Dessa vez Better Call Saul jogou sujo

Bali Ha'i (S02E06) é praticamente uma reunião da Turma de Breaking Bad

23 de março de 2016

A gente sempre soube que alguns elementos de Breaking Bad acabariam aparecendo aqui ou ali em Better Call Saul. Logo quando Jonathan Banks foi confirmado no elenco fixo, fiquei imaginando as infinitas possibilidades que Vince Gilligan e Peter Gould teriam para nos contar como foi o início da parceira entre Mike e Saul.

Na primeira temporada tivemos um pouco dos dois trabalhando juntos em algumas ocasiões, mas aparentemente essa brincadeira acabou. A segunda temporada de Better Call Saul praticamente dividiu as tramas de Jimmy e Mike, dando situações diferentes para ambos. O que é uma pena, já que um dos melhores momentos até aqui foi em Cobbler (S02E02), quando Jimmy surge “moralmente flexível” para ajudar Mike com um problema.

Sinceramente, era isso que esperava de Better Call Saul. Mais do advogado já estabelecido e menos da construção do personagem. É nítido que Gilligan e Gould estão usando a fórmula de Breaking Bad para conduzir Jimmy até sua virada de mesa, a diferença é que não sabíamos até onde Walter White iria, já aqui nós sabemos que tudo termina com Saul Goodman.

Bali Ha’i (S02E06) segue no desenvolvimento de Kim, personagem que até agora não engrenou, aliás, nenhum coadjuvante em Better Call Saul desperta muito interesse. Não que ChuckHoward, Nacho e a própria Kim sejam descartáveis, mas sabe aquele cuidado que víamos em Breaking Bad?

Better Call Saul segue nos lembrando o quanto Jimmy é descolado nesse mundo sério da advogacia e colocando Mike em uma espécie de Breaking Bad Begins. Tuco, Krazy-8 e Tio Salamanca já haviam dado as caras, mas agora conseguiram resgatar até os Irmãos Salamanca, primos do Tuco. Aí já virou apelação.

Minto se eu dissesse que não vibro toda vez que vejo algum personagem clássico aparecendo, mas a pergunta necessária é: precisa disso? O que me leva a pensar que uma aparição de Walter White não seja tão absurda assim. Logo logo Better Call Saul dará um jeito de trazer Hank ou Jesse, personagens que podem facilmente fazer aparições surpresas, já que um é policial e o outro ainda aspirante a traficante.

De qualquer forma, já estou focando na terceira temporada, esperançoso que esses Jimmy finalmente se conforme sobre sua moralidade desvirtuada e parta pra carreira de Saul Goodman. Até lá, vamos ver o que surpresas Better Call Saul nos reserva.

Batman V Superman é o filme que todos nós esperávamos… e merecíamos!

Nessa resenha SEM SPOILERS, é hora de finalmente deixar as primeiras impressões sobre Batman V Superman

22 de março de 2016

Em um determinado momento do filme eu já não me lembrava mais como era o mundo das adaptações de quadrinhos antes Batman V Superman. De repente, fiquei submerso naquele universo pensando em como tudo se encaixava perfeitamente. Não era um sonho ou delírio, lá estavam Batman, Superman, Lex Luthor, Mulher Maravilha… todos juntos em um só filme.

Batman V Superman não é apenas um tudo isso tomando forma, mas também o primeiro e mais importante passo da Warner/DC.  É diferente de tudo que estamos acostumados, seja dos filmes da Marvel, seja da Trilogia Nolan. Não tem nada parecido. É a mão de Zack Snyder conduzindo uma ópera de super heróis durante 2:30hrs, com momentos que leva o espectador a total estado de euforia.

É um filme robusto, como o Batman de Ben Affleck. O ator não apenas cala a boca de uma vez por todas de quem duvidava de sua caracterização, como também se torna o melhor Batman dos cinemas, e razões não faltam pra isso. Seja pela postura sisuda de um homem que carrega as cicatrizes de longas batalhas, seja o Vigilante agressivo que não brinca mais de super herói. Quando o Morcego sai a noite é para que os bandidos sintam medo. Um medo que se não respeitado, trará severas consequências, tanto físicas quanto psicológicas.

