Um dia sem fotos do “Esquadrão Suicida” é um dia perdido

Episódio de hoje: Coringa

18 de maio de 2015

Quando o David Ayer liberou a imagem oficial do Esquadrão Suicida já sabendo que, devido as gravações a céu aberto, fotos iriam vazar, todo mundo achou uma jogada inteligente. Afinal, pra que deixar toda a glória para os paparazzis seria sacanagem. Acontece que desde então, há duas semanas, TODO SANTO DIA tem fotos dos sets. Sério.

Não sei se as gravações em Toronto serão resumidas em uma cena, por isso ele tá se lascando, mas véi… onde esses caras estão filmando? Na pracinha da cidade? Mas beleza, era foto aqui, foto ali, mas dai BOOOM! Temos pela primeira vez não apenas fotos, mas um vídeo mostrando Jared Leto atuando como Coringa, em uma cena com a Harley Quinn.

Hmmmm…
Hmmmmm….

IH RAPAZ! Não é que o cara é tatuado mesmo? Eu achei que era uma GRAVATA, mas não, é a camisa aberta! O cara meteu tatuagem no peito na mão LOL

Fora isso e o carro do MC Guimê, tá bem cartunesco, não? Colorido, cheio de maneirismos que lembra o Coringa da série animada do Batman. Acho que o Leto vai destruir nesse papel. Pode anotar.

Mas ô Ayar caralho, para de entregar teu filme assim de bandeja, pqp!

“Mad Max: Estrada da Fúria” é o filme que o cinema precisava

Pé no acelerador e poeira na cara!

15 de maio de 2015

- “vamos pro cinema?
- “o que vai passar?
- “ah, um filme lá

Ir ao cinema, ver um filme de verão, sair de lá e 5 minutos depois não se lembrar de mais nada. Essa é a minha vida e tenho certeza que da maioria do público ultimamente. Os arrasa quarteirões estão cada vez mais idênticos, nada ousados, seguindo a mesma estrutura, afinal, se deu certo com o vizinho, pode dar certo comigo.

Mad Max: Estrada da Fúria” veio pra mudar. Lembra do alvoroço da internet com os trailers? O filme -ao contrário de outros- fez jus a espera e entrega um verdadeiro BLOCKBUSTER que tem como missão duas coisas: levantar poeira e te deixar entretido durante 2hrs. Ainda no calor do filme, não pude deixar de compartilhar em vídeo minha empolgação com Mad Max:

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Ossos Cruzados, Capitão América, Falcão e Viúva Negra nos sets de “Guerra Civil”

Filmagens já começaram e temos a primeira visão do vilão Ossos Cruzados

15 de maio de 2015

É GUERRA! O sangue nem esfriou direito e já começou a enxurrada de fotos de “Capitão América: Guerra Civil”. As filmagens do filme já estão rolando e podemos notar pelas locações que se trata de Wakanda, o país do Pantera Negra.

E no meio de imagens do Capitão, Falcão e da Viúva Negra, surge o vilão Ossos Cruzados, vivido por Frank Grillo:

Tempos atrás o Latinão publicou uma série de rumores sobre “Capitão América: Guerra Civil“, incluindo que o Aranha estaria no filme etc. Segundo o site, o Capitão deve morrer no final do filme e o responsável pelo sua morte é o próprio Ossos Cruzados. Mas calma, segundo o Latinão, o Capitas voltaria a vida para a segunda parte de “Guerras Infinitas“. Parece que a estratégia da Marvel seria deixar seu quarteto principal de fora do primeiro filme (Thor estaria no Ragnarok, Hulk sabe-se lá onde, Homem de Ferro no espaço e Capitão morto).

Bom lembrar que nos quadrinhos Ossos Cruzados também já matou o Capitão

Voltando as imagens do set… temos o Capitão no meio de uma multidão em Wakanda, o Falcão de traje novo e a Viúva Negra pra variar linda maravilhosa perfeita diva lacradora usando um confortável RIDER:

Capitão América: Guerra Civil” chega aos cinemas em maio de 2016.

O trailer da Supergirl e tudo aquilo que você já conhece

É um pássaro? É um avião? Não, é só mais uma série de super heróis

14 de maio de 2015

Na verdade a CBS resolveu chamar de “first look” e em 6 minutos de vídeo resumiu o piloto de Supergirl, sua nova série que deve estrear lá pro fim do ano, no chamado “fall season“.

Supergirl é mais uma que pega carona no sucesso dos heróis não apenas nos cinemas, mas agora na TV. Não vejo problema nenhum nisso, cada um consome aquilo que lhe agrada, mas é impressionante como esse trailer, ops, firts look, diz muito sobre o atual momento da TV.

Bom, assiste aê a Supergirl:

História clichê de superação do herói, uma mistura de roteiro de Malhação com alguma comédia meia boca, efeitos especiais do movie maker, vilões da semana, personagens caricatos e dramalhão “óh como eu sofro!“. Resumo da ópera: galhofa.

