Os dois lados de uma guerra em novas imagens de “Star Wars: O Despertar da Força”

Capas da revista EMPIRE colocam em destaque os novos rostos de uma antiga guerra

24 de agosto de 2015

Muito se especula sobre a participação do clássico trio de heróis de Star Wars. Afinal, Solo, Leia e Luke seriam apenas coadjuvantes de luxo nessa nova trilogia? Quem vai morrer? Quem vai ser deixado de lado?

Já está mais do que óbvio que a partir de O Despertar da Força, os grandes destaques serão Poe Dameron, Rey e Finn. Novos rostos para uma antiga guerra, que também terá novos antagonistas. A capa da revista Empire dessa semana coloca a Resistência e a Primeira Ordem lado a lado, ilustrando essa nova era.

O que dizer dessas imagens? Apenas sensacional.


A matéria ainda revelou mais uma imagem do vilão Kylo Ren:

Jurassic Park quase ganhou uma animação nos anos 90

Artes conceituais revelam como seriam os traços. E olha, bem maneiro viu?

20 de agosto de 2015

Se em 2015 Jurassic World encantou uma nova geração, se tornou a maior bilheteria do ano e a terceira da história, imagina como foi pra criançada de 1993 ver na tela grande um T-Rex? Um apatossauro? Raptores? Foi uma febre inacreditável o que essa mistura de ciência e tecnologia trouxe pra nós, pequenos garotinhos dos anos 90.

Na época o filme foi um sucesso estrondoso de bilheteria e todo tipo de mídia derivada começou a surgir. Brinquedos, camisetas, figurinhas, bonés… qualquer coisa que pudesse ter a estampa do fóssil do T-Rex teria. Porém só faltou uma coisinha pra brincadeira de marketing ficar completa: uma série animada, coisa bem padrão na época.

Mais de 20 anos depois, o artista William Stout  revelou as artes conceituais dessa animação, que teria os mesmos personagens do filme como Dr. Alan e Ian Malcolm. O projeto não seguiu em frente porque Steven Spielberg não concordou e tudo foi engavetado. De qualquer forma as artes estão aí pra gente ter uma ideia de com seriam os traços. Olha, eu realmente gostaria de assistir a isso:




E aquele tal de Goodnight Mommy, é mesmo assustador?

Então cara. É sim

20 de agosto de 2015

Alguns leitores do Amigos do Fórum já notaram a ausência de posts a respeito de filmes e séries cuja temática seja terror. Dificilmente paro pra ver algum e quando vejo, é porque minha namorada (que adora) meio que me obriga. Mas a culpa da decepção não é minha, sempre vou lá na maior boa vontade, disposto a ser assustado e passar uma noite em claro.

O problema é que sempre morro de tédio e as situações patéticas me causam vergonha alheia. Sério mesmo que você vai descer no porão escuro depois de ouvir um barulho? O terror se tornou um gênero preguiçoso onde o susto e mortes violentas é que dão o espetáculo. Quer dizer, pelo menos lá em Hollywood tá assim.

Quando saiu o trailer de Goodnight Mommy eu realmente fiquei desconfortável. O filme austríaco chamou a atenção da internet justamente por já na suas boas vindas mostrar um pouco de sua proposta: poucos personagens, um lugar afastado e uma relação meio estranha entre mãe e filhos. Goodnight Mommy é um filme perturbador. E eu adorei.

A direção é bem honesta e o roteiro até que simples. Irmãos gêmeos recebem a mãe que acabou de passar por uma cirurgia plástica e volta pra casa com o rosto todo encoberto. Os dois irmãos então estranham o comportamento da mãe e passam a testá-la para saber quem realmente é a pessoa por trás dos curativos.

A grande jogada de Goodnight Mommy é buscar nas coisas simples do cotidiano uma oportunidade para criar uma tensão enorme. Um café da manhã se torna um verdadeiro martírio pro espectador, brincadeira entre mãe e filho então… parece uma versão piorada de Jogos Mortais. É nítido que algo está acontecendo diante dos nossos olhos, o problema é saber o que exatamente.

Aí entra em jogo vários elementos que contribuem pra essa sensação: ausência de trilha sonora, a solidão do lugar onde eles moram, o próprio comportamento dos personagens, tanto da mãe quanto dos gêmeos. Tudo vai criando um ambiente estranho que vai se tornando mais assustador que qualquer mansão mal assombrada. É justamente por seu um lugar simples e comum que o medo vai surgindo aos poucos.