É um Batman que tem o espírito de Zack Snyder. As cenas de lutas são inacreditáveis, nunca antes feitas para o personagem nos cinemas. Mesmo com todas suas qualidade enquanto diretor, Nolan jamais filmaria o que Snyder filmou. Até a perseguição envolvendo o Batmóvel se torna umas das coisas mais fantásticas já feitas em um filme do “gênero”. É o momento que o fã esquece qualquer realismo que tentaram empregar ao herói e vibra, aplaude. Chora.

Zack Snyder conduz o melhor Batman que o cinema já viu

Batman V Superman também é um filme sobre aceitação, como o Superman de Henry Cavill. O alien que trouxe a guerra até nós carrega em seu peito o símbolo de uma esperança que ele não pode suportar. Ele erra, tem dúvidas, age compulsivamente e está aos poucos entendendo seu lugar nesse planeta.

Ele não é um deus (ou demônio), mas é o mais próximo de um que a raça humana conheceu. E antes da humanidade aceitar que um homem de capa é a benção que caiu dos céus, é Clark quem precisa se enxergar com tal. Nesse aspecto, Batman V Superman é uma continuação direta de Man Of Steel, que segue na construção do maior super heróis de todos. Mas também é um filme de conexões, que abre uma gama de possibilidades paras seus posteriores.

É a prova que a Warner/DC não precisa seguir uma fórmula de sucesso já estabelecida para iniciar um universo interligado de filmes. Batman V Superman é o total oposto do que a Marvel fez em sua fase 1 anos atrás, que culminou em Os Vingadores.

Ao invés de apresentar seus heróis individualmente, colocá-los em situações onde seu censo de urgência é alterado para finalmente se unirem contra um mal maior, a Batman V Superman cria esse inimigo maior, da uma leve pincelada em quem serão os membros de uma vindoura equipe, e deixa o caminho livre para as histórias da Mulher Maravilha, Flash e Aquaman. Assim é bem possível que cada diretor possa deixar sua marca, evitando uma sequência de filmes iguais e que pouco ousam.

Você viveu pra ver esses três juntos

O Batman é diferente do Superman e por isso precisam de visões diferentes. O mesmo vale para a Mulher Maravilha de Gal Gadot, que sem dúvidas acaba de uma vez por todas com a falta de protagonismo feminino no cinema de heróis (e que agora as portas se abram de vez!).

Ela é elegante, sutil, mas é uma guerreira! E uma guerreira que gosta de briga, e quando ela embarca de vez no terceiro ato do filme, Batman V Superman se torna um épico. Um épico! Sabe aquela cena de Os Vingadores quando a câmera gira em torno dos heróis? É mais ou menos isso que você vai sentir. Pra mais.

Parece mentira que eles estão ali, lado a lado, cada um com suas habilidades, lutando juntos. A Mulher Maravilha se diverte com aquilo, pra ela não é novidade alguma. É sensacional, o mundo não apenas precisa de um filme solo dessa mulher, mas merece.

Merecimento. Talvez seja essa palavra final sobre Batman V Superman: nós merecíamos esse filme. O mundo vai se curvar perante a Trindade e vai se esquecer como ele era antes deles tomarem o cinema. Warner, DC, Superman, Mulher Maravilha, Batman… bem vindos oficialmente. A gente esperou muito por isso, vocês não tem ideia.

A questão da Elektra em Demolidor

Claramente dividida em duas histórias, Demolidor vai da guerra das ruas a ninjas pulando em prédios

22 de março de 2016

Não saber dos acontecimentos dos livros me faz ter um apreço ainda maior por Game Of Thrones. Volta e meia me envolvo em debates sobre determinadas decisões do roteiro, e muitas vezes percebo que a moçada não gosta porque foi “diferente dos livros“. Adaptações precisam manter alguma fidelidade a obra original, mas de resto, ter uma certa liberdade criativa garante uma boa história.

Afinal, a palavra adaptação precisa significar alguma coisa.

Demolidor é um personagem dos quadrinhos, querido pelo público, e cheio de histórias clássicas. Não é uma cria da tv. Sendo assim, enquanto alguns momentos da série soam como uma grande homenagem a obra original, pra outros pode parecer meio estranho. Me encaixo no segundo grupo.

Na primeira temporada já estava claro que Demolidor também teria um pé no fantástico ao misturar uma história mais urbana, cheia de elementos clássicos da guerra das ruas (máfia, tráfico, corrupção), com ninjas e magias do oriente médio. Apesar do passado do personagem estar repleto de momentos assim, pra tv segue sendo um pouco estranho esse caldeirão de temas, uma quebra constante no tom escolhido (se é que tem um) pra série.

