Ah se o filme do Doutor Estranho for tão bom quanto esse trailer…

Há tempos um trailer não empolgava tanto pelo tom, não pelo show

14 de abril de 2016

Essa coisa de se empolgar com trailer é foda.

2013: lembro quando saiu o primeiro de Homem de Ferro 3, pqp, quase sai dando mortal pela casa. Mas dai veio o filme e logo nos primeiros minutos deu pra notar que seria uma bomba, que aquele senso de urgência e perigo não passaria de uma galhofa. Enfim, há quem goste, mas é um filme complicado.

2014: veio A Era de Ultron e mais uma vez a Marvel brincava com esse lance de fazer um filme mais sério, sombrio e sem piadas de minuto em minuto. Mais uma vez estávamos errados. No fundo todos nós sabíamos que a Disney não faria um filme mais pesado, que blockbuster é pra agradar a todos e ganhar o máximo de grana possível, mas né, caímos no conto.

2016: temos esse trailer maravilhoso de Dr. Estranho e cara, só de pensar que podemos ter o filme mais diferente da Marvel depois de Soldado Invernal, a expectativa sobe lá no alto. Mas o que diferencia Dr. Estranho do ótimo segundo filme do Capitão América são os temas abordados.

E se eu dissesse que essa realidade é uma de muitas?

Por mais que seja bem executado, essa coisa de espionagem a gente vê o tempo todo no cinema. Agora Dr. Estranho promete uma viagem cerebral por múltiplas realidades. E esse trailer é um ponto positivo pra Marvel, que fez com Dr. Estranho o mesmo que Guardiões: mesmo você não conhecendo absolutamente nada a respeito do personagem, fica na maior vontade de ver sua origem sendo contata.

Tudo no trailer é bacana e selecionaram bem as cenas, deixando de lado a ação que nós sabemos que não irá ficar de fora. O primeiro contato do Dr. com esses mundos paralelos foi também a primeira de muitos que não nunca leram sua hq. O que sei é que se trata de um dos maiores e mais poderosos personagens da Marvel e já fica a ansiedade de como ele irá se encaixar nesse universo compartilhado.

Guerra Civil se aproxima e é certeza de um bom filme. Luke Cage vem aí prometendo ser um The Wire e agora Dr. Estranho. Não da pra negar que será um ano fora da curva pra Marvel.

Better Call Saul entrega seu melhor episódio na temporada

Nailed (S0209) pode ser o episódio que encerra um longo ciclo na vida de Jimmy

14 de abril de 2016

Na primeira temporada de Better Call Saul tivemos uma revelação bastante interessante em Pimento. Ali Jimmy descobriu que era Chuck, seu amado irmão, era quem estava armando pra ele desde o começo. Foi um golpe difícil e a temporada terminou flertando com a possível transformação de Jimmy para Saul Goodman no ano que vinha pela frente.

Veio então a segunda temporada e não era nada disso. A série resolveu explorar  de maneira lenta cada dilema moral envolvendo Jimmy e sua relação com a profissão, um trabalho de caracterização semelhante ao usado em Breaking Bad, mas que aqui muitas vezes torna-se repetitivo.

Até que Nalied acendeu novamente a esperança de, quem sabe, termos um pouco daquele advogado malandro dentro de sua própria série. Afinal a sensação que se tem é que Saul Goodman irá aparecer no segundo final da última temporada, o que seria um baita desperdício. Coincidentemente Nalied e Pimento são os penúltimos episódios de suas temporadas… se isso é caso pensando? Provavelmente não, mas ambos envolveram diretamente a relação dos irmãos.

Aqui nota-se toda a raiva e amargura que Chuck tem por seu irmão. É difícil saber até que ponto ela é justificável, tudo bem que dessa vez Jimmy armou feio, mas é algo bem mais pessoal, que atinge algum lugar profundo no coração de Chuck, o sucesso de seu irmão é incômodo e causa um desconforto notável.

