Relaxa, James Gunn! Guardiões da Galáxia é o filme mais bacana de 2014

Depois do Oscar, diretor mostrou descontentamento com provações aos "filmes de heróis"

25 de fevereiro de 2015

James Gunn pegou ar. E com razão. Nessas últimas semanas de premiações, o que não faltou foram piadinhas sarcásticas a respeito dos “filmes de heróis“. Tudo bem, tudo bem, eu sei que filme de herói não é gênero, mas vamos tentar ser simples aqui e entender o que exatamente essas críticas atacam.

No próprio evento do Oscar tivemos algumas provocações, com Liam Neeson dando uma cutucadinha de que Hollywood só vem fazendo filmes de “quadrinhos, brinquedos e best-sellers” (CERTAMENTE foi o teleprompter quem mandou dizer). Já no Independent Spirit Awards, Dan Gilroy (diretor de O Abutre) parabenizou a todos que sobreviveram a uma “tsunami de filmes de super-heróis“.

Quando a buzina é demais, irrita. E o diretor James Gunn resolveu vir a público (leia-se: textão de facebook) para rebater algumas críticas. Mais antes de postar aqui o excelente texto de Gunn, é preciso falar um pouco sobre esses ataques e tentar entender do porque eles serem tão frequentes por uma ala considerada “séria” do cinema.

Blockbusters sempre existiram e não deixarão de existir enquanto houver cinema. Seja com dinossauros, um navio afundando com o Leonador Di Caprio, seja com um bilionário de armadura. O grande público sempre terá seu arrasa quarteirão favorito esperando por eles na porta do cinema. Porém, com os estúdios cada vez mais empenhados em adaptar quadrinhos, criou-se um certo pavor, já que a molecada não esconde sua paixão.

Não esconde e tem muito lugar pra mostrá-la. A internet não fala de outra coisa quando a Marvel divulga ou trailer ou o Zack Snyder posta uma foto no twitter. E mesmo que esses filmes não tenham ligação nenhuma entre eles, mesmo que o Capitão América seja um filme de espionagem mais sério e Guardiões da Galáxia uma aventura espacial, todos os são colocados no mesmo saco. “Olha só que absurdo! Quanto filme de herói enchendo os cinemas!“.

Então pra quem está de longe assistindo a todo esse êxtase, tem a impressão que existe uma indústria malvada fazendo filmes com personagens de quadrinhos na intenção de roubar todo o dinheiro dos fãs do cinema.

E no ano em que “Birdman” sai como grande vencedor, filme que satiriza a indústria de entretenimento como um todo, esse discurso pode ganhar força. Mas é fato que o cinema, a arte, jamais deixará de existir enquanto houver pessoas dispostas a fazer. Um filme com heróis não pode ser rebaixado como menor pelo simples fato de ter heróis.

Gunn e um guaxinim <3

E o maior exemplo disso é “Guardiões da Galáxia“, meu filme favorito de 2014, uma verdadeira aula de como o cinema também existe pra divertir e criar laços de carinhos com seus personagens.

O que James Gunn fez pra mim é tão importante quanto qualquer trabalho clássico/grandioso do cinema. E ele sem dúvidas é o cara que deveria ser respeitado pelo seu trabalho, que até rendeu indicação de roteiro adaptado pelo Sindicato dos Roteiristas (já que é de prêmios que eles gostam). Pra fechar, deixo aqui o último parágrafo do desabafo de Gunn, pra quem ainda não entendeu a parada:

“Se você acha que as pessoas que fazem filmes de super-heróis são burras, saia e diga que somos burros. Mas se você, enquanto cineasta independente ou um cineasta ‘sério’, acha que tem mais amor pelos seus personagens do que os irmãos Russo pelo Capitão Améria, ou Joss Whedon pelo Hulk, ou eu por um guaxinim falante, você está simplesmente enganado

Para eles, só tenho uma coisa a dizer:

We are Groot!

Silvio Santos, o Netflix e a nova maneira de consumir conteúdo

Quando o maior comunicador da TV diz preferir o Netflix...

25 de fevereiro de 2015

Não. Esse post não é mais um desses apocalípticos decretando o fim de alguma coisa. “O fim da tv! A internet vai matar a tv!“. Até porque francamente, matar a tv é impossível, assim como a tv não matou o cinema e o rádio, e a internet não matou o jornalismo. As coisas mudam, migram e se adaptam. Porém é fato que a audiência média da tv aberta no Brasil vem caindo ano após ano e isso parece ser uma tendência. Ou a TV se reinventa, ou é ladeira abaixo.

