Animes estão prestes a dominar o catálogo da Netflix

Com orçamento de US$ 8 bilhões para produções originais em 2018, a Netflix quer destinar grande parte para os animes.

Luide
Luide
28 de fevereiro de 2018

213 títulos dão adeus ao catálogo da Netflix em março” – notícias como essa causam um certo temor no assinante, afinal, essas exclusões em massa são bastante comuns na Netflix. Fica a pergunta: o que vai sobrar no catálogo? Bom, basta dois minutos navegando pelo site ou aplicativo pra se ter a resposta: produções originais. E o serviço de streaming não poupa dinheiro quanto a isso. Para 2018, a Netflix destinou US$ 8 bilhões para produções de séries, filmes e documentários, e entre essas novidades teremos inclusive produtos mais nichados, como é o caso dos animes.

Ou não tão nichados assim, como diz Taito Okiura, executivo geral de animações da Netflix:

”Anime está deixando de ser um nicho. Está se transformando em um elemento global para nós, e isso acontece porque estamos nos movimentando e buscando melhorias em todos os mercados.”


Taito Okiura ainda diz estar dando todo apoio necessário para os animes dominarem de vez o catálogo da Netlflix, e o que não falta são sinais claro de que essa invasão não é uma promessa, mas sim uma realidade. O grande anúncio de que Cavaleiros do Zodíacos irá ganhar um reboot em 2019 foi só a cereja de um bolo bastante recheado.

A Netflix já fechou parceira com alguns estúdios importantes de animes, como  a Toei Animation, Production I.G, Kyoto Animation, Bones, TMS Entertainment e Satelight. São mais de 30 produções previstas até o fim do ano, além de outras adições de peso como Death Note, Fullmetal Alchemist, One Punch Man e Hunter X Hunter.

Com estúdios americanos rompendo com a Netflix (como é o caso da Disney), procurar bons conteúdos no Japão parece uma jogada inteligente, data a popularidade do anime. Além disso, como o próprio Taito Okiura ressalta, anime é gênero, não nicho, e pode atender uma demanda enorme de assinantes.

A Netflix está grande e sólida o suficiente para não ficar no canto escuro tremendo de medo de outras gigantes como Disney e Apple (que também promete uma investida nesse mercado), e está cada vez mais fortificando seu catálogo. Essa guerra do streaming se mostra cada vez mais interessante.

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