Star Wars Rebels: da na mão da Disney que ela resolve

Como apresentar o maior ícone da cultura pop para uma nova geração, sem ferir a obra original

19 de setembro de 2014

Um grande dilema que muitos donos de franquias devem passar, é o de como pegar uma obra com décadas de estrada, e apresentá-la a uma nova geração, que obviamente, não está habituada aos gostos de seus pais. Enquanto o maior anime de todos os tempos fracassou nesse quesito, Star Wars Rebels mostra o caminho a ser seguido, pavimentado de respeito e inovação.

Ezra: a jornada do herói é sua sina

A nova série, que estréia com um episódio especial de uma hora de duração (serão 16 na primeira temporada), se passa durante os acontecimentos do Episódio III e Episódio IV. Ou seja, temos aqui o surgimento dos primeiros sinais da rebelião, levemente comentada entre os oficiais do Império. A história é centrada no garoto Ezra, o qual vive de pequenos furtos realizados em seu planeta natal. Um verdadeiro malandro.

Ezra irá seguir o típico caminho da jornada do herói, simples e direto. O roteiro não tem nada do que você já não tenha visto: o herói precisando se aceitar como um, enquanto ajuda um grupo de rebeldes a salvar a galáxia. Porém a grande sacada dessa série não está em seu personagem central, muito menos no CGI bem mediano (nada de muito nooooossa), mas sim no respeito com a obra original. É fato que muitos marmanjos irão adorar a série. E você, hoje pai e não consegue tirar os Jedis da cabeça, certamente terá uma boa opção de entretenimento com o pequeno Padawan.

Zeb, o brutamontes da série. Detalhe: ele é idêntico a primeira arte conceitual de Chewbacca

A série tem muitas referências a obra original, como a presença (mesmo que holográfica) de Obi-Wan e da raça Wookiee. É difícil não se encantar novamente com esse universo, que a Disney, aparentemente, soube explorar: porque focar em Darth Vader, Luke e etc, se você tem toda uma galáxia de opções? Podemos contar outras histórias, afinal, estamos falando de trilhões de quilômetros quadrados, não de um único reino. E é com esse espírito de ter como base os filmes, mas apresentando todo um universo para uma nova geração, que Star Wars Rebels chega.

Agora, junte isso ao fato que nos próximos três anos, teremos outros três longas de Star Wars. Prepare-se para ver a franquia que praticamente, criou o conceito de blockbuster, mostrando como se fazer barulho no mundo pop. Rebels nada mais é que o cartão de boas vindas disso tudo, boas vindas pra você, fã das antigas, boas vindas pra mim, fã mais recente, e principalmente, para futuros fãs.

Da na mão da Disney que ela resolve.

“Yu Yu Hakusho” será relançado no Brasil em versão mangá

Simplesmente o anime mais engraçado de todos os tempos. E um dos melhores

18 de setembro de 2014

Criado em 1990 e exibido pela primeira vez no Brasil em 1997, Yu Yu Hakusho é um clássico absoluto dos animes, com um enredo mais adulto, e com a melhor dublagem brasileira já feita em um desenho. Em 1997 a Manchete ainda procurava um anime que pudesse ter o mesmo peso que Os Cavaleiros do Zodíaco. E conseguiu. Yusuke, Kuwabara, Kurama e Hiei era, na média, de 6 pontos no IBOPE.

Yu Yu Hakusho se destacou dos demais animes por ser ainda mais violento que Cavaleiros do Zodíaco, que chocou a molecada três anos antes. O anime também tinha um tom de humor único, tudo graças a nossa dublagem, que não teve medo de adaptar muitas piadas e gírias para o nosso idioma. O resultado disso você pode ver nesse compilado com os melhores momentos da dublagem:

Eis que 20 anos depois do fim da sua publicação original (1994, o ano que tudo aconteceu), o mangá volta a ser vendido no Brasil pela editora JBC, que fez um trabalho de revisão. A nova edição terá 19 volumes e custará 14,90 dilmas. Uma excelente oportunidade pra você conhecer (ou relembrar) a história de Urameshi.

Star Wars, Batman, Superman e dois diretores zueros

Obrigado por momentos assim, J.J Abrams e Zack Snyder

18 de setembro de 2014

De um lado, Zack Snyder. Diretor responsável por trazer para as telas dos cinemas os dois maiores heróis já criados.
Do outro, J.J. Abrams. Diretor responsável por trazer de volta o universo de Star Wars.