Porém como a própria Kim diz, Chuck nunca fez questão de ajudar o irmão a encontrar um caminho mais justo. Jimmy cresceu admirando-o e nunca recebeu nada em troca, apenas desaprovações e desconfianças. É natural um irmão caçula sentir o desejo de seguir os passos do mais velho e ser motivo de orgulho para o mesmo, mas aqui é nítido que Chuck não deseja o sucesso de Jimmy.

Todo esse ódio serviu para uma explosão no final do episódio que provavelmente levará Jimmy a se questionar novamente. Será que esse mundo é o que ele merece? De todo modo, a segunda temporada foi um grande banho maria, principalmente no que diz respeito a Mike, que ficou descolado o tempo todo. Mesmo que os melhores momentos da série o envolva, ainda soa estranho essa separação das tramas.

Dessa vez não foi um xeque mate, mas um bom episódio em uma temporada mediana. Que venha a season finale e a virada de mesa que a série precisa.

Luke Cage pode ser a The Wire da Marvel? É difícil, mas…

Produtor revela o desejo de transformar Luke Cage em algo maior do que simplesmente uma série de superpoderes

13 de abril de 2016

De tudo que já vi em séries, nada pode ser comparado a quarta temporada de The Wire. É simplesmente um estudo social de como a sociedade é consumida pela degradação e como tudo precisa funcionar como um relógio, transformando assim a ideia de paz nas ruas quase uma utopia.

A série passeia pelos becos, entra nas escolas, vai até o departamento de polícia, senta na cadeira do prefeito. É inacreditável o que David Simon fez em The Wire e essa quarta temporada é, ao menos pra mim, a coisa mais corajosa e perfeita já feita em séries. O que a torna tão especial é justamente dar voz e espaço a todos.

Luke Cage é um personagem que não conheço absolutamente nada além do fato dele ter a pele indestrutível. Pouco pensava em sua série própria que estréia em setembro na Netflix, mas depois das declarações do produtor Cheo Hodari Coker, ela definitivamente ganhou minha atenção.

Em entrevista ao Entertainment Weekly ele falou sobre a produção, e deixou uma frase bastante interessante para nós, fãs de um dos maiores dramas de todos os tempos: “É muito sofisticado, tem essa vibe hip-hop dos anos 90, mas é realmente algo vanguardista… temos drama e eu sei que é pesado dizer isso, mas será a The Wire da Marvel“.

Em uma coisa ele tem razão: é pesado comparar qualquer coisa com The Wire. Mas pensando com calma e não exigindo algo do mesmo nível, da pra se dizer que até seria possível criar algo seguindo essa linha. Luke Cage é um herói negro e traze-lo para esse universo das ruas afim de debater assuntos como racismo, tráfico de drogas, polícia e política seria um tiro certeiro e ousado da Marvel.

E não é de se duvidar, afinal, Jessica Jones trouxe para sua primeira temporada o tema do assédio, que lhe garantiu boas críticas, mesmo com um roteiro bastante fraco.

Bom, algo de The Wire eles já tem: esse do lado do Cage é Frankie Faison, que fez o Comissário Burrell na série…

Mas pra Luke Cage quebrar essa barreira de qualidade, seria importante dar ao bairro do Harlem em Nova York quase o mesmo protagonismo que Baltimore tem em The Wire. Sobre isso, o próprio ator que faz CageMike Colter, falou a respeito:

Eu não sei se muitas pessoas já estiveram no Harlem, quem realmente já colocou os pés em Nova York e foi até a 125th Street e viu de perto o Apollo Theater e o Cotton Club. Nós iremos trazer este mundo para a telinha“.

Da pra fazer. Da pra ser diferente. Poderiam usar o personagem Cutty de The Wire como referência: um ex-criminoso respeitado em seu bairro, mas que agora encontrou no esporte uma maneira de se reabilitar e ajudar outros jovens a não cometerem o mesmo erro. Luke Cage poderia ser esse homem, o cara que já cometeu erros e servirá de exemplos para outros de seu bairro.

