Demolidor: como foi a segunda temporada? | Podcast BADA BING!

É hora de debater a segunda temporada de Demolidor aqui no balcão mais honesto da internet

18 de abril de 2016

Dentro do Netflix a Marvel encontrou espaço e liberdade suficientes para dar vida a Demolidor. Uma primeira temporada que foi sucesso de crítica e audiência (deixou até House Of Cards pra trás entre as mais vistas), garantiu uma segunda temporada pouco tempo depois de chegar no catálogo do serviço de streaming.

Em seu segundo ano Demolidor resolveu contar várias histórias ao mesmo tempo, apresentar novos personagens e consolidar um vilão. No BADA BING! de hoje é hora de passar a limpo os 13 novos episódios. Sente-se conosco no balcão e venha debater.

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Por que Chuck de Better Call Saul tem hipersensibilidade eletromagnética?

Dentro da narrativa da série é possível descobrir os motivos da "doença"

18 de abril de 2016

Ainda não vivemos no mundo de Black Mirror onde implantes no cérebro nos permite gravar tudo a nossa volta, mas é fato que a tecnologia já é parte do nosso cotidiano, em alguns caso, pode-se dizer que é essencial. É claro que você pode optar por viver isolado em um sítio, longe de energia elétrica e wi-fi, mas convenhamos que é impossível isso acontecer na vida urbana.

São tantos aparelhos eletrônicos ligados e transmitindo dados que uma “doença” (não reconhecida pela Organização Mundial da Saúde) vem se tornando comum. É hipersensitividade eletromagnética. Quem sofre alega que celulares, televisão, microondas e qualquer tipo de aparelho eletrônico, transmitem raios eletromagnéticos que afetam diretamente a saúde graças a uma hipersensibilidade.

Já a ciência diz que é uma doença psicossomática, como explica esse artigo da Superinteressante. É a mente agindo sobre o corpo. No universo das séries a hipersensibilidade eletromagnética ganhou notoriedade depois que Chuck, o irmão mais velho de Jimmy, foi apresentado em Better Call Saul. Em nenhum um momento a questão do surgimento da doença foi explorado dentro da série, mas será que conseguimos entender sua necessidade?

O episódio Pimento da primeira temporada revelou que era Chuck quem sempre armou contra Jimmy. Desde o primeiro emprego até aquele momento triunfal do irmão, quando Jimmy descobre um golpe aplicado em aposentados e que renderia fama e dinheiro a Hamlin, Hamlin & McGill.

Chuck como um Imperador do Mal. Quando se trata de Gilligan, nada é gratuito

Ali estava claro que Chuck era o grande vilão da série, é então que sua doença passa a fazer sentido. Vince Gilligan sempre teve um apreço muito grande pelo visual. Breaking Bad foi uma série bastante estilizada, seja pelo uso das cores (que vai desde a fotografia as roupas dos personagens), seja pelo posicionamento da câmera e seus ângulos (saudades GoPro).

Em Better Call Saul, Gilligan brinca novamente com a estética pra entregar aquilo que não precisa ser óbvio. Chuck ter hipersensibilidade eletromagnética serve apenas para coroar a posição e vilão que a série quer passar. Quando ele está em cena, tudo fica com um ar mais sombrio graças a falta de luz elétrica. A falta de iluminação cria um ambiente hostil, é como se colocássemos os pés uma caverna com um monstro lá dentro.

Mais do que isso, a medida em que todos ao redor precisam se livrar de aparelhos eletrônicos ou preparar todo um ambiente para sua chegada (como nos casos em que ele precisa ir pessoalmente na empresa), da a Chuck um poder quase que de um imperador excêntrico.

Assim, a doença de Chuck é mais importante pra narrativa do que se imagina. É ela que ajuda criar em nossa mente essa noção de antagonismo, quando na verdade, Chuck não é o grande vilão, afinal Jimmy não é um santo, muito menos um herói.

É uma jogada extremamente inteligente, vindo claro, de uma das cabeças por trás de Breaking Bad.

