Mr. Robot é uma série que merece nossa atenção

Série é completamente diferente do que eu imaginei. E isso é ÓTIMO

11 de agosto de 2015

Eu não sou muito fã de séries com “misteriozinhos” onde você fica preso episódio por episódio não porque está achando tudo muito bom, mas sim porque somos curiosos e queremos saber o que diabos está acontecendo. “Lost“, por exemplo, eu não consegui passar dos primeiros episódios.

Por outro lado adoro Homeland, que é um puta thriller psicológico onde você chega a suar frio de nervoso, pensando nos próximos passos da trama. Só que Homeland é mais sobre seus personagens do que quem está por trás do próximo 11 de setembro. E isso é meio raro hoje em dia, série que valoriza mais seu elenco que a história. E ai vendo o piloto de Mr. Robot, achei que seria mais uma dessas de casos semanais com muita dose de “nossa o que será que vai acontecer“. Mas não é.

Mr. Robot merece a minha, a sua, a nossa atenção. Porque tem tudo pra ser daquelas séries boas que ninguém fala e não aparece em premiação alguma, ainda mais por ser exibida em um canal de pouca expressão, o USA Network.

Rami Malek excelente no papel de Elliot, nosso hacker afetado

A atuação de Rami Malek é a melhor parte de Mr. Robot. Ele consegue se tornar um personagem interessante em um mundo onde o estereótipo é inevitável. Hackers, gênios de tecnologia etc, sempre são retratados como pessoas com pouca habilidade social que passam o dia trancadas em um quarto escuro postando em fóruns e vendo pornografia. Tudo bem que Elliot pode ter algumas dessas características, mas sem dúvidas é um tipo totalmente novo.

Elliot é o cara afetado que mistura mundo real e delírios o tempo todo. Como se não bastasse seus claros problemas psicológicos e sociais, ele ainda é viciado em morfina, pó e o que vier pela frente. Isso deixa a série com um ar meio estranho, já que você nunca sabe se o que está vendo é Elliot interagindo com o mundo real ou aquilo que ele tem em sua mente.

Essa confusão vai te lembrar Clube da Luta, mas basta alguns episódios pra você ir diferenciando uma obra da outra. A referência é óbvia, mas não deixa de ter sua certa originalidade. Mr. Robot engana no começo ao colocar Elliot como um jovem hacker que tem um emprego fixo durante o dia, mas a noite sai pelo mundo virtual caçar pessoas malvadas. Um caçador da deepweb.

Essa pegadinha pode ser boa pra quem gosta do estilo consagrado de séries policiais com casos semanais, onde o protagonista gênio consegue desvendar um misterioso caso a cada novo episódio. Mas não… Mr. Robot vai engatando marcha atrás de marcha e a trama começa a ficar instigante demais. Seus coadjuvantes (que até então você acha que não servem de nada) começam a ganhar voz, as coisas vão acontecendo e sua mente começa a perceber que é tudo sobre Elliot. E cara, não vamos nos esquecer que as mais consagradas séries sempre são sobre seus protagonistas difíceis.

É claro que a nota de Mr. Robot no iMDB impressiona (9,2), mas creio que seja apenas uma histeria inicial. Mr. Robot ainda tem muito chão pela frente, mas sem dúvidas é uma das melhores estreias de 2015 ao lado de Better Call Saul e Demolidor. Aliás, Mr. Robot consegue ser tão bela quanto essas duas já citadas.

Agora é com você acompanhar a jornada de Elliot e tentar descobrir se nosso amigo é apenas mais um cidadão perturbado ou realmente é o cara que vai salvar o mundo das poderosas e malvadas empresas capitalistas.

“Mad Max: Roadkill BBQ”: um curta metragem SANGRENTO e EMPOEIRADO

Inspirado no universo de Mad Max, curta metragem só adiciona um pouco de sangre. E membros decepados

11 de agosto de 2015

Essa semana mesmo eu estava revendo Mad Max: Fury Road e babando mais uma vez pra esse filme foda. Foda mesmo. Mas se você for analisar, Mad Max é um filme sem sangue e aquela típica violência gratuita. É por isso que Mad Max: Roadkill BBQ chega pra complementar esse universo apocalíptico cheio de gasolina e poeira na cara. Nada como atropelamentos sangrentos.

O vídeo foi produzido pelo canal Corridor Digital.

Deveriam logo fazer vários filmes inspirados no universo de Mad Max, né?

