Amigos do Fórum - Página 7 de 339 - Cultura pop e entretenimento todo dia

Quando você abre os olhos, o Sistema não pode mais se esconder

Elliot acordou. E agora?

24 de junho de 2016

MR. ROBOT S01E01: Tarde mais, você está acordado. Olha ao seu redor e começar a perceber a realidade terrível que sua vida se encontra. Seu dia é dominado por um sem números de marcas diferentes, o tempo todo algum aparelho eletrônico encontra-se ligado, sua rotina é dominada por compromissos. Sua aparência foi moldada por terceiros. Seus gostos não são seus, aquilo que você consome é determinado pelo número de curtidas. De pessoas que você nunca viu. Quanto mais likes, mais você compra, quanto menos, você descarta. Apaga.

Abre a janela. Não reconhece seus vizinhos. Seu carro é lindo, mas não está pago. Você está endividado durante anos. Esse aparelho na sua mão custou 3 mil reais, mas você usa dois ou três aplicativos. Aplicativos para falar com pessoas estranhas sobre seu dia, sobre seu almoço, sobre sua posição política. Você usa esse aparelho de 3 mil reais pra fazer vídeos verticais diários, mas raramente para ligar para sua família.

Espera. Você tem família. Essa pessoa ao seu lado no sofá olhando fixamente para outro celular de 3 mil reais é sua família. Esposa? Filho? Mãe? Você não se lembra. Afinal, estava dormindo, durante anos, décadas, dormindo. Em coma. Mas agora está acordado. E eu preciso te dar um nome e o que vou te contar é ultra secreto. Uma conspiração que vai além de todos. De pessoas invisíveis, os 1% que estão no topo dos 1% e brincam de deus. Bem vindo a Mr. Robot.

Elliot, então, abriu os olhos. Foi quando seu pai foi vítima do Sistema. Pagou com a vida sua dedicação de anos a um conglomerado. Seu pai está morto, o conglomerado mais rico do que nunca. Afinal, a mão de obra de seu pai era apenas um produto, que foi quebrado, e pago. Uma indenização aqui, outra ali. Meus pêsames.

Naquele dia o pequeno Elliot acordou e passou a enxergar o Sistema. Desde então não vive mais um sonho. Ele vive a mais poderosa definição de pesadelo. Calhou dele ser um hacker, apenas isso. Mr. Robot não é sobre linhas de códigos que ninguém entende passando pela tela. Mr. Robot é sobre estar acordado.

F#CK SOCIETY!

Ao acordar Elliot percebe que o mundo pós apocalíptico que a cultura pop pintou, não é tão ficção assim. O mundo é dominado por empresas, por especulações, por publicidade, por dinheiro. Agora ele precisa acordar outras pessoas. Mas como ele faria isso? É só uma pessoa? Como destruir o 1% que está no topo do 1%?

Elliot sabe que não pode se levantar contra o Sistema, afinal, o próprio Sistema já encontrou um meio de engolir e transformar esse discurso em produto. Se ele esbravejar contra tudo que está aí, será apenas conhecido como o cara que diz tudo que os outros gostariam de ouvir. O cara que fala a verdade. O cara que não tem medo. Ganha um canal no youtube, no máximo. Mas não é isso que Elliot quer. Não.

Ele precisa atacar, fazer o Sistema sangrar. Dinheiro! Isso, o dinheiro.

Dinheiro não tem sido real desde a época do ouro. Tornou-se virtual. Software. O sistema operacional do nosso mundo” – Mr. Robot

Agora ele sabe onde atacar. Ele sabe onde irá ferir. Esse é o problema de estar acordado, você enxerga perfeitamente o desenho das coisas, quem mente, quem diz a verdade. Entende que até o bem foi transformado em produto. Droga, Elliot queria voltar a dormir, mas é tarde demais. Amanheceu.

Você está na mente de Elliot. Bem vindo a Mr. Robot.

Mais de 1000 pôsters de cinema sem textos e em alta resolução (sim, mais de MIL)

Reforçando: MAIS DE MIL POSTERS SEM TEXTO, SEM DATA, SE P#RRA NENHUMA!

23 de junho de 2016

Escolher um bom papel de parede para o celular é um dos maiores dilemas do homem moderno. Mas caso você seja um fã de cinema, acredito que esse post o ajudará nessa missão. Quer dizer… são tantas opções (MAIS DE MIL!) que sinceramente, você levará um bom tempo para se decidir.

