“Capitão América: Guerra Civil”: prepare-se para assistir a dois filmes

O terceiro filme do Capitão América e um encontro épico com Os Vingadores

25 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil pode ser facilmente dividido em dois filmes distintos. Um é o terceiro filme do Capitão América, que segue explorando a relação entre Steve e Bucky, mas também indo a fundo na psicologia do próprio Capitão. O outro é uma sequência inesquecível envolvendo Os Vingadores, em um confronto divertidíssimo na pegada de “vamos 5 minutinhos sem perder a amizade?“.

Se os Irmãos Russo serão encarregados por Vingadores: Guerra Infinita Parte 1 e Parte 2, seria preciso ditar o tom dessa Fase 3 do Universo Marvel. Assim, Guerra Civil é o filme mais urgente do estúdio até aqui, já que 12 filmes depois, finalmente as consequências de super seres caminhando sobre a Terra são cobradas.

Se Zack Snyder destruiu Metrópolis em O Homem de Aço, na Marvel as coisas também não são boas: Nova York, Londres, Washington, D.C., África do Sul e finalmente, Sokovia, que literalmente foi obliterada durante a batalha com Ultron. Então mesmo em um mundo totalmente ficcional, em algum momento a população e principalmente o governo, começaria a questionar a legitimidade das ações d’Os Vingadores.

Guerra Civil parte pra um debate interessante, com ótimos diálogos e questionamentos. Mas como era de se esperar, não é só isso. A ação empregada pelos Irmãos Russo é ótima, com uma boa coreografada misturada a efeitos visuais. Mas o que torna Guerra Civil o filme mais sério da Marvel até aqui é justamente o embate filosófico entre Steve Rogers e Tony Stark.

Steve lutou a última guerra “romântica“, onde o mal era muito bem definido. Já Tony fez fortuna armando o mundo. Enquanto o Capitão América enxerga em si mesmo e em seus companheiros a voz que se levanta contra esse mal, o Homem de Ferro carrega a culpa de seus atos e procura por redenção. Esse choque ideológico faz sentido para ambos, afinal, agindo por contra própria, Os Vingadores tornam-se uma espécie de deus apontando o certo ou errado. Mas nas mãos do homem, se tornariam uma arma letal.

O Soldado Invernal acaba se tornando o centro disso tudo em uma trama um tanto complexa. Mas ao contrário de Batman V Superman que investe no trágico, a Marvel é esperta o bastante para não tornar o filme tão sisudo. É aí que entra o segundo filme dentro de Guerra Civil.

O filme basicamente da uma pausa na seriedade e entrega a batalha mais divertida envolvendo super heróis nos cinemas. É como se fosse aquelas brigas de escola onde ninguém bate a sério, então, os personagens tem a oportunidade pra mostrar suas habilidades sem ninguém sair ferido.

É claro que a participação do Homem Aranha é emocionante, com o personagem brilhando e roubando a cena sempre que aparece. Mas é o Pantera Negra quem mais chama a atenção, e acredite, ele é ainda melhor como T’Challa. Que personagem amigos… nas mãos de Ryan Coogler, diretor de Creed, tem tudo pra ser uma joia.

Não existem “times” em Guerra Civil. O Pantera pensa diferente do Homem de Ferro que pensa diferente da Viúva. E por aí vai…

Os Russo comandam uma ópera naquele aeroporto. Você nem se importa mais quem está certo na história e até se esquece da trama principal tamanha é a magia daquilo. É aquele lance de super heróis serem divertidos e pra todas as idades. Mas assim que a cena acaba, Guerra Civil volta a sua proposta e o tom mais sério retorna.

Longe, mas muito longe de reclamar do que foi mostrado, mas é um filme que vai da tensão pro divertido, pra novamente retornar a tensão. Fugindo de comparações, talvez seja isso que faltou a Batman V Superman: não se levar tão a sério o tempo todo.

Capitão América: Guerra Civil é denso, complexo, mas muito divertido. O melhor filme da Marvel? Bom, talvez. É tão inteligente quanto O Soldado Invernal e GOSTOSO de assistir quanto o primeiro Vingadores. 2016 promete mesmo ser um ano fora da curva na Marvel. Demolidor se firmando, Luke Cage querendo ser a The Wire dos super heróis e Dr. Estranho com aquele trailer fantástico.

Se a DC não precisa ser sempre séria, a Marvel também não precisa ser sempre brincalhona.

Com roteiro e direção de Vince Gilligan, Better Call Saul brilhou na season finale

Klick (S02E10) encerra uma temporada que trabalhou com muita calma a evolução de Jimmy

23 de abril de 2016

Apesar da palavra gênio ser mais uma vítima fatal da internet (aqui até comentaristas de youtube são classificados assim), da pra se dizer que em se tratando de televisão Vince Gilligan é sim um gênio. Seu trabalho em Breaking Bad confirma tal afirmação, e Better Call Saul teve um pouco dessa sua capacidade de criar roteiros que se amarram de uma maneira brilhante.

