Amigos do Fórum - Página 9 de 339 - Cultura pop e entretenimento todo dia

Segunda temporada de Mr. Robot terá cena filmada em realidade virtual

Você poderá assistir pelo menos uma cena de Mr. Robot usando aqueles óculos VR

14 de junho de 2016

Mr. Robot chegou como um vírus. Foi aos poucos contaminando a televisão e hoje é sem dúvidas a maior promessa em séries dramáticas. Com uma primeira temporada primorosa, o estrago foi grande e a expectativa para seu segundo ano só aumenta. E o criador desse vírus Sam Esmail preparada ainda mais surpresas.

No ano passado o primeiro episódio foi disponibilizado no youtube um mês antes de sua estreia no canal USA. Foi uma jogada inteligente e chamou a atenção do público. Uma série sobre um programador estranho, revoluções e grupos hackers certamente fez seu dever de casa na divulgação. E como diria Galvão Bueno “lá vem eles de novo…“.

Para o segundo ano Sam Esmail irá filmar uma cena em realidade virtual, a nova febre da tecnologia. A informação é da Variety. Com o uso de um óculos VR, você poderá assistir Mr. Robot em 360. É o tipo de jogada que só atiça a curiosidade do espectador, atrai mídia, cria um alvoroço em cima da série. Sam Esmail é um cara esperto.

ASSISTA: trailer da segunda temporada de Mr. Robot

Uma das coisas que chamou a atenção na primeira temporada de Mr. Robot é a estética confusa, que ajuda a criar essa imagem distópica em que a mente de Elliot vive. Agora a série da um passo além e Sam Esmail que torná-la ainda mais ousada nesse sentido.

Dessa vez o showrunner dispensou os diretores dos 10 primeiros episódios e resolveu tocar o barco sozinho. Além de ser o manda chuva e principal roteirista, Sam Esmail vai dirigir todos os 10 episódios da segunda temporada. E em algum desses episódios vai meter uma REALIDADE VIRTUAL. PQP!

Tá ansioso?
Eu tô quase explodindo. Mr. Robot retorna dia 13 de julho.

Procurando Dory: o amor é mais poderoso que a memória

O dia que Dory se lembrou que é preciso continuar nadando

14 de junho de 2016

Você sabe que está tendo um dia ruim porque se lembra dos bons. Sabe que a felicidade sentida quando rodeado de pessoas amadas é forte pois se lembra dos dias de solidão. A memória nos torna humanos, permite refinar nossas emoções, guardar experiências (boas e más) para construir nossa personalidade. O que você se lembra ou esquece é o que te torna diferente.

Feches os olhos e tente se lembrar da sua infância, do colo da mãe, das brincadeiras com os irmãos, da comida de seus avós. A memória conforta, acalma a alma. Mas também nos torna nostálgicos demais a ponto de vivermos apenas de lembranças. Não é difícil encontrar esse problema em pessoas idosas, que vivem o presente para lembrar do passado.

Mas mesmo que um dia você se esqueça de si mesmo, algo ainda irá pulsar lá no fundo. Algo mais poderoso do que qualquer memória. É o amor, afinal, você se lembra porque ama sua mãe? Seu filho? Seus irmãos? Você apenas sabe. Procurando Dory é sobre isso.

Continuação de Procurando Nemo disfarçada de novo filme, Procurando Dory é o Minions da Pixar, que só existe porque o coadjuvante se destacou mais que o protagonista. Não é brilhante como Divertidamente, que instiga o espectador, deixa reflexões e ainda assim é um entretenimento de primeira. É parecido com O Bom Dinossauro, mais Disney do que PIXAR.

Aventuresco, engraçado, fofinho e com uma mensagem ali no meio, Procurando Dory não é original em sua proposta, mas ainda assim desperta emoções pela maneira que conduz mais um road movie (o terceiro seguido do estúdio), dessa vez, na caça pela família de Dory. O fato das fórmulas serem as mesmas não atrapalha a Cirurgião-patela de brilhar mais uma vez.

