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Agora não tem mais volta: Game Of Thrones vai EXPLODIR

No One (S06E08) encerra as maquinações políticas e deixa tudo posicionado para a grande final

15 de junho de 2016

Há duas maneiras de uma série te segurar. A primeira e a mais difícil é aquela que valoriza cada episódio, transformando-o em uma peça importante dentro todo o contexto. A outra é gerar expectativa, te fisgar pela curiosidade ou pelo sentimento “no próximo vai“. Game Of Thrones é uma das poucas que consegue unir essas duas maneiras.

No One se junta com Blood of My Blood e The Broken Man e cria uma sequência que divide os fãs de bons dramas e fãs do lado mais explosivo de Game Of Thrones. Três ótimos episódios que souberam dosar bem a amarração das tramas, deram sequência a novos acontecimentos e prepararam perfeitamente o caminho para aquela que pode ser a maior season finale em toda a série.

Se os dois últimos episódios de cada temporada tendem a serem os melhores, a sexta tem os ingredientes possíveis pra isso acontecer da maneira mais épica possível. Os três principais núcleos (O Norte, Porto Real e Meereen) estão prestes a explodir.

Tudo bem que esperávamos mais do Montanha Zumbi, ainda assim, ver esse monstro decepando a cabeça de um membro do Alto Pardal foi satisfatório. Pois é, Game Of Thrones transforma esses momentos em puro prazer. É provável que o ápice do derramamento de sangue aconteça no episódio final, The Winds of Winter, já que a HBO ao enviar os episódios para concorrer ao Emmy revelou a sinopse: “No season finale, Cersei enfrenta seu julgamento“. Vem mais Montanha aí!

No One (S06E08)

Ao Norte a Batalha dos Bastardos promete ser um dos momentos mais grandiosos da série e o trailer entrega isso. Se Game Of Thrones tem poucas batalhas memoráveis em seu currículo, ao menos está prestes a ganhar uma digna de cinema. Jon Snow e Sansa Stark fizeram o possível para reunir o maior número de forças, mas quem diria que a possível salvação do Norte possa vir da ajuda dos Selvagens.

Pra encerrar No One, temos o retorno de Daenerys em grande estilo a Meeren, chegando montada em Drogon enquanto a cidade está sob ataque. Parece que às vezes o talento político que lhe falta, e é abundante em Tyrion, não serve pra muita coisas. Alguns ainda só escutam na base da guerra.

Game Of Thrones vai explodir. Salve-se quem puder.
E o Amigos do Fórum junto com a Clubeer vai te ajudar a ficar o mais preparado possível para a season finale.

Você sabia que Game Of Thrones tem um cerveja oficial? E uma taça também? Pois é, se você gosta da série e ama cerveja, poderá assistir ao esperado The Winds of Winter com essas duas maravilhas. Pra participar do sorteio basta ser maior de 18 anos, seguir @gotbr e @clubeer no Instagram e fazer uma compra no valor de 50 reais no site (fácil pra quem gosta de cerveja).

Aí é só inserir  na tela de pagamento o código GOT2016 no campo “Utilizar cupom” para que sua compra seja elegível ao sorteio. Pronto. Só torcer.

Nos vemos lá! Boa sorte a todos.

Cinema brasileiro está próximo de ganhar um poderoso aliado: Netflix

Ted Sarandos, chefe executivo de conteúdo, falou sobre o interesse em nosso mercado

14 de junho de 2016

Nas últimas semanas o anúncio do fim do Ministério da Cultura (que voltou) e o protesto realizado pela equipe do filme Aquarius durante o Festival de Cannes, trouxe novamente o debate sobre as produções nacionais. Afinal, dinheiro público deveria ser usado para gerar cultura? No meio de tantas opiniões acaloradas, deu pra notar uma certa desconfiança do público em relação ao que é feito no Brasil.

Nossos filmes favoritos são americanos. Sabemos de cor o nome de vários diretores gringos, ícones pops não nascem aqui. Mas onde estaria o problema? Bom, é um assunto que rende, porém, é fato que nosso país sabe produzir cinema de qualidade, mas também é fato que falta algo que leve essa qualidade para o grande público.

Cinema não tem que ser apenas bom, tem que ser bom e popular.

