A decepção de Ultron

É gente, não foi dessa vez...

12 de maio de 2015

Revi “Vingadores: A Era de Ultron“. Estava relutante quanto a isso, mas não poderia deixar passar a oportunidade de ver mais uma vez na tela grande o último filme de Joss Whedon no comando dos Maiores Heróis da Terra.

Estava relutante porque por mais que eu tenha gostado do filme, a sensação de que ele está todo ali, nos trailers, bateu forte depois de alguns dias. Quando eu sai do cinema eu pensei “poxa, os trailers não entregam tudo, tem muita coisa que não mostrou!“. Bom, isso é meio óbvio, mas depois analisando TODOS os trailers, teasers e clipes, eu percebi que sim, era possível criar toda linha cronológica do filme com eles, sem surpresa alguma.

Mas o exagero em trailers é assunto pra outra hora. Hoje quero falar sobre o vilão que fez todo mundo tremer quando soltou um sonoro “there are no strings on me“. Frase essa que, infelizmente, não está no filme. Vai entender…

A fé em Ultron foi tão grande por esse que vos escreve que gravei um vídeo falando de como a Marvel precisava de um vilão de verdade, e que esse vilão seria Ultron. Mas quem diria que esse vilão que não seria apenas um antagonista básico para os seus mocinhos derrotarem viria da TVUltron passou e você provavelmente nem se lembra mais dele muito menos do seus “strings“.

Obviamente a culpa não é de James Spader, que fez um trabalho incrível de voz. Incrível mesmo, digno do peso que eu cogitei que o personagem teria. Porém como já disse aqui quando falei do Coringa do Ledger, atuação não compensa um personagem mal desenvolvido. Ultron é simplesmente outro megalomaníaco que a gente precisa engolir suas motivações.

Pode-se argumentar o quanto quiser, mas Ultron é vazio. Ele nasce, descobre que a humanidade é um mal, entra na internet, se espalha, resolve criar um meteoro, é desconectado e morre. Se a Era de Ultron foi um filme intermediário, seu antagonista foi um passatempo. Aquele lance todo com Pinóquio? Pff.

Ultron: gente não foi dessa vez

Em Cavaleiros do Zodíaco as três Sagas principais do anime possuem o mesmo formato: ir derrotando inimigos menores até chegar no grande chefão. Tipo videogame. E a Marvel parece tirar dai a construção de seus vilões, já que todo mundo sabe que é Thanos o pica grossa da porra toda. Mas poxa, a gente precisa esperar até 2018 pra algo bem construído?

É claro que o personagem não é um desestre, só é esquecível. Passou e ninguém viu. Seu diálogo final com Visão foi bacana, uma bela despedida pra nunca mais voltar. Mas o problema talvez seja outro: eu. Esperar que a Marvel faça algo diferente daquilo que já vinha sendo feito é inocência. Como bem dito pelo Jovem Nerd, Ultron é o vilão piadista que não mete medo justamente porque esses filmes tem uma nova geração como foco. Jamais a Disney deixaria personagem algum colocar uma faca na boca de um gangster e perguntar “why so serious?“. Eu espero demais…

No fim, como disse um cara no twitter, Ultron é o mais humano de todos os personagens da Marvel. Afinal, quem não sentiu vontade de destruir o mundo depois de acessar a internet?

A máfia nada glamurosa em “The Sopranos”

E o dia dia de um homem comum

12 de maio de 2015

Tony Soprano: um pai de família

Já faz um ano desde a primeira vez que fui para o divã com Tony Soprano, desde então, acabei me enrolando e faltou tempo pra terminar de assistir essa que é uma das maiores obras já produzidas.

Se dependesse de mim, a Trindade da Era de Ouro da TV teria Breaking Bad, The Wire e The Sopranos.

Levar praticamente um ano para recomeçar deu um gostinho bacana. Essa espera que passamos todos os anos para acompanhar séries que ainda estão sendo exibidas, eu passei sem querer com Sopranos. Porque eu sabia que depois que eu desse play no S02E01 eu só iria parar no S02E13. E foi assim.

The Sopranos pode ser classificada como crônicas de um homem (mafioso) de família. Ou melhor, crônicas de uma era pouco charmosa da máfia italiana. Cada episódio tem um pouco a mostrar da personalidade de Tony e suas relações com a família e trabalho. É basicamente o dia dia de um homem comum, se não fosse pelo pequeno detalhe do tipo de trabalho que ele faz.