Sendo mais fã de série do que de super herói, quero muito ver isso prática. Boa sorte, Luke Cage!

Via Série Maníacos

Aprendendo paternidade com Tony Soprano

Entendendo o personagem e suas relações com a família

13 de abril de 2016

Daqui alguns dias serei pai. Quer dizer, na realidade já sou há quase 9 meses, mas fisicamente ainda não vivo a paternidade, ao contrário da Camila que está carregando a Alice todo esse tempo, viu seu corpo mudar e os hormônios entrarem em ação.

Então passei os últimos meses questionando tudo que entendo como moral, valores, amor, família e o toda a periferia da construção de caráter. Quero ter certeza do que irei ensinar o certo pra minha filha, mesmo que algum dia, o mundo prove que estou errado. De todo modo, farei o possível.

Em uma dessas minhas reflexões sobre paternidade, comecei a estudar os pais da cultura pop, principalmente os criados no universo das séries, onde claro, devido ao tempo, são melhores explorados. Começando por ele que ditou as regras do protagonismo e sem dúvidas, é o maior personagem já feito pra tv. Anthony Soprano, o mafioso mais canalha que já conheci.

Pra entender Tony Soprano é preciso partir de duas frentes que definiram seu caráter. A primeira é composta pelas suas experiências pessoais, que vai desde sua relação com família até suas próprias escolhas. Um homem nada mais é que um conjunto de memórias pulsando e colocando pra fora a tal personalidade. A segunda frente é o ambiente onde Tony vive e como isso o influenciou a ser quem é.

Pra começar, Tony Soprano cresceu em um lar não muito diferente de algumas pessoas, por isso, nesse primeiro instante, é importante esquecer a máfia, que será considerada apenas quando o segundo fator entrar no jogo. Seu pai era um homem violento que fazia o tipo alpha provedor. Tony aprendeu desde cedo que deveria se portar como uma pessoa que não aceita limites e muito menos provocações.

Enquanto isso sua mãe Livia era uma mulher passivo agressiva, totalmente manipuladora e tão ou mais perversa que seu pai. Assim, o pequeno Tony cresceu totalmente desprovido de afeto, o que praticamente pavimenta o caminho perfeito para que ele se torne o homem que seu pai foi. Até aqui a máfia precisou ser deixada de lado justamente porque muitos crescem em um lar assim. Porém é agora, com Tony mais velho, que ela entra em jogo.

Quando a máfia torna-se parte de Tony Soprano é que nasce o personagem que nós conhecemos, e entender como esses dois fatores o criaram (experiências pessoais + ambiente) é entender toda a geração de anti-heróis da tv. Agora além de lidar com o cargo de chefe da máfia de Nova Jersey, Tony tem sua própria família, e é justamente esse embate entre trabalho e lar que torna o personagem tão próximo de nós. Pois é, acredite.

Apesar de ninguém aqui agredir a outras pessoas com um taco de baseball, Os Sopranos conversa em muito com o homem comum, afinal, não importa sua profissão, ao chegar em casa terá os mesmos problemas que um chefe da máfia ou lixeiro.

Mas Tony Soprano foi um bom pai?

Brett Martin autor do livro “Homens Difíceis” aponta o quinto episódio da primeira temporada de Os Sopranos como aquele que definiria pra sempre os rumos da televisão. Em “College“, Tony e sua filha Meadow saem em uma trip visitando faculdades e durante a viagem, Tony é confrontado a respeito de seu trabalho.

É nesse episódio, que mistura o homem pai de família e o capo da máfia, que um limite foi quebrado na televisão: o protagonista que mata e ainda assim é adorado por todos. Também é quando as relações de Tony com a família passam a ser definidas com mais clareza.

