Um ano de “Ozymandias”, o episódio definitivo de Breaking Bad

"Meu nome é Ozymandias, rei dos reis"

15 de setembro de 2014

Era 15 de setembro de 2013, há exatos 365 dias, quando o episódio definitivo de “Breaking Bad” ia ao ar, e marcaria pra sempre o peso dessa série na vida dos fãs. Recentemente premiada com 4 Emmys pelo episódio, o Amigos do Fórum não poderia deixar essa data passar em branco.

O episódio começa com Walter e Jesse cozinhando. Dentro da linha do tempo da série, a cena aconteceu lá pela primeira temporada. Temos aquele conhecido diálogo entre o tiozão Walter e o menino maloqueiro Jesse. Porém, quando a cena corta para o tempo atual, percebemos foi nesse lugar que Walter resolveu enterrar seus 80 milhões de obamas, e onde acabou caindo na emboscada de Hank.

O roteiro brinca com isso novamente, traçando esse paralelo entre os primeiros acontecimentos até o inferno na Terra que se tornou a vida de Walter, em uma cena pouco notada pelos fãs: Walter, ao empurrar seu galão de dinheiro, passa por uma calça… Olha a genialidade da obra: a calça, nada mais é, que aquela que voa do trailer logo nos primeiros segundos do S01E01.

É interessante o roteiro nos lembrar, mesmo que por poucos minutos, como tudo começou e depois socar em nossa cara a impressionante evolução dos personagens durante 5 temporadas. Ali começou, ali terminou. Walter perde nada menos que TUDO nesse episódio: o parceiro de negócios, o cunhado, a esposa, o filho, seu império e grande parte de sua grana.

Outro ponto importante nesse episódio, é a maneira como brincam com o soneto de “Ozymandias“, que deu nome ao episódio. O soneto fala de um rei arrogante. No soneto, esse rei está caído ao cão, com metade de sua face afundada na areia. Referência total a Walter, que no alto de seu ego, se viu ao chão, destruído.

A cena onde Walter, ao telefone, tem um ataque de fúria ao falar com Skyler, foi tão bem escrita e dirigida, que quase não percebemos a real intenção dele: não fazer de Skyler, sua cúmplice (livrando o pouco que sobrou de sua destruída família de maiores sofrimentos). Esse episódio reúne toda a genialidade de seus diretores e roteiristas, ao resumir em apenas 50 minutos tudo aquilo que a série nos mostrou ao longo de 6 anos.

“Ozymandias” é o melhor episódio de Breaking Bad. Pra mim, o melhor episódio de série já feito. Nada, absolutamente nada, me impactou tanto assim. Foi cruel ver Hank morrendo, cruel ver aquilo acontecendo com Jesse, cruel ver Walter Jr., que tanto idolatrava o pai, precisando tirá-lo de cima da mãe. Tudo aquilo que Walter temeu durante 5 temporadas, aconteceu em apenas 50 minutos. Jamais será esquecido.
Pra fechar, deixo com vocês a canção “Take My True Love By The Hand“, trilha sonora do episódio:

“Pulp Fiction”, a BOMBA ATÔMICA do cinema

20 anos depois, o estrago ainda é sentido

15 de setembro de 2014

Quando um negro é estuprado por dois brancos sadomasoquistas num porão de uma loja de armas, em um filme distribuído pela Disney, percebe-se que uma bomba atômica estava prestes a explodir e pouca coisa ficaria em pé. Extremamente violento, com uma linha do tempo distorcida e muito bem montado, Pulp Fiction – Tempo de Violência é, de longe, o filme mais influente dos anos 90.

O filme mais influente da década de 90

O roteirista e diretor Quentin Tarantino, que dividiu o Oscar com outro maluco, Roger Avery, arremessou a tradição da linguagem disparatada, ritmica e prolixa dos textos de David Mamet a patamares inimagináveis da cultura pop.

Os ingredientes do que eu chamo de “bomba atômica de Tarantino” incluía filme de gangsters, de crimes e noir completamente misturados com a violência absurda dos quadrinhos, vídeo games e animação japonesa. E o recipiente era estruturado com a fragmentação de filmes clássicos experimentais como Cidadão Kane (Citizen Kane), Rashomon e La Jetée (curta metragem dos anos 60 que inspirou diretamente Os 12 Macacos, de Terry Gilliam – tem no YouTube, veja). O potencial de destruição era inimaginável.