Alguma coisa está acontecendo com os animadores de Dragon Ball Super…

Deram o anime pro porteiro do prédio animar?

10 de agosto de 2015

Era mais ou menos 2010 quando a tão esperada luta entre Naruto e Pain chegou na cronologia do anime. Meu, eu contava as horas pra ver aquela porradaria animada, com trilha sonora, pqp, ia ser maneiro. Mas… como esquecer daquele dia que o Naruto liberou cinco caudas e sua luta parecia ter sido desenhada pelo sobrinho do Kishimoto? (clique aqui e relembre)

E parece que aconteceu o mesmo com o recém lançado Dragon Ball Super. O anime chegou ao seu quinto episódio marcado por uma animação completamente amadora, com traços de expressões inacreditáveis de tão ruins. É como se o cara colocasse o lápis na bunda e fosse desenhar. Da uma olhada:

HAHAHAHAHAHA MEU DEUS DO CÉU QUE PORRA É ESSA?
Não sei o que dizer, mas o Bills tá com a melhor expressão da história dos animes:

Via HqFan

Por que mods são melhores? HULKBUSTER EM GTA V!

Como deixar um jogo perfeito ainda mais badass

10 de agosto de 2015

Tão esperados quanto a versão para PC de GTA V, os mods desse maravilhoso game já estão entre nós. Cada dia alguém tem um surto de criatividade e resolvi inserir algum personagem dentro de Los Santos. Ou mudar a física do jogo, ou sei lá, qualquer loucura é válida.

Dessa vez um cidadão resolveu trocar Michael, Trevor e Franklin pela Hulkbuster. Apenas. Ficou tão inacreditavelmente foda que pqp, onde tem pra baixar? Digo… ALUGAR!

A Hulkbuster foi mais bem utilizada nesse mod que em “A Era de Ultron“…

Esse trailer do live action de “Attack On Titan” é realmente perturbador

Hoje eu não durmo

8 de agosto de 2015

Quando descobri Attack On Titan o anime estava no terceiro episódio. Vi os três na sequência e fui dormir. Adivinha quem teve pesadelos? O anime tinha momentos perturbadores demais, e aqueles titãs gigantes HUMANOIDES pareciam ter saído da mente mais doentia do Japão direto pra tv.

Sério. Deu muito medo.

Então eu sentia falta de algo do tipo nos trailers do live action. Tinha o Titã Colossal, apreciam os menores, tinha o Eren Titã, mas sabe quando falta aquilo que te fez gostar da parada? Pois bem, o novo trailer do filme é assustadoramente perturbador. Com direito a TITÃ BEBÊ. Velho, não sei se esse filme vai vingar, mas uma coisa é certa: vai ser tenso e violento pra caralho. PQP!

EU QUERO A MINHA MÃE

Quarteto Fantástico e a internet: o prazer de torcer contra

Ou "tomara que o filme seja ruim pra eu ganhar uma discussão"

6 de agosto de 2015

Você aí, gosta de cinema? Gosta de sair satisfeito após uma sessão? Mesmo com tantos problemas que insistem em atrapalhar nossa experiência, não é maneiro quando o filme consegue te transmitir qualquer tipo de sentimento? De boas risadas a uma tensão deliciosa. Não importa se você se emocionou, sorriu ou tomou sustos. Não é divertido sair do cinema satisfeito com o que viu?

Dito isso, quem em sã consciência torce para que um filme seja ruim? Pois é, chega a ser difícil acreditar que alguém possa querer algo do tipo, mas aqui na internet, na era das opiniões exageradas, o novo Quarteto Fantástico foi alvo de todo tipo de revolta e “olho gordo” meses antes da estréia. Sim, inclusive esse que vos fala “gongou” o filme quando foi anunciado.

É claro que nenhum moleque comentando bobagem no youtube é responsável pelas avalanches de críticas que o filme vem recebendo. O problema é se divertir com isso, achar engraçado, se sentir realizado pelo fracasso.

O comentário acima foi postado na fanpage de um site de cultura pop conhecido. Existiam vários iguais, mas resolvi focar apenas nesse. O cara descreve como “felicidade infinita” o novo Quarteto Fantástico estar sendo bombardeado por todos os lados. Não vou levantar bandeira alguma em prol do filme do Josh Trank muito menos fazer papel de advogado do diabo. A intenção desse post é apenas mostrar que cultura pop, pra alguns, virou futebol.