College” é o episódio que definiu a Terceira Era de Ouro da TV

Algo interessante de notar em Tony Soprano é sua capacidade de distorcer os valores moral para benefício próprio (algo que será essencial na construção da próxima geração de protagonistas). Sua noção de honra e família é poderosa, não há como negar. Porém para Tony, o macho que provê e continua como uma figura forte e inquebrável é o suficiente para manter uma família.

Tony Soprano honra sua mulher, mas essa honra desconsidera a traição. Ele também paga as melhores escolas, mas esquece de como a violência do próprio pai o manchou pra sempre, assim, são raros os momentos afeto entre ele e seus dois filhos. Portanto não é de se espantar que seu filho mais novo receba toda uma carga negativa e desenvolva os mesmos sintomas de ansiedade do pai. O próprio admite que seu filho “herdou seu DNA maldito“, quando na verdade, a ausência de um pai é a responsável direta pelos ataques do filho.

Aprender paternidade com Tony Soprano não deixa de ser interessante. Cultivamos a noção que pai é aquele homem que chega em casa após um dia de trabalho, tira o sapato e espera pelo jantar. O pai que não tem tempo para cuidar dos filhos, ajudar a trocar uma fralda e passar uma noite cuidando do sono do filho ainda é um estigma a ser quebrado. Felizmente vem se tornando regra pais são totalmente opostos daquilo que Tony Soprano foi para os filhos.

Prover o material é indispensável, claro, mas nunca deverá ser colocado a frente do amor e das lições que seu filho terá te observando e aprendendo. Tony Soprano é um acumulado de más memórias sobre seu pai e mãe e como isso o destruiu antes mesmo dele ter noção do mesmo.

Em Os Sopranos, o pai de Tony era aquele que aparecia com o bacon e a mãe quem cozinhava. Duas tarefas bem definidas, e claro, seria impossível para o pequeno Tony perceber que isso não precisava ser uma regra. Ser um pai participativo vai além de pagar contas. Ajudar a mãe com tarefas simples não o torna um homem especial, afinal, são tarefas que não dependem de gênero para serem executadas.

São pequenas ações que impedem seu filho de herdar seu “DNA maldito”…

Os planos de banda larga fixa não irão afetar apenas o fã de Netflix

O argumento usado pelas operadoras vai contra o próprio avanço da internet e tecnologia

12 de abril de 2016

No começo do ano a informação que operadoras de tv a cabo estariam pressionando no congresso a aprovação de leis que dificultassem o crescimento do Netflix no Brasil soava como uma batalha longa, que certamente não impediria a revolução do streaming de acontecer por aqui. O fato é que essa guerra está prestes a começar, mas não atingindo diretamente o “inimigo”, mas criando cercos ao seu redor.

A notícia que as principais operadoras de internet  estabeleceram o limite de franquia de dados pegou de surpresa milhares de desavisados. Basicamente sua internet de casa irá funcionar como o plano do celular: se você exceder o limite contratado, tem sua velocidade de navegação diminuída ou cortada. A questão é que basicamente você usa seu celular para ver redes sociais e subir fotos, já em casa streaming e downloads são as principais atividades.

E é isso que causa o terror. Enquanto algumas operadoras argumentam que a banda larga fixa é uma tendência mundial, o que vemos no Brasil é outra história. Basta ver o teste feito pelo Olhar Digital demonstrando que mesmo com o maior plano de dados contratado, você não conseguiria, por exemplo, ver uma temporada de House Of Cards completa.

Chega a ser assustador imaginar esse cenário, ainda mais com a expansão da própria internet no Brasil. A cada dia, mais e mais pessoas deixarão de usar a internet apenas pra ver fotos no whatsapp e irão descobrir serviços como Netflix, Youtube, Spotify, Podcasts, aplicativos que facilitam o dia-dia, armazenamento de arquivos etc. O argumento de que pessoas que usam pouca internet não deveriam pagar o mesmo que quem usa muito é estúpido.