Pulp Fiction entrelaça três histórias, uma delas que arremessou definitivamente Samuel L. Jackson para o primeiro time de estrelas de Hollywood e sozinha deu um reboot na carreira de John Travolta. O texto contava a história de dois capangas que filosofavam sobre nomes franceses de fast food americano e citavam a Bíblia durante o trabalho. Outra era sobre um boxeador (Bruce Willis) nitidamente inspirado em personagens de filmes noir dos anos 40, talvez o único não vilão da história, que em determinado momento atropela violentamente o espectador e o transporta para dentro de um desenho animado insano adulto sadomasoquista com cenas que ninguém imaginaria em um filme da Disney.

Pois sim, a Miramax era o braço independente da Disney.

No texto de Quentin Tarantino nada é gratuito

E a terceira (ou segunda, ou primeira, tanto faz) era uma história de romance entre um capanga e a mulher do seu chefe em que tudo vai da situação perfeita ao inferno em uma cena. É uma mistura improvável de humor, musical e terror dentro de um filme de gangsters. No texto de Quentin Tarantino nada é gratuito. Há um método por trás dele e tudo é magistralmente amarrado e nem todo mundo percebe. Um ótimo exemplo é a citação da famosa passagem do livro de Ezequiel feita por Jules antes de atirar no sujeito que come um Kahuna’s Burger. A cena é reconhecida como uma das máximas do cinema, mas quando o personagem cita novamente a passagem em um momento de decisão maior da sua vida ninguém percebe.

Jules não atira nos assaltantes na lanchonete como atirou no sujeito que roubou Marcelus Wallace pois seu objetivo mudou: o tiro que ele não dispara acerta a sua própria vida. Tarantino desmontou o personagem, tirou o terno que o caracterizava como capanga e o mandou pra casa de bermuda florida e chinelo. Genial. Tamanha profundidade em um filme aparentemente superficial carregado de violência e vilões era surpreendente. A destruição de certos pilares estéticos de Hollywood era inevitável.

“Mamãe, eu preciso ser Quentin Tarantino

A partir daí a onda de choque da bomba atômica de Tarantino havia arremessado o consumidor de cinema para uma zona em ele aceitaria violência e diálogos como algo natural e isso criaria uma legião de diretores e roteiristas wannabes.

Quentin Tarantino e Roger Avery inauguraram um subgênero, e a lista de filmes inspirados pela linguagem criada por eles é interminável. 20 anos depois do lançamento de Pulp Fiction e vira e mexe sai um novo filme com inspiração direta nele, como o recente O Conselheiro do Crime (The Counselour), de 2013. Certos diretores conseguiram alavancar a carreira graças ao sucesso de Pulp Fiction, seja por méritos próprios ou por receber a radioatividade da bomba atômica de Tarantino. Memento, filme experimental de Christopher Nolan e Os Suspeitos (The Usual Suspects), único filme bom da carreira de Bryan Singer, são exemplos diretos dessa influência.

Até o talentoso diretor inglês Guy Ritchie, mais conhecido como ex-marido da Madonna, fez carreira copiando fielmente o estilo tarantinesco com Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (Lock Stock and Two Smoking Barrels), Snatch: Porcos e Diamantes e Rock’n Rolla.

O truque da grandiosidade dessa obra de Tarantino está nos detalhes. A genialidade de Tarantino está em se colocar no papel do espectador e fazer o filme que ele quer assistir. Isso é honestidade, coisa rara em Hollywood nos dias de hoje. O cinema em geral teima em usar o texto para explicar detalhadamente a história do filme para o espectador não precisar pensar. Tratar o espectador como um idiota e entregar um texto para idiotas reduz substancialmente as chances de errar, mas não empolga.

A fórmula secreta de Hollywood para fazer uma bomba (com a esperança de que ela faça barulho, mais do que estragos) é colocar um texto fácil e envolvê-la com muitos efeitos especiais para disfarçar os problemas. E essa bomba é popularmente conhecida como “blockbuster”, ou arrasa-quarteirão.

Pois é. Enquanto Hollywood não consegue destruir nada além de um quarteirão com queijo, Tarantino acendeu o pavio de uma bomba atômica que alterou a realidade do cinema dos últimos 20 anos. E sem usar efeitos especiais.