É bacana notar o quanto Tony e seus gangsters são fascinados pelos clássicos de máfia, com diversas citações (e pequenas encenações) de Poderoso Chefão I e II. Essa adoração a a máfia retratada nos cinemas tem tudo a ver com a série, que em momento algum glorifica a “profissão”, mas parece sentir uma certa inveja da Família Corleone. A máfia em Sopranos tem mais dor de cabeça que qualquer outra coisa, e se parece mais com Os Bons Companheiros de Scorsese que com os filmes de Coppola.

Tudo isso representado por Tony Soprano, o mafioso mais humano que você irá conhecer. Colocar o poderoso capo em posição de desconforto frente a psicóloga é genial, ainda mais de uma psicóloga que acaba precisando de ajuda para ajudar o mafioso. Tony sofre com a pressão de comandar uma família tradicional e outra com um certo grau de insalubridade.

No que diz respeito a falta do glamour, o choque de realidade vem quando eles viajam para Itália, a terra mãe, e assistem de perto um pouco da rotina no país que começou tudo disso. De repente, eles parecem brincar de mafiosos com a permissão dos adultos. Tirando as fartas refeições, os italo-americanos se parecem mais com bandidos do bicho mesmo.

Mas não é o glamour (ou a falta dele) que faz de The Sopranos essa série única. O roteiro não se afoga em seu próprio tema e vai, aos poucos, mostrando coisas que ninguém estaria disposto a ver em um filme do gênero. O chefe da máfia local com desinteria tira qualquer ar de deus…

Não é por menos que a narrativa influenciou uma geração de outras séries, inclusive Breaking Bad, e quando mais assisto a Sopranos, mais vejo semelhanças. Mas diferente de Walter White, Tony Soprano não tem um norte definido. Seu dia a dia, seu trabalho e problemas pessoais vão sendo contados ao longo da temporada.

Obviamente, sem nada parecer com a vida de Michael Corleone

Macaco voador que atira carros: por isso eu amo os mods de GTA

Obrigado moçada do PC

11 de maio de 2015

Quantas vezes você encontrou em algum camelo da vida “GTA IV Versão Bob Esponja” ou “GTA Dragon Ball Z“? Os mods de GTA fazem parte da história do game. E a criatividade dos jogadores de PC tornam a experiência em Los Santos ainda mais livre, agora, de qualquer amarra do realismo. Mods são bem vindos e até a Rockstar já se pronunciou a respeito, dizendo que essas alterações são, por definições não autorizadas, mas não vai banir ninguém do single player por isso.

E se a versão para PC estava sendo esperada por todos justamente pela loucura GTA V se tornaria, finalmente começamos a ver os frutos disso: um mod troca o protagonista por um macaco que atira carros. Simples assim:

EU.PRECISO.DESSE.MOD.

Assistindo The Wire você pode entender os conflitos de Baltimore

Quando uma cidade é a protagonista em uma série

8 de maio de 2015

Em abril um homem negro que foi gravemente feriado durante uma detenção em Baltimore, EUA, acabou morrendo. Uma série de protestos surgiram na cidade que chegou a declarar toque de recolher e fez com que o governador pedisse ajuda a guarda nacional. Em duas semanas de protestos mais de 500 pessoas foram presas.

Baltimore está entre as três cidades mais violentas dos EUA (entra as 30 do mundo) e possui cerca de 600 mil habitantes. Baltimore é a cidade que David Simon, escritor e repórter policial, escolheu pra situar The Wire, considerada pela crítica especializada como a melhor série de todos os tempos.

The Wire e foi uma bomba atômica que espalhou seu elenco em praticamente todas as séries que você conhece

The Wire é um drama da HBO exibida entre 2002 e 2008, que nunca ganhou o prestígio do grande público e muito menos estatuetas de importantes premiações. Ao contrário de The Sopranos e Breaking Bad que conquistaram ambos, The Wire penou para conseguir chegar até sua quinta temporada, já que a cada ano a incerteza do retorno batia. Tanto que seus arcos são fechados, mesmo sendo uma história única. Talvez tenha sido isso o grande mérito dessa obra prima da TV, que assim pode explorar diversos pontos de uma cidade chamada Baltimore, entrar em suas veias e revelar seus segredos não tão íntimos.