É… aquilo que você já viu em Flash e Arrow verá em Supergirl. Eu sei que não da pra esperar nada diferente, afinal, o público médio tem preguiça de pensar. E esse vídeo é um exemplo dessa preguiça: antes do piloto ir ao ar os caras já resumem o episódio inteiro pra você. Tá tudo de mão beijada e tal, é pra pegar a pipoca e curtir.

Apesar dos pesares, é um trailer que não me incomoda. Gostei da Melissa Benoist como Supergirl, seria até divertido ver um personagem assim tão descontraído no meio do Universo Dark Gótico Sofrência do Snyder, um belíssimo contraste.

A frase “it’s not a man” diz muito sobre a intenção e espero que poxa, possa agradar as mina adolescentes (público alvo). Nada contra marmanjo gostar, só aceite que isso não é feito pra você. Provavelmente eu assista o piloto, mas tá na cara que não faz meu estilo. Não é porque sou homem ou adulto, é porque meu rolê é outro. Boa sorte pra quem gosta.

Ps: ainnn ela é muito fofa :3

Game Of Thrones está chato?

Mesmo "Kill the Boy" (S05E05) sendo um excelente episódio, tem gente achando a temporada ruim

13 de maio de 2015

Tô parecendo disco riscado repetindo isso aqui no blog, mas a falta de paciência da moçada em ver séries está cada vez maior. A necessidade de ter coisas acontecendo tempo todo desvia a atenção do que existe de mais importante: o desenvolvimento de personagens. Game Of Thrones é uma série que sempre soube fazer isso bem, mesmo com seus diversos núcleos.

Kill the Boy” é um desses episódios que exploram a riqueza da série, e ao mesmo tempo que valoriza alguns personagens chaves dessa temporada, nos mostra mais um pouco de história (que nunca é demais).

Já está mais do que clara a importância que Jon Snow e Sansa terão nesse quinto ato, principalmente quando a guerra entre Stannis e os Boltons promete ser o grande evento desse ano. E enquanto Snow precisa deixar o menino morrer para que, enfim, nasça um homem, Sansa mais uma vez está cercada de pessoas pouco amigáveis.

E se existe alguém pouco amigável em Westeros são os BoltonsRooseRamsay são as últimas pessoas da Terra que você gostaria de dividir um jantar, e claro, sempre sobra pra Sansa, que já virou especialista em momentos desconfortáveis. Conhecer um pouco mais sobre essa família que tem um homem esfolado como estandarte proporcionou um dos melhores momentos até aqui. Quando Roose (homem frio e que impõe medo através do silêncio) conta ao seu filho Ramsay (sádico e provocativo) o que fez a sua mãe você tem uma ideia do quão longe eles podem ir.

Um episódio que valorizou mais uma vez o Norte e deixou de lado a politicagem de Kings Landing. Mas “Kill the Boy” foi longe e nos mostrou aquele que talvez seja o local mais lendário da série: a velha Valíria. E ninguém melhor para nos guiar nessa visita que um certo anão cético que nunca acreditou que dragões batiam asas por ai.

Game Of Thrones: lendas existem

A reação de Tyrion ao avistar o poderoso e imponente Drogon, batendo asas em sua Terra natal, foi incrível e mostra como essa série consegue misturar dramas e fantasia com maestria. Ficou meio forçado um dragão passeando por Valíria justamente quando somos apresentados pra ela, mas tudo bem, é um dragão e longe de mim reclamar.

Tyrion aliás é impecável em todas as cenas, a maneira como o anão consegue interagir com qualquer personagem de Game Of Thrones é única. Depois do ácido Lorde Varys, foi a vez de Jorah Mormont formar com ele uma dupla de ouro. A cena com os escamagris? Sensacional, mais uma veze estamos diante de lendas de Westeros.

As coisas se movem com calma e é preciso olhar além para notar que algo grandioso está nascendo.
Lembre-se: Game Of Thrones não está chato, você que está impaciente.

A decepção de Ultron

É gente, não foi dessa vez...

12 de maio de 2015

Revi “Vingadores: A Era de Ultron“. Estava relutante quanto a isso, mas não poderia deixar passar a oportunidade de ver mais uma vez na tela grande o último filme de Joss Whedon no comando dos Maiores Heróis da Terra.

Estava relutante porque por mais que eu tenha gostado do filme, a sensação de que ele está todo ali, nos trailers, bateu forte depois de alguns dias. Quando eu sai do cinema eu pensei “poxa, os trailers não entregam tudo, tem muita coisa que não mostrou!“. Bom, isso é meio óbvio, mas depois analisando TODOS os trailers, teasers e clipes, eu percebi que sim, era possível criar toda linha cronológica do filme com eles, sem surpresa alguma.

Mas o exagero em trailers é assunto pra outra hora. Hoje quero falar sobre o vilão que fez todo mundo tremer quando soltou um sonoro “there are no strings on me“. Frase essa que, infelizmente, não está no filme. Vai entender…

A fé em Ultron foi tão grande por esse que vos escreve que gravei um vídeo falando de como a Marvel precisava de um vilão de verdade, e que esse vilão seria Ultron. Mas quem diria que esse vilão que não seria apenas um antagonista básico para os seus mocinhos derrotarem viria da TVUltron passou e você provavelmente nem se lembra mais dele muito menos do seus “strings“.

