Os rostos da abertura de Orange Is The New Black são de prisioneiras reais

61 mulheres emprestaram seus rostos para as cinco aberturas da série.

Luide
Luide
19 de junho de 2017

Preciso confessar que Orange Is The New Black é a única série que me ganhou pela abertura. Em 2013 quando a primeira temporada estreou na Netflix, eu havia acabado de ver House Of Cards, e resolvi dar play nessa “série de prisioneiras“. Achei a abertura tão maravilhosa que segui assistindo. E não se engane: ela é essencial para entender a verdadeira proposta de OITNB.

Diversidade, mulheres de todas as idades, cores e tamanho, com seus olhos em destaque mostrando uma infinidade de sentimentos sem dizer uma única palavra. Mas se você passou cinco temporadas tentando descobrir de quais atrizes são aqueles rostos, esqueça, todas ali são prisioneiras reais.

Os rostos das aberturas das 5 temporadas são de 61 detentas e ex-detentas fotografas em Nova York e Los Angeles.

A verdadeira Piper Kerman foi uma delas.

A maioria das mulheres fotografadas foram encontradas graças a Homeboy Industries, que trabalha na reabilitação de prisioneiras, dando a elas uma oportunidade de recomeçar, oferecendo serviços que vão desde terapia a remoção de tatuagens.

Na primeira versão da abertura, os produtores queriam algo que mostrasse como Piper enxergava sua nova vida, mas isso não pareceu uma boa ideia para Jenji Kohan, criadora da série, que insistiu dizendo que o foco de Orange Is The New Black não era sua “protagonista”, mas sim toda a diversidade de histórias que aquele lugar iria fornecer. Ela então sugeriu uma abertura com mulheres reais, onde, sem a edição de photoshop ou programas do tipo, que mostrasse como elas realmente são.

Com rugas, tatuagens, olheiras, cansaço ou felicidade. Foi então que a mesma empresa responsável pela ótima abertura de Homeland e também de Weeds (outra série de Jenji) começou a trabalhar na ideia. Michael Trim e Thomas Cobb são os dois fotógrafos que ficaram incumbidos de extrair reações dessas mulheres, e para isso, pediram a elas que pensassem em três coisas:

Um lugar pacífico, uma pessoa que a fazia rir e uma coisa que ela gostaria de esquecer.

Nasceu essa abertura maravilhosa.

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