Um brinde a melhor temporada de Game Of Thrones

The Winds of Winter (S06E10) finalmente afunila a série, encerra arcos e aponta para o fim

Luide
Luide
29 de junho de 2016

O silêncio impera nos primeiro segundos de The Winds Of Winter. Existe algo no ar, uma tensão que você não sabe explicar e nem de onde vem. É o silêncio sempre cumprindo seu papel, sempre assustador. Ninguém o suporta. Porém aos poucos, uma música leve, um toque de piano sutil, começa a dominar o ambiente. Nesse momento sua mente entende: algo irá acontecer.

Quando Game Of Thrones estreou lá em 2011 minhas noções sobre séries de tv ficaram abaladas. Não parecia, até aquele final de primeira temporada, que se tratava de uma história sobre bem vs mal, sobre superações ou mensagens positivas. Era algo mais dedicado a contar uma história do que encher o coração do espectador de esperanças. É por isso, que seis temporadas mais tarde, Game Of Thrones fez seu melhor ano.

Depois de tantos anos, tantos vai e vem, as coisas finalmente se afunilaram. O leitor do livro pode ter se sentido traído, mas enquanto série de tv, estava na hora das coisas começarem a caminhar para o fim. Em algum momento seria necessário pontuar algumas coisas.  Cersei Lannister mostrou do que é capaz e ao se sentar no Trono de Ferro. Aquela sensação que tínhamos lá no início dela ser a pessoa mais terrível de Westeros ganhou respaldo.

Também era hora de elevar Jon Snow a status de herói e salvador. Deu de flerte. Digamos que seu passado não foi uma revelação, está mais para confirmação. Targaryen e Stark. Gelo e Fogo. Como todos já sabiam. E não esquecer de Daenerys que depois de quebrar correntes e incendiar pessoas, finalmente partiu rumo a Westeros. Game Of Thrones pontuou bem o final para esses três protagonistas, está mais do que claro que tudo que vier até o grandioso final em 2018, será pautado através de suas ações.

Além disso, além de mirar para as conclusões, Game Of Thrones fez sua melhor temporada até aqui por se provar enquanto série. Seria difícil tomar qualquer decisão enquanto existissem livros para comparação. Mesmo que George R.R. Martin seja consultor, a decisão do roteiro sempre ficou nas mãos de David Benioff, D.B. Weiss. E deu pra sentir essa liberdade durante os 10 episódios.

Tirando o primeiro episódio The Red Woman (que mais parecia cena pós créditos do S05E10), toda a sexta temporada foi pensada como um grande finalmente. É engraçado que depois de seis anos conseguimos ao menos imaginar prováveis confrontos nas próximas temporadas.

Game Of Thrones se tornou grande demais. É um evento. E como todo evento precisa terminar no auge, o topo foi atingido. Sabendo disso, essa temporada usou e abusou de momentos inesquecíveis, mostrando que além de um bom drama, quando quer, Game Of Thrones é um turbilhão de emoções.

De Hodor a Batalha dos Bastardos, da morte de Rickon ao retorno espetacular de Arya. Tudo feito para provocar o espectador. Tirá-lo do conforto. É pra chorar? Chore. É pra vibrar de felicidade? Vibre. É pra ficar tenso? Fique.

The Winds of Winter (S06E10)

Magistral foi seu fim. Jon Snow é o Lobo Branco, o Rei do Norte. Cersei Lannister é a Leoa Coroada. E Daenerys is coming. Os ventos do inverno trouxeram um nostalgismo a série, lembrar de como tudo começou. Da inocente Mãe dos Dragões sendo vendida, da jovem Sansa sendo pisada por todos, do bastardo Jon procurando família em uma Muralha.

Nostalgia também de saber que em 2011 ainda teríamos muitas temporadas de Game Of Thrones pela frente, mas agora nos restam duas. E com menos episódios do que o de costume. Quando Sansa diz que o corvo branco anuncia a chegada do inverno, era possível sentir a presença de Ned Stark, aquele que sempre desconfiou de Cersei. Tudo ligado, tudo faz sentido.

Winter is coming? Não. Ele chegou. E que venha o fim.
Um brinde a melhor temporada de Game Of Thrones.

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