Zack Snyder não queria deixar direção de Liga da Justiça

Diretor usaria o trabalho como forma de refúgio para superar a morte da filha.

Luide
Luide
30 de novembro de 2017

Duas semanas depois de sua estreia, Liga da Justiça sequer atingiu US$ 500 milhões. Com um custo de produção estimado em US$ 300 milhões mais gastos com marketing, o filme para começar a dar lucro teria que romper a barreira dos US$ 700 milhões. Marca que dificilmente será batida, transformando assim o encontro dos maiores heróis da DC em um verdadeiro fracasso.

Em meio a isso, uma petição online assinada por 150 mil pessoas pede pela versão de Zack Snyder, alegando que a que vimos nos cinemas é um colcha de retalhos, misturando visões distintas e entregando uma confusão total. Como se tudo não fosse suficientemente obscuro, The Wrap publicou uma matéria que deixa tudo ainda mais estranho. Um legado que Superman, Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg não precisavam em seus currículos. A matéria narra as produções da Warner/DC desde O Cavaleiro das Trevas de Nolan, e revela muitas informações dos bastidores.

Zack Snyder não queria deixar a direção de Liga da Justiça, e usaria o trabalho como forma de refúgio para a situação.


O The Wrap conversou com várias pessoas envolvidas na produção dos filmes da DC, e a forma como Zack Snyder foi pressionado e censurado pelo estúdio é a mais reveladora das informações. Quer dizer, isso já estava bastante claro desde o princípio.

Acontece que a Warner não queria passar uma mensagem de fraqueza, e portanto, escolheu não adiar Liga da Justiça devido a tragédia pessoal de Snyder. A melhor opção foi contratar Joss Whedon, que já estava sendo consultado para dar um tom mais leve para o filme.

“Uma fonte interna disse que Silverman [executivo da Warner] era “bastante duro com Zack” desde que “Batman v Superman” sofreu para agradar público. Mas ele não o demitiu: remover um diretor é uma grande distração em qualquer filme e nesse caso seria um sinal de sérios problemas e poderia ruir o pilar que sustentaria um universo ainda maior.”

Com tanta pressão do estúdio -e claramente sendo censurado por ele- Snyder entendeu a mensagem e deixou a direção. Acontece que o tempo era curto, e Joss Whedon também foi bastante prejudicado. Segundo a matéria, parte das cenas deletadas foram consequência da pressa em terminar o filme. Como Whedon não teria tempo de trabalhá-las, resolveu cortar. O motivo de tanta urgência? A Warner não queria gastar com salários adicionais.

Por fim, membros da produção chamam Liga da Justiça de “Frankenstein“. Uma pena que foi assim.

Com informações do Jovem Nerd.

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