A relação do Netflix com o Brasil se aproximou graças a José Padilha

Na era do streaming, pode vir do Netflix um poderoso aliado para o cinema nacional. Em entrevista para O Globo, Ted Sarandos revelou o interesse da empresa em terras tupiniquins, e motivos não faltam. O Brasil foi um dos primeiros territórios internacionais que o Netflix chegou, o que hoje gera bons frutos, como parceira com bancos (que amplia as formas de pagamento da mensalidade) e um nome bem estabelecido.

A relação do brasileiro com o serviço de streaming é algo romântico. Existe um culto ao Netflix, que vai desde memes a criação de um relacionamento de fidelidade. Muitos que assinam só assistem séries, filmes e documentários que estejam disponíveis na plataforma. É certo dizer que o Netflix deixou as pessoas preguiçosas em relação a pirataria.

Sendo assim, é natural que a empresa que se comprometeu a investir mais de 5 bilhões de dólares em produções originais, tenha em sua agenda algo voltado para o público brasileiro. “A beleza do Brasil é que se trata de um mercado maravilhoso, com grandes contadores de história, e já com uma boa infraestrutura de produção” revelou Sarantos.

A primeira série original Netflix feita no Brasil será 3%, uma ficção científica voltada ao público jovem. José Padilha que já tem relações com o serviço graças a Narcos está desenvolvendo uma série sobre a Operação Lava-Jato. Mas e o cinema? “Queremos investir no cinema brasileiro. Há tão poucos filmes brasileiros que viajam para fora do Brasil e alcançam uma audiência global. Então a gente vê isso como uma oportunidade com a qual pretendemos trabalhar“.

O futuro é promissor. Mais do que levar o produções nacionais para o mundo, a parceira com o Netflix será vital para algo ainda mais importante: aproximar o relação do cinema brasileiro com o brasileiro.

Segunda temporada de Mr. Robot terá cena filmada em realidade virtual

Você poderá assistir pelo menos uma cena de Mr. Robot usando aqueles óculos VR

14 de junho de 2016

Mr. Robot chegou como um vírus. Foi aos poucos contaminando a televisão e hoje é sem dúvidas a maior promessa em séries dramáticas. Com uma primeira temporada primorosa, o estrago foi grande e a expectativa para seu segundo ano só aumenta. E o criador desse vírus Sam Esmail preparada ainda mais surpresas.

No ano passado o primeiro episódio foi disponibilizado no youtube um mês antes de sua estreia no canal USA. Foi uma jogada inteligente e chamou a atenção do público. Uma série sobre um programador estranho, revoluções e grupos hackers certamente fez seu dever de casa na divulgação. E como diria Galvão Bueno “lá vem eles de novo…“.

Para o segundo ano Sam Esmail irá filmar uma cena em realidade virtual, a nova febre da tecnologia. A informação é da Variety. Com o uso de um óculos VR, você poderá assistir Mr. Robot em 360. É o tipo de jogada que só atiça a curiosidade do espectador, atrai mídia, cria um alvoroço em cima da série. Sam Esmail é um cara esperto.

ASSISTA: trailer da segunda temporada de Mr. Robot

Uma das coisas que chamou a atenção na primeira temporada de Mr. Robot é a estética confusa, que ajuda a criar essa imagem distópica em que a mente de Elliot vive. Agora a série da um passo além e Sam Esmail que torná-la ainda mais ousada nesse sentido.

Dessa vez o showrunner dispensou os diretores dos 10 primeiros episódios e resolveu tocar o barco sozinho. Além de ser o manda chuva e principal roteirista, Sam Esmail vai dirigir todos os 10 episódios da segunda temporada. E em algum desses episódios vai meter uma REALIDADE VIRTUAL. PQP!

Tá ansioso?
Eu tô quase explodindo. Mr. Robot retorna dia 13 de julho.

Procurando Dory: o amor é mais poderoso que a memória

O dia que Dory se lembrou que é preciso continuar nadando

14 de junho de 2016

Você sabe que está tendo um dia ruim porque se lembra dos bons. Sabe que a felicidade sentida quando rodeado de pessoas amadas é forte pois se lembra dos dias de solidão. A memória nos torna humanos, permite refinar nossas emoções, guardar experiências (boas e más) para construir nossa personalidade. O que você se lembra ou esquece é o que te torna diferente.

Feches os olhos e tente se lembrar da sua infância, do colo da mãe, das brincadeiras com os irmãos, da comida de seus avós. A memória conforta, acalma a alma. Mas também nos torna nostálgicos demais a ponto de vivermos apenas de lembranças. Não é difícil encontrar esse problema em pessoas idosas, que vivem o presente para lembrar do passado.