Na sala dos roteiristas de Breaking Bad havia um quadro onde cada um dos membros da equipe colocavam ali post-it com ideias para os episódios. Dizem que antes de começar as ideias pra quarta temporada, Gilligan foi até o quadro do episódio 13 e colocou um papel escrito “BOOM!“. Como tudo iria se encaminhar até ali ainda era um mistério, mas basta ver como o quarto ano é até hoje o mais aclamado pela maioria dos fãs. Ou seja, Gilligan soube conduzir a ópera até aquele momento.

Assim, não é de se espantar que o melhor episódio desse segundo ano de Better Call Saul veio das mãos de um dos seus criadores. Vince Gilligan não apenas escreveu, mas também dirigiu , e suas marcas podem ser notadas em vários momentos. A maneira com que muitas vezes ele conduz de forma silenciosa e lenta certas cenas que, nas mãos de outras pessoas teria uma ação desenfreada, mostra sua vontade de entregar exatamente aquilo que ele pensou lá atrás.

Klick começa com um flasback que serve de introdução, o mesmo que Gilligan cansou de fazer em Breaking Bad. Mostrar o momento da morte da mãe dos irmãos ilustra ainda mais o rancor que o mais velho nutre para com o mais novo. Fica claro que Chuck tinha inveja de como Jimmy parecia ser o favorito dos pais, e como isso ao passar dos anos, foi dando a Chuck a ideia que Jimmy não passa de um privilegiado.

Privilegiado pelos pais e pela vida, afinal, Jimmy nunca respeito as regras, tantos morais quanto sociais, pra seguir o jogo. Já Chuck, que foi fiel ao que considera correto, fez tudo dentro dos padrões e ainda assim não ouviu seu nome durante o último suspiro da mãe. Mas é por ser conhecido como esse homem sistemático que não está disposto a errar que Chuck viu uma oportunidade de tirar de Jimmy a verdade.

O plano já estava sendo arquitetado desde o hospital. Chuck sabia que, apesar de ser esse malandro que amamos, Jimmy possui um bom coração, e isso basta para desarmá-lo por completo. Tudo foi sendo desenhado para conseguir a confissão do irmão, e Chuck sabia que Jimmy iria fraquejar ao vê-lo completamente destruído por um erro que não cometeu.

Gus Fring vem aí?

Enquanto isso temos a trama paralela de Mike chegando aos finalmente. Nós sabíamos que ele não iria atirar, mas toda essa construção de tensão é típico de Gilligan. O bilhete deixado em seu carro abre muitos questionamentos para a próxima temporada. Será que finalmente teremos o surgimento de sua parceira com Gus? Não é de se duvidar, o chefe do Los Pollos Hermanos tem tudo a ver com Better Call Saul.

E por falar em ganchos, ao confessar um crime, Jimmy terá que enfrentar a justiça. Será isso que o fará finalmente ter que adotar outro nome? Por um lado é estranho já que ele irá ficar em Albuquerque, de todo modo, a terceira temporada irá seguir nessa construção de Saul Goodman.

Espero que ele entenda que é uma peça fora desse quebra cabeças e o mundo que lhe aguarda é feito da moral distorcida que ele tanto soube impor em Breaking Bad. Também espero por mais episódios escritos pelos seus criadores, não é por menos que os dois melhores dessa temporada vieram de Peter Gould (o anterior) e Gilligan.

Que venha o terceiro ano.

 

HELP, curta metragem em 360º, mostra como esse formato pode ser imersivo

Feito pelo próprio Google, o curta foi liberado no YouTube

20 de abril de 2016

Eu tenho um pé atrás com essas tecnologias que prometem revolucionar nossa maneira de consumir entretenimento. Um exemplo é o uso do 3D nos cinemas. A gente sabe que ele só existe pro ingresso ficar mais caro e são raros os filmes que realmente tornam-se indispensáveis graças a esse recurso.

A Travessia tem uns 20 minutos ali que sinceramente, eu passei mal de vertigem. No iMAX e em 3D foi sem dúvidas a grande experiência cinematográfica de imersão que tive. Tenho total certeza que isso não aconteceria se fosse na tela da tv. Então sim, nesse caso, a tecnologia fez toda diferença.

Agora chegou o formato 360 e o YouTube está investindo pesado pra torná-lo popular. Alguns canais brasileiros já receberam uma câmera para produzirem conteúdo, mas de fato, nada que chame a atenção foi feito até agora. Mas o Google é o Google e resolveu mostrar como funciona.

