Fargo mantém o excelente nível e entrega mais uma temporada histórica

No comando de Noah Hawley, a série entrega mais 10 episódios impecáveis

Luide
Luide
20 de dezembro de 2015
 

Em 2014 os olhos de todo mundo estavam voltados para True Detective. A primeira temporada deixou o público de boca aberta pela qualidade e complexidade da história de Nic Pizzolatto, que já surgia como um dos principais novos showrunners da tv. Bem, veio a segunda temporada e existem aqueles que duvidem disso.

Porém quase na mesma época estreava no FX uma série de nome FARGO. Escrita pelo pouco conhecido Noah Hawley, FARGO iria adaptar pra tv aquela que talvez seja a obra prima dos aclamados Irmãos Coen. Duas temporadas depois ninguém mais duvida do potencial de Noah Hawley e FARGO definitivamente se firma como uma das recentes produções a encabeçar um novo movimento criativo na tv.

Com temporadas que seguem o formato de antologia, mas que se passam no mesmo universo, FARGO entrega um segundo ano tão incrível e histórico como o primeiro, repleta de personagens marcantes, fruto de um elenco escolhido a dedo. Esteticamente a série é um absurdo, com uma fotografia que hipnotiza e alguns recursos bastante interessantes para narrar visualmente certos momentos.

É a grande obra original do canal FX, o “filho pobre” da FOX que entrou no radar de boas produções com The Shield. Na época o criador da elogiada série policial disse que iria transformar o FX em uma nova HBO. Hoje, graças a FARGO, da pra dizer que o FX conseguiu alcançar um nível técnico que somente a TV que não é TV vinha mostrando.

FARGO se firma como uma das melhores séries da atualidade

FARGO mais uma vez mostra uma originalidade incrível em contar suas histórias, que transformam a monotonia do centro-oeste americano em lendas épicas. Como se ali fosse, de alguma forma, um lugar especial no mundo.

A neve que oprimia na primeira temporada agora da lugar a paisagens planas e desérticas, que da a velha sensação de isolamento, o que contribui para certas peculiaridade de seus personagens.

Um pouco de máfia na tv com a Família Gerhardt e seus membros explosivos, o gangster Mike Milligan e seus monólogos que nada combinam com o mundo em que vive. Kirsten Dunst e Jesse Plemons dando um verdadeiro show com o casal Ed e Peggy Blumquist. E Patrick Wilson vivendo nosso já conhecido Lou. Ah, não esquecer de Zahn McClarnon com o emblemático Hanzee, personagem que possui forte ligação com a primeira temporada.

Esse segundo ano de FARGO mostrou que  Noah Hawley quer nos contar as mesmas histórias, porém divididas e sob diferentes pontos de vista.

FARGO referencia não apenas o filme que lhe empresta o nome, mas também várias outras obras dos Coen. Continuo sentindo uma grande influência de Onde Os Fracos Não Tem Vez em alguns momentos e personagens. Enfim, é Hawley conseguiu captar muito bem a essência dos Coen, principalmente no que diz respeito ao já conhecido humor negro dos diretores, aqui usado na medida certa.

Com um terceiro ano confirmado apenas para 2017, FARGO honra a todos os fãs e críticos com um segundo ano que não perde em nada para o primeiro, agora vai de cada um escolher sua temporada favorita. Que venham mais histórias geladas e improváveis. Que venha mais FARGO.

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