Mas mesmo que um dia você se esqueça de si mesmo, algo ainda irá pulsar lá no fundo. Algo mais poderoso do que qualquer memória. É o amor, afinal, você se lembra porque ama sua mãe? Seu filho? Seus irmãos? Você apenas sabe. Procurando Dory é sobre isso.

Continuação de Procurando Nemo disfarçada de novo filme, Procurando Dory é o Minions da Pixar, que só existe porque o coadjuvante se destacou mais que o protagonista. Não é brilhante como Divertidamente, que instiga o espectador, deixa reflexões e ainda assim é um entretenimento de primeira. É parecido com O Bom Dinossauro, mais Disney do que PIXAR.

Aventuresco, engraçado, fofinho e com uma mensagem ali no meio, Procurando Dory não é original em sua proposta, mas ainda assim desperta emoções pela maneira que conduz mais um road movie (o terceiro seguido do estúdio), dessa vez, na caça pela família de Dory. O fato das fórmulas serem as mesmas não atrapalha a Cirurgião-patela de brilhar mais uma vez.

Procurando Dory (2016)

Dory se lembra do amor de seus pais, mesmo não se lembrando deles. Ela é guiada por esse sentimento ancestral, um instinto. O mesmo instinto que leva um bebê recém nascido procurar o seio da mãe, o mesmo que leva um mãe a pular em um abismo para resgatar o filho. Na verdade o amor não precisa ser lembrado, ele está aí o tempo todo com você, basta senti-lo.

Procurando Dory também fala de aceitação. Dory é diferente e precisa aceitar que isso não é um problema. Continuar nadando, no fim das contas, é isso. Seguir em frente mesmo que a vida te puxe pra trás. E o que faz Dory continuar nadando? O amor pela sua família. E qual família? As duas que ela tem, a primeira que lhe deu a vida, a segunda que lhe deu conforto.

E Dory continua nadando, todos os dias. Se esquece disso, se esquece daquilo, mas a principal coisa que ela precisa se lembrar jamais irá sair de sua mente: o que a Dory faria?

Um episódio de Dragon Ball foi redesenhado por mais de 250 artistas

Projeto que levou mais de um ano reuniu cerca de 250 artistas para redesenhar um episódio de DB

14 de junho de 2016

Um clássico absoluto que não morre nunca, Dragon Ball encanta gerações há mais de 30 anos. Quando desembarcou no Brasil pela primeira vez, o anime que então era exibido no SBT conquistou o coração da molecada da década de 90. Goku era um personagem inocente, carismático e poderoso. Logo se tornou febre.

Mesmo que a temporada “Z” seja a favorita da maioria, é a versão simplória do garotinho atrás das Esferas do Dragão que ainda me encanta. Quer dizer, encanta também essa PENCA de artistas que resolveram se unir para redesenhar um episódio inteiro, mas com um diferencial: cada um a sua maneira.

O projeto Seven Star Re-Animate há mais de um ano buscou artistas interessados em dar seus traços particulares a Dragon Ball. O episódio escolhido foi o oitavo da série clássica, e ficou incrível essa mistura de estilos.

Chore:

Em 2014 quando o mangá completou 30 anos, 30 brasileiros se uniram para redesenharem os personagens. Ficou maravilhoso, CLIQUE AQUI e veja!

The Walking Dead declara guerra contra os spoilers

AMC ameça de processo fanpage especializada em teorias e adivinhações

13 de junho de 2016

A polêmica dos spoilers saiu dos debates entre fãs e chegou nas emissoras de TV. Você não é o único que se incomoda em saber o que aconteceu no episódio que acabou de ir ao ar, a AMC, dona de The Walking Dead, está com a paciência no zero pra esse tipo de coisa. A fanpage The Spoiling Dead Fans recebeu a visita do famoso “processinho“, e irá na justiça caso continue fazendo aquilo que todo fã adora: especular.

O grande problema nisso tudo é saber quem Negan matou no final da sexta temporada. Um spoiler que ganhou força já que ao que tudo indica será diferente dos quadrinhos. Mesmo que não seja, existe uma quantidade considerável de pessoas que seis anos depois ainda não sabem que The Walking Dead veio de uma hq. Enfim, revelar quem Negan matou antes do primeiro episódio da sétima temporada ir ao ar seria desagradável.