O fórum Blu-Ray vem desde 2011 reunindo pessoas dispostas a tirar de pôsters de cinema qualquer palavra, data, números, informações etc. Deixando os mesmos limpos e bonitos, e principalmente, em alta resolução. São longos 5 anos de trabalho árduo, que resultou em um compilado de mais de 1000 pôsters.

Eles contam com um INDEX em ordem alfabética onde você pode pesquisar determinado filme e conferir o pôster limpinho. Olha, bons minutos por lá e sinceramente, achei todos que procurei. Agora a missão é sua. Deixarei alguns aqui pra te motivar e boa procura.










CLIQUE AQUI e vá direto para o INDEX!

Desde Ozymandias o mundo das séries não via um episódio tão poderoso

Sim, ainda estamos falando sobre A Batalha dos Bastardos

22 de junho de 2016

Walter White é um monstro maior do que qualquer um em Westeros” foram as palavras de George R.R. Martin, publicadas em seu blog, depois dele assistir a Ozymandias de Breaking Bad. No dia 15 de setembro de 2013, ia ao esse que seria o episódio definitivo da série de Vince Gilligan. Depois desse dia, mesmo com momentos inesquecíveis como o final de Mad Man, a televisão nunca mais viveu um momento de êxtase como aquele. Bom, até A Batalha dos Bastardos

Veja, não significa que desde então não tenhamos observados vários momentos inesquecíveis em relação a séries. Nos últimos três anos tivemos, como já dito, uma dúzia de excelentes episódios de Mad Men, as estreias de Fargo e Mr. RobotWhite Christmas de Black Mirror, e claro Game Of Thrones. Mas é fato que há três anos a televisão não vivia um momento tão poderoso como no dia 19 de junho de 2016.

Episódios como Ozymandias e A Batalha dos Bastardos não são simplesmente lembrados pelas corpos deixados, longe disso. São lembrados por cravaram um ponto dentro da série. Ou seja, existe uma série antes e depois desse episódio.

LEIA: A Batalha dos Bastardos não é apenas o melhor episódio de Game Of Thrones

Naquele deserto Water White finalmente foi cobrado por tudo. A queda do Rei foi magistral, no seu olhar era possível notar cada momento de dor que ele sentia. Como tudo aconteceu para chegar até aqui? O império de Heisenberg começava a ruir. É o que fala o soneto de Ozymandias de 1817, que deu nome ao episódio: “Nada resta: junto à decadência / Das ruínas colossais, ilimitadas e nuas“.

Ozymandias é o episódio definitivo de Breaking Bad com razão. Mostrou a Walter White que ele não era intocável, que sua arrogância ira ser cobrada, e a camuflagem de seus atos egoístas, com a desculpa de fazer tudo aquilo pela família, finalmente foi evidenciada. Quando Walter passa pela calça que perdeu lá nos primeiro segundos do episódio piloto nós somos lembrados de quando foi que tudo começou a ruir.

Por isso Ozymandias não é lembrado até hoje apenas como o “episódio que Hank morreu“. E por isso A Batalha dos Bastardos não será lembrada como “a melhor cena de guerra em Game Of Thrones“. Será lembrada pelo dia que a HBO desafiou as próprias convenções do que conhecemos como televisão, como o dia que Daenerys conduziu a dança dos dragões, como o dia que o Norte se lembrou.

Vida longa a televisão!
Por mais Ozymandias, por mais Batalha dos Bastardos! O fã de boa série agradece.

A Batalha dos Bastardos não é apenas o melhor episódio de Game Of Thrones

É também aquele tipo de episódio que aquece a alma de quem sempre torceu pelo bem

21 de junho de 2016

História pura. O episódio do dia 19 de junho de 2016 é história na televisão. A Batalha dos Bastardos não impressiona apenas pelos números de produção ou por ser tecnicamente perfeita. Isso é apenas o corpo, a alma desse episódio é o bem vencendo o mal. Quer dizer… essa coisa de bem e mal não é tão simples assim em Game Of Thrones, então vamos dizer que a alma desse episódio foi ver nossos personagens favoritos dando a volta por cima.