Zed’s Dead, baby. Zed’s Dead.

Texto de autoria de Castrezana, o Nerd Rabugento

EITA MESMO! Giovanna do Forninho virou personagem de MANGÁ

Vocês perderam os limites

15 de setembro de 2014

Giovanna do Forninho é simplesmente o melhor viral de 2014 (porém o vídeo original é de 2013). Você pode encaixar a palavra “forninho” em qualquer situação, basta usar sua imaginação zuera never ends internética.

MAS a parábola do Forninho foi longe, looonge demais e caiu em uma mídia famosa por criar possibilidades ilimitadas. Como a história de uma garota que se apaixona pelo Forninho Senpai. Sim, estou falando de Giovanna em Mangá.

Meu deus a internet… ela não tem limites.
Bom. Melhor que “A Lenda do Santuário” é pelo menos…

Via

Hoje é Dia do Cliente na @garagemkorova e tem camiseta TDK pra você

Camisetas em até 30% OFF. É HOJE CARAS!

15 de setembro de 2014

Não é de hoje que recomendo as camisetas da KOROVA para os amigos do fórum. Uso e confio, basta dar um rolê pelo meu instagram ou acompanhar o VIDEOCAST. E como boa parceira, a KOROVA sempre me procura pra divulgar pra vocês descontos especiais que sempre ocorrem.

No calendário, hoje é 15 de setembro, DIA DO CLIENTE. E como cliente e amigo do fórum tem sempre bom gosto, a KOROVA está com descontos de até 30% OFF em camisetas e moletons.

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MAS claro, não é só isso. A KOROVA preparou um presente pra vocês: uma camiseta The Dark Knight! Não é sorteio, vamos DAR a camiseta para o amigo do fórum mais criativo na resposta:

Qual a situação mais BIZARRA você já passou como cliente?

A resposta mais criativa leva uma camiseta.
Ah, claro, não deixe de conferir o estoque da KOROVA que tá cheia de camiseta FODA! É sério!

UPDATE: o vencedor da promo foi o amigo Roger Santos com sua triste história do VIDEOGAME QUE ESTRAGA TV:

Batmóvel, Visão e qualquer coisa agora é NOOOOOOSSA!

Videocast Amigos do Fórum #07

12 de setembro de 2014

Olá amigos do fórum.

Em menos de uma semana, vazou fotos de famosas, do Visão e do Batmóvel. Mas como não somos machistas, voltamos nossos olhos apenas para o novo carro do Batman e mais novo membro de Xuxa Reque… digo, Os Vingadores 2. Pra fechar, falamos sobre as séries de super heróis e como qualquer coisa hoje em dia relacionada a Marvel/DC é nooooooooooooooossa.

Batmóvel, Visão e qualquer coisa agora é NOOOOOOSSA!

Links comentados:

>> CANAL AMIGOS DO FÓRUM
>> CANAL NERD RABUGENTO
>> CANAL QU4TRO COISAS

Guia Básico de Bons Filmes para Iniciantes no NetFlix – Parte 3: Clássico é clássico

Tá perdido? Não sabe o que ver? Calma, o Amigos do Fórum te ajuda

11 de setembro de 2014

Muito bem amigos do fórum, estamos de volta com o GUIA BÁSICO DE BONS FILMES, mas como a vida é mamão com açúcar, um guia baseado em filmes disponíveis no NetFlix. Hoje é dia de CLÁSSICO, vamos tirar a poeira das prateleiras e falar de alguns filmes que você não tem outra opção na vida, além de assisti-los. De Robert De Niro a Stanley Kubrick, vamos lá!

Pra não ficar uma lista extensa, vamos dividir esse guia em quatro partes:

Três Homens Em Conflito

Do diretor Sérgio Leone, simplesmente o maior nome do gênero western (por aqui chamado de bang-bang), “The Good, the Bad and the Ugly” é considerado por muitos, o melhor filme de velho oeste. Estralado por Clint Eastwood, é uma obra definitiva pra você que deseja se aventurar no gênero. Se prepare para as longas tomadas de Leone, sua fotografia impecável, e grandes trocas de olhares antes de disparar aquele tiro certeiro. Ah, é desse filme também que temos a trilhas sonora que é, definitivamente, a mais conhecida do cinema western.

Só uma curiosidade: George Lucas se inspirou em uma cena de “Três Homens Em Conflito” para fazer a famosa “Han shot first” em Star Wars.

Scarface

Um filme que figura fácil entre os melhores do gênero máfia. Porém saem os italianos e entram os cubanos, sai Chicago e entra Miami. Com a palavra “fuck” sendo dita 182 vezes (diz a lenda que a banda Blink 182 pegou dai o número), o “Scarface” de Brain de Palma, tem Al Pacino totalmente alucinado, em uma de suas melhores atuações. O filme é, na verdade, uma refilmagem do original de 1932. É, de fato, um dos meus filmes favoritos e acompanhar a ascensão e queda de Tony Montana é uma excelente experiência.

Não sei bem exatamente o que nesse filme me faz lembrar Breaking Bad (não se deve ao fato de Don Eládio e Hector Salamanca estarem no elenco)…

Janela Indiscreta

Após fraturar a perna, o fotógrafo e jornalista Jeff fica em repouso. Da janela do seu apartamento, ele observa o cotidiano de seus vizinhos. É assim, com uma proposta bem simplista com poucos cenários, que Alfred Hitchcock mostra porque é considerado um gênio, não só do suspense, mas também do cinema.  Um filme repleto de mistérios e tensões, uma das maiores obras do diretor, que além de “Janela Indiscreta“, ainda possui outros três filmes no catálogo: ”Psicose“, “Ladrão de Casaca” e “Marnie, confissões de uma ladra“.

Pulp Fiction

Apenas o melhor filme de Quentin Tarantino. Como disse meu amigo Nerd Rabugento no Videocast AdF: “uma bomba atômica no cinema“. A maneira como Tarantino “embaralhou” seu filme, com um roteiro sem ordem cronológica e recheado de diálogos memoráveis, faz de “Pulp Fiction” uma obra totalmente original e sem precedentes. O filme traçou um ponto no cinema, e dali pra frente muitos iriam se inspirar na obra de Tarantino. Isso sem mencionar a excelente trilha sonora, que até hoje é exaltada.

É, de fato, uma bomba atômica.

Taxi Driver

Taxi Driver” é um filme fora do comum, que sempre me deixa com sentimentos estranhos após seu final. Travis é um dos melhores personagens do cinema, e sua loucura nada mais é que o retrato de milhares de pessoas solitárias e doentias, que não precisam mais do que duas palavras para cometerem loucuras. Martin Scorsese passeia por uma Novas York imunda, coberta pela sujeira humana, reflexo total de sua infância no Queens.

Robert De Niro pra variar, incrível e memorável, e seu taxi, nada mais é que uma testemunha ocular de toda podridão humana. Um filme essencial pra qualquer fã de cinema.

Carrie

Se você (com toda razão), não gostou da Carrie de 2013, interpretada pela Chloë Moretz, está na hora de procurar no diretor e elenco certos uma boa adaptação da obra de Stephen King. Carrie é um filme muito interessante, colocando Sissy Spacek no papel de uma garota que, além de sofrer bullying na escola, tem na suacola Piper Laurie, vivendo uma mãe fanática religiosa. Um belo filme de horror dirigido por Brian de Palma.

Tanto Sissy Spacek quanto Piper Laurie foram indicadas ao Oscar pelo seus papéis.

Laranja Mecânica

Finalmente o gênio Stanley Kubrick em nosso guia! Infelizmente, o diretor tem apenas um filme no catálogo, mas, somente ele, vale pela metade de tudo que tem lá. “Laranja Mecânica” é, ao lado de “2001“, a obra máxima de um cara que não soube o que era fazer filme ruim enquanto vivo. Cultuado por muitos hipsters, entendido por poucos, “Laranja Mecânica” é um filme controverso, que explora até onde um ser humano pode ter sua essência alterada, e ser transformado em algo que não lhe é natural. Uma laranja mecânica.

Um clássico. Um outro nível de cinema. Uma obra que pode te influenciar a conhecer melhor um dos melhores, ou então melhor, diretor de todos os tempos. Vida longa a Kubrick!

Faltou algum clássico? Claro que sim!
Mas agora é com vocês deixarem ai nos comentários clássicos que mereçam estar aqui. Vai lá!

Compartilhar a experiência é o grande prazer dos cinemas!

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