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Bem vindos ao trailer da segunda temporada de Mr. Robot

16 de maio de 2016

Com o fim de Mad Men a primeira onda da Terceira Era de Ouro da Televisão passou. Dramas que mudaram a maneira de contar histórias encabeçadas por protagonistas de personalidade dúbia. Foi a era do homem comum, perturbado pelo passado, preso no trabalho e com problemas em casa. Don Draper foi o último homem difícil da tv.

Com isso, temos um novo levante de produções que encabeçam a segunda onda da Terceira Era de Ouro, em uma época onde o streaming é a regra e o comportamento humano é o novo foco de discussões. Surfam nessa onda três produções que se destacam das demais: Black Mirror, Fargo e Mr. Robot.

O retorno de Mr. Robot é um evento importante: se a série seguir o excelente padrão de qualidade do primeiro ano, irá se firmar de vez como uma das melhores produções, para em 2017, junto com o retorno de Fargo e Black Mirror, oficializar de vez essa nova fase de qualidade.

A revolução não é apenas no mundo ficcional de Mr. Robot, com direito a discurso de Barack Obama. A revolução está acontecendo diante de seus olhos, e não será apenas televisionada, será transmitida via streaming. Bem vindos ao trailer da segunda temporada de M.r Robot:

“Hush – A Morte Ouve” é um simples e divertido… terror

Filme do Netflix é uma rápida pedida para fãs do gênero

13 de maio de 2016

O cinema de terror parece viver uma nova era, mais focado no psicológico do que no horrendo. Filmes alegorias como The Babadook (depressão) e It’s Follows (stalkers, DST’s) ou o excelente A Bruxa, dão um novo fôlego ao gênero que nos últimos anos foi se tornando quase uma paródia de si mesmo, tamanho a falta de criatividade nos temas. Horror virou sinônimo de susto, não de medo.

Nisso produções pequenas começaram a surgir e graças ao boca a boca foram ganhando espaço. Outro elemento que ajuda em muito a disseminação desse cinema mais underground são serviços de streaming como o Netflix, que adicionou ao seu catálogo Hush (que no Brasil ganhou o subtítulo A Morte Ouve…), filme independente que teve sua estréia no SXSW Film Festival.

E Hush é rápido mesmo: 1h:21m de filme. Mel na chupeta

Hush se torna um bom filme pela sua simplicidade e proposta. Uma escritora surda-muda vai para o meio de uma floresta para terminar seu segundo livro, sozinha e longe da civilização, ela se vê cercada por um serial killer (vivido por John Gallagher Jr. que deixou The Newsroom e entrou de cabeça no gênero. Ele também esteve em Rua Cloverfield 10), que de maneira sádica resolve fazer um jogo de gato e rato.

Hush possui um tema não muito estranho para o fã de horror, afinal, invasão a domicílio é quase uma das regras do gênero. E apesar de falar sobre o drama de uma mulher prestes a ser morta, Hush não deixa de ser um filme divertido. Pois é.

É rápido e energético, não perde tempo com filosofia barata ou superações do passado. São dois personagens, um querendo entrar e o outro tentando permanecer vivo, não há pausas para que a vítima questione suas escolhas de vida ou peça perdão aos pais, amigos ou namorado por algum erro cometido.

O que Hush poderia ter explorado ainda mais é a deficiência de sua protagonista quando posta nessa situação. Kate Siegel convence como Maddie, a escritora que acha uma boa ideia se isolar (aquela mania de sempre). As cenas em que ela precisa contornar a falta desses sentidos são interessantes, ficaria feliz se houvesse ainda mais foco na sua surdez-mudez.

O filme acabou caindo no gosto da crítica lá fora, talvez motivado pelo entusiasmo dessa onda de pequenas produções que entregam um cinema decente e diferente de um típico “blockbuster de terror“. Pouco elenco, locação única, direção bem executada Hush te deixa tenso, mas sem se entregar ao tédio.

Pode não ser tão incrível e assustador quanto A Bruxa, mas é decente mostrando que o cinema de horror busca outras maneiras de explorar nosso medo. Produções assim poderão surgir ainda mais, agora que a procura de gigantes como Netflix, Amazon, Hulu etc por filmes bons e baratos está fervilhando.

Não deixa de ser bastante honesto em sua proposta.

Extensão para chrome substitui nome de Michel Temer por Frank Underwood em sites

Em momentos de crise, o importante é mostrar nossa maturidade

13 de maio de 2016

A política brasileira parece House Of Cards“. A piadinha mais óbvia dos últimos meses serviu até mesmo como ação de marketing para o Netflix, que entrou na brincadeira e aproveitou a crise política para disseminar ainda mais a joia da casa. É aquilo, o país pode estar em chamas, mas ver boas séries é sempre bem vindo.

No meio da brincadeira Michel Temer ganhou o carinhoso apelido de Frank Underwood, que segundo os internautas (sempre ponderados) possuem diversas similaridades na vida pública. Não sei se Michel Temer conversa com o nada emulando a quarta parede, mas seria interessante se isso acontecesse.