Procurando Dory (2016)

Dory se lembra do amor de seus pais, mesmo não se lembrando deles. Ela é guiada por esse sentimento ancestral, um instinto. O mesmo instinto que leva um bebê recém nascido procurar o seio da mãe, o mesmo que leva um mãe a pular em um abismo para resgatar o filho. Na verdade o amor não precisa ser lembrado, ele está aí o tempo todo com você, basta senti-lo.

Procurando Dory também fala de aceitação. Dory é diferente e precisa aceitar que isso não é um problema. Continuar nadando, no fim das contas, é isso. Seguir em frente mesmo que a vida te puxe pra trás. E o que faz Dory continuar nadando? O amor pela sua família. E qual família? As duas que ela tem, a primeira que lhe deu a vida, a segunda que lhe deu conforto.

E Dory continua nadando, todos os dias. Se esquece disso, se esquece daquilo, mas a principal coisa que ela precisa se lembrar jamais irá sair de sua mente: o que a Dory faria?

Um episódio de Dragon Ball foi redesenhado por mais de 250 artistas

Projeto que levou mais de um ano reuniu cerca de 250 artistas para redesenhar um episódio de DB

14 de junho de 2016

Um clássico absoluto que não morre nunca, Dragon Ball encanta gerações há mais de 30 anos. Quando desembarcou no Brasil pela primeira vez, o anime que então era exibido no SBT conquistou o coração da molecada da década de 90. Goku era um personagem inocente, carismático e poderoso. Logo se tornou febre.

Mesmo que a temporada “Z” seja a favorita da maioria, é a versão simplória do garotinho atrás das Esferas do Dragão que ainda me encanta. Quer dizer, encanta também essa PENCA de artistas que resolveram se unir para redesenhar um episódio inteiro, mas com um diferencial: cada um a sua maneira.

O projeto Seven Star Re-Animate há mais de um ano buscou artistas interessados em dar seus traços particulares a Dragon Ball. O episódio escolhido foi o oitavo da série clássica, e ficou incrível essa mistura de estilos.

Chore:

Em 2014 quando o mangá completou 30 anos, 30 brasileiros se uniram para redesenharem os personagens. Ficou maravilhoso, CLIQUE AQUI e veja!

The Walking Dead declara guerra contra os spoilers

AMC ameça de processo fanpage especializada em teorias e adivinhações

13 de junho de 2016

A polêmica dos spoilers saiu dos debates entre fãs e chegou nas emissoras de TV. Você não é o único que se incomoda em saber o que aconteceu no episódio que acabou de ir ao ar, a AMC, dona de The Walking Dead, está com a paciência no zero pra esse tipo de coisa. A fanpage The Spoiling Dead Fans recebeu a visita do famoso “processinho“, e irá na justiça caso continue fazendo aquilo que todo fã adora: especular.

O grande problema nisso tudo é saber quem Negan matou no final da sexta temporada. Um spoiler que ganhou força já que ao que tudo indica será diferente dos quadrinhos. Mesmo que não seja, existe uma quantidade considerável de pessoas que seis anos depois ainda não sabem que The Walking Dead veio de uma hq. Enfim, revelar quem Negan matou antes do primeiro episódio da sétima temporada ir ao ar seria desagradável.

LEIA: The Walking Dead se acovardou nessa sexta temporada

A AMC resolveu brincar de mistério na temporada passada e acharam uma excelente ideia fazer isso no segundo final. Ao invés de plantar o drama, plantaram a dúvida. Seria mais honesto mostrar aos espectador quem de fato teve a cabeça esmagada, não precisa forçar a expectativa. A tragédia por si só bastaria para nos deixar aflitos pelos próximos episódios.

Então chegamos a fanpage The Spoiling Dead Fans, que todos os dias trás para seus leitores imagens e rumores sobre a série. Como The Walking Dead é filmada em Atlanta, ao ar livre, várias fotos são feitas durante as gravações. Então fazendo algumas contas aqui e ali, a página foi eliminando da lista a possível vítima de Negan. A AMC não gostou da ideia e resolveu ameaçar.