A Batalha dos Bastardos mostrou a que veio nos primeiros minutos e ficou claro que a direção Miguel Sapochnik iria nos conduzir a mais um momento épico. Em 2015 foi das mãos dele que saiu Hardhome (S05E08), que até o último domingo, era a melhor sequência de luta dentro da série.

Hardhome mostrava várias características do diretor que aqui ganhariam um peso ainda maior. Miguel Sapochnik situa bem o espectador dentro de tantos confrontos para criar cenas que enchem os olhos. Mas a maior qualidade está em instalar a completa tensão. Hardhome foi assim e A Batalha dos Bastardos beirou o absurdo.

O episódio que abre com uma espécie de bomba sendo arremessada em Meereen já deixa claro essa tensão. Daenerys finalmente está de volta e pronta para agir. Quando ela interrompe Tyrion com a frase “já acabou? Podemos começar?” nós sabemos que a história iria, de fato, começar. O pouso de Drogon foi uma das coisas mais visualmente belas que vi na televisão. O filho finalmente domado pela mãe. Emocionante vê-los cruzando os céus, dessa vez na companhia dos dois irmãos. Quem serão os escolhidos para montar Rhaegal e Viserion.

The Battle of Bastards (S06E09)

Ao Norte, a hora de batalhar por Winterfell chegou. A Batalha dos Bastardos começou há mais de seis anos, quando Jon Snow saiu rumo a Muralha e Sansa viajou para o Sul. Desde então cada Stark trilhou um caminho esburacado para chegar até aquele momento. Jon sempre foi diminuído e teve que lutar para conseguir cada sinal de respeito. Já Sansa veio sendo dilacerada aos poucos. Mas chega, era hora de voltar pra casa.

A Batalha puro espetáculo, mas sem deixar de ter alma. Como senão bastasse toda a carga dramática que ela trazia consigo, ainda tivemos a morte do garoto Rickon. É claro, você irá dizer que ele deveria correr em zig-zag. É claro que vai. Mas era uma criança, aprisionada por um sádico e libertada para correr ao encontro do irmão. Sério que você ainda cobra raciocínio dela?

Jon Snow é um herói. A cena em que ele se empunha sua espada e fica cara a cara com a avalanche de cavalos é maravilhosa. É poesia pura. Pelo Norte! Visualmente bela e perversa, A Batalha dos Bastardos mostra que a televisão nunca deveu nada ao cinema. Produção impecável, e Miguel Sapochnik conseguiu colocar em tela toda a dor e perversidade da guerra. Não foi fácil olhar para pilhas e pilhas de corpos.

No fim, veio de Sansa a ajuda necessária. Os Boltons foram derrotados, a bandeira dos Stark voltou a tremular em Winterfell, e Game Of Thrones entrou para a história.

Orange Is The New Black: quantas vezes você perdeu a cabeça?

Como é possível uma série ser tão CERTEIRA nos assuntos abordados?

21 de junho de 2016

A cada episódio a prisão Litchfield se mostra mais filosófica que física. A cada nova história contada aquele lugar se transforma em uma espécie de purgatório onde toda a diversidade humana está destinada a se encontrar para transcender as diferenças e entender uns aos outros. Ao entrar ali, você é despido de todas suas regalias e privilégios, para finalmente, nu, mostrar quem realmente é.

Jenji Kohan, criadora da série, entende perfeitamente o mundo de possibilidades que tem em mãos. Orange Is The New Black em momento algum de suas quatro temporadas se entrega ao óbvio, a caricatura, ao clichê. A inteligência que suas personagens são conduzidas é de uma precisão única na televisão. Episódios como “It Sounded Nicer in My Head” (S04E07) são emocionalmente poderosos sem perder a dignidade de ser entregar ao dramalhão.

Como se todos os temas já abordados não fossem o suficiente (de transfobia a intolerância religiosa), Orange Is The New Black decide desvendar os mistérios da loucura. Ou aquilo que nós, ditos sãos, definimos como loucura. Lolly não é apenas a melhor personagem dessa temporada, mas também a mais apaixonante. Entender sua maneira de enxergar o mundo é uma lição que deveríamos anotar com papel e caneta em mãos.