Isso sim é ir contra uma tendência mundial de consumo de dados.

Pense duas vezes antes de dar o play

O fato da tv a cabo perder 1 milhão de assinantes em 2014 ligou o alerta vermelho, e uma maneira rápida de parar o crescimento do Netflix é dificultar seu acesso, criando máscaras como a banda larga fixa. Mas não é apenas o usuário hardcore do serviço que irá sofrer, a extensão da explosão dessa bomba atômica chega a ser incalculável nos dias de hoje, onde internet é a base de trabalho de milhões de pessoas. Imagine que em pleno 2017 você ter que pensar duas vezes antes de assistir um vídeo no youtube, por exemplo.

Conversei com Fernando Gouveia, advogado, sobre o assunto. Como leigo também tenho dúvidas e falar uma ou outra besteira é comum, mas enquanto dono de um site de cultura pop, é necessário buscar alguns esclarecimentos para o leitor. Perguntei a ele se o Marco Civil da Internet tem alguma responsabilidade nisso tudo:

Tem e não tem. O Marco Civil foi alardeado como um instrumento que jamais permitiria esse tipo de coisa, mas obviamente era lorota. Não sei se por má-fé ou muita ingenuidade, mas a militância passou uma informação equivocada na qual muita gente acabou acreditando. Lembro de ter avisado mais de uma vez, na época.

Vamos à lei aprovada, objetivamente: o Marco Civil diz que é vedada a prática (calma, muita calma), mas logo em seguida abre exceções. Ou seja, ele AUTORIZA fazer isso, mediante determinados critérios (como a existência de contrato, o aviso às partes etc.).

E mais uma: esse artigo depende de regulamentação presidencial, mas ainda não foi regulamentado. Então prevalece a legislação que NÃO VEDA (ou seja: permite) a prática. E mesmo quando esse artigo do Marco Civil for regulamentado, justamente pelo exato texto da lei, também será permitido (em caso de dúvidas, Art. 9, § 2º, inc. I a IV

Nota-se que está tudo dentro da lei, nada que possa barrar legalmente esses novos planos de dados. E o Marco Civil nada mudaria nesse caso. Mas como Fernando destaca, o Marco Civil também não impede isso de acontecer, na realidade, ele autoriza. Aqui ele detalha mais essa questão.

É fácil exaltar a cultura pop, mas ainda mais esquecer o quanto é difícil para fãs permanecerem fãs aqui no Brasil. De ingressos de cinema caríssimos a poucas opções de serviços de streaming (ainda bem que o Netflix é ótimo), custa caro ser nerd, geek ou seja lá a dominação que você de a si mesmo.

O fato é que infelizmente não temos muito o que fazer a não se posicionar contra tudo isso. Uma petição foi criada contra esse limite de franquia e conta com mais de 350 mil assinaturas.

Esquadrão Suicida com mais cenas de humor é bobagem

É o que diz o diretor David Ayer

11 de abril de 2016

Pouco mais de duas semanas depois da estreia, Batman V Superman arrecadou cerca de 790 milhões de dólares (números atualizados aqui) mundialmente, o que para alguns pode ser visto como um fracasso. A aposta era alta: os três maiores heróis da DC juntos em um mesmo filme. Porém, assim que as primeiras impressões começaram a sair com uma desaprovação elevada da crítica, o sinal de alerta foi ligado.

Quer dizer, ao menos foi o que os boatos te levaram a acreditar. A cultura pop nunca esteve tão popular e com mais e mais pessoas interessadas em saber tudo sobre a produção do seu filme de herói favoritos, sites correm desesperadamente atrás de furos para conseguir seu clique.

E no meio dessa corrida alguns tropeços acontecem. Dias atrás correu pelos quatro cantos da internet que a Warner pediu refilmagens em Esquadrão Suicida, para que o filme tivesse justamente aquilo que alguns críticos alegaram que faltou em Batman V Superman: humor.