O perfil oficial do Netflix no twitter chegou a postar na época do lançamento da quarta temporada de House Of Cards uma cutucadinha na situação da política.

Enfim. Se você está de saco cheio de ouvir o nome do nosso atual presidente e sua idade mental é de 14 anos, essa extensão do chrome é perfeita para o momento. Basta adicioná-la e pronto, o nome Michel Temer é substituído por Frank Underwood.



BAIXE AQUI A EXTENSÃO!

A extensão parece não funcionar nas redes sociais, testei com twitter e facebook e nada. Mas em portais de notícias e feed segue ok. Pegue seu violino e venha tocar conosco enquanto esse Titanic chamado Brasil afunda.

Graças ao Netflix você deixa de assistir 160 horas anuais de propagandas

Pesquisa aponta número assustador de comerciais que consumimos ao longo de um ano

12 de maio de 2016

Uma das intenções (ou talvez a principal) da franquia de internet fixa é frear o avanço do Netflix em território nacional. Fácil de usar, barato e com um ótimo catálogo, o serviço de streaming é exatamente tudo aquilo que o brasileiro não está acostumado. Mesmo com um leve aumento no valor mensal, o Netflix segue barato e acessível a muitas pessoas que não tem tanta grana pra gastar em assinaturas a cabo.

É a revolução da maneira de consumir  e distribuir conteúdo ao alcance de todos. Mas não é só isso, o Netflix poupa seu assinante de comerciais pipocando na tela durante a programação. Pais já estão cancelando tv a cabo e deixando seus filhos consumirem apenas Netflix pra evitar os mais novos de serem expostos a tantos e tantos comerciais.

O Netflix agora custa R$ 19,90 mensais. Segue barato

A propaganda em excesso é o que leva aplicativos como o AdBlock a serem um sucesso e alvo de polêmicas envolvendo sua legalidade. O Youtube foi um que teve que se mexer pra contornar essa raiva natural que seus usuários tinham da publicidade durante o consumo do conteúdo. O Youtube Red fornece algumas vantagens para os assinantes, mas o maior atrativo ainda é a versão “ad-free“.

Na televisão não tem jeito, você não irá se livrar dos comercias. Então se baseando no consumo diário médio de um assinante do Netflix (de duas a três horas), uma pesquisa fez alguns cálculos matemáticos básicos e chegou a um número expressivo de quantas horas de comerciais somos poupados durante o ano.

Se levarmos em conta que a cada 15 minutos de programação de tv temos uma pausa para comerciais, o total de propaganda consumida durante um ano é de 160 horas. Ou seja, se você é desses que não assiste mais televisão e foca no Netflix, você tá ganhando tempo de sobra pra viver… digo, pra maratonar um Med Man, Breaking Bad, House Of Cards

Via Meio Bit

Mayans MC é o nome do spin-off oficial de Sons Of Anarchy

Canal FX confirmou a produção piloto

11 de maio de 2016

Sons Of Anarchy foi uma série que destruiu minha alma em diversos momentos. Sinceramente, Game Of Thrones está longe de causar o mesmo impacto das mortes que ali aconteciam. O motivo? O apego emocional. Kurt Sutter criou uma família sobre duas rodas, e mesmo quando aqueles mais odiados morriam, você ficava em luto.

Sem dúvidas Sons Of Anarchy mexeu demais com seu público e por isso é tão querida. Foi além de simplesmente motoqueiros barbudos bebendo e dando porrada. Quando os rumores sobre o sping-off começaram a circular, bateu aquela sensação de incerteza. Será que revistar o Clube seria uma boa ideia?

Bem. O spin-off vai acontecer (pelo menos o piloto) e irá focar no moto clube rival dos Son’s, os Mayans. Meses atrás Kurt Sutter revelou que estava escrevendo o roteiro desse tal spin-off, mas infelizmente não poderia tocar o projeto já que estava gastando suas energias naquela porcaria de The Bastard Executioner.

Sutter então convidou Elgin James (latino, ex-presidiário e fundador de uma gangue de rua) pra tocar o roteiro e ser showrunner. Segundo Sutter, ele como homem branco de Nova Jersey, não teria tanto conhecimento de causa pra ser o cabeça de uma série com latinos como protagonista.

Eu queria encontrar uma voz latina forte e única” disse ele ao Entertainment Wekly, que confirmou a produção de Mayans MC para o FX. O piloto ainda precisa ser aprovado, aquela coisa de sempre, só então irão encomendar uma temporada completa.

Olha, é bem capaz de Mayans MC ser tipo um Better Call Saul e resgatar personagens clássicos da série mãe. Pô, seria foda rever alguns figurões como o Chips ou o Tig. Enfim, cruzem os dedos pra sair coisa boa.

