“Estão misturando política e Star Wars”: por que será, né?

As duas coisas se misturam sim.

Luide
Luide
3 de outubro de 2018

Por um lado até entendo as reclamações dos que afirmam que “querem enfiar política em tudo!“, mesmo que muitas coisas das quais nós gostamos são sim obras políticas (e não saibamos disso). Na verdade não estão enfiando política em tudo, é você que está crescendo e percebendo que X-Men não é simplesmente a história de mutantes contra humanos. E quando vem alguém e ativa esse gatilho sua reação inicial é rejeitar a ideia de que homens musculosos com poderzinho não são simplesmente homens musculosos com poderzinhos.

Mas acontece que o nerd médio ainda está aprendendo a lidar com isso, então, quando algum crítico escreve um texto mostrando esses elementos políticos em um filme como Star Wars, ele surta, faz bico e xinga muito nas redes sociais. Até aí é só um processo de aceitação em entender que o motivo da sua devoção não é exatamente aquilo que ele pensou. Só que nem sempre isso acontece de forma racional.

Desde a estreia de Os Últimos Jedi em dezembro passado, ataques a agregadores de crítica, a membros do elenco, ao diretor e inclusive um pedido para refazer o filme dominaram a internet. O “fã” ainda não conseguiu lidar com as personagens femininas, um personagem negro e outras decisões. Isso de alguma forma ofende parte do público que tem sim todo o direito de não gostar do filme (eu mesmo nem gosto tanto assim desses novos episódios), mas usar isso como arma para destilar ódio é inaceitável.

Agora um estudo publicado pelo pesquisador Morten Bay chamado “Weaponizing the haters: The Last Jedi and the strategic politicization of pop culture through social media manipulation” mostrou que parte das críticas negativas e mensagens agressivas não eram reais, mas sim fruto de um ataque ordenado por trolls russos. Dados mostram que um pouco mais da metade dos tweets negativos sobre Os Últimos Jedi eram feitos por motivação política ou por bots.

A análise completa do estudo pode ser vista aqui.

O próprio diretor Rian Johnson compartilhou o estudo.

Mais do que nunca cultura pop e política se misturam. E isso é necessário.

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