A beleza da televisão: o primeiro e o último frame de uma série

Seleção da primeira e última cena de uma série

18 de abril de 2016

Era noite de sexta feira em 2012 e eu estava na cama com a Camila pronto para ver o primeiro episódio de Breaking Bad. Era uma madrugada de segunda feira em 2013, novamente na cama com a Camila, assisti ao último episódio da série que mudou minha vida.

Lembro nítidamente de quando vi aquela calça voando pelo deserto, assim como da canção Baby Blue tocando enquanto eu me despedia pra sempre de Walter White. A primeira e a última cena de uma série de tv pode te marca, e esse vídeo reúne alguns clássicos.

Do primeiro frame de Sopranos que iria mudar pra sempre a tv, ao último e controverso de LOST. Pra evitar spoilers, a séries mostradas são: Hannibal, Mad MenTwin PeaksAmerican Horror Story, Breaking BadPrison BreakThe SopranosCalifornicationThe WireFrasierOzThe NewsroomCarnivaleLostRomeSix Feet UnderSons of AnarchyDexterFriends.

Quando a vida adulta atingiu a todos em How I Met Your Mother

Cheguei na terceira temporada. E já amo essa série

15 de abril de 2016

How I Met Your Mother é uma série sobre amadurecimento. É aquele processo de aceitação pessoal, entender que certos ritos e manias terão que ficar pra trás para que possamos nos desenvolver como seres humanos. É a vida adulta que bateu a porta como uma incômoda visita.

Quando nos tornamos jovens e passamos a absorver uma quantidade absurda de novas ideologias, a vida se abre e se torna mais simples, apesar de sua suposta complicação. Ser jovem é ter o mundo livre, é nessa fase da vida que cometemos erros que parecem irreparáveis, amamos como não houvesse amanhã, nos excedemos (sexo, drogas, bebidas), nos distanciamos dos nossos pais (pois procuramos outras formas de reflexão).

É por ser uma fase tão intensa que fica difícil nos desapegarmos. Amadurecer é um processo lento e doloroso, que significa abrir mão de muitas ideias e atitudes que considerávamos como imutáveis e absolutas. How I Met Your Mother é certeira quando trabalha esse desapego e frustrações que ocorrem durante esse processo.

Um dos momentos notáveis é quando Marshall e Lilly partem em busca do sonho do próprio espaço. Durante anos dividindo apartamento com um amigo, chega um momento que a privacidade se torna uma das melhores coisas da vida. Ter o próprio lar é um momento decisivo na vida a dois e gosto de como tratam esse momento do casal.

A sacada do apartamento torto é genial! Sério!

Enquanto Marshall precisa deixar de lado seu idealismo para trabalhar onde receba um bom salário, Lilly tem que aceitar sua compulsão por compras. E claro, como qualquer decisão na vida adulta, comprar um apartamento não poderia ser tão fácil. O fato dele ser torto é extremamente inteligente: a compulsividade é um problema sério que nos torna cegos nos primeiros momentos, assim, quando ambos percebem o que está acontecendo, a mensagem passada ao espectador é de que nada é tão simples e mágico quando imaginávamos na adolescência.

Enquanto isso, é importante notar como Barney vai se tornando um personagem que pouco se encaixa na transformação de seus amigos. Ele se recusa a crescer porque se recusa a confrontar o passado. Muitos adultos ainda se comportam como adolescentes justamente por medo de aceitar essa nova fase. É o que Ted tenta explicar quando Barney o tenta levar para Vegas ao invés de contar o que houve entre ele e Robin.

How I Met Your Mother acerta em cheio no humor com um texto ágil, bastante direto e inteligente. Mesmo sendo uma comédia, consegue entregar momentos de dramas (por vezes manipulador, ok) extremamente pertinentes a essa fase de nossa vida muitas vezes difícil de ser aceita.

Sigo achando que é perfeita para quem está perto dos 30

Ah se o filme do Doutor Estranho for tão bom quanto esse trailer…

Há tempos um trailer não empolgava tanto pelo tom, não pelo show

14 de abril de 2016

Essa coisa de se empolgar com trailer é foda.

