A CCXP se tornou a casa do fã de cultura pop no Brasil

Evento chega a sua quarta edição como uma espécie de "festa da firma" da cultura pop, celebrando o ano que passou e imaginando o próximo.

Luide
Luide
11 de dezembro de 2017

De repente uma multidão começa a se formar ao redor de um stand da Netflix, onde um homem mascarado começa a revelar seu rosto. Antes de descobrir que se tratava de Will Smith (que caminhou ao longo de todo pavilhão sem ser notado), dezenas de pessoas se espremiam para entender o que estava acontecendo. Esse efeito de manada é conduzido pela confiança: se pessoas com o mesmo interesse que eu se voltam para um lugar, é porque nesse lugar deve estar acontecendo algo incrível.

E estava. Will Smith causou aquele que foi o maior alvoroço em todo evento, mostrando que quando se trata de CCXP, o calor humano é sempre a atração principal. A busca por aqueles segundos que ficarão eternizados em fotos ou na memória é a grande obsessão dos fãs de culturas pop que passam pelo evento ao longo dos 4 dias. A frase “Viva o Épico” é exatamente a cara desse ambiente. Quem passa pelas catracas quer materializar todo o hype construído ao longo do ano. Esperar horas na fila para tirar uma foto sentado no Trono de Ferro só faz sentido para quem passou 2017 debatendo Game Of Thrones. Se isso não é a sua área, não tente entender, mas evite tratar com deboche.

A briga pelos painéis é acirrada, e somente quem tem disposição de sobra pode acompanhar as apresentações dos principais estúdios e convidados. Mas insisto que o melhor da CCXP é o que acontece nos corredores, e da correria dos participantes entre um stand e outro. O espaço exclusivo para criadores de conteúdo na internet segue, e dosou bem os convidados, misturando youtubers, blogueiros, jornalistas e podcasters (que geralmente são excluídos até de eventos de internet).

O fã de cultura pop não estava apenas diante de trailers e figurinos de super heróis, mas também daqueles que vivem de discutir esse universo. Seria um erro se a CCXP não integrasse em sua agenda quem trabalha com cultura pop.

Além disso, o Artist Alley segue como o principal reduto dos apaixonados por quadrinhos, abrigando aqueles mais focados e com missões específicas: comprar o máximo possível de artes diretamente das mãos de quem produz. É sem dúvida alguma o lugar mais nerd da CCXP.

Wendell Bezerra, a voz do Goku, invade a gravação do Não Ouvo. Coisas assim são comuns na CCXP.

O cansaço nítido no rosto de quem, no final do evento, senta em qualquer canto, evidencia uma mistura de trabalho feito e sonhos realizados. A CCXP segue como o principal encontro de fãs de cultura pop no Brasil, melhorando sua estrutura a cada ano, deixando o lugar com mais espaço e conforto. O escoamento dessa multidão todo fim de noite ainda é um problema, mas aí estamos falando de São Paulo, uma cidade inviável em todos os aspectos quando falamos sobre grandes eventos.

Estar na CCXP é presenciar tudo aquilo que a gente passa o ano comentando, cornetando, criticando e se derretendo de amores. Ou seja, é a casa do fã de cultura pop.

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