House Of Cards e sua desnecessária última temporada

O velório de Frank Underwood e de House Of Cards.

Luide
Luide
8 de outubro de 2018

House Of Cards é talvez a série mais importante da Netflix. Foi ela quem deu início nessa máquina de produções originais e parte fundamental da construção de marca do serviço de streaming. O que ninguém esperava é que seria justamente ela a se envolver no maior escândalo da empresa até agora. As acusações de assédio de Kevin Spacey vieram como uma bomba e poderiam minar tudo que a Netflix construir em relação ao seu discurso pró diversidade, feminismo e outras coisas.

Mas a Netflix agiu rápido e deu seu veredito: se Spacey continuasse no elenco, a empresa abriria mão de uma última temporada. Os roteiristas então tiveram que improvisar em cima da demissão do seu protagonista, algo que pode ter dado um pouco de trabalho, mas que não fica tão distante da lógica imposta dentro da própria série. Há algumas temporadas Claire Underwood despontava como personagem favorita do público, dividindo com o Frank o papel principal na série.

Em sua sexta e última temporada, House Of Cards precisa consolidar essa jogada. Frank já está morto e enterrado e Claire se mostra a verdadeira vilã, se é que da pra se chamar assim. O trailer deixa claro esse tom de mal maior, de alguém que tão diabólico ou mais quanto o falecido.

O problema é o desgaste. House Of Cards poderia ter jogado a toalha depois de tantas polêmicas que envolveram sua produção, encerrar sua jornada e bola pra frente. Mas provavelmente não é do agrado da Netflix enterrar sua produção primordial e fingir que ela nunca existiu. Resta saber se será um velório digno.

Que Deus abençoe a América.

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