2013: lembro quando saiu o primeiro de Homem de Ferro 3, pqp, quase sai dando mortal pela casa. Mas dai veio o filme e logo nos primeiros minutos deu pra notar que seria uma bomba, que aquele senso de urgência e perigo não passaria de uma galhofa. Enfim, há quem goste, mas é um filme complicado.

2014: veio A Era de Ultron e mais uma vez a Marvel brincava com esse lance de fazer um filme mais sério, sombrio e sem piadas de minuto em minuto. Mais uma vez estávamos errados. No fundo todos nós sabíamos que a Disney não faria um filme mais pesado, que blockbuster é pra agradar a todos e ganhar o máximo de grana possível, mas né, caímos no conto.

2016: temos esse trailer maravilhoso de Dr. Estranho e cara, só de pensar que podemos ter o filme mais diferente da Marvel depois de Soldado Invernal, a expectativa sobe lá no alto. Mas o que diferencia Dr. Estranho do ótimo segundo filme do Capitão América são os temas abordados.

E se eu dissesse que essa realidade é uma de muitas?

Por mais que seja bem executado, essa coisa de espionagem a gente vê o tempo todo no cinema. Agora Dr. Estranho promete uma viagem cerebral por múltiplas realidades. E esse trailer é um ponto positivo pra Marvel, que fez com Dr. Estranho o mesmo que Guardiões: mesmo você não conhecendo absolutamente nada a respeito do personagem, fica na maior vontade de ver sua origem sendo contata.

Tudo no trailer é bacana e selecionaram bem as cenas, deixando de lado a ação que nós sabemos que não irá ficar de fora. O primeiro contato do Dr. com esses mundos paralelos foi também a primeira de muitos que não nunca leram sua hq. O que sei é que se trata de um dos maiores e mais poderosos personagens da Marvel e já fica a ansiedade de como ele irá se encaixar nesse universo compartilhado.

Guerra Civil se aproxima e é certeza de um bom filme. Luke Cage vem aí prometendo ser um The Wire e agora Dr. Estranho. Não da pra negar que será um ano fora da curva pra Marvel.

Better Call Saul entrega seu melhor episódio na temporada

Nailed (S0209) pode ser o episódio que encerra um longo ciclo na vida de Jimmy

14 de abril de 2016

Na primeira temporada de Better Call Saul tivemos uma revelação bastante interessante em Pimento. Ali Jimmy descobriu que era Chuck, seu amado irmão, era quem estava armando pra ele desde o começo. Foi um golpe difícil e a temporada terminou flertando com a possível transformação de Jimmy para Saul Goodman no ano que vinha pela frente.

Veio então a segunda temporada e não era nada disso. A série resolveu explorar  de maneira lenta cada dilema moral envolvendo Jimmy e sua relação com a profissão, um trabalho de caracterização semelhante ao usado em Breaking Bad, mas que aqui muitas vezes torna-se repetitivo.

Até que Nalied acendeu novamente a esperança de, quem sabe, termos um pouco daquele advogado malandro dentro de sua própria série. Afinal a sensação que se tem é que Saul Goodman irá aparecer no segundo final da última temporada, o que seria um baita desperdício. Coincidentemente Nalied e Pimento são os penúltimos episódios de suas temporadas… se isso é caso pensando? Provavelmente não, mas ambos envolveram diretamente a relação dos irmãos.

Aqui nota-se toda a raiva e amargura que Chuck tem por seu irmão. É difícil saber até que ponto ela é justificável, tudo bem que dessa vez Jimmy armou feio, mas é algo bem mais pessoal, que atinge algum lugar profundo no coração de Chuck, o sucesso de seu irmão é incômodo e causa um desconforto notável.