Enquanto os primeiros episódios focados no Justiceiro mostram uma cidade a beira do caos, fruto da queda de um líder que controlava todos os outros menores, ao entrar no arco da Elektra, Demolidor passa a falar sobre ninjas em Nova York e um grande plano maléfico. É essa mudança que causa pequenos incômodos nos episódios 5, 6, 7 e 8.

Matthew Murdock é um personagem interessante por ter um lado católico e seguir alguns dogmas básicos do cristianismo. Ele vive em constante conflito com seu demônio interior, colocado pra fora visualmente através do uniforme. Assim como o homem busca respostas em sua fé, Matthew parece usar a noite e sua jornada pessoal contra o crime como um caminho de redenção.

É por isso que personagens com o Wilson Fisk e o próprio Justiceiro adicionam muito a própria identidade e necessidade do Demolidor.

O mesmo pode se dizer de Elektra, que chega para equilibrar bem essa jornada de Matthew, já que ela é apresentada como a própria tentação para o Demolidor. Isso fica evidente em algumas batalhas quando o personagem parece sentir um certo prazer no que faz de melhor: soltar o braço na bandidagem.

Porém, a vida dupla em algum momento certamente iria se colidir. O Demônio de Hell’s Kitchen também é advogado e precisa ver a luz do dia. Então, mesmo que confuso e destoante do plot do Justiceiro, a presença de Elektra foi uma boa adição justamente por adicionar mais nuances a personalidade do Demolidor.

É uma pena, porém, que a série parta pra esse rumo, com uma divisão tão clara entre as histórias. O encontro do Justiceiro e de Wilson Fisk promete ser o ponto alto da série, trazendo de volta um pouco do “realismo” que lhe foi conferido nos primeiros episódios. Sem ninjinhas, apenas com criminosos do mundo real.

A partir de agora, o terreno de The Walking Dead está preparado para Negan

A chegada do personagem está sendo aguardada há muito tempo, e finalmente chegou a hora

21 de março de 2016

Segurar a tensão e a expectativa do espectador é uma velha e conhecida tática em séries. Criar um ambiente incômodo e hostil, e ir levando isso com paciência até o verdadeiro momento da explosão. The Walking Dead podia muito bem seguir assim, mas prefere entregar um episódio filler, que salvo uma única cena, seria totalmente descartável.

Twice as Far (S06E14) segue a mesma linha do anterior, e na boa, se até agora você não percebeu essa tática da série pra se esticar o máximo possível, sinto muito, você está tomado pelo que os adolescentes chamam por aí de fandom. Mais uma vez eles isolam personagens do restante do grupo e esquecem a linha principal de eventos.

O ataque a base dos Salvadores poderia ser o primeiro de uma sequência inacreditável de episódios, mostrando as consequências dessa ação precipitada e arrogante de Rick e seu grupo. Mas estamos falando de The Walking Dead e claro que tudo isso ficará para o último episódio da temporada.

Twice as Far referência os quadrinhos, mas isso não significa ficar blindado de erros. Mesmo que a aparição de Dwight tenha sido bem fiel (apenas trocando o personagem morto por ele), foi mais uma vez difícil acompanhar The Walking Dead seguindo as mesmas fórmulas para se livrar de um coadjuvante: da a ele algumas importância falsa para logo em seguida matá-lo de maneira impactante.

O fato é que agora chegamos a um ponto em que não cabe mais essa tática. The Walking Dead precisa abandonar os recursos fáceis para agradar o público e focar de vez em uma história. Essas expedições em dupla ou trio que sempre acabam em tragédia já cansaram.

Lucille se aproxima, mesmo que de forma lenta. E Negan fará sua derradeira aparição que provavelmente será a mais impactante da história da série. Aguardemos.

A jornada do fã até a estréia de Batman V Superman

Já que estamos na semana da estréia de Batman V Superman, que tal relembrarmos nosso caminho até aqui?

21 de março de 2016

Os rumores apontavam para um grande anúncio da Warner durante seu painel na San Diego Comic Con em 2013. Hall H lotado, milhares de fãs estão impacientes quando o ator Harry Lennix entra no palco e lê um trecho de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. As luzes de apagam… o logo do Superman aparece e de repente: BOOOOM!