LEIA: The Walking Dead se acovardou nessa sexta temporada

A AMC resolveu brincar de mistério na temporada passada e acharam uma excelente ideia fazer isso no segundo final. Ao invés de plantar o drama, plantaram a dúvida. Seria mais honesto mostrar aos espectador quem de fato teve a cabeça esmagada, não precisa forçar a expectativa. A tragédia por si só bastaria para nos deixar aflitos pelos próximos episódios.

Então chegamos a fanpage The Spoiling Dead Fans, que todos os dias trás para seus leitores imagens e rumores sobre a série. Como The Walking Dead é filmada em Atlanta, ao ar livre, várias fotos são feitas durante as gravações. Então fazendo algumas contas aqui e ali, a página foi eliminando da lista a possível vítima de Negan. A AMC não gostou da ideia e resolveu ameaçar.

Basicamente, o que acontece é que se a gente publicar nossa previsão e estivermos certos, AMC vai nos processar” escreveu um dos editores da fanpage. Segundo a emissora esse tipo de coisa é uma violação de copyright. O fato é que o The Spoiling Dead Fans sentiu o golpe. Sabem que se forem a julgamento podem perder e ir a julgamento significa gastar uma grana alta.

São apenas fãs brincando com outros fãs e isso incomodou uma emissora. É o que acontece quando você passa a sustentar sua série nos cliffhanger ao invés da qualidade.

John Oliver fez na realidade o que Elliot fez em Mr. Robot

Ao perdoar 15 milhões de dólares em dívidas, ele não destruiu o Sistema como Elliot, mas o feriu

10 de junho de 2016

No domingo dia 5 de junho o apresentador John Oliverperdoou” a dívida de 9 mil pessoas em um valor total de 15 milhões de dólares. Como ele fez esse ato histórico na televisão? Hackeando uma indústria que compra dívidas caducadas por valores mínimos para depois cobrar o total dos devedores. Mas calma, ele não fez como o Elliot não…

Elliot é cara que saiu da Matrix, ou pelo menos é levado pela Matrix a acreditar nisso. Ao longo de Mr. Robot ele vai confrontando a si mesmo sobre a ideia de sociedade em que crescemos. Seria justo ter nossa vida controlada por grandes corporações? Apesar de soar meio fantasioso, ao cruzarmos Mr. Robot com Requiem For a American Dream a ficção vai se tornando realidade.

Tudo em nossas vidas foi minimamente pensado para termos uma noção de liberdade, inclusive a própria noção de liberdade. O que é ser livre? É consumir. Você precisa ter seu próprio carro ou será escravo do transporte coletivo, precisa ter sua casa ou viverá de aluguel pra sempre. Precisa viajar e aproveitar a vida, precisa frequentar bons lugares. Precisa constituir família, precisa ter bons planos de saúde, boa escola, bom trabalho. Olha, você é livre, mas precisa fazer tudo isso, ok?

Ou seja, vamos sendo bombardeados por padrões de vidas enlatados. Já pensaram tudo e você só precisa seguir a risca as regras impostas. O que Elliot quer então é colocar tudo isso em colapso, virar a mesa e devolver as pessoas o controle de suas próprias vidas. Como? Destruindo esse Sistema.

Mas o que estamos prestes a descobrir (ou não) na segunda temporada de Mr. Robot que estreia dia 13 de julho é que Elliot não causou dano algum ao Sistema, na verdade o que ele fez é tudo parte de um plano maior. Assim como Requiem For a American Dream fala sobre os causadores da crise de 2008 serem os mais beneficiados com ela, o que Elliot fez não passou de mais uma jogada de um Sistema maior do que ele sequer imaginou existir.

John Oliver resolveu ajudar “somente” 9 mil pessoas. No Last Week Tonight ele denunciou essa indústria de recuperação de crédito e como ela é perversa. Durante todo o programa usando de seu típico humor ácido, Oliver mostra como a vida de milhões de americanos é destruída por dívidas. Então, o que ele fez pra ajudar um pequeno grupo de náufragos em um mar de lama?

John Oliver criou uma empresa de recuperação de dívidas na internet e adquiriu por 60 mil um total de 15 milhões de dólares em dívidas. Essas dívidas são referentes a saúde e como o próprio John indagou “porque comprá-las se podemos perdoa-las?“. Então com uma piada envolvendo a apresentadora Oprah, que em 2004 doou um carro a todos da platéia, em um total de 8 milhões de dólares, Oliver apertou um botão e perdoou 15 milhões de dólares em dívidas.

John Oliver não destruiu o Sistema, mas naquela noite ele foi ferido.

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