The Wire não é sobre policiais, não é sobre crime, drogas, traficantes, assassinatos. É sobre Baltimore, a cidade que voltou a ser notícia na tv após os protestos anti racismo que em pleno ano de 2015 ainda são necessários. Porém quando você olha para as imagens do confronto entre cidadãos e policiais, imagina ser algo comum para um país como os EUA, mas basta algumas temporadas de The Wire para você passar a entender um pouco do que acontece por lá.

Apesar de ser uma série para tv, o conflito entre ficção e realidade é enorme. The Wire é até hoje motivo para debate em diversas faculdades, se tornando uma espécie de estudo de caso das questões sociais. Porque The Wire é tão importante para entender a situação de Baltimore (ou até mesmo a decadência do sonho americano) somente a produção da série pode revelar.

A Escuda“: a vida policial às vezes é puro tédio

Quando eu digo que The Wire não agradou o grande público, é porque não agradou mesmo. Acostumado com a papinha de clichês que alimenta bem e faz passar o dia, eles não querem shows que não criem personagens heroicos, detetives geniais e vilões que mais parecem ter saídos dos quadrinhos. David Simon tirou isso de The Wire, então, a papinha passou a ter um gosto amargo.

Quando a história é mais importante que o protagonismo ou melhor, mais importante que a audiência, ela flui em outro ritmo. A série coloca a cidade de Baltimore a frente de seus personagens, todos ali, do chefe de polícia até o mendigo viciado, são apenas partes parte do jogo. Um jogo sem vencedores ou derrotados. Em The Wire ninguém é grandioso, ninguém está acima de Baltimore.

The Wire não milita a favor de ninguém, não faz apologia a nada e muito menos quer esfregar na sua cara o quão degradante e sujas as ruas podem ser. Ou até onde via a corrupção do sistema. A série existe apenas para contar uma história, se você aceitar o convite, estará dentro de um dos mais belos e inteligentes roteiros que existem. Não, não sou eu que acho isso, é um fato.

Ao passar dos anos a série passou a ter um reconhecimento, afinal, se estamos na “Era de Ouro da TV“, porque uma das maiores jóias seria deixado de lado? Daqui alguns anos vão olhar pra trás e perceber que assim como Baltimore não mudou e permance igual, a tv também não aprendeu com The Wire. A polícia branca ainda entra em choque com os habitantes negros da cidade e a papinha do básico ainda é servida na tv.

E como da audiência…

12 personagens vão sair no pau em “Capitão América: Guerra Civil”

Isso mesmo que você ouviu: DOZE!

7 de maio de 2015

Nem parece, mas a Era de Ultron já ficou no passado. Nas últimas semanas, a Guerra Civil começou a tomar forma e nossa mente mudou o foco. Agora, todo mundo vidrado nesse filme que promete colocar abaixo o mundo Marvel nos cinemas. Enquanto o Latinão publicava artes conceituais vazadas, restava aos fãs esperar alguma nota oficial sobre o filme.

E bom, hoje saiu não só a confirmação do elenco, como também a sinopse.

Você que reclama do Zack Snyder destruir Metrópolis, nunca parou pra pensar nos estragos causados pelos membros dos Vingadores? Invasão de Nova York, ataque dos Elfos Negros em Londres, os atentados do Mandarim, Hulk destruindo tudo na África do Sul e Ultron transformando uma cidade em meteoro (gênio do mal hein?). Resumindo, os Maiores Heróis da Terra tem algum contrato forte com construtoras.

Em algum momento, não é possível, o governo teria que intervir. E Guerra Civil vai partir dai, com autoridades querendo regulamentar as atividades dos heróis e decidir quando e onde eles devem atuar. Obviamente o Capitão não irá aceitar essas novas ordens, já que ele agora é o responsável pelos Novos Vingadores e é todo ideológico blá blá blá. Tony Stark que anda meio noiado desde Homem de Ferro 3, certamente vai tentar achar um jeito de se redimir pelos seus atos.

E com a confirmação de 11 personagens + Homem Aranha, vamos tentar imaginar quem ficará do lado de quem nessa guerra. Afinal, o melhor da festa é esperar por ela e no embalo do suposto roteiro que vazou no 4chan, a Guerra será dividida assim:

Capitão América é a Aliança Rebelde:

Homem de Ferro é o Império:

VOCÊ CONCORDA QUE SERÁ ASSIM A DIVISÃO?