Batman e Superman. Juntos. Nos cinemas. Saindo na mão.

Era 20 de julho de 2013 e os fãs explodiram. Finalmente a DC dava os primeiros sinais de que iria construir seu próprio universo cinematográfico, e começaria a jornada colocando seus dois maiores heróis pra lutar. Era quase um sonho, difícil até então de imaginar o resultado.

A partir dai começaria a jornada que nos levaria até o dia 24 de março de 2016, data que Batman V Superman: A Origem da Justiça finalmente estrearia nos cinemas. Foi uma caminha longa, lenta e cheia de surpresas. Com momentos incríveis que nós compartilhamos e vibramos juntos. Então às vésperas da estréia, vamos relembrar essa jornada:

Ben Affleck é confirmado como Batman

Sem dúvidas a notícia mais controversa envolvendo o filme saiu no dia 22 de agosto de 2013. Hoje, já acostumados a imagem de Ben Affleck/Batman, é fácil voltar no tempo e entender o motivo de tanta revolta. Era 2013, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge ainda estava fresco na memória do público. Desvincular a imagem de Christian Bale do Homem Morcego não seria um processo tranquilo. E não foi.

Petição online foi criada para trocarem o ator e até mesmo uma jornalista brasileira chegou a confirmar a saída de Ben Affleck. Nada disso aconteceu e os ânimos começaram a se acalmar quando a primeira imagem oficial do novo Batman foi liberada no dia 13 de maio de 2014.

Gal Gadot é a Mulher Maravilha

Outro susto. Acostumados com a imagem de uma Diana forte e atlética, mais uma vez os fãs são surpreendidos com a escolha do diretor Zack Snyder no dia 4 de dezembro de 2013. A não tão conhecida Gal Gadot agora tinha em mãos a missão de dar vida a maior super heroína de todos os tempos, ícone total dos quadrinhos e da representação feminina.

Pra variar, a moçada começou a ficar mais calma quando em 26 de julho de 2014, Zack Snyder revela oficialmente o visual da Mulher Maravilha em Batman V Superman.

Jesse Eisenberg é Lex Luthor

Eu fui um dos que caíram no golpe de que Bryan Cranston seria Lex Luthor. E torci bastante por isso, mas claro, essa ideia não passava de uma viagem de fãs de Breaking Bad que tinha acabado de fazer sua última temporada. O anúncio oficial de que Jesse Eisenberg viveria um dos maiores vilões dos quadrinhos veio no dia 31 de janeiro de 2014 e a primeira imagem oficial no dia 21 de março de 2015.

Batman V Superman é adiado para 2016

18 de janeiro de 2014 foi um dia terrível nessa jornada. Warner anunciou que oficialmente Batman V Superman iria atrasar em 10 meses, assim, não estreando mais em junho de 2015, mas em março de 2016. O clima de incerteza tomou conta, será que Zack Snyder estava conseguindo mesmo seguir com o projeto? A Warner estava com medo?

Na época ainda não sabíamos da próxima e maravilhosa notícia que viria, e consequentemente, explicaria o motivo do adiamento:

Warner/DC anunciam oficialmente seus filmes até 2020

Assim, DO NADA, a Warner/DC chega com os dois pés na porta do universo de adaptações de quadrinhos. Em um evento a portas fechadas no dia 15 de outubro de 2014, foi anunciado oficialmente o cronograma de filmes até 2020 e assim, tornando Man Of Steel oficialmente o ponta pé inicial.

Depois de Batman V Superman teríamos Esquadrão Suicida, Mulher Maravilha, Liga da Justiça Parte 1, Flash, AquamanShazam, Liga da Justiça Parte 2, Ciborgue e Lanterna Verde. WOU! Era o sonho tomando forma!

O vazamento e o primeiro teaser: VOCÊ SANGRA?

A internet simplesmente quebrou quando o teaser trailer de Batman V Superman vazou. Finalmente tudo começava a tomar forma e então, depois de algumas demissões, no dia 17 de abril de 2015 a Warner/DC finalmente liberou o tão sonhado teaser:

Os três trailers oficiais e muitas reações:

Cinema também é diversão e cara, como me diverti com os três trailers oficias de Batman V Superman:

Agora nos vemos no cinema!