Basicamente, o que acontece é que se a gente publicar nossa previsão e estivermos certos, AMC vai nos processar” escreveu um dos editores da fanpage. Segundo a emissora esse tipo de coisa é uma violação de copyright. O fato é que o The Spoiling Dead Fans sentiu o golpe. Sabem que se forem a julgamento podem perder e ir a julgamento significa gastar uma grana alta.

São apenas fãs brincando com outros fãs e isso incomodou uma emissora. É o que acontece quando você passa a sustentar sua série nos cliffhanger ao invés da qualidade.

John Oliver fez na realidade o que Elliot fez em Mr. Robot

Ao perdoar 15 milhões de dólares em dívidas, ele não destruiu o Sistema como Elliot, mas o feriu

10 de junho de 2016

No domingo dia 5 de junho o apresentador John Oliverperdoou” a dívida de 9 mil pessoas em um valor total de 15 milhões de dólares. Como ele fez esse ato histórico na televisão? Hackeando uma indústria que compra dívidas caducadas por valores mínimos para depois cobrar o total dos devedores. Mas calma, ele não fez como o Elliot não…

Elliot é cara que saiu da Matrix, ou pelo menos é levado pela Matrix a acreditar nisso. Ao longo de Mr. Robot ele vai confrontando a si mesmo sobre a ideia de sociedade em que crescemos. Seria justo ter nossa vida controlada por grandes corporações? Apesar de soar meio fantasioso, ao cruzarmos Mr. Robot com Requiem For a American Dream a ficção vai se tornando realidade.

Tudo em nossas vidas foi minimamente pensado para termos uma noção de liberdade, inclusive a própria noção de liberdade. O que é ser livre? É consumir. Você precisa ter seu próprio carro ou será escravo do transporte coletivo, precisa ter sua casa ou viverá de aluguel pra sempre. Precisa viajar e aproveitar a vida, precisa frequentar bons lugares. Precisa constituir família, precisa ter bons planos de saúde, boa escola, bom trabalho. Olha, você é livre, mas precisa fazer tudo isso, ok?

Ou seja, vamos sendo bombardeados por padrões de vidas enlatados. Já pensaram tudo e você só precisa seguir a risca as regras impostas. O que Elliot quer então é colocar tudo isso em colapso, virar a mesa e devolver as pessoas o controle de suas próprias vidas. Como? Destruindo esse Sistema.

Mas o que estamos prestes a descobrir (ou não) na segunda temporada de Mr. Robot que estreia dia 13 de julho é que Elliot não causou dano algum ao Sistema, na verdade o que ele fez é tudo parte de um plano maior. Assim como Requiem For a American Dream fala sobre os causadores da crise de 2008 serem os mais beneficiados com ela, o que Elliot fez não passou de mais uma jogada de um Sistema maior do que ele sequer imaginou existir.

John Oliver resolveu ajudar “somente” 9 mil pessoas. No Last Week Tonight ele denunciou essa indústria de recuperação de crédito e como ela é perversa. Durante todo o programa usando de seu típico humor ácido, Oliver mostra como a vida de milhões de americanos é destruída por dívidas. Então, o que ele fez pra ajudar um pequeno grupo de náufragos em um mar de lama?

John Oliver criou uma empresa de recuperação de dívidas na internet e adquiriu por 60 mil um total de 15 milhões de dólares em dívidas. Essas dívidas são referentes a saúde e como o próprio John indagou “porque comprá-las se podemos perdoa-las?“. Então com uma piada envolvendo a apresentadora Oprah, que em 2004 doou um carro a todos da platéia, em um total de 8 milhões de dólares, Oliver apertou um botão e perdoou 15 milhões de dólares em dívidas.

John Oliver não destruiu o Sistema, mas naquela noite ele foi ferido.

