Que em 2018 você possa superar que Pabllo Vittar faz sucesso

Pabllo Vittar é hoje o maior fenômeno pop do Brasil.

Luide
Luide
26 de dezembro de 2017

Sempre tive um ditado que se minha mãe conhece tal coisa, é porque essa coisa se tornou popular no Brasil. Em julho quando Sua Cara foi lançado (e explodiu) fui para meu interior visitar a mamãe. Chegando lá os carros equipados com som, que obviamente não estão ali só para que o condutor ouça, só tinha um hit: K.O. Em casa, minha irmã comentava o quanto “ele ficava bem arrumado vestido de mulher“, e minha mãe, adorou quando algum desses programas dominicais contou sua história de vida. “Bonita história de sucesso dele“.

Enquanto lá no interior do Paraná as pessoas apenas curtiam as músicas pops que Pabllo Vittar cantava, ao chegar na internet, a situação era diferente. É claro que existe uma legião de fãs que o adoram. Mas em um site de cultura pop regular como um fã deve ou não ser devoto de seu ídolo é perda de tempo. Cada um gosta na intensidade que quiser. Porém, é notável a força de vontade de alguns em deixar bem claro o quanto eles odeiam Pabllo Vittar, acompanhado de um medo estranho de ser taxado de homofóbico por isso.

Além do fingimento infantil de dizer que “nunca ouviu falar de Pabllo” ou de se portar como historiador do gosto popular (“o tiozão da periferia não sabe quem é Pabllo Vittar”), existe aquela procura de o tempo todo encontrar justificativas para não gostar de Pabllo Vittar. Isso remete em muito aquela síndrome de underground que se tem quando descobre o rock aos 16 anos. Pra você validar o seu gosto, é preciso debochar do alheio.

Não gostar da música de Pabllo Vittar é completamente ok. É normal. Assim como não gostar de jazz ou funk. Sobre o seu gosto, quem decide é você. No caso de Pabllo, que se transforma em um personagem ao subir no palco, as críticas vão desde o fato “dele não ser mulher de verdade” a “não sabe cantar ao vivo“. É engraçado que tanto tempo se perca estudando ou analisando aquilo que não se gosta. É como os detratores de Batman V Superman, que quase dois anos depois da estreia, ainda se debruçam nos negativos do filme com uma lupa procurando mais erros de Zack Snyder.

Pabllo Vittar é um sucesso. É inegável. Ao menos que você viva em uma caverna (ou o tal do “tiozão”, fruto da sua imaginação), é impossível que não tenha sido impactado pela música de Pabllo. Se é boa ou não é um debate que não leva e não levará a lugar algum.

De todo modo, Pabllo Vittar é hoje o maior sucesso pop do país ao lado de Anitta (o sertanejo ainda reina como gênero mais ouvido) e exemplifica bem o quanto brasileiro tem vergonha da sua cultura popular. É como se grandes ícones da música como É o Tchan! e Felipe Dylon fossem de outro mundo, não daqui. Em plena era dos blockbusters de super herói e banheiras de Nutella, debater que “o que é ruim faz sucesso” se tornou tão besta e desnecessário quanto a piada do pavê.

Bom 2018 a todos.

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