão da Marvel, que depois de Ultron, percebemos que ela tem um certo problema com isso… é preciso que Jessica deixe de lado a fuga constante, perceba que ela não é culpada pelo que passou e finalmente resolva fazer algo, acabar com isso de vez. O medo não é a saída, a culpa também não.

Até o episódio final temos muito pra acompanhar e conhecer da Jessica. Se eu não fazia ideia de quem ela era, agora quero saber tudo.

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