Empolgou

Dessa vez será diferente!

Luide
Luide
3 de abril de 2019

Uma década ditando os rumos do cinema de super heróis fez da Marvel o inimigo a ser batido pelos estúdios concorrentes (alguns já nem são mais já que a Disney comprou, rs). Não é fácil articular todo um universo compartilhado e complexo ao mesmo tempo que apresenta personagens a um público totalmente jovem. Mas eles conseguiram e bom, já na pré-venda dos ingressos para Vingadores Ultimato, sites de todo mundo ficaram sobrecarregados. Nos EUA todos os tickets estão esgotados, com cambistas revendendo a preços altos no eBay. Com tanta euforia em cima do que a Marvel produz, como conseguir a atenção do público para os seus filmes?

A DC fez uma aposta ousada em 2013 com Man Of Steel, trazendo Zack Snyder para a direção e com alguns toques de Christopher Nolan, prata da casa na Warner, que ajudou a criar essa atmosfera um tanto mais… é… “séria”. O resultado é isso: cortes, demissões, bilheteria baixa, críticas negativas e o público dando o recado do que realmente espera em um filme de super herói: cores, humor e referências. Não é de se espantar que Aquaman seja o primeiro a atingir a marca do bilhão desde a trilogia do Cavaleiro das Trevas.

Esse lance do “somos dark respeitar ok” da DC não funcionou, mas fez parte do discurso do estúdio em 2016, ano em que Batman V Superman e Esquadrão Suicida foram ambos um fracasso (mesmo não dando prejuízo, ninguém apostaria na baixa arrecadação). Mas mesmo com a ascensão das cores e da alegria de James Wan em Aquaman, o estúdio ainda aposta em filmes mais… sérios, tanto que se criou uma espécie de selo dentro da Warner para lançar filmes com uma pegada mais… adulta. Coringa, com Joaquin Phoenix, é um desses projetos.

No começo surgiu com aquela velha cara de péssima ideia, mas assim que as primeiras imagens foram saindo, aquela sensação de “hmmm, pode até funcionar” surgiu. E como o bom da vida é ser enganado e estar sempre pronto para ser enganado novamente, o primeiro trailer empolga qualquer um. E empolga mesmo. Se os filmes da DC jamais fossem lançados nos cinemas e ficassem apenas em trailers, teríamos um estúdio que nunca erra. Mas a vida nos coloca em situações como essas.

Se for ruim nunca aconteceu. Se for bom eu avisei que seria, ok?

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