TV na TV nada, eu prefiro a internet na TV mesmo

A grande questão é QUEM consome TV. Um exemplo é esse “Tá No Ar” da Globo, sucesso total nos Trending Topics da vida. O programa tão badalado chegou a empatar com a “Praça É Nossa” (que você não lê um tuite a respeito). A novela “Rei do Gado“, reprisada pela terceira vez, tem média maior que outras novelas inéditas. Percebeu? Quem consome tv ainda é o pessoal que não conhece ou muito bem a internet, ou até conhece, mas “não tem mais idade pra isso“.

O Silvio Santos é velho admirador do Netflix. Ano passado ele declarou ser fã de Breaking Bad e House Of Cards, séries que ele acompanhou pelo serviço de streaming. A mais nova façanha do Rei da TV é fazer um jabá de graça em seu programa, recomendando a todos e dizendo que nem ele aguenta mais a TV. Sensacional e tão simbólico que nem vou escrever mais, apenas assista:

Criando uma petição para o Silvio Santos ter um programa no Netflix dele resenhando séries e filmes.

E se o Homem Aranha dos cinemas for negro? Ou latino?

Jornalista do TheWrap afirmou que as chances disso acontecer são enormes

24 de fevereiro de 2015

Logo depois do anuncio oficial a respeito do Homem Aranha no Universo Marvel dos cinemas, o que não faltou na internet foram teorias a respeito de como e quando ele iria aparecer, e afinal, qual Aranha estaria em tela? As possibilidades de um Aranha negro deu início a mais uma série de discussões a respeito da cor que um super herói precisa ter.

Essa semana o jornalista Jeff Sneider do TheWrap trouxe novas cartes a mesa, afirmando categoricamente que o novo Homem Aranha dos cinemas será latino ou negro: “Isto ainda não está totalmente decidido, mas posso garantir que o Homem-Aranha não será branco”.

Ele será, muito provavelmente, negro, mas também há uma chance dele ser latino

Bom, de fato, temos alguns pontos para discutir. A primeira (mais óbvia) delas é que a cor, raça, preferência sexual, corte de cabelo, número do sapato não é algo que decide ou não a qualidade de um personagem. Por mais que você cresceu lendo as história do Aranha Peter Parker, precisa entender que esse tipo de debate é inútil, afinal, o cinema não é pra você. Quer dizer, é pra você e pra mais uma caralhada de pessoas que não tem o mesmo apego sentimental com o personagem. Não tem essa de “orra, mas o Homem Aranha não tem poder de cura! Que absurdo!“.

Por outro lado… o Homem Aranha é o personagem mais conhecido da Marvel. Não há dúvidas. Mesmo que com bilheterias “pequenas” para o porte do herói, a gente sabe do peso dele. E até quem nunca leu um quadrinho sequer na vida, sabe que o Homem Aranha é branco. Ou quase sempre foi branco. Ai é que entra a questão: a Sony está disposta a essa mudança nos cinemas?

O jornalista diz que o motivo que levou a essa decisão foram conteúdos racistas de alguns emails vazados: “Você sabe, como disse na semana passada, havia e-mails que foram vazados e que tinham um forte conteúdo racista e acho que isso ajudou a decidir as coisas”.

Será incrível acompanhar essa mudança. Peter Parker, Miguel O’Hara ou Miles Moreles? Não importa. Branco, latino, negro… Homem Aranha!

Via Kotaku

 

Não cabe mais ninguém nesse poster de “Os Vingadores: A Era de Ultron”

Vai faltar espaço...

24 de fevereiro de 2015

Fora da grande sala de cinema, existe todo um ritual de consumo do filme. E a gente gosta disso. Trailers, imagens, posters… tudo vai saindo aos pouquinhos, envolvendo os fanboys com a CAPA DA EXPECTATIVA. E com um dos maiores filmes de 2015 não seria diferente, aliás, não tem como, já que a Marvel é especialista no assunto (vide teaser do teaser do teaser do Homem Formiga).

Enfim, e sabe o que tem pra hoje?
Mais um poster oficial de “Os Vingadores: A Era de Ultron“.

Não cabe mais ninguém… imagina como será o de Guerras Infinitas P2? PQP!

Bom… como vocês já sabem, a Disney adiantou em uma semana a estréia do filme por aqui. O que significa que o dia mágico para nós é 23 de abril. Só pra comparar como um poster já não é mais o bastante pra moçadinha dos Avengeiros, olha ai:

A ficção científica de Orphan Black

Série tem drama e um bom toque de ciência para fãs do gênero

23 de fevereiro de 2015

Se você parar agora e tentar lembrar da última ficção científica que chamou a atenção do grande público, terá que reservar um bom espaço do seu tempo. O gênero que era tão presente nos cinemas há alguns anos atrás, parece que está cada vez mais em falta. Ou melhor, vamos reformular tudo: qual foi a última vez que você viu algo realmente interessante de ficção científica?