Lolly não precisou ser presa para ser descartada. Nos primeiros sinais de que sua mente não se encaixava na sociedade, foi esquecida, deixada de lado, levada de mãos em mãos. Afinal, alguém precisava assumir a bronca, não é mesmo? Nas ruas, aprendeu controlar seus demônios a sua própria maneira. Servia café em troca de objetos ou alguma ajudinha quando seus surtos fossem mais poderosos do que ela mesma.

It Sounded Nicer in My Head (S04E07)

Ter poder sobre a própria mente é um problema que atinge a todos, mas em doses diferentes. Quantas vezes te viraram as costas quando você “perdeu a cabeça”? Por mais que a história de Lolly possa parecer distante da nossa realidade, basta notar o paralelo que vai sendo traçado com Piper.

A garota inocente se deixou levar pela vaidade ou uma mentira que ela mesma contou. Piper tentou mascarar sua verdadeira natureza, entrou em um jogo perigoso onde é preciso muito mais que palavras bem encaixadas em uma frase pra vencer. E ela pagou o preço. Em algum momento nos esquecemos de quem somos e aí o abismo fica mais tentador. E assim também somos esquecidos.

E segue a vida em Litchfield.

Tem dias que você perde sua cabeça, mas tem dias que tudo que precisamos é entrar em uma caixa de papelão e sonhar com o passado desperdiçado….

O que aprendi quando resolvi passar mais tempo na cozinha

Levando a série Cooked pro meu dia-dia

21 de junho de 2016

quando meu pai matava um boi, a gente pegava o suficiente pra nós e dividíamos com os vizinhos. E quando um vizinho matava um boi, ele fazia o mesmo, assim, sempre tínhamos carne” disse minha mãe enquanto conversávamos sobre como era a vida dela antes da industrialização pesada dos alimentos chegar lá no interior. “a única coisa que me pai comprava era um saco de sal e outro de açúcar, o resto era tudo do sítio ou alguma troca com vizinhos e amigos“.

Naquela manhã de domingo eu estava tentando pela primeira vez fazer pão. Um pouco de farinha, água, ovos e muita, mas muita sova.  Algumas horas no sol pra massa crescer, alguns minutos no forno e pronto, lá estava o pão quentinho que eu mesmo fiz. Uma sensação de orgulho tomou conta, e por mais delicioso que aquele pão era com manteiga derretida, nada era melhor do que essa pequena vitória.

Fazer o próprio pão ao invés de correr no supermercado e comprar pronto, não é apenas uma tarefa divertida. É algo com raízes poderosas e naquelas horas que passei ao lado da minha mãe, pude entender de fato o que significa se reaproximar dos alimentos. Experiência que resolvi testar após assistir Cooked, série do Netflix que mexeu completamente comigo. Era hora de colocar a preguiça de lado e botar a mão na massa.

Cooked é TUDO que acredito em cultura pop: bem feito e que influencia diretamente sua maneira de pensar

Decidi que iria substituir três alimentos que consumo constantemente e só compro prontos, pela minha própria versão. Os escolhidos foram molho de tomate, pão e macarrão. Minha missão não era apenas consumir menos química ou economizar dinheiro, era redescobrir minha relação com os alimentos e o que vem acompanhado com isso.

Cooked foi total inspiração. São 4 excelentes episódios mostrando o que há por trás da industria dos alimentos e como o tempo todo somos levados a acreditar que cozinhar é perda de tempo, difícil ou você simplesmente jamais irá fazer coisas tão bonitas quanto aqueles pratos da tv. Programas de culinária mais distanciam você do alimento que aproximam, o astro é sempre o apresentador(a), todo charmoso, engraçadinho, criando receitas mirabolantes. E você ali sentado, provavelmente comendo um salgadinho ou esperando o delivery.

Programas como Master Chef chegam a durar quase três horas e durante esse período, é possível notar a quantidade de pessoas que preferem comentar sobre a comida alheia do que cozinhar a própria. É a lógica por trás desse distanciamento: quanto mais você deixar de cozinhar e precisar comprar tudo pronto, ou pagar pra alguém cozinhar pra você, melhor pra indústria.

Mas qual o problema disso tudo afinal? Óh, estamos sendo engolidos por um sistema malvado que deseja nos tornar escravos? É a visão mais acalorada, mas pra mim existe outro significado. Deixar de cozinhar não significa apenas consumir mais produtos processados, turbinados de sódio ou açúcares, mas sim deixar de ter com sua família momentos de convivência. Desde os tempos bíblicos, a ideia de partilhar o pão era algo maior do que simplesmente todos de barriga cheia. Significava a união, a empatia, a troca de carinho.

