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Assisti apenas ao último episódio de Dragon Ball Super. E mesmo assim me emocionei

Nada pode ser mais Dragon Ball que isso.

Por Luide
28 de março de 2018

Quando Dragon Ball estreou no Bom Dia & CIA em algum momento da década de 90, eu era apenas uma criança que fingia estar doente para poder faltar a aula. Até hoje me pergunto porque minha mãe me sentenciou a essa vida de madrugar 5 vezes por semana para ouvir alguém falando de matemática, mas enfim, sigamos. O fato é que as aventuras daquele garoto chamado Goku me conquistaram de uma forma inédita. O motivo? O próprio Goku.

Ele é o que se pode chamar de herói perfeito. Carismático, inocente, corajoso e com um coração enorme. Era fácil se apegar a Goku e assim, por consequência, se apaixonar por Dragon Ball. Mas a jornada óbvia era que, ao passo que eu crescia, o desenho iria se distanciar da minha realidade e logo seria uma lembrança nostálgica. Mas é ai que entra uma das principais virtudes de DB: a forma como a franquia cresceu junto com seu espectador. Goku casou, teve família, viveu o tédio do homem comum, mas nunca abandonou a magia das batalhas. O mesmo aconteceu com os fãs.

Pois bem. Dragon Ball ganhou novos episódios e ignorou aquela fanfic chamada GT. Nos dias de hoje é complicado pra mim, marido e pai, conseguir tempo na minha rotina para assistir um anime. Mesmo assim acompanhei o barulho que ele causou e a comoção dos fãs, chegando até mesmo a criar uma pequena crise diplomática entre Japão e México. Nesse post, por exemplo, separei duas imagens que resumem bem a importância de Dragon Ball.

Veio então o último episódio e resolvi assistir. Não acompanhei nada do que estava acontecendo, apenas sabia que um adversário havia posto Goku a prova. Mais uma vez. Era Jiren e o cara parecia ser muito forte. Dei play no episódio e logo entendi o que estava acontecendo: Goku estava fragilizado depois de usar todo seu poder, e Freeza e o Android Nº 17 eram os últimos em pé. Entendi que eles estavam escondidos na arena, e caso fossem derrotados, o Universo 7 seria destruído. Ok, hora de curtir os únicos 20 minutos de Dragon Ball Super que iria assisti.

E como foi incrível. Todo aquele clichê de animes se fez presente, com aquela boa e velha apelação emocional que os japoneses sabem muito bem fazer, dessa vez potencializadas ainda mais. O mais surreal foi assistir a Goku e Freeza lutando lado a lado, e por mais inacreditável que seja, pareceu justo e ok. No fim Jiren é derrotado e seu universo é apagado, mas Nº 17 faz um desejo ao Super Shenlong todos que morreram voltam a vida.

Nada é mais Dragon Ball que isso. Nada pode ser mais clichê, mas ainda assim é espetacular. Não é a toa que os fãs, mesmo com o avançar da idade, não conseguem desapegar do anime. O motivo? Ele ainda reforça valores universais com a amizade sempre no centro de tudo. No fim, dois pequenos seres que acredito serem uma espécie de deuses, conversam com Goku e ali tive um contato novamente com o pequeno herói que aprendi a amor na minha infância.

Tem coisas que sobrevivem ao tempo.