Porém como a própria Kim diz, Chuck nunca fez questão de ajudar o irmão a encontrar um caminho mais justo. Jimmy cresceu admirando-o e nunca recebeu nada em troca, apenas desaprovações e desconfianças. É natural um irmão caçula sentir o desejo de seguir os passos do mais velho e ser motivo de orgulho para o mesmo, mas aqui é nítido que Chuck não deseja o sucesso de Jimmy.

Todo esse ódio serviu para uma explosão no final do episódio que provavelmente levará Jimmy a se questionar novamente. Será que esse mundo é o que ele merece? De todo modo, a segunda temporada foi um grande banho maria, principalmente no que diz respeito a Mike, que ficou descolado o tempo todo. Mesmo que os melhores momentos da série o envolva, ainda soa estranho essa separação das tramas.

Dessa vez não foi um xeque mate, mas um bom episódio em uma temporada mediana. Que venha a season finale e a virada de mesa que a série precisa.

Luke Cage pode ser a The Wire da Marvel? É difícil, mas…

Produtor revela o desejo de transformar Luke Cage em algo maior do que simplesmente uma série de superpoderes

13 de abril de 2016

De tudo que já vi em séries, nada pode ser comparado a quarta temporada de The Wire. É simplesmente um estudo social de como a sociedade é consumida pela degradação e como tudo precisa funcionar como um relógio, transformando assim a ideia de paz nas ruas quase uma utopia.

A série passeia pelos becos, entra nas escolas, vai até o departamento de polícia, senta na cadeira do prefeito. É inacreditável o que David Simon fez em The Wire e essa quarta temporada é, ao menos pra mim, a coisa mais corajosa e perfeita já feita em séries. O que a torna tão especial é justamente dar voz e espaço a todos.

Luke Cage é um personagem que não conheço absolutamente nada além do fato dele ter a pele indestrutível. Pouco pensava em sua série própria que estréia em setembro na Netflix, mas depois das declarações do produtor Cheo Hodari Coker, ela definitivamente ganhou minha atenção.

Em entrevista ao Entertainment Weekly ele falou sobre a produção, e deixou uma frase bastante interessante para nós, fãs de um dos maiores dramas de todos os tempos: “É muito sofisticado, tem essa vibe hip-hop dos anos 90, mas é realmente algo vanguardista… temos drama e eu sei que é pesado dizer isso, mas será a The Wire da Marvel“.

Em uma coisa ele tem razão: é pesado comparar qualquer coisa com The Wire. Mas pensando com calma e não exigindo algo do mesmo nível, da pra se dizer que até seria possível criar algo seguindo essa linha. Luke Cage é um herói negro e traze-lo para esse universo das ruas afim de debater assuntos como racismo, tráfico de drogas, polícia e política seria um tiro certeiro e ousado da Marvel.

E não é de se duvidar, afinal, Jessica Jones trouxe para sua primeira temporada o tema do assédio, que lhe garantiu boas críticas, mesmo com um roteiro bastante fraco.

Bom, algo de The Wire eles já tem: esse do lado do Cage é Frankie Faison, que fez o Comissário Burrell na série…

Mas pra Luke Cage quebrar essa barreira de qualidade, seria importante dar ao bairro do Harlem em Nova York quase o mesmo protagonismo que Baltimore tem em The Wire. Sobre isso, o próprio ator que faz CageMike Colter, falou a respeito:

Eu não sei se muitas pessoas já estiveram no Harlem, quem realmente já colocou os pés em Nova York e foi até a 125th Street e viu de perto o Apollo Theater e o Cotton Club. Nós iremos trazer este mundo para a telinha“.

Da pra fazer. Da pra ser diferente. Poderiam usar o personagem Cutty de The Wire como referência: um ex-criminoso respeitado em seu bairro, mas que agora encontrou no esporte uma maneira de se reabilitar e ajudar outros jovens a não cometerem o mesmo erro. Luke Cage poderia ser esse homem, o cara que já cometeu erros e servirá de exemplos para outros de seu bairro.

Sendo mais fã de série do que de super herói, quero muito ver isso prática. Boa sorte, Luke Cage!

Via Série Maníacos

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