Em série então fica ainda mais complicado. E fãs do gênero podem estar perdendo uma boa oportunidade de conhecer uma obra do tipo: Orphan Black.

Clones, clones, clones… porém a mesma atriz O.o

Já falei aqui sobre a missão impossível de Tatiana Maslany, que só na primeira temporada chega a interpretar SETE personagens. Isso mesmo, SETE. Porém, para que a atriz chegasse nesse ponto absurdo de trabalho, foi necessário uma boa dose de ficção científica no meio de uma história que parecia ser algo comum.

O criador John Fawcett conta que a ideia inicial era de duas gêmeas perdidas se encontrando. Mas foi graças a uma forte influência de horror e uma paixão pela ciência, que o roteiro final chegou a excelente ideia de clones. Mas o que faz de Orphan Black uma série diferente e que não apela o tempo todo para o ridículo da coisa, é justamente como esse mistério é tratado: com calma, tudo ao seu tempo.

Em meio a conspirações e dramas pessoais, vamos sendo aos poucos apresentados a todo o conceito que criou os clones. Não se sabe o porque do início dos testes ou da caçada as “órfãs”. Ao longo dos 10 episódios da primeira temporada, calmamente as dúvidas começam a surgir. E enquanto nos apaixonamos por cada uma das personagens de Tatiana, a tensão começa a tomar conta. Criativa e intensa, isso resume Orphan Black.

Orphan Black no Canal A&E

A segunda temporada chega ao Brasil pelo Canal A&E, com episódios inéditos todas as terças, às 21hrs! E esse ano, o Amigos do Fórum faz parte do time editores que estarão comentando os episódios. Para isso, siga o Grupo Aberto do Canal A&E e confira nosso bate papo diário sobre a trama.

Enquanto isso, relembre o VLOG DO FÓRUM especial de Orphan Black =D

A cerimônia do Oscar: que téééééédio

Vamos combinar que quase 5 horas de evento não é pra qualquer um

23 de fevereiro de 2015

Com o Oscar, a temporada de premiações chega ao fim e depois de tantos tapetes vermelhos e apresentadores piadistas, sejamos francos: esses eventos não são sobre arte, são sobre pessoas. O Grammy é sobre pessoas, o Oscar é sobre pessoas, o Globo de Ouro é sobre pessoas.

E quando a arte fica pra segundo plano e o vestido da Lady Gaga é sempre mais importante, é preciso esticar o evento o máximo possível e a consequência é uma só: tédio, tédio e mais tédio.


Esse ano com apresentação de Neil Patrick Harris, o Oscar foi um dos eventos mais difíceis de se acompanhar. Tudo bem que já estamos acostumados com a dinâmica de “prêmio -> musical -> comercial” há algum tempo, mas quando nesse meio tempo não tem ninguém pra segurar a barra, fica difícil.

Em 2014 Ellen DeGeneres foi dessas que conseguem deixar um evento tedioso um pouco mais divertido. Teve pizza, teve selfie e todo mundo ficou feliz. Já o pobre o Neil Patrick conseguiu um silêncio quase desesperador com suas piadas.

Já de começo, ao falar sobre “Sniper Americano“, deu pra entender a atual situação do mercado hoje em Hollywood: todos os 8 indicados somaram 600 milhões de dólares, e “Sniper” sozinho fez a metade.

Scarlett Johansson sou eu, e o John Travolta é o Oscar

A cada ano, a cultura pop vai se tornando cada vez mais pop, e isso reflete nessas premiações. O público cada vez consome mais, os indicados ao Oscar conseguem gerar um certo buzz e no fim, temos uma internet unida em busca dos melhores memes da noite (o que acaba sendo a melhor coisa de se acompanhar um evento de quase 5 horas).

Mais gente assistindo, mais audiência, mais espaço para anunciantes, mais esticado…

Mesmo que o evento em si seja um saco, o Oscar é o melhor momento para perceber que cinema é algo popular, feito para todos. As opiniões divididas, as torcidas pelo filme favorito, os debates…. também são momentos bacanas de se acompanhar. Afinal, o Amigos do Fórum é um blog feito de fã para fãs, e quanto mais deles tiverem voz é melhor. Mesmo com vocês torcendo pra Interstellar… HEHEHE.

Birdman” sai como o grande vencedor da noite (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Fotografia). “Boyhood” que era a grande aposta de geral, volta pra casa com apenas uma estatueta. Aliás, o que podemos chamar de grande momento da noite, veio graças ao discurso de Patricia Arquette ao receber o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel em “Boyhood“.

O próximo grande evento é em setembro, no Emmy. O jeito é já ir se preparando para mais uma looooonga cerimônia. Quem sabe eles chamam sei lá, o Silvio Santos pra apresentar….

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