É amigos, agora é só sentar e esperar.
Mas sinceramente, o que vier é lucro. Foram três anos bastante empolgantes e divertidos.

Boa sorte a todos nós!

Justiceiro é a melhor coisa dessa segunda temporada de Demolidor

E porque Demolidor segue um patamar acima das demais séries com super heróis

19 de março de 2016

Dizem por aí que Demolidor é uma “série adulta” por mostrar uma violência mais crua, com sangue e isso a tornaria diferente das demais. Discordo. Demolidor é uma série com herói diferente por cravar um de seus pés no realismo, envolver mafiosos e organizações criminosas. Ruas, becos, o conflito entre o que é justo e o que é certo.

O Demolidor não é um escoteiro, é um sujeito que vive em conflito (pessoal e religioso) para definir quando o homem de máscara deve agir e quando deixar nas mãos do Estado. Ele enfrenta inimigos que conversam com nossa realidade: criminosos que não querem destruir uma cidade, mas sim lucrar o máximo possível com suas dores. Vai do traficante que vive da destruição pessoal dos outros, ao empresário que aniquila um bairro todo pra erguer seu império.

Assim, Demolidor entregou uma belíssima primeira temporada e a Marvel criou novas regras dentro desse universo. Era de se esperar um segundo ano ainda melhor, mas quando Steven S. DeKnight (que foi produtor executivo) revelou que não faria mais parte do time, ficou a sensação que o Netflix não tinha planos para mais uma temporada, e Demolidor poderia sofrer com roteiro raso e cair no limbo do procedural.

Mas até o episódio Uni duni Tê (S02E04), Demolidor continua mantendo o espírito do primeiro ano. O Justiceiro foi a melhor adição no elenco, mais um personagem que vem para colocar em cheque a necessidade do Demônio de Hell’s Kitchen.

Jon Bernthal está ótimo como Frank Castle, e mesmo que ele não seja o melhor ator do mundo, seus maneirismos recorrente de outros papéis (Shane em TWD, por exemplo) completam o personagem. O Justiceiro é um excelente contraponto a tudo que o Demolidor representa. Se a justiça é falha, qual o verdadeiro papel do vigilante? Deixar uns olhos roxo e tudo se resolve?

Então os quatro primeiros episódios de Demolidor funcionam como um mini arco dentro da série. Com começo, meio e fim bem estabelecidos. A busca do Justiceiro por vingança (ou justiça) é sempre o ponto alto dos episódios. Frank é uma máquina de matar e ele não para, esse vilão implacável que remete ao Exterminador do primeiro filme é sempre interessante de acompanhar.

Com você eles se levantam, comigo eles ficam no chão

De fato, o que diferencia o Demolidor do Justiceiro? Um aperta o gatilho e o outro não? Quem da o direito do Demolidor sair por aí socando meio mundo é o mesmo que tira o de Frank de matar seus inimigos? No final, não seria a mesma coisa? O Demolidor como todo bom cristão, possui aquela carga de culpa e deposita sua fé na redenção do próximo. É a história de Dimas, o Bom Ladrão, que antes de morrer recebeu o perdão de Cristo.

Mas não o Justiceiro. Não há justiça além do terreno, as coisas feitas aqui serão pagas aqui. Não existe motivo para o perdão. Essas questões de moralidade vão muito além da série e são debatidas com fervor em vários países. No Brasil a redução da maioridade penal e desarmamento até hoje são assuntos mal resolvidos.

E é justamente isso que coloca Demolidor em um patamar acima das demais adaptações de quadrinhos. E graças ao Justiceiro, esse patamar segue sendo mantido nesse primeiro ano.

House Of Cards: a quarta temporada | Podcast BADA BING!

No episódio de hoje do BADA BING!, vamos falar TUDO a respeito do incrível quarto ano de House Of Cards

18 de março de 2016

House Of Cards, a série que parece a situação política de um certo país aí, chegou ao seu quarto ano em sua melhor forma. Após se perder durante a segunda e terceira temporada, a série resgatou o espírito do primeiro ano e colocou Frank Underwood diante de poderosos inimigos.

Claire, Dunbar, TomConway e terrorismo. Diversas pedras no caminho do presidente. Então hoje no balcão mais honesto da internet, recebemos a visita do Pablo Peixoto, que nos ajudou a debater todos os pontos importantes da quarta temporada de House Of Cards.

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