Sabe quando um palmeirense diz que o mundial de 2000 não vale? Ai o corintiano rebate dizendo que o Palmeiras nunca ganhou um? É nesse nível. No futebol a zuera faz parte. Brincar com rivais é algo que está na raiz da coisa. Agora não consigo ter esse espírito quando se trata de cinema.

Basta você tirar 5 minutos do seu dia e ir atrás de comentaristas de fanpage e youtube pra notar como as coisas funcionam, pelo menos nesse meio que envolve super heróis. É bizarro ver pessoas querendo porque querendo que os filmes da DC bombem. Ou que o novo X-Men seja um lixo. Ou que o Deadpool fracasse em bilheteria para os “modinhas” ficarem triste.

O cara torce pro filme ser ruim. Sério. Qual o sentido disso tudo?
Qual a vantagem de um filme ser ruim?
Por que se sentir feliz com o fracasso de uma nova tentativa de trazer um grupo de heróis pro cinema?

Como vocês acompanharam aqui no Amigos do Fórum, fiz um post meio que pedindo um voto de confiança para o novo Quarteto Fantástico. Infelizmente não foi dessa vez. Queria muito que o filme fosse do caralho, chutasse bundas e levar para novos gêneros de cinema os super heróis. No final todo mundo iria sair ganhando. O estúdio ganha grana e você sai feliz do cinema. Não é uma matemática difícil de se fazer.

Se até 2020 teremos trocentas adaptações de quadrinhos o jeito é torcer para que essas trocentas sejam boas. Qualquer coisa diferente disso é atitude de moleque que não gosta de cinema.

 

A deliciosa tensão de True Detective. PQP!

"Black Maps and Motel Rooms" (S02307) é desses episódios que te deixa grudado no sofá

5 de agosto de 2015

Sabe quando você tá vendo alguma parada e do nada se pega olhando pro celular? Ou dando uma cochilada? Pois é, significa duas coisas: ou é impaciência ou é alguma merda que tá passando. Quando isso acontece comigo eu paro e penso se realmente vale a pena continuar investindo tempo em algo que não consegue fisgar minha atenção.

Tem certas séries que nem parar pra ir ao banheiro eu arrumo tempo, que dirá ficar dando uma olhada nas REDES SOCIAIS. E True Detective realmente consegue 100% da minha atenção por dois motivos. O primeiro é essa tensão desgraçada que eles conseguem passar o tempo todo (trilha sonora contribui muito pra isso) e a outra é que… bem, convenhamos que tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Black Maps and Motel Rooms” é um desses episódios que resumem bem o que é essa temporada. Cheia de situações angustiantes, mas que às vezes te deixa pensando “quem é mesmo esse sujeito?”. E olha que como eu disse, a série consegue 100% da minha atenção…

Relaxa, a culpa não é da sua (ou da minha) memória. Essa segunda temporada além do peso de carregar quatro protagonistas nas costas, também criou um emaranhado de ligações no caso Caspere. É muita informação, muita gente envolvida e muita coisa em jogo. Mas eu garanto que assim como eu, seu coração foi parar na boca nesse último episódio.

O ar pesado que direção juntamente com a trilha sonora consegue passar é incrível. Olho focado o tempo todo e a famigerada sensação de “vai dar merda” te perseguindo. Nossos detetives conseguiram comprar os piores inimigos possíveis, aqueles do tipo intocáveis. De repente, o assassinato de Caspere se tornou apenas uma simples pedra em uma montanha de problemas.

Alvo de críticas, Vince Vaughn pode não estar agradando a todos, mas sinceramente, é um dos meus favoritos. Gosto de Frank. Aliás, ao lado de Paul, são os dois personagens que menos atraíram a atenção do público. Em partes porque Colin Farrell e Rachel McAdams estão demais, mas é fato que até alguns episódios atrás Paul parecia descolado.

Enquanto Paul corre por um túnel que existe por baixo da cidade toda (mas sai justamente onde não deveria), Ani e Velcoro esquecem por um momento de toda a merda que está acontecendo. Não sei até que ponto gostei de ver os dois juntos, mas enfim.

True Detective tem agora um episódio pra tentar amarrar toda essa história e revelar seja lá quem esteja por trás de tudo. Enquanto isso, vamos aproveitar pra tomar água e ir ao banheiro que domingo que vem tem mais tensão. PQP!

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