Snyder e Abrams. Os caras tem em mãos simplesmente Batman, Superman e Star Wars. Só isso. Nada mais. E pra alegrar milhões de nerds e deixar todo mundo virando mortal de felicidade, os caras estão trocando brincadeiras o tempo todo, e fazendo uma espécie de crossover entre os dois filmes.

Tudo começou na Comic Con quando Zack Snyder postou uma foto do Superman vestido como Jedi. Logo depois, a Bad Robot respondeu com o ator John Boyega (que estará no Episódio VII) com um cospobre de Batman:

Depois, lá em agosto, Snyder voltou a fazer piadinhas com os dois filmes, dessa vez colocando Batman dentro do universo de Star Wars ao lado de R2D2, como se fossem “Batman & Robin“. J.J. Abrams não deixou barato e colocou C3PO como o Cavaleiro das Trevas:

Mais recentemente, tivemos a notícia que um Batmóvel foi ROUBADO dos sets de Detroit. E o VISIONÁRIO DIRETOR DE 300, Zack Snyder, descobriu quem foi rapidinho:

CLARO, J.J. Abrams não perdeu tempo.  Foi lá e mandou um vídeo, respondendo Snyder, onde ele mostra NADA MENOS que a Millenium Falcon… com uma surpresinha:

AH MANO, VSF, VAI TOMA NO C*! AUHUAHUAHUAHUAHUAH ISSO É INACREDITÁVEL! Os dois fdps estão simplesmente com BATMAN, SUPERMAN e STAR WARS nas mãos e ainda tem tempo de ficar fazendo crossover entre eles, UAHUAHUHA, pqp. Não da pra acreditar que estamos vivendo isso. Que época GLORIOSA para a cultura pop meus amigos, que ÉPOCA.

O vídeo é uma brincadeira com o Episódio V: O Império Contra-Ataca, onde a Millenium Falcon faz exatamente isso em uma Star Destroyer.

Não perca NADA do que esses dois malucos estão fazendo. Segue aê:
> @ZackSnyder
> @bad_robot

O cinema de Stanley Kubrick: artistas re-imaginam sua obra

60 artistas se unem para recriar em posters as obras do diretor

17 de setembro de 2014

Stanley Kubrick é um gênio. Simples assim. Não existe palavra melhor para definir o cara que mudou o cinema com sua visão perfeccionista em guiar uma câmera. Sua lista de filmes é de dar inveja pra qualquer diretor. Entre suas obras estão filmes definitivos, divisores de água, como “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (melhor filme já feito), “Laranja Mecânica” e “O Iluminado“.

Se você não conhece o trabalho de Kubrick, sinto muito, você está perdendo O MELHOR DO CINEMA. Um homem a frente de seu tempo, que influenciou um legado de diretores como Scorsese e Steven Spielberg, só pra citar dois.

Kubrick nos sets de “2001“, de 1968, um ano antes do homem pisar na Lua. Os efeitos especiais usados no filme foram tão assombrosos pra época, que muitos acharam que a caminhada lunar de Neil Armstrong não passou de uma encenação dirigida por Kubrick

Recentemente, 60 artistas se reuniram para reimaginar a obra do diretor em uma exposição na Spoke Gallery em San Francisco. Da uma olhada em algumas dessas artes, que estão espetaculares. E que elas te ajudem a se interessar mais pelos filmes do mestre Kubrick =)

Minecraft valeu os 2,5 bilhões de obamas pagos pela Microsfot? Claro!

Microsfot pagou caro pelo estúdio Mojang, criador do jogo. Valeu a pena?

17 de setembro de 2014

Sou uma dessas pessoas que cai de pau em Minecraft, acusando de ser um game estúpido e para criança. Claro que grande parte do discurso é exagerado, só pra pegar no pé da moçada que se leva a sério demais. Mas o fato é que Minecraft é um dos maiores fenômenos dos últimos anos, e diretamente ligado ao sucesso estrondoso da geração de games no youtube.


Da pra medir em números o sucesso de Minecraft? Da sim: é o terceiro jogo mais vendido da HISTÓRIA, com 54 milhões de cópias. Atrás apenas de Tetris e Wii Sports. A molecada adora, adultos estrapolam os limites e recriam cidades e mundos inteiros. O game é, de fato, algo a ser levado a sério.

