Undertale: o jogo que te enche de determinação

Undertale é muito mais que entretenimento, é um ensinamento.

Kami Andrade
Kami Andrade
22 de setembro de 2017

Eu queria ter esperado um pouco pra fazer essa análise, pois eu tenho certeza que vai ser a mais difícil de todas (as 3, rs) que eu fiz até agora. Mas é muito difícil ficar muito tempo sem falar desse jogo.
Sei que já to muito atrasada, e há centenas de outras análises até muito melhores que essa que vos escrevo, mas tentarei colocar todo o meu coração e toda a emoção que senti jogando. Talvez por isso pra mim seja tão difícil falar sobre ele, é muito mais que simples mecânicas de jogo. É muito mais que gráficos, jogabilidade, trilha sonora… Aqui estamos falando de história, e das boas.

Undertale começa com uma criança (humana) que caiu num submundo enquanto brincava numa montanha. Por mais que ela tenha nome, você pode escolher o nome que quiser pra dar ao personagem. Afinal ‘Chara‘ vem de ‘Character‘, pois é um personagem importante em Undertale e é com ela que começamos escolhendo nosso nome, e não com a personagem que controlamos durante o jogo. E Frisk é a palavra dinamarquesa pra ‘saudável’ e é uma variável de Frisky, que significa ‘brincalhona e cheia de energia’ (ou determinação).

Gostaria de destacar aqui que Chara e Frisk são personagens que muitos se perguntam sobre seu gênero, e que na real isso é o menos importante de toda a história. Elas são crianças e podemos considerar que seus nomes já a definam. Suas sexualidades são ambíguas, deixando assim a escolha do jogador.

Resumindo um pouco de como tudo aconteceu: Há muitos anos uma outra criança havia caído no submundo, Chara, com aparência semelhante a de Frisk. Toriel e Asgore a acolheram como filha e foi tratada com muito amor igual ao seu filho biológico, Asriel. Tempos depois Chara e Asriel acidentalmente envenenaram Asgord colocando pétalas de uma flor dourada envenenada numa torta de caramelo. Apesar de Chara rir compulsivamente, por motivos de psicopatia (talvez?), há relatos de que Chara tenha se suicidado, comendo as pétalas douradas. Asriel então, absorveu sua alma e levou o corpo de Chara para o subsolo, a deixando numa cama de flores. Os humanos avistando aquela cena, concluíram que Asriel a havia matado e assim houve uma guerra em Undertale, entre monstros e humanos. Os humanos se deram melhor nessa e impediram que qualquer monstro subisse à superfície, fazendo assim com que todos os monstros fossem exilados a ficassem pra sempre no submundo. E daí pulamos pra parte que a conhecemos.

Pra que todos os monstros possam subir a superfície e vejam o sol brilhando novamente, há uma certa quantidade de almas a serem sacrificadas para que isso seja possível, portanto a essa altura você deve imaginar que Frisk não é muito bem vinda ao submundo. Então é com muita sorte que Frisk é resgatada por Toriel.

Eu realmente não quero contar muito sobre o jogo, é uma experiência única e eu queria exclusivamente falar sobra a minha experiência. Undertale é um jogo que nos deixa escolher o destino, e ela pode ser pacifista, neutra ou genocida. Undertale te deixa a opção de fazer mais do que você tá esperando em jogos padrões de RPG;
Você mata monstros, coleta pontos de experiência, pula pra uma próxima fase, coleta itens e enfrenta chefões. Aqui tem tudo isso, mas a diferença aqui é o diálogo. Você já se imaginou conversando com seu adversário, tentando entender do porque daquilo estar acontecendo e até mesmo o elogiar? Isso é mais que possível, e por mais que não tenha um final certo e que os 3 finais são importantes pra você ir conhecendo toda a história por 3 ângulos diferentes, eu considero que o final pacifista seja o mais decente (embora eu tenha terminado no modo neutro).
Quando eu comecei Undertale, eu não fazia ideia do que era… Não conhecia a história e fui jogando pra ‘ver no que que dava’. Preciso ressaltar aqui que eu nunca gostei de jogos RPG e que eu não faço ideia do que me impulsionou a jogar. Mal sabia eu que Undertale estaria no meu top5 de jogos preferidos.

Quando falamos de um bom jogo logo nos vem a mente gráficos incríveis, jogabilidade impecável e uma história rica. Em Undertale, nós temos uma jogabilidade simples, um gráfico estilo anos 80 e uma incrível história a ser contada! O jeito que você se apega aos personagens é maravilhoso, eu realmente não consigo me imaginar jogando o modo genocida. A gente se apega tanto a cada história e a cada personagem, que fica difícil você não querer terminar no modo pacifista.
Mas, apesar do estilo simples do jogo, você vai enfrentar algumas batalhas difíceis, mesmo tentando ganhar na lábia. Lembre-se que você é um intruso no mundo dos montros que foram exilados por nós, humanos. É um pouco difícil ganhar a empatia de algum deles, mas é só se encher de determinação 😉

Undertale nos ensina o que é empatia. Nos coloca em cheque o que é ser bom. O que é ser bom? Só você pode se responder. É incrível a capacidade de um jogo nos testar dessa forma! Afinal, tudo na vida acontece a partir das nossas escolhas. O que você quer pra sua vida? Viver num mundo em que as pessoas têm medo de você ou que sejam suas companheiras? Um jogo aparentemente simples, tem muito mais a acrescentar na sua vida e suas escolhas (a partir de então) do que você imagina.

O que Undertale ensinou pra você? Deixe nos comentários!

É impossível falar de Undertale sem que fique um texto gigante, e na verdade esse aqui ficou bem curto. É uma história muito complexa e eu precisaria de no mínimo uns 3 posts pra escrever tudo o que eu gostaria. Eu tenho vontade de escrever uma análise técnica pra cada modo existente. Com spoilers, contando sobre cada personagem e como a atmosfera muda em cada escolha. Me falta coragem pro modo genocida, mas quem sabe não é mesmo? Talvez um dia eu traga essas análises mais específicas pro AdF.

O jogo na Steam custa R$ 19,99 e se você quiser a tradução (os diálogos em PT-BR são maravilhosos!!), tem na Tribo Gamer!

Fica aqui minha dica de hoje! Se você não jogou, aproveite esse fim de semana!

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