Há ANOS House Of Cards não entregava uma sequência tão espetacular de episódios

Desde o primeiro ano, House Of Cards não engata 4 espetaculares episódios seguidos

Luide
Luide
8 de março de 2016

Senhoras e senhores, House Of Cards voltou. E quando digo isso, não me refiro ao seu retorno de quarta temporada, mas sim em como a série se reencontrou, voltou a ser dinâmica, direta e clara em suas intenções. Parou de tentar ser uma paródia política pra agradar a moçada que ainda não percebeu que, assim como qualquer outra instituição, ela é recheada de podridão.

Frank Underwood agora tem uma ameaça séria, mas ao mesmo tempo caseira (nada bilionários, China ou Rússia): precisa se provar como candidato, e conseguir o apoio dos americanos para um cargo em que ele não o fez por merecer. É isso, a quarta temporada se resume a esse embate, mas assim como feito em 2013 em seu primeiro ano, esse caminho de Frank Underwood não é uma bela rodovia vazia, mas uma estrada esburacada cheia de obstáculos.

E pra dificultar de verdade a vida do presidente, House Of Cards finalmente deu a Frank um oponente a sua altura. Não um político bocó que ele enrola com duas ou três promessas, mas alguém tão diabólico quanto ele, disposto a destruir e arriscar qualquer coisa. Esse alguém responde pelo nome de Claire Underwood.

Junto com os dois anteriores, Chapter 42 e Chapter 43 formam a melhor sequência de episódios de House Of Cards há anos. Ambos os dois com direção da própria Robin Wright, tivemos Frank e Claire em suas melhores formas, em uma direção perfeita de Wright, que parece conhecer o casal como mais ninguém na série.

Chapter 42 não só é o melhor episódio da quarta temporada até aqui, como um dos melhores em toda série. Contido e bem resolvido, ele fornece uma breve ascensão a queda de Frank ao perder para Dunbar em seu estado natal. É um golpe terrível para um candidato, oras, se ele não pode vencer em sua casa, onde mais venceria? Uma jogada monstruosa de Claire, que após dar a facada e ver Frank sangrar, se oferece para conter o ferimento.

É Claire Underwood despontando de vez como uma das grandes vilãs da história da tv. Uma frieza que envolve desde suas roupas, a microexpressões. É pra causar calafrios quando ela fala, gesticula, toda reclusa de sentimentos, mas nós sabemos que ali dorme um demônio. Seu golpe é tão poderoso que vemos Frank pela primeira vez despido de sua versão cínica de político. Ao falar do pai, temos ali o homem sem a coroa presidencial, humano, colocando pra fora tudo o que está sentindo.

Foi a única vez que me orgulhei de meu pai

Terminei esse episódio suando.

Chapter 43 volta a apertar o cerco para Frank. A crise de combustíveis da Rússia gera uma situação desfavorável a sua campanha, e justamente em um momento onde ele mais precisa estar forte em suas decisões, acontece uma tragédia. Confesso que o roteiro me pegou de surpresa pela sua coragem e creio que os desdobramentos desses disparos vão respingar pela campanha.

Aguardemos. Também foi triste dar adeus a um personagem tão querido… mas jogo que segue. Com Claire cada vez mais se posicionando e se tornando uma ameaça a Frank, House Of Cards caminha para cravar uma temporada histórica.

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