REAÇÃO: trailer 2 do Esquadrão Suicida

São poucos os que apuram a notícia antes de espalha-la, um fenômeno cada vez mais comum na internet. Enquanto espalhar boatos se restringe a pessoas má intencionadas o problema ainda é contido, mas quando o jornalismo é corrompido por isso fica preocupante.

E todo o caos criado em cima das refilmagens de Esquadrão Suicida foi desmentido pelo diretor David Avyer no twitter:

#EsquadraoSuicida “refilmagens para humor” é bobagem. Quando um estúdio ama seu filme e pergunta o que mais você quer, você vai em frente! Obrigado Warner Bros #MaisAção

O resto é especulação desnecessária.

Talvez Vinyl não fosse a série que você esperava…

Terence Winter, criador, roteirista e produtor de Vinyl, está fora da segunda temporada. O que isso significa?

11 de abril de 2016

Terence Winter não é um showrunner qualquer. Entrou no mundo dos dramas com Sopranos, onde foi um dos principais roteiristas e produtores. Trabalhou com David Chase durante anos e sem dúvidas é um dos cabeças da revolução que a televisão passou no início do século XXI. Logo depois partiu pra carreira solo com Boardwalk Empire, sua primeira série depois do longo aprendizado com Tony Soprano.

Terence Winter sempre foi descrito como um cara das ruas, que conhecia como poucos a podridão do submundo, sendo o responsável por vários momentos poderosos não apenas em Sopranos, mas também em O Lobo de Wall Street, filme que foi roteirista e selou sua parceria com Martin Scorsese (que começou anos antes em Boardwalk Empire.) Depois com Mick Jagger os dois dariam início ao projeto de Vinyl.

Porém agora que a série chega a sua reta final, uma notícia pegou de surpresa os fãs não apenas de Vinyl, mas também do trabalho de seu showrunner: Terence Winter está oficialmente fora da segunda temporada, deixando o posto para Scott Z. Burns (O Ultimato Bourne) e Max Borenstein (Godzilla). O motivo seria conflitos criativos dentro da série e decisões de direção.

E aí, afinal, do que Vinyl fala?

Não da pra negar que o nome “Mick Jagger” nos créditos deixa uma primeira impressão a respeito de Vinyl. É provável que a audiência esperava mais uma série musical, e menos sobre conflitos humanos e sociedade, o que é uma especialidade de Terence Winter. É claro que Vinyl não esquece da música e seus ídolos, mas nunca os coloca como principal fator para seguir sua história.

Aliás, é notável que o glamour do rock’n’roll passa longe. Vinyl mostra o desprezível mundo da indústria corrompida pelas drogas, álcool, jogo de influências e pessoas desequilibradas. Está longe de ser uma série onde roqueiros transam loucamente depois de um solo magnífico de guitarra.

Richie Finestra aliás é personificação do anti herói, homem difícil, cheio de vícios e assombrado pelo passado (assombração aliás criada logo no início). Vinyl gira em torno de suas frustrações e erros, deixando pra segundo, terceiro, quarto plano a música. Basicamente o que Mad Men fez com perfeição e maestria com a publicidade.

Vinyl realmente pode ter cometido um erro nessa primeira temporada e deixou alguns espectadores confusos sobre sua principal pauta. A mim não assusta Terence Winter escolher esse lado, que verdade seja dita, não é novidade. Mas inserido dentro do contexto da década de 70 e principalmente, usando a música como background, Vinyl vem fazendo um trabalho decente.

O caminho escolhido por Vinyl pode causar estranheza naqueles que procuravam uma ode a música e seus personagens quase lendários. Um exemplo é a aparição de Elvis Presley no sétimo episódio que desagradou muita gente. Esperavam ver o Rei do Rock seguro e dono de si mesmo, mas o que vimos foi uma majestade longe da coroa.

É bem provável que tudo mude no seu segundo ano. Mas e você, o que esperava ver em Vinyl?

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