E foi. A Microsoft comprou o estúdio Mojang por 2,5 bilhões de dólares nessa semana. E claro, muita gente alegando que uma empresa com mais de 30 anos de mercado fez um mau negócio. Ou no mínimo, investiu em uma febre passageira. Mas o fato é que a Microsfot não investiu em um produto, mas sim em um fenômeno do mundo pop, já que o game já superou a barreira dos games (hoje mesmo estive em uma loja de action figures cheia de brinquedos inspirados no game).

Segundo a Mojang, 40% das vendas do Minecraft são para mobile, ou seja, a Microsoft tem um forte aliado para o seu Windows Phone. Se Minecraft é um febra que está demorando pra passar, ou a saída de seu criador possa influenciar em alguma coisa, só o tempo dirá. O conceito básico do game é a liberdade, algo que sua nova dona não gosta muito… resta saber quem irá assustar mais os fãs: creepers ou as limitações da empresa do Bill.

E taca-le pau nos gameplays!

2014 e os melhores filmes de herói

Vamos fomentar esse debate

16 de setembro de 2014

Não sei se é de conhecimento de todos aqui, MAS o Amigos do Fórum está oficialmente no youtube. Buscando território. Explorando novos ambientes.

Agora, além do nosso VIDEOCAST SEMANAL, você pode se INSCREVER em nosso canal e acompanhar esse blogueiro que vos fala, usando de todo seu caipirês e péssimo inglês, pra falar dos assuntos que vocês já estão acostumados aqui no blog.

É importante lembrar que nem todos os vídeos serão postados aqui no blog, por isso é importante você…

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Um ano de “Ozymandias”, o episódio definitivo de Breaking Bad

"Meu nome é Ozymandias, rei dos reis"

15 de setembro de 2014

Era 15 de setembro de 2013, há exatos 365 dias, quando o episódio definitivo de “Breaking Bad” ia ao ar, e marcaria pra sempre o peso dessa série na vida dos fãs. Recentemente premiada com 4 Emmys pelo episódio, o Amigos do Fórum não poderia deixar essa data passar em branco.

O episódio começa com Walter e Jesse cozinhando. Dentro da linha do tempo da série, a cena aconteceu lá pela primeira temporada. Temos aquele conhecido diálogo entre o tiozão Walter e o menino maloqueiro Jesse. Porém, quando a cena corta para o tempo atual, percebemos foi nesse lugar que Walter resolveu enterrar seus 80 milhões de obamas, e onde acabou caindo na emboscada de Hank.

O roteiro brinca com isso novamente, traçando esse paralelo entre os primeiros acontecimentos até o inferno na Terra que se tornou a vida de Walter, em uma cena pouco notada pelos fãs: Walter, ao empurrar seu galão de dinheiro, passa por uma calça… Olha a genialidade da obra: a calça, nada mais é, que aquela que voa do trailer logo nos primeiros segundos do S01E01.

É interessante o roteiro nos lembrar, mesmo que por poucos minutos, como tudo começou e depois socar em nossa cara a impressionante evolução dos personagens durante 5 temporadas. Ali começou, ali terminou. Walter perde nada menos que TUDO nesse episódio: o parceiro de negócios, o cunhado, a esposa, o filho, seu império e grande parte de sua grana.

Outro ponto importante nesse episódio, é a maneira como brincam com o soneto de “Ozymandias“, que deu nome ao episódio. O soneto fala de um rei arrogante. No soneto, esse rei está caído ao cão, com metade de sua face afundada na areia. Referência total a Walter, que no alto de seu ego, se viu ao chão, destruído.

A cena onde Walter, ao telefone, tem um ataque de fúria ao falar com Skyler, foi tão bem escrita e dirigida, que quase não percebemos a real intenção dele: não fazer de Skyler, sua cúmplice (livrando o pouco que sobrou de sua destruída família de maiores sofrimentos). Esse episódio reúne toda a genialidade de seus diretores e roteiristas, ao resumir em apenas 50 minutos tudo aquilo que a série nos mostrou ao longo de 6 anos.

“Ozymandias” é o melhor episódio de Breaking Bad. Pra mim, o melhor episódio de série já feito. Nada, absolutamente nada, me impactou tanto assim. Foi cruel ver Hank morrendo, cruel ver aquilo acontecendo com Jesse, cruel ver Walter Jr., que tanto idolatrava o pai, precisando tirá-lo de cima da mãe. Tudo aquilo que Walter temeu durante 5 temporadas, aconteceu em apenas 50 minutos. Jamais será esquecido.
Pra fechar, deixo com vocês a canção “Take My True Love By The Hand“, trilha sonora do episódio:

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