Será que o pau vai comer solto? Lembrando que eles ainda terão que dar cabo do Capitão Zemo e Ossos Cruzados, ambos confirmados no filme.
Não importa como termine, esse filme já é o mais grandioso da Marvel e certamente mudará os rumos de tudo que a gente conhece, já que Era de Ultron ficou devendo um pouco…

Um pouco de história nunca é demais em Game Of Thrones

Em “The Sons of the Harpy” (S05E04) você entende um pouco porque tudo desabou

6 de maio de 2015

Certa vez George R.R. Martin disse em uma entrevista que nada acontece por acaso em Game Of Thrones, sem essa de “destino”. Se alguns personagens perdem a cabeça e outros tem ela esmagada, a culpa nunca é do acaso. Ação e reação. Após o final da terceira temporada e com essa declaração em mente, resolvi voltar aos 10 primeiros episódios e acompanhar passo a passo a jornada de Ned Stark e medindo cada consequência de seus atos.

A bagunça que se tornou Westeros começou quando Ned aceitou o convite para ser a Mão do Rei, e quando você olha cada diálogo, cada escolha, entende porque está tudo assim. O Norte se lembra, mas é preciso aprender com os erros passados.

É fantástico como os roteiristas de Game Of Thrones conseguem fluir tão bem a história a partir de um único ponto, criando um leque de histórias. Como já disse aqui, é um rio que se divide em vários braços antes de chegar a foz. Quando Robert fez a proposta para Ned dentro daquela espécie de catacumba Stark, quem diria que tantas vidas iriam mudar?

Mas antes de Ned Stark sair do aconchegante frio de Winterfell, outra ação foi responsável por desencadear talvez a maior revolução de Westeros. O famigerado Torneio de Harrenhal, que os leitores já conhecem de cor, mas nós que acompanhamos a série, pouco sabemos. Ou sabíamos. Afinal, o que levou Robert Baratheon ao trono? Porque a dinastia Targaryen acabou? Algo tão grandioso e com tantas consequências poderia ter sido evitado? Como tudo em Game Of Thrones, nada acontece por acaso.

De volta a tal catacumba, Mindinho conta a Sansa do dia que sua tia Lyanna Stark recebeu das mãos de Rhaegar Targaryen a coroa de flores após o torneio. Ninguém poderia imaginar que aquilo seria o primeiro ato da guerra e como o mapa político de Westeros estava prestes a mudar drasticamente.

As Serpentes da Areia são apresentadas

Se Jon Snow é o Senhor Comandante da Muralha, se Stannis quer se tornar o protetor do Norte, se Cersei vive uma guerra pessoal com sua nora pelo poder, se as Serpentes da Areia querem vingança, se Tyrion e Sor Jorah estão juntos no mesmo barco e Daenerys passa dificuldades em seu estágio de Rainha, tudo isso só está acontecendo porque Rhaegar escolheu Lyanna naquele dia.

Impérios caem, reinos desaparecem, grandes homens surgem, grandes homens morrem. O tempo aos poucos vai engolindo a todos e às vezes você não se lembra porque está onde está, porque fez o que fez. É a história que não nos deixa esquecer. O jogo em Game Of Thrones continua, e é importante não se esquecer porque ele está sendo jogado.

O trailer de “Digimon Adventure Tri” me lembrou de uma época boa…

:´)

6 de maio de 2015

Quando Digimon estreou na Globo em 2000 eu tinha 13 anos. Cara, como o mundo era diferente pra mim… tudo mudava, a obrigação de se portar como um adolescente chegou, mas no fundo, eu ainda era uma criança sonhadora e fascinada pela pouca tecnologia que começava a chegar no interior. Digimon foi então a união de uma coisa que eu já amava (animes) e outra que eu começa a amar (tecnologia).

Olhando pra esse trailer de ”Digimon Adventure Tri” eu senti uma saudade fora do comum dessa época e de como eu amava esse anime. Tô quase chorando, então, assiste aê:

Animes são importantes! Mais do que nunca! Digimon é a história de um grupo de amigos que, acontece o que acontecer, sempre permanecem unidos. Isso é tão importante…

Digimon Adventure Tri” será um filme dividido em seis partes, e não uma nova temporada. Seis anos se passaram desde a última aventura de Tai, e agora, aos 17 anos, ele precisa retornar com seus amigos e eterno companheiro Agumon para salvar o mundo real do digital.

“Digimon Adventure Tri” estréia no Japão em novembro

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