Ele criou o curta metragem HELP que mostra um ataque alienígena em uma cidade. A câmera passeia sozinha, mas você é quem controla o ponto de visão. Ficou bem feito e bastante interessante, vale o paly.

Mas eu jamais veria um filme assim, que saco.

Banda larga fixa: o seu barulho é importante!

Chegou no Senado. Operadoras se posicionaram. Tem que gritar sim!

20 de abril de 2016

Há alguns dias a internet brasileira resolveu se unir em uma só voz (algo que não acontecia desde a Copa, saudades): dizer um não a internet fixa limitada. De lá pra cá sites de cultura pop cumpriram seu papel e se posicionaram contra, mesmo que isso mais pra frente lhes garanta um anunciante a menos.

Foram posts, podcasts e uma campanha viral no Youtube (mesmo que alguns tenham levado como uma brincadeira de tag). Mas o principal veio de você, que tem 50 ou 200 mil seguidores no twitter. Foi a sua voz que fez barulho, afinal, se você fica quieto, de nada adianta.

Há quem duvide que gritar contra a franquia de dados é errado. Não está sendo. O barulho chegou ao Senado, o site Reclame Aqui convocou os usuários a fazer um “reclamaço” contra a Anatel, a VIVO voltou atrás e irá operar com dois planos (franquia e ilimitada). É a voz contra tudo isso fazendo efeito.

Mas o que não está certo? É fato que franquia de dados não é uma ideia brasileira, já existe lá fora há algum tempo, mas nem de longe se parece com que temos por aqui. Nossa banda larga não só está entre as piores do mundo, como também é uma das mais caras. O problema não é franquia, o problema é a maneira como ela é cobrada e vendida.

João Rezende, presidente da Anatel, acha que o brasileiro é mal acostumado com a internet ilimitada (essa mesmo, uma das piores e mais caras do mundo). Ele acha que quem consome menos paga por quem consome mais, ele acha que pra gerar internet é preciso represar algum rio, queimar carvão ou pedalar como em Black Mirror.

É por isso que a banda larga fixa limitada é vendida de maneira errada. O problema não é ela ser limitada, o problema é ser cara e ruim.

A problematização do Netflix, youtube e jogos online é clara: as pessoas estão deixando de consumir o entretenimento tradicional. Que nada mais é que a tv a cabo. Enquanto o Netflix ganhou 2 milhões de assinantes, a tv a cabo perdeu 1 milhão.

Internet justa é internet barata e acessível a todos, não importa se a pessoa irá ver e-mails ou baixar filmes. Não deixe de fazer sua parte. Grite, compartilhe, tuite, grave vídeos. Sua voz é importante sim.

Assistir conteúdo offline no Netflix pode não ser um sonho distante

Com a expansão mundial, o Netflix enfrenta problemas de terceiro mundo: a internet lenta

19 de abril de 2016

Enquanto o Netflix anuncia que em breve terá cerca de 150 horas de conteúdo em HDR e 4K em seu catálogo, aqui no Brasil corremos sérios riscos de nos distanciarmos dessa nova realidade. Tudo graças a franquia de dados, que irá limitar nosso acesso a gloriosa internet (mas nós sabemos que é um ataque direto ao Netflix).

O fato é que o Netflix veio pra ficar, e quem não subir a bordo desse trem do streaming ficará pra história. A expansão global agressiva do serviço está acontecendo, e 2016 já é um ano histórico. Chegando a mais de 190 países e gastos estimados em 5 bilhões em produções originais, a empresa mais do que nunca precisa se tornar versátil para conseguir entregar seu tão prestigiado conteúdo.

Bem vinda ao terceiro mundo, Netflix!

E um dos problemas é justamente a banda larga ruim de vários países, e com isso, novos assinantes podem não ter uma experiência agradável, afinal, travamentos e baixa qualidade tornam-se regras com uma conexão baixa (problemas que nós brasileiros passamos). A solução pra isso seria a disponibilidade de conteúdo offline, algo que até ano passado, não estava nos planos.

Sem uma boa conexão, a experiência do usuário pode não ser 100% positiva

Quem já saiu na frente foi a Amazon, que desde setembro de 2015, oferece a opção para os assinantes da versão Prime. Mas baixar o episódio de sua série favorita pra ver no caminho pro trabalho não era algo que a Netflix pretendia fazer, até conhecer as maravilhas do terceiro mundo.

Durante um evento nessa terça feira (19/04), o CEO do Netflix Reed Hastings falou a respeito dessa nova ferramenta “Conforme nós nos expandimos ao redor do mundo, para lugares onde vemos uma oferta desigual de redes, isso [conteúdo offline] é algo a respeito do qual devemos manter a mente aberta“. Apesar desse “mente aberta” não indicar algo pra já, ainda assim não será uma opções pra todos.

