The Cat Lady: Depressão e suicídio não são um tabu nesse jogo

Ainda podemos tirar uma lição importantíssima no final, e claro, dar aquela choradinha básica.

Kami Andrade
Kami Andrade
8 de setembro de 2017

The Cat Lady foi lançado em 2012 e conta a história de Susan Ashworth, uma vítima da depressão que decidiu tirar a vida por não aguentar mais. Mas antes de continuar essa história, quero falar um pouco da mecânica do jogo. A fotografia pode não agradar de primeira vista, eu particularmente achei estranho, porém é muito bonito a forma como eles trataram todo o ambiente sutilmente pra retratar toda a história de depressão, com o terror psicológico e as cores frias e minimalistas que o jogo oferece. A jogabilidade é simples, com questões a serem optadas pelo jogador e vários puzzles ao longo do jogo. Com vários finais, fica por conta de jogador decidir como será o desfecho. A trilha sonora, sem dúvida, é um ponto a ser destacado nesse texto, contextuando cada momento como se fosse feito pra ele.

Confesso que relutei pra jogar, pois terror não é o meu gênero de jogo favorito. Juro que morro de medo de jumpscare, por isso evito esses tipos de jogos. Mas assim que vi um pouco de The Cat Lady em um gameplay, senti uma necessidade imensa de jogar e parei de ver ali mesmo, rs. Fui atrás e não me arrependi. Até porque The Cat Lady é um terror mais psicológico, então o susto fica no ar (será que rola, será que não?). Vou deixar pra vocês descobrirem.

Em tempos de alguns veículos abordando os temas sobre depressão e suicídio, talvez esse jogo tenha ganhado mais foco anos depois de seu lançamento por isso, apesar de não ser muito conhecido. Temos exemplos recentes na cultura pop como 13 Reasons Why, e o próprio Life is Strange. The Cat Lady consegue abordar o tema de forma clara e sutil. A narrativa é incrível e obviamente é ponto chave do jogo.

Voltando a história, logo que Susan comete o suícidio, nos vemos em um lugar estranho e logo a frente há uma cabana com uma senhora na varanda. Falamos com ela e então descobrimos o porque de estarmos ali. A senhora não deixa muito claro quem é, mas ficamos nos perguntando se ela é algum tipo de Deus, Diabo ou até a Morte. Depois de um tempo, finalmente descobrimos.  Ela então nos dá uma missão, uma missão que a mesma não pode cumprir. A partir daí somos “presenteadas” com a imortalidade, e temos essa missão de voltar a terra e matar pessoas que “matam inocentes”.

São 5 parasitas. Cinco pessoas que temos que exterminar. Só ficaremos em paz após cumprirmos essa missão, e aí conheceremos outros personagens e até mais da história de Susan e o que a levou ao suicídio.
Susan Ashworth é sem dúvidas a protagonista que tem todo o mérito de destaque, por se mostrar uma mulher de característica forte, mesmo com seu desenvolvimento ao longo do jogo. Com personagens incrivelmente bem construídos, fica difícil não se envolver com alguns deles.

Mas como todo bom jogo de terror psicológico, não estranhe cenários e situações bizarras ao decorrer do jogo.
Sem dar muitos spoilers, podemos tirar uma lição importantíssima no final, e claro, dar aquela choradinha básica. Há momentos no jogo que não tem como não se emocionar.

Essa é a dica que eu deixo hoje, The Cat Lady está disponível na Steam, e volta e meia rola umas promoções, mas o jogo em si é bem baratinho e custa em torno de 15 reais. Se gostaram dessa análise, comentem! Quem já jogou deixe suas impressões aqui nos comentários, e quem ainda não jogou e estiver curioso, super indico pois posso dizer com toda a certeza que The Cat Lady é um dos meus jogos favoritos!

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