Sua cabeça vai derreter com a mistura de 2001: Uma Odisseia No Espaço e Pablo Picasso

Uma mistura entre dois gênios

9 de junho de 2016

Stanley Kubrick não é um diretor fácil. É bom provável que você o deteste, tudo bem, acontece. A primeira vez que tomei coragem pra ver 2001: Uma Odisseia No Espaço, sua obra máxima, foi um desastre. Achei tudo muito estranho, distante do que eu conhecia como cinema. Obviamente isso aconteceu porque o que eu conhecia como cinema era bobagem.

2001 é um filme de espírito e não adianta dar o play no filme se sua mente procura algo muito mastigado ou respostas às várias perguntas deixadas por Kubrick. Sabe quando dizem que cinema é a sétima arte? Então, 2001: Uma Odisseia No Espaço é um exemplo dessa tal arte.

Mas agora o que aconteceria se misturássemos esse filme com os traços de Pablo Picasso? Alguém imaginou isso e transformou a mistura em uma viagem de ácido grátis. Só dar um play e dizer adeus ao seu cérebro.

How i Met Your Mother e o mito do relacionamento perfeito

Como Ted Mosby vive em uma espécie de "Matrix dos relacionamentos"

9 de junho de 2016

No episódio Double Date (S05E02), Ted desiste de tentar uma conciliação com uma ficante (qual o termo pra ficante os jovens hoje em dia usam?) pois ele aceita que seus “defeitos” são parte de sua personalidade, ou seja, ele só será plenamente feliz em um relacionamento quando encontrar alguém que trate essas particularidades como algo positivo. Esse é o maior problema de Ted Mosby: a fixação pelo relacionamento perfeito.

Existem várias noções erradas do que é o amor e a mais famosa é a visão romântica. O amor não precisa de romance pois ele por si só é perfeito. Diferente de todos os outros sentimentos, o amor é pleno, absoluto. Não existe doses de amor ou amor pela metade. Mas somos seres humanos fadados ao erro, e ao longo de nossa vida emulamos em nossa cabeça versões utópicas do amor.

O amor romântico exige a perfeição para acontecer, e isso torna pessoas como nosso amigo Ted Mosby em verdadeiros obcecados. Ted está o tempo todo buscando sua alma gêmea, a mulher perfeita, a sua Vênus. Como Ted até hoje não experimentou o verdeiro amor, ele acredita que bobagens como notar um erro no cardápio irá dificulta-lo de encontrar tal sentimento.

Mas Ted é apenas uma vítima dessa “Matrix dos relacionamentos“. Os filmes mostram casais felizes se beijando na chuva, novelas mostram o jantar perfeito a luz de velas, a publicidade vende o relacionamento perfeito, tão perfeito quanto uma caixa de chocolates. E como se não bastasse, o século XXI traz a exposição das redes sociais. A necessidade de mostrar aos outros o quanto você é feliz, cria não apenas camadas de filtros, mas de mentiras.

Nos tornamos escravos da perfeição. O relacionamento precisa ser perfeito e as pessoas precisam ter inveja do quanto você e sua amada se dão bem. É preciso que o instagram esteja recheado de momentos a dois felizes, poses milimetricamente pensadas. O amor é entretenimento, consumo. Passamos a acompanhar casais, a idolatra-los, a torcer para que fiquem juntos. Isso é o amor romântico, e é disso que Ted precisa se desprender para alcançar a felicidade.

A desconstrução do amor é algo que acontece quando começamos a atingir a maturidade, um dos estágios mais importantes da nossa transição para a vida adulta. E é por isso que How i Met Your Mother é a série perfeita para quem está próximo dos 30 anos. A maturidade é tema frequente.

Mesmo que Ted ainda tenha essa visão equivocada de amor, suas experiência desastrosas vão cultivando a maturidade, pouco a pouco, bloco por bloco. Quando Ted Mosby perceber que suas piadas ruins de nada irão importar em um relacionamento, aí sim ele irá entender o que é amor.

 

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