Durante as horas que conversei com minha mãe sobre sua infância enquanto sovava meu pão, não estávamos apenas falando sobre comida. Era mãe e filho conversando, estreitando laços, transmitindo experiências, absorvendo cada momento. Desde uma pequena pausa para ferver a água para o café até a preparação de um almoço para toda família, esses momentos de união que cozinhar promovem não devem ser vistos como algo trabalhoso. A desculpa “porque a gente precisa cozinhar se podemos sair pra comer fora?” deveria ser descartada pra sempre.

Aprendi a fazer um delicioso molho de tomate usando apenas azeite, alho, cebola, tomate e manjericão. Aprendi a fazer um macarrão leve com farinha e ovos. Meu pão? Minha nova paixão. Farinha, manteiga, ovos, leite morno. O trabalho? Que trabalho? Enquanto cozinho deixo minha filha perto de mim, a Camila é usada como cobaia para testes. Praticamente tripliquei o tempo que passo cozinhando, deixamos de comer muita porcaria enlatada e economizamos com restaurantes.

No fim, o que aprendi passando mais tempo na cozinha foi que posso passar menos tempo olhando o celular ou grudado na televisão. Aprendi que posso ouvir histórias enquanto corto cebola. Aprendi que posso melhorar minha alimentação. Aprendi que posso ficar mais próximo de quem amo.

quando você voltar vamos aprender a fazer manteiga pra comer com esse pão, minha mãe tinha uma receita” disse minha mãe. De vó para mãe, de mãe para filho. Um dia a Alice, minha filha, irá aprender tudo isso. E vai ouvir histórias da bisavó que não conheceu, da sua vózinha, e de seu pai. Um dia vamos fazer pão e ela irá ouvir mais histórias.

Será divertido…

A Batalha dos Bastardos: o dia que Game Of Thrones entrou pra história da televisão

19 de junho de 2016

19 de junho de 2016

Game Of Thrones, 59 episódios depois: a história foi feita. Daqui há 50 anos quando falarem sobre televisão, irão se lembrar da Batalha dos Bastardos. A adaptação da obra de George R.R. Martin divide agora com Sopranos, Breaking Bad, Mad Men, The Wire e outras produções o Olimpo da televisão. Hoje a cultura pop se curvou diante dessa espetacular série.

A Batalha dos Bastardos não é apenas um acontecimento dentro da própria série, mas sim em tudo que a gente conhece como tv, streaming, séries, bons conteúdos, carinho e respeito. É um episódio que cria lendas.

O sexto ano de Game Of Thrones soube como poucos criar uma expectativa que foi tão bem recompensada, que agora, parece que tudo estava claro desde o início. Alguns duvidaram do que a série poderia entregar depois da sequência de três episódios onde as peças se moveram lentamente. Alguns acharam que os livros iriam fazer falta. Alguns acharam que depois de tantos anos, Game Of Thrones não saberia mais empolgar…

A Batalha dos Bastardos declara a morte de todos aqueles que um dia ousaram duvidar de Game Of Thrones. Esse S06E09 é o maior episódio em todo a série. Maior em números de produção, em momentos épicos, em direção, em tudo. Foi uma ópera nunca antes vista.

Como se não fosse suficiente o choque entre Jon Snow e Ramsay Bolton, Game Of Thrones ainda reservou a glória para suas mulheres. Sansa Stark se vingou. Vingou seu corpo, sua família, sua casa. Tudo que tiraram da pobre garota que deixou Winterfell adornada em inocência e luxosos vestidos, foi devolvido com sangue.

Daenerys cortou os céus Meereen acompanhada de seus três filhos, que voaram e lembraram mais uma vez o mundo que onde dragões batem asas, ninguém pode reinar além de sua mãe. A Nascida na Tormenta deu uma demonstração mínima de seu poder máximo. Westeros acha que viu uma guerra? Por favor.

19 de junho de 2016. O dia que Game Of Thrones entrou para a história da televisão.
Obrigado.

Suas palavras desaparecerão, sua casa desaparecerá, seu nome desaparecerá, as memórias sobre você desaparecerão

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