Obviamente a culpa não é de James Spader, que fez um trabalho incrível de voz. Incrível mesmo, digno do peso que eu cogitei que o personagem teria. Porém como já disse aqui quando falei do Coringa do Ledger, atuação não compensa um personagem mal desenvolvido. Ultron é simplesmente outro megalomaníaco que a gente precisa engolir suas motivações.

Pode-se argumentar o quanto quiser, mas Ultron é vazio. Ele nasce, descobre que a humanidade é um mal, entra na internet, se espalha, resolve criar um meteoro, é desconectado e morre. Se a Era de Ultron foi um filme intermediário, seu antagonista foi um passatempo. Aquele lance todo com Pinóquio? Pff.

Ultron: gente não foi dessa vez

Em Cavaleiros do Zodíaco as três Sagas principais do anime possuem o mesmo formato: ir derrotando inimigos menores até chegar no grande chefão. Tipo videogame. E a Marvel parece tirar dai a construção de seus vilões, já que todo mundo sabe que é Thanos o pica grossa da porra toda. Mas poxa, a gente precisa esperar até 2018 pra algo bem construído?

É claro que o personagem não é um desestre, só é esquecível. Passou e ninguém viu. Seu diálogo final com Visão foi bacana, uma bela despedida pra nunca mais voltar. Mas o problema talvez seja outro: eu. Esperar que a Marvel faça algo diferente daquilo que já vinha sendo feito é inocência. Como bem dito pelo Jovem Nerd, Ultron é o vilão piadista que não mete medo justamente porque esses filmes tem uma nova geração como foco. Jamais a Disney deixaria personagem algum colocar uma faca na boca de um gangster e perguntar “why so serious?“. Eu espero demais…

No fim, como disse um cara no twitter, Ultron é o mais humano de todos os personagens da Marvel. Afinal, quem não sentiu vontade de destruir o mundo depois de acessar a internet?

A máfia nada glamurosa em “The Sopranos”

E o dia dia de um homem comum

12 de maio de 2015

Tony Soprano: um pai de família

Já faz um ano desde a primeira vez que fui para o divã com Tony Soprano, desde então, acabei me enrolando e faltou tempo pra terminar de assistir essa que é uma das maiores obras já produzidas.

Se dependesse de mim, a Trindade da Era de Ouro da TV teria Breaking Bad, The Wire e The Sopranos.

Levar praticamente um ano para recomeçar deu um gostinho bacana. Essa espera que passamos todos os anos para acompanhar séries que ainda estão sendo exibidas, eu passei sem querer com Sopranos. Porque eu sabia que depois que eu desse play no S02E01 eu só iria parar no S02E13. E foi assim.

The Sopranos pode ser classificada como crônicas de um homem (mafioso) de família. Ou melhor, crônicas de uma era pouco charmosa da máfia italiana. Cada episódio tem um pouco a mostrar da personalidade de Tony e suas relações com a família e trabalho. É basicamente o dia dia de um homem comum, se não fosse pelo pequeno detalhe do tipo de trabalho que ele faz.

É bacana notar o quanto Tony e seus gangsters são fascinados pelos clássicos de máfia, com diversas citações (e pequenas encenações) de Poderoso Chefão I e II. Essa adoração a a máfia retratada nos cinemas tem tudo a ver com a série, que em momento algum glorifica a “profissão”, mas parece sentir uma certa inveja da Família Corleone. A máfia em Sopranos tem mais dor de cabeça que qualquer outra coisa, e se parece mais com Os Bons Companheiros de Scorsese que com os filmes de Coppola.

Tudo isso representado por Tony Soprano, o mafioso mais humano que você irá conhecer. Colocar o poderoso capo em posição de desconforto frente a psicóloga é genial, ainda mais de uma psicóloga que acaba precisando de ajuda para ajudar o mafioso. Tony sofre com a pressão de comandar uma família tradicional e outra com um certo grau de insalubridade.

No que diz respeito a falta do glamour, o choque de realidade vem quando eles viajam para Itália, a terra mãe, e assistem de perto um pouco da rotina no país que começou tudo disso. De repente, eles parecem brincar de mafiosos com a permissão dos adultos. Tirando as fartas refeições, os italo-americanos se parecem mais com bandidos do bicho mesmo.

Mas não é o glamour (ou a falta dele) que faz de The Sopranos essa série única. O roteiro não se afoga em seu próprio tema e vai, aos poucos, mostrando coisas que ninguém estaria disposto a ver em um filme do gênero. O chefe da máfia local com desinteria tira qualquer ar de deus…

Não é por menos que a narrativa influenciou uma geração de outras séries, inclusive Breaking Bad, e quando mais assisto a Sopranos, mais vejo semelhanças. Mas diferente de Walter White, Tony Soprano não tem um norte definido. Seu dia a dia, seu trabalho e problemas pessoais vão sendo contados ao longo da temporada.

Obviamente, sem nada parecer com a vida de Michael Corleone

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