Reed Hastings disse que essa opção será implantada em locais que realmente necessitem dela, ou seja, onde a internet funciona direitinho, tudo deve ficar como está. De fato, é até estranho ver a empresa que revolucionou a maneira de consumir conteúdo receosa sobre assistir offline. No ano passado, o chefe de conteúdo do Netflix Neil Hunt falou que é um função “complexa” para o usuário comum “é algo que muitas pessoas pedem. Vamos ver se é algo que muita gente vai usar“.

De qualquer forma cogitar a possibilidade já é alguma coisa. Espero que lancem isso antes da franquia de dados, aí podemos baixar todo o catálogo do Netflix de uma vez e ir assistindo conforme os anos… tipo encher um bunker pra sobreviver ao apocalipse.

Demolidor: como foi a segunda temporada? | Podcast BADA BING!

É hora de debater a segunda temporada de Demolidor aqui no balcão mais honesto da internet

18 de abril de 2016

Dentro do Netflix a Marvel encontrou espaço e liberdade suficientes para dar vida a Demolidor. Uma primeira temporada que foi sucesso de crítica e audiência (deixou até House Of Cards pra trás entre as mais vistas), garantiu uma segunda temporada pouco tempo depois de chegar no catálogo do serviço de streaming.

Em seu segundo ano Demolidor resolveu contar várias histórias ao mesmo tempo, apresentar novos personagens e consolidar um vilão. No BADA BING! de hoje é hora de passar a limpo os 13 novos episódios. Sente-se conosco no balcão e venha debater.

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Por que Chuck de Better Call Saul tem hipersensibilidade eletromagnética?

Dentro da narrativa da série é possível descobrir os motivos da "doença"

18 de abril de 2016

Ainda não vivemos no mundo de Black Mirror onde implantes no cérebro nos permite gravar tudo a nossa volta, mas é fato que a tecnologia já é parte do nosso cotidiano, em alguns caso, pode-se dizer que é essencial. É claro que você pode optar por viver isolado em um sítio, longe de energia elétrica e wi-fi, mas convenhamos que é impossível isso acontecer na vida urbana.

São tantos aparelhos eletrônicos ligados e transmitindo dados que uma “doença” (não reconhecida pela Organização Mundial da Saúde) vem se tornando comum. É hipersensitividade eletromagnética. Quem sofre alega que celulares, televisão, microondas e qualquer tipo de aparelho eletrônico, transmitem raios eletromagnéticos que afetam diretamente a saúde graças a uma hipersensibilidade.

Já a ciência diz que é uma doença psicossomática, como explica esse artigo da Superinteressante. É a mente agindo sobre o corpo. No universo das séries a hipersensibilidade eletromagnética ganhou notoriedade depois que Chuck, o irmão mais velho de Jimmy, foi apresentado em Better Call Saul. Em nenhum um momento a questão do surgimento da doença foi explorado dentro da série, mas será que conseguimos entender sua necessidade?

O episódio Pimento da primeira temporada revelou que era Chuck quem sempre armou contra Jimmy. Desde o primeiro emprego até aquele momento triunfal do irmão, quando Jimmy descobre um golpe aplicado em aposentados e que renderia fama e dinheiro a Hamlin, Hamlin & McGill.

Chuck como um Imperador do Mal. Quando se trata de Gilligan, nada é gratuito

Ali estava claro que Chuck era o grande vilão da série, é então que sua doença passa a fazer sentido. Vince Gilligan sempre teve um apreço muito grande pelo visual. Breaking Bad foi uma série bastante estilizada, seja pelo uso das cores (que vai desde a fotografia as roupas dos personagens), seja pelo posicionamento da câmera e seus ângulos (saudades GoPro).

Em Better Call Saul, Gilligan brinca novamente com a estética pra entregar aquilo que não precisa ser óbvio. Chuck ter hipersensibilidade eletromagnética serve apenas para coroar a posição e vilão que a série quer passar. Quando ele está em cena, tudo fica com um ar mais sombrio graças a falta de luz elétrica. A falta de iluminação cria um ambiente hostil, é como se colocássemos os pés uma caverna com um monstro lá dentro.

Mais do que isso, a medida em que todos ao redor precisam se livrar de aparelhos eletrônicos ou preparar todo um ambiente para sua chegada (como nos casos em que ele precisa ir pessoalmente na empresa), da a Chuck um poder quase que de um imperador excêntrico.

Assim, a doença de Chuck é mais importante pra narrativa do que se imagina. É ela que ajuda criar em nossa mente essa noção de antagonismo, quando na verdade, Chuck não é o grande vilão, afinal Jimmy não é um santo, muito menos um herói.

É uma jogada extremamente inteligente, vindo claro, de uma das cabeças por trás de Breaking Bad.

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