O nascimento do protagonismo em Game Of Thrones

Oathbreaker (S06E03) deixa pistas óbvias que Jon Snow é sim o grande protagonista em Westeros

11 de maio de 2016

Sopranos foi quem instituiu o protagonismo na televisão ao colocar Tony Soprano como o centro nervoso da narrativa da série e também de todos que estavam ao seu redor. O protagonista é mais do que o personagem principal, ele é quem da as cartas, dita os rumos e conduz todos os outros personagens. Sem ele a série simplesmente não funciona.

Mas pouco tempo depois veio um cidadão chamado David Simon e bagunçou novamente a tv com The Wire, série sobre o departamento de homicídios. Diferente de Sopranos, The Wire não tinha uma figura central, forte e condutora. O protagonismo ali estava nas mãos da cidade de Baltimore, era ela quem David Simon queria explorar, ir a fundo, entendê-la. As maiores séries já feitas (The Wire e Sopranos) instituíram duas maneiras distintas de contar histórias.

Oathbreaker é PERJURO: aquele que perjura, que falta a seu juramento

Game Of Thrones seguia mais ou menos os passos de The Wire ao colocar diferentes núcleos em diferentes pontos do mapa. Você acompanhou dezenas de personagens espalhados ao Norte, em King’s Landing, por Essos e seus derivados. Era difícil, portanto, estabelecer um protagonista. Todos tinham sua participação na Guerra dos Tronos, com exceções de alguns destaques que sempre demonstraram uma importância maior que os demais.

Três deles surgiam como grandes fios condutores: Jon Snow, Daenerys e Tyrion. Todos com problemas típicos de heróis. Um era bastardo, a outra órfã desprotegida em uma terra desconhecida e outro um anão rejeitado pelos pais. Ao longo das temporadas eles foram se desenvolvendo e ganhando histórias particulares que ajudaram o público a escolhe-los como favoritos.

Mas Tyrion virou consultor de Daenerys, que nunca demonstrou talento pra ser uma líder. Eis que no Norte, o jovem bastardo surgia no horizonte como um homem sábio e guerreiro, ponderado a ponto de fazer decisões histórias para alguém de seu posto, ao trazer para o lado de cá da Marulha os selvagens. Jon Snow percebeu que uma guerra maior está prestes a começar e fez suas escolhas.

Em Oathbreaker (S06E03) o protagonismo de Jon Snow praticamente é selado. O personagem voltou a vida, abandonou seu juramento e agora está “livre” para tomar seu lugar de direito. Ele viveu todas as fases importantes para se tornar essa figura central em Game Of Thrones.

A teoria que ronda todos os fãs dos livros e agora da série não foi confirmada. Se o roteiro fez esse flerte é porque provavelmente ela será revelada, em uma season finale daquelas tavelz. Se Jon Snow é realmente o GELO e o FOGO é questão de episódios pra isso se confirmar.

Então veremos o alvorecer do grande protagonista de Game Of Thrones.

Hannibal é uma série MUITO linda

Belíssima fotografia é um personagem vivo na série

10 de maio de 2016

A fotografia deve ser parte da narrativa de qualquer obra, seja ela cinematográfica ou feita em formato de série. Ela deve adicionar elementos e criar em nossa mente sensações e ideias que não precisem ser explicadas através de diálogos. As coisas estão ali, sendo contadas através de imagens.

Breaking Bad é talvez o maior exemplo de como uma boa estética só adiciona ainda mais qualidade a uma série. Foi graças ao diretor de fotografia Michael Slovis que a história de Vince Gilligan ganhou identidade própria. Aliás “Identidade própria” é uma das palavras chaves que também resumem Hannibal, série que comecei a prestigiar recentemente.

A estética de Hannibal tem um peso ainda maior quando comparada a outras obras, como de canais a cabo por exemplo. A série é da NBC (canal aberto) e não desfruta de certas liberdade que HBO, AMC e Showtime. É aí que o trabalho do diretor de fotografia James Hawkinson se torna brilhante, praticamente uma obra de arte na televisão.

O tema de Hannibal é forte. Psicopatas e agentes do FBI investigando cenas de assassinatos. Mostrar isso na tv sem que seja apenas agressivo, sujo e horrível não é uma tarefa simples, e Hawkinson transforma tudo isso em beleza. Os assassinos em Hannibal ganham status de artistas graças a uma mistura perfeita de produção, fotografia e trilha sonora.

Você não tem nojo pois é belo. É surreal dizer algo assim, mas nunca pensei que cadáveres ficariam tão bem arrojados se grudados com silicone (cena do S02E02). Hannibal não choca pelo exposição, mas sim pela psicopatia daqueles que tratam a vida humana como pincéis ou argila para compor suas obras.

Outro ponto alto da série é como Dr. Hannibal Lecter é sempre conduzido como um ser quase divino devido a sua inteligência e elegância. Seus olhares, sua precisão cirúrgica para se portar e claro, seus momentos na cozinha que são um balé de sangue, sabores e desconforto.





Hannibal é puta série bonita.

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