É uma casa… é uma mãe e seus filhos. O que tem de sinistro nisso? “Meu porque eu tô tremendo?“.

Em nenhum um momento a direção pesa a mão pra nos deixar assustados, é tudo muito sutil e feito para mexer com o psicológico. Por se tratar de um filme onde a perspectiva vem dos gêmeos, é normal a figura da mãe muitas vezes parecer diabólica, mesmo quando as situações são coisas simples como se olhar no espelho. Porque no final das contas, são apenas curativos, certo?

Goodnight Mommy é um respiro pro gênero que sofre com o excesso de sangue e a falta de medo. Porque sinceramente, gêmeos agindo de maneira estranha me da mais medo que um fantasminha do inferno.

Show Me a Hero: David Simon de volta pra falar sobre segregação

Criador de The Wire se une mais uma vez a HBO pra contar várias histórias dentro de uma

18 de agosto de 2015

No começo do século XXI, enquanto David Chase entrava com os dois pés na porta da casa da família tradicional americana com Tony Soprano e seus excessos, outro David contava uma das histórias mais bem escritas e com os pés no chão já mostradas na TV. Era Simon e The Wire, série que ficou no ar entre 2002 e 2008 e foi o maior cavalo de tróia já feito desde a Grécia antiga.

David Simon apresentou uma série policial em uma época onde o espectador médio queria ver grandes detetives prendendo bandidos, eram os tempos pós 11 de setembro e o povo americano precisava do heroísmo mascarado em shows de tv. Porém The Wire foi o maior experimento social em frente as câmeras e mostrou que Simon era, além de showrunner e roteirista, um jornalista a fim de mostrar todos os lados de uma moeda.

Essa fixação de Simon por dar rostos para suas histórias também aconteceu em Treme, série que narra os acontecimentos pós Furacão Katrina em Nova Orleans. Enquanto The Wire saia em busca dos personagens das ruas e departamentos policiais de Baltimore, Treme era mais uma declaração de amor a um povo que tanto se orgulha de suas raízes e estavam prontos pra superar uma tragédia.

Toda essa introdução serve pra você se localizar quando ouve “uma série de David Simon” e ter consciência que está prestes a assistir uma provável obra prima. Show Me a Hero é o retorno de Simon a sua casa, a HBO, ao lado um elenco fortíssimo pra contar uma história real sobre segregação e planejamento urbano que aconteceu na cidade de Yonkers, Nova York, no final da década de 80.

No papel de Nick Wasicsko temos o sempre excelente Oscar Isaac, que em 2015 fez questão de estar em praticamente todos os filmes. Pense no agente bom desse cara… Não deu outra: está excelente no papel do recém empossado prefeito de Yonkers que precisa resolver a questão de moradia antes que a cidade se divida e isso se torne um problema de proporções épicas.

Oscar Isaac e David Simon

Tudo começa quando um juiz determina a construção de casas para a população de baixa renda em locais onde vivem pessoas de classe média/alta. Obviamente tais moradores não querem esses “intrusos”, alegando que não tem nada de racismo, é apenas uma questão de justiça e blá blá blá.

O então atual prefeito não consegue entrar com uma ação para invalidar a decisão do juiz, e ao concorrer a reeleição pela sétima vez, acaba sendo derrotado pelo jovem Nick Wasicsko (então vereador). É assim que começa Show Me a Hero e David Simon começa a colocar a mão na massa, para ao mesmo tempo que essas questões políticas são debatidas, nos apresentar outros personagens, aqueles que serão realmente atingidos por essas decisões. Mães, filhos, trabalhadores e claro, traficantes e polícia.

Questões raciais, segregação, imigração hispânica (que quase foi tema de uma das temporadas de The Wire), jogo político. Show Me a Hero será uma minisérie de seis episódios e tem tudo pra ser uma das grandes estreias de 2015. Afinal, não é sempre que temos uma mente tão brilhante e consciente como a de David Simon nos pegando pela mão e conduzindo pelos becos que poucos tem a coragem de pisar.

Vivendo a paranoia de Elliot em Mr. Robot

eps1.7_wh1ter0se.m4v (S01E08) nos coloca pra viver a paranoia de Elliot

18 de agosto de 2015

Mr. Robot chegou ao seu auge nesse S01E08 no que facilmente pode ser um dos melhores episódios em séries no ano. A maneira como tudo foi conduzido até a possível (e esperada?) revelação do plot deixou uma legião de fãs a beira da paranoia. Não que nessa altura do campeonato ser pego de surpresa importe, mas a maneira como tudo aconteceu… porra, foi do caralho.

