Agora o funk vai te incomodar até na Netflix

"A favela venceu".

Luide
Luide
12 de março de 2018

O funk é sem dúvidas o ritmo mais controverso do Brasil. Cria das periferias, funkeiros e funkeiras cantam a realidade do seu dia a dia, seus desejos de ostentação ou simplesmente aquilo que tem vontade. As letras flutuam entre denúncias da violência na quebrada, do descaso do Estado até o sexo de forma explícita. Esse último, bem mais comum que os outros, só aumenta a rejeição por parte daquela parcela de brasileiros que sente vergonha da sua própria cultura.

Mas o funk vem deixando de ser aquele ritmo marginal e está tomando conta do país. Agora que caiu nas graças de uma certa classe média branca, o funk que já incomodava promete incomodar ainda mais. Bom ou ruim, certo ou errado, ninguém pode fechar os olhos para o seu sucesso. E no topo desse movimento Konrad Cunha Dantas, o KondZilla, dono do maior canal do youtube no Brasil e diretor de algumas dezenas de clipes.

Ele é diretamente responsável pela onda de funk que varre o país desde 2013, que teve um novo BOOM graças ao chamado “funk ostentação”.

Agora KondZilla levará o funk para o maior serviço de streaming do mundo.


A Netflix anunciou Sintonia, uma série original brasileira em parceria com Kondzilla. A história será narrada pelo ponto de vista de três personagens diferentes, explorando a interconexão da música, do tráfico de drogas e da religião em São Paulo. “É o projeto mais antigo da minha vida, eu sempre sonhei em criar e dirigir uma ficção. Espero que seja mais uma das minhas realizações a inspirar mais molecada de favela a persistir com seus sonhos também, nada é impossível. Favela venceu!” conta KondZilla.

Ninguém melhor para produzir uma série brasileira sobre a periferia de São Paulo atualmente que ele. O produtor já soma 29 milhões de inscritos em seu canal e é parte do imaginário do jovem no país. O sonho de qualquer músico é ver o selo “Kondzilla” estampado no início de seu vídeo.

O funk agora vai pra Netflix. Em 2019 Sintonia estreia em mais de 180 países. A favela venceu e você tem mais um lugar pra se incomodar. Que comecem os discursos de falsos intelectuais a respeito da “qualidade da arte”.

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