O filme do Boruto: lá vamos nós confiar no Kishimoto mais uma vez…

Talvez eu de outra chance pro Naruto...

24 de junho de 2015

“Pela primeira vez neste 11º filme de Naruto, eu escrevi o roteiro sozinho, dei as ideias para o design dos personagens, refinei-os até estar satisfeito, e depois discuti mais com a equipe à procura da perfeição. Após a série terminar, eu utilizei todo o tempo que dedicava ao mangá para este filme. Aqui está o filme de Naruto que eu realmente queria fazer. Uma última palavra… agora eu não posso desenhar mais do que isto…”

Você confia nas palavras de Masashi Kishimoto?

Tudo bem que depois de “The Last: Naruto” fica difícil, mas convenhamos, o cara que criou a porra toda deixaria nas mãos de outras pessoas o final definitivo de sua série? 15 anos de trampo jogados nas mãos de outros roteiristas? Se seguirmos a lógica isso jamais aconteceria, mas como tudo nessa porra é sobre dinheiro, vai saber…

O final do mangá foi básico demais e o filme não acrescentou nada. Não que nós, fãs de Naruto, precisamos de um final putaqueparível ou todas as explicações do universo, MAS algo decente cairia muito bem.

Hoje foi lançado oficialmente o primeiro trailer de “Boruto: Naruto the Movie” (que desgraça de nome) e alguns rostos conhecidos estão de volta. O que realmente me chamou atenção foi o Sasuke treinando o Boruto, achei do caralho! Sabe porque? Por que é IDÊNTICO ao final que sempre tive em mente. Em um post de outubro de 2014 eu falei sobre ele:

Sasuke e Sakura tem um filho e a linhagem dos Uchihas continua, Naruto vira um Jiraya 2.0 e sai pelo mundo como andarilho, um verdadeiro Ero Sennin. Naruto volta então para Vila e treina o filho de Sasuke. Kakashi coroa Sasuke como Hokage e se aposenta. Naruto deixa a vila e continua sua perigrinação.

Aconteceu exatamente isso, só que com personagens diferentes. Sasuke virou o andarilho que irá treinar o filho do amigo. HAHAHA, toma no c*… quero meus créditos!

Hehehe, brincadeiras a parte, se liga no trailer:

O filme estréia em agosto no Japão. Espero que seja bom.

Shingeki no Kyojin: vai ter Eren Titã e manobras radicais

Filme em live action estréia em Agosto no Japão

23 de junho de 2015

Já que anime que é bom só em 2016, o jeito é se contentar com a adaptação em live action de Shingeki no Kyojin (ou Attack On Titan) para os cinemas. O filme está bem próximo de estrear no Japão e ganhou novos vídeos.

Bem melhores que o trailer oficial, os novos vídeos confirmam Eren em sua forma Titã e mostram como ficaram os efeitos do equipamento de manobra tridimensional. No anime é bem bacana, mas no filme ficou parecendo coisa de fã que renderizou no PC da firma.

Obviamente não dava pra esperar super produção (isso só vai acontecer se cair nas mãos de Hollywood) em efeitos especiais, mas todo o resto está bem interessante. Do figurino a ambientação. Ah, o Titã Colossal tá legal também. ENFIM, veja ai.

ps: os thumbnails são iguais, mas os vídeos são diferentes =D

Essa imagem não é uma pintura, são mais de 1 milhão de blocos de Minecraft

Durante 23 semanas e meia e utilizando 1.128.960 milhão de blocos, um artista prestou uma homenagem aos jogos da Blizzard

23 de junho de 2015

SIM MEU AMIGO ESSA FOTO ABAIXO NÃO É UMA PINTURA, SÃO BLOCOS DE MINECRAFT:

Cara, tem coisas que estão além da minha compreensão e tudo que posso dizer é PUTA QUE PARIU!

Um cidadão chamado Thorlar resolveu levar a Pixel Art para outro nível após passar mais quase 2 anos recriando no Minecraft uma referência aos jogos da Blizzard. Foram mais de 1 milhão de blocos que resultaram em uma imagem inacreditável quanto vista por completa, cheia de detalhes que parecem impossíveis quando vistos de perto.

O trabalho de Thorlar foi acompanhado ao vivo pelo site de streaming Twich. Com isso ele pode ter quebrado um recorde de maior Pixel Art já feito. Simplesmente surreal esse vídeo:

Dois anos,
Mais de um milhão de blocos,
Zero beijos na boca,
Nome gravado na história do game.

É… valeu a pena.

As novas (e perturbadas) faces de True Detective

"The Western Book of the Dead" da boas vindas a segunda temporada apresentando as novas mentes a serem dissecadas por Nic Pizzolatto

22 de junho de 2015

Em 2014 o mundo voltou os olhos para True Detective e ficou assombrado com as atuações de Matthew McConaughey e Woody Harrison. Aplaudiu e premiou com Emmy a direção de Cary Fukunaga. Mergulhou de cabeça na história de Nic Pizzolatto. Aclamada, a série retorna para sua segunda temporada trazendo da primeira apenas seu criador e showrunner, Pizzolatto, e apresentando um novo universo e elenco.

Sai de cena os pântanos melancólicos Luisiana e entram as agitadas auto estradas de Los Angeles e seus arredores. Deixando pra trás o ar místico e com um tom mais urbano e policial, True Detective começa uma nova jornada e dessa vez assombrada pelo passado de sucesso. Se por um lado isso da credibilidade ao seu criador, do outro rola uma cobrança exagerada e estranheza do público.

Agora com quatro personagens dividindo tempo e atenção em tela, a série precisou do primeiro episódio para nos apresentar um básicão de seus novos protagonistas, que conhecendo bem o trabalho de Pizzolatto, saberemos tudo o que eles tem a esconder nos próximos episódios. Afinal, True Detective é sobre quem resolve os casos, não sobre os casos. Não importa que matou ou morreu, mas sim a jornada de cada um até chegar a essa conclusão.

A filosofia de Rust deu lugar ao soco inglês de Ray

Explorar o psicológico de um detetive dominado pela raiva, de uma policial que fracassou na típica jornada feminina de casar e “ser feliz”, do patrulheiro cujo as cicatrizes na pele são mais profundas do que aparentam ser e do típico empresário que possuiu um leve desvio de caráter, será a missão dessa segunda temporada.

Apesar de soarem clichês a primeira vista, eles ainda tem sete horas de histórias para serem contadas. O destaque desse início de jornada por cenários cinzentos e escuros é de Colin Farrell, que da vida a Ray Velcoro. Sua ligação com o empresário Frank Semyon (Vince Vaughn) da sinais de que é mais complicada que parece. O detetive tem problemas pessoais de sobra e tudo indica ser consequência desse estranho relacionamento. E claro, é de Ray a melhor a mais tensa cena desse primeiro episódio que já deixa claro que teremos um tom mais violento.

Mais voltada a dramas policiais (alguns já apontam similaridades com filmes noir, principalmente “Chinatown”), True Detective tem tudo para explorar de uma maneira totalmente criativa um tema já bastante gasto por séries e mais séries que tratam o espectador como idiota. Se você sentia falta daquele clima realista e cru de The Wire, talvez devesse voltar os olhos para essa temporada.

Se o lema desse ano é “temos o mundo que merecemos“, já deu pra perceber que nenhum desses quatro merece grande coisa.

O que as meninas de Orange Is The New Black podem te ensinar?

Terceira temporada supera suas antecessoras e continua nos ensinando

22 de junho de 2015

Sabe quando alguém te pergunta “sobre que é tal série?” e você faz um resumo bem bosta, tentando resumir o máximo possível? “Ah Sons Of Anarchy é sobre motoqueiros“, “The Sopranos é sobre máfia“, “House Of Cards é sobre política” e etc, etc. De fato, essas séries podem até ter como base esses temas, