BREAK THE INTERNET: Homem Aranha na Marvel

A reação eufórica da internet só mostrou o óbvio: o lugar do Aranha é na Marvel

12 de fevereiro de 2015

Terça feira, 02:30hrs da manhã do dia 10 de fevereiro de 2015. O dia que será pra sempre lembrado como “o dia que o Homem Aranha voltou pra Marvel“. Ok, ok… eu sei. Voltou naquelas, mas mesmo assim, teremos o Amigo da Vizinhança no meio dos Vingadores que a gente tanto ama.

Montagens que se tornam realidade…

Pra tentar entender porque a internet simplesmente quebrou, é preciso voltar um pouco no tempo. Mais precisamente em 2007, quando “Homem Aranha 3” estreou nos cinemas, deixando fãs do herói polvorosos, afinal, é tanta coisa errada em um só filme que a trilogia se encerrou com aquele gosto amargo. Ai chega 2008 e a Marvel lança “Homem de Ferro“, e com aquela cena pós créditos deixando claro que existia um plano ainda maior.

Era óbvio que já naquela época o pessoal começou a lamentar a ausência do Aranha no futuro filme dos Vingadores. E aquela sensação de insatisfação só aumentava, com a Marvel mostrando que estava mesmo construindo um universo cinematográfico, interligando seus heróis para no fim juntá-los em um só filme. Era um sonho cujo o maior herói da Casa das Ideias estaria de fora.

Coincidentemente, no mesmo ano em que Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk se juntam em um só filme, o Homem Aranha retorna ao cinema. Rebootado e com direção de Mark Webb, o filme continuou não agrandado os fãs. Ainda mais naquele ano em que cara… o Hulk pegou o Loki pelas pernas e socou no chão! PQP!

Homem Aranha e Sony: “a gente tentou cara =/

O tempo vai avançando, a Marvel continua chutando bundas e vem O Espetacular Homem Aranha 2. A Sony apostou alto no filme, queria bilheteria de um bilhão de dólares, queria se desculpar com os fãs. Ficou querendo. O Aranha perdeu em bilheteria para um grupo desconhecido de desajustados do espaço cujo um dos membros era uma árvores falante.

Com medo de não saber mais o que fazer com o herói, a Sony começou os planos de criar filmes do “Universo do Aranha“, com Sexteto Sinistro, Mulher Aranha, Venom e por ai vai. Enquanto os filmes eram desenvolvidos, veio aquela coisa dos emails vazados, veio os boatos e bom… a Sony e a Marvel entrarem em um acordo e o Aranha poderá dar um alô pro Capitão América e amigos.

Da pra entender a euforia dos fãs. O desejo de não só de ver um filme minimamente decente, mas também dessa interação dele com outros heróis era imenso. E agora é certeza que irá se realizar. E como a gente nunca está satisfeito, quem sabe a FOX não empresta o Wolverine? Não custa né.

E você achando que a bunda da Paola Oliveira realmente tinha quebrado a internet…

A vida através dos olhos de Severus Snape

Uma linda homenagem aos 54 anos do professor Severus

11 de fevereiro de 2015

A sensação de incerteza sobre as reais intenções do Prof. Snape perdura durante toda a saga de Harry Potter. Vilão? Bom moço? Anti herói? Quando comparei os livros de J. K. Rowling com Naruto, um dos personagens que mais vi semelhança era entre Snape e Itachi.

Essa retidão, a maneira como eles carregam seus diferentes fardos e resolvem se sacrificar por um bem intocável. Pensando em homenagear o personagem, um fã compilou em ordem cronológicas as cenas de Severus Snape durante os 8 filmes.

O garoto que tinha os olhos de Lily Evans… =/

“Jodorowsky’s Dune”: o filme mais influente da história do cinema. Que nunca foi filmado…

Na década de 70, o diretor chileno Alejandro Jodorowsky deu início ao projeto mais ambicioso do cinema em todos os tempos

11 de fevereiro de 2015

Existem filmes que quebram a linha linear do cinema, dão um ponto final a tudo o que existe até aquele momento, e começam novamente. São obras que mudam o cinema como arte, indústria e produto. “Cidadão Kane“, “2001 – Uma Odisseia No Espaço“, “Matrix, “Star Wars” e porque não colocar o estrondoso sucesso que os super heróis vem fazendo nesse saco…

Porém, um filme que nunca saiu do papel está no topo desses que influenciaram diretores, artistas, roteiristas, enfim, todos aqueles que fazem parte da indústria cinematográfica: “Dune” do diretor chileno Alejandro Jodorowsky. E é sobre esse filme jamais filmado que o documentário “Jodorowsky’s Dune” vai atrás, tentando entender como ele ainda pode ser tão poderoso.

Apesar de um currículo pequeno de apenas quatro filmes em sua carreira como diretor, Alejandro Jodorowsky despertou logo cedo a curiosidade de público e crítica com seus filmes, como o próprio diz, “espirituais”. Um deles é “A Montanha Sagrada” de 1973, uma viagem de LSD sem a necessidade de ingestão da droga (tem completo no youtube, sério, veja e fique louco).

Alejandro Jodorowsky: cinema é mais arte que indústria

Foi logo depois desse trabalho que Jodorowsky foi convidado pelo produtor francês Michel Seydoux para filmar o que quisesse. Foi então que sem pensar duas vezes ele disse “Dune!“. Mesmo sem nunca ter lido o livro antes…

Dune“, ficção científica de Frank Herbert publicado em 1965, é considerada a obra máxima da ficção científica. O documentário passa a contar em detalhes como Jodorowsky tentou transformar esse livro em algo maior do que apenas um filme, mas sim “como a chegada de um deus”. Jodorowsky queria que “Dune” fosse um profeta que elevasse a mente dos jovens a novos patamares.

O documentário coloca Jodorowsky como um gênio incompreendido, e quando mais somos apresentados ao seus mirabolantes planos, mais ficamos seguros que sim, ele é realmente um gênio, um mago, um ser a frente ao seu tempo. Sua busca pelo que ele chama de “guerreiros espirituais” é uma verdadeira aula de cinema, e como a arte deve ser tratada como arte.

Os personagens de “Dune” por Moebius

Tudo começa com o quadrinista francês Jean “Moebius” Giraud criando o famoso storyboard do filme, quadro a quadro Moebius foi ilustrando o que a mente de Jodoroswky queria, o que resultou em um enciclopédia gigantesca. Mas a ambição era grande e tirar aquilo do papel não seria fácil. Foi então que ele resolveu ir atrás da única pessoa no mundo capaz de dar vida aos efeitos que ele tanto queria: Douglas Trumbull.

Na época, Douglas Trumbull ainda colhia os louros do sucesso de “2001 – Uma Odisseia No Espaço“. O filme do mestre Kubrick chocou o mundo com seus efeitos especiais inovadores, mas por incrível que pareça, Jodorowsky não achou que Trumbull fosse qualificado para trabalhar em seu filme. Ele não era “espiritual”. Sim, é isso mesmo, o cara que fez uma estação espacial dançar ao som de Danúbio Azul e recebeu um Oscar por isso foi descartado do filme.

Foi Jodorowsky quem convenceu H. R. Giger que seu lugar era no cinema

Frank Herbert criou todo um universo para “Dune“, e Jodorowsky resolveu que cada planeta dentro desse universo teria uma estética (óbvio) diferente e mais, cada um teria uma trilha sonora própria. Afinal, ele não estava filmando uma adaptação, estava fazendo seu próprio “Dune“. Nessa de planetas com música própria é que o Pink Floyd entra na jogada. O grupo inglês não foi a única grande estrela nessa galáxia espiritual de Jodorowsky. Nomes como Salvador Dali (!!!!), Orson Welles e Mick Jagger estavam no elenco, com acordos inacreditáveis sendo feitos.

Jodoroswky era um maestro que coordenava uma sinfonia composta por gênios, entre eles Chris Foss e H. R. Giger. O mais recente trabalho conceitual de Foss foi em “Guardiões da Galáxia“, já Giger é simplesmente o cara que deu vida ao Alien de Ridley Scott.

Mesmo com tudo pronto para começar a filmar, “Dune” foi negado por todos os estúdios de Hollywood. Ninguém quis arriscar, ninguém aceitou que a mente de Jodoroswky brincasse com 15 milhões de dólares. Porém, o próprio documentário pergunta: e se ao invés de Star Wars fosse Dune? Como seria a cena de blockbusters hoje em dia?

Mas a Duna de Jodorowsky se desfez em milhões de grãos de areia, que voaram com o vento e caíram em outros filmes. Dune influenciou direta ou indiretamente praticamente todos os filmes de ficção cientifica que vieram depois. O próprio Star Wars tem diversos conceitos chupados. “Exterminador do Futuro“, “Flash Gordon“, “Contato“, “Blade Runner“, “Prometheus” e por ai vai.

Uma nave pirata é atacada. A arte conceitual das naves foi toda desenvolvida por Chriss Foss

O filme jamais saiu do papel.

E se Pulp Fiction foi a bomba atômica, “Dune” de Jodoroswsky continua sendo levada com o vento, e se você fechar os olhos na próxima vez que for ao cinema, poderá ouvir uma voz bem baixinha dizendo “I’m dune… I’m dune… I’m dune… I’m dune…“.

Better Call Saul, Breaking Bad e tudo aquilo que a gente ama

NÓS VOLTAMOS, BITCH!

10 de fevereiro de 2015

2015: estamos de volta a Albuquerque.

E com uma segunda temporada já confirmada, ficaremos por aqui até 2016 no mínimo. Mas dessa vez acompanhado de Saul Goodman. Ou Jimmy McGill. “Better Call Saul” estreou e nossos corações corrompidos pela cor azul, recebeu de braços abertos o advogado mais safado do universo das séries. Depois de um pequeno review do piloto, é hora de falar sobre tudo que a obra de Vince Gilligan representa pra esse blog.

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E enquanto esse vídeo era gravado, o segundo episódio “Mijo” chegou ao Netflix. Dessa vez dirigido por Michelle MacLaren (futura diretora de Mulher Maravilha), “Better Call Saul” mostra que herdou as principais qualidades de “Breaking Bad“. A direção de MacLaren é precisa e consegue dar um tom excelente para as armações & mancadas de Saul. Da tensão total ao alívio cômico em poucos segundos, sem claro, se tornar uma galhofa.

Com acontecimentos que inacreditavelmente se ligam, o episódio foi o start para o que pode ser o principal plot dessa temporada. Fomos apresentados a Nacho, personagem de Michael Mando (que mostrou seu talento em “Orphan Black”). Mais um bom episódio e de fato, estamos diante de uma série com uma herança riquíssima em mãos, mas que já começa a ganhar seu próprio sustento.

Pronto, fim de papo: Marvel vai produzir um filme do Homem Aranha

Agora é oficial. Pode festejar

10 de fevereiro de 2015

Era 02:30 da madrugada, a internet estava prestes a sair das redes sociais e cair no XVIDEOS  sono dos justos, quando BOOOOOOOOOMMMMM! A Marvel revela que sim, vai produzir um filme do Homem Aranha.

Não pegou? Vamos repetir:

A. Marvel. Vai. Produzir. Um. Filme. Do. Homem. Aranha.

Os fãs terão a experiência de ver o Homem-Aranha assumir seu lugar de direito dentro do Universo Marvel dos cinemas” – Marvel

O papo começou em dezembro de 2014, quando supostos hackers da Coréia do Norte vazaram emails da Sony. No meio disso tudo, estava lá uma conversa sobre a Sony liberar o Cabeça de Teia pra Marvel, em troca dela produzir um filme do herói. Depois, o Latino Review garantiu que ele estaria em Os Vingadores 3 emprestado. Igual no futebol manja?

O tempo passou. Os fãs da Marvel sofreram calado. Tudo era apenas um sonho? Era pedir demais ver o maior herói da editora em um filme decente? Pois bem, a Marvel e a Sony anunciaram oficialmente que o Homem Aranha terá seu filme em 28 de julho de 2017.

O Amigo da Vizinhança irá aparecer em algum filme do universo Marvel e logo depois ganhará o seu próprio. A produção fica “meiada” entre Kevin Feige (presidente do Marvel Studios) e Amy Pascal, antiga presidente da Sony Pictures. A nota também deixa entendido que teremos um novo ator escalado para o papel. De qualquer forma, anota ai: JULHO DE 2017, HOMEM ARANHA NA MARVEL.

PODE CHORAR!

Filmes que não damos o devido valor: “No Limite Do Amanhã”

É um filmaço, um dos melhores de 2014, mas mesmo assim ninguém mais lembra dele

10 de fevereiro de 2015

Sim, eu sei. Dei uma conferida aqui no calendário do computador e constatei que estamos em 2015. Quase um ano depois do lançamento de “No Limite Do Amanhã“, filme do diretor Doug Liman que não foi tão bem nas bilheterias, e praticamente passou batido. Inclusive por mim, que só fui assistir quando ele estava quase saindo de cartaz. Mas como nunca é tarde para falar de algo que passou, ainda mais de um filme que trata de viagem no tempo, vamos pagar essa dívida.


No Limite do Amanhã” não só passou batido como também acabou se perdendo em meio a temporada de blockbusters, que em 2014 foi praticamente dominada pelos super heróis. Junte isso ao fato de Tom Cruise despertar mais desconfiança que interesse no público (Nicolas Cage feelings) e pronto: quase ninguém viu.  Porém “No Limite Do Amanhã” é um dos melhores filmes de 2014, misturando guerra, invasão alienígena, ficção científica e um conceito clássico dos games.

O roteiro é livremente baseado no mangá “All You Need Is Kill” e com o subtítulo “Viva. Morra. Repita“, aborda de uma maneira muito interessante as confusas viagens no tempo (olá, Nolan). Mas como já dito, esse conceito de videogame ”morre e volta no começo” foi aplicado de uma maneira perfeita.

MEGERA DE FERRO!

Se as peças irão retornar em seus devidos lugares quando o jogo recomeçar, você automaticamente sai em vantagem. Saber onde seu inimigo estará e usar isso a seu favor. E caso de errado, pode voltar e refazer tudo, até aprender. Viver, repetir e morrer. Viver repetir e morrer… Até vencer.

Viver, morrer, repetir. Viver, morrer, repetir… e vencer

E diferencial do roteiro está justamente em não se prender em uma única situação. Estamos falando de uma guerra, com vários desdobramentos acontecendo. São vários momentos em que o aprendizado do soldado é colocado em cheque (de memorizar uma resposta a memorizar onde um alien irá brotar da terra), e a todo instante nos pegamos pensando em quantas vezes ele viveu aquilo.

[aliá, se alguém soube quanto tempo Tom Cruise fica preso nesse "feitiço do tempo" por favor me avise]

No meio desse morre e volta, Tom Cruise faz muito bem seu papel de marketeiro banana colocado no front de batalha. Emily Blunt com sua espada gigante nos deixa com aquela sensação de “poxa, ela poderia ser alguma heroína Marvel/DC“. Seu papel como MEGERA DE FERRO é simplesmente a parada mais badass de 2014.

O ponto chave para a ação de “No Limite Do Amanhã” convencer, e convencer muito bem, é a escolha do diretor e fazer as cenas com o mínimo de CGI e Tom Cruise e Emily Blunt fazendo tudo na UNHA, sem auxílio de dubles. Um pouco disso pode ser visto nesse vídeo aqui. O produto final é um filme que não perde o ritmo.

No Limite Do Amanhã” diverte, vai além do óbvio, tem conceitos interessantes e é visualmente belo.
Uma boa adaptação de mangá. Agora é hora de torcer para que Ghost In The Shell tenha o mesmo cuidado…

 

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