Na reta final de sua primeira temporada, Mr. Robot já pode ser coroada como uma das grandes estréias de 2015, talvez a mais corajosa entre todas, já que outras novidades desse glorioso ano como Better Call Saul e Demolidor carregavam, querendo ou não, um certo background de qualidade (Breaking Bad e Marvel). Já a série do canal USA chegou apenas com o peito e a coragem.

O mais incrível desse momento chave na série sem dúvidas é como fomos surpreendidos por algo que já esperávamos. Ou não, a internet está tomada por teorias e a mente de Elliot sem dúvidas é a mais estudada há anos. O que realmente aconteceu de fato nesse episódio só saberemos em uma possível grande sacada de season finale, aquele ao melhor estilo Homeland quando Carrie se lembra de um fato importante antes de apagar. PQP!

É impossível esquecer o trabalho incrível de fotografia e trilha sonora. Por mais que você tente, o clima de tensão não sai do seu cérebro. Mesmo em situações banais tudo fica muito estranho e difícil de distinguir o que é real ou mera alucinação. Aliás, existe alguma alucinação mesmo? Estamos sendo levados a acreditar nisso? Ou melhor, nós queremos acreditar nisso? Existe alguma evidência?

Cara. Minha cabeça dói.
A cena no espelho foi espetacular, e várias faces de Elliot revelam muitas máscaras. E o mais bacana, o quarto rosto de cima pra baixo, da esquerda pra direita, é do próprio criador Sam Esmail.



Enquanto a season finale começa a se desenhar (o fim da Evil Corp está próximo?), Mr. Robot já não precisa provar mais nada. Rami Malek conseguiu dar vida a um personagem totalmente original e terrivelmente misterioso. E se a vida é realmente como o próprio Elliot diz, que “todos vivemos nas paranoias dos outros“, posso dizer que hoje eu vivo a paranoia de Elliot.

Se depender das montagens da internet, Ronda Rousey é oficialmente a Capitã Marvel

Fã é com tempo livre sempre resulta em coisas divertidas

17 de agosto de 2015

A internet parece ter elegido de vez sua candidata favorita ao papel de Capitã Marvel, filme que estréia nos cinemas em 2018 e marca o primeiro longa com super heróis da Marvel protagonizado por uma mulher. Ronda Rousey, a rainha do UFC, se tornou a grande musa dos fãs da personagem.

É claro que não existe nada oficial e todos nós sabemos que as chances disso acontecer são nulas, mas porque não imaginar e colocar no papel tal sonho? Em uma sessão de perguntas e respostas, Ronda falou sobre seu lado nerd e deixou todo mundo apaixonado pela mina que colocou a Bethe Correia pra dormir.

Fã de Pokémon, Ronda chegou a moderar um fórum de discussões sobre o assunto. Ela que também arrisca a carreira de atriz, disse que se pudesse escolher um personagem pra interpretar no cinema, seria a Capitã Marvel. Pronto, foi o que bastou pra internet colocar a mão na massa e fazer diversas artes dela vestindo o manto da heroína. A própria Ronda chegou a postar essas imagens em sua conta oficial no instagram:

HAHAHAHA… ela realmente entrou na brincadeira. São poucos que conseguem ser tão íntimos assim do público.
Ai depois você pergunta porque os brasileiros não torceram pra Bethe… porra, quem consegue torcer contra a Ronda em qualquer ocasião.

E bom, se a Nana Gouvêa pode ser uma cientista que salva o mundo de zumbis, a Ronda pode ser a Capitã Marvel.

O mundo que Velcoro, Ani, Paul e Frank mereceram em True Detective

Todos tem o mundo que merecem

13 de agosto de 2015

Foi em uma conversa com Ani no segundo episódio que Velcoro diz a frase que sintetiza essa temporada. Ao falar sobre empresas que buscam no distrito de Vinci incentivos fiscais e principalmente mão de obra imigrante e barata, Ani pergunta a ele se essas coisas não o incomodavam. Então, em uma maneira de tirar das costas o peso de se preocupar com outros, Velcoro diz:

Acho que temos o mundo que merecemos

E no segundo ano de True Detective, Nic Pizzolato nos mostrou que o mundo que seus quatro protagonistas mereciam, nem de longe era dominado por lindos dias ensolarados e esperançosos. Ao contrário de Rust e Cole que ao final do primeiro ano chegaram a conclusão que as luzes estão vencendo a escuridão, Ray, Frank e Paul infelizmente viram suas luzes se apagarem, e Ani precisa se esconder para um dia, quem sabe, ver a tal vitória sobre as trevas.

Com uma temporada corajosa por sair completamente da sombra do primeiro ano, True Detective mais uma vez nos convidou para mergulhar no submundo que é a consciência humana, explorar seus medos e fraquezas, também testar limites e mostrar até que ponto um homem aguenta antes de quebrar.

Em um momento da tv onde a mediocridade virou padrão de consumo e diálogos fáceis, tramas simples e soluções rápidas são a melhor saída pra garantir bondosos elogios de tuiteiros, True Detective navegou por águas difíceis, levou o espectador a pensar um pouco, tirou o doce da boca e serviu alguns legumes.

O fato de muitos se perderem em meio a tantos desdobramentos de um crime que parecia simples, fez com que mais uma vez o foco do principal produto de True Detective fosse desviado. Não importa quem matou Caspere, tanto que ao final, a investigação nem ao menos chegou ao fim. O que interessa na obra de Pizzolatto são seus personagens, que agora são quatro e precisam de um talentoso roteirista pra conduzir em apenas 8 horas de show tantas histórias. E pra isso não faltaram momentos de conversas em uma mesa qualquer…


Velcoro, Ani, Paul e Frank… afinal, qual foi o mundo que eles mereceram?

Brilhante na atuação, Collin Farrell nos apresentou Ray Velcoro, um policial que é o retrato da nova era de anti heróis da tv. Perturbado, violento, pronto a romper aquela barreira que separa homens bons de maus, Velcoro também é um pai amoroso e um homem que fez a justiça que o mundo lhe proporcionou. Sua jornada foi uma das mais belas de 2015 e aquele choque no primeiro episódio, quando ele promete ao garoto que vai estuprar o pai na frente da cabeça da mãe, contrasta de uma maneira incrível com o pai desesperado, a beira da morte, que só quer enviar uma mensagem ao filho.

Ani foi um personagem forte. A policial incorruptível, disposta a sangrar até a última gota para solucionar um caso, descobriu em sua reta final que os braços de alguém pode fornecer carinho. O passado que ela tentou esconder a todo custo, segue como uma sombra maldita, mas felizmente, Ani agora tem a chance de recomeçar. O mesmo não se aplica a Paul que teve um papel quase secundário devido as belíssimas atuações de seus parceiros de tela.

Ao contrário do que se espera, Pizzolatto não nos mostrou de onde vinham suas queimaduras, sua relação difícil com a mãe, seus problemas emocionais… aquela tensão que se criava não precisava de soluções. E isso incomoda muita gente. Como assim você não vai me contar? Não precisava. Assim como Paul, Frank incomodou. E muito. Talvez porque na era de Heisenberg ninguém mais aceita ver um bandido fracassar.

Vince Vaughn teve uma missão nada agradável. Frank Semyon ao contrário do que muitos pensaram, nunca foi um gangster/mafioso/bandidão intocável e poderoso. Longe disso. O próprio Frank se resume com aquela que pode ser a grande fala desse ano:

Eu nasci do lado errado de uma guerra de classes

Frank nasceu do lado errado, mas precisava sobreviver. Era um canhoto vivendo em um mundo de destros. Sua queda foi lenta e prova que na guerra do submundo, ou você vence ou você morre (Cersei <3). Frank não serviu pra bandido e talvez foi o personagem mais humano de True Detective. Ao consolar o filho do amigo morto, ele demonstrou um lado que ninguém quer ver em um cara malvadão.

Sua caminhada final foi um momento inesquecível. A facada que levou por se rejeitar a entregar seu casaco (mesmo depois de entregar 1 milhão de dólares) mostra exatamente o que é Frank: o sujeito agredido o tempo, todo desde que nasceu, mas que também tem seus limites. A facada até que demorou.

Frank achou que sabia o que estava fazendo o tempo… nunca soube. Sua morte foi uma derrota daquele garoto desacreditado pelo pai, caçoado pelos amigos, enganado nos negócios, humilhado no crime. Frank, você já caiu a muito tempo… basta olhar pra trás e ver seu próprio corpo.

O segundo ano de True Detective encerra e já deixa no ar a próxima história que Pizzolatto irá nos trazer em 2016. É preciso valorizar esse tipo de ousadia cada vez mais esquecida. Cada um tem o mundo que merece… espero que no meu tenha mais Pizzolattos brincando com a minha mente, me deixando confuso e ofegante de tensão.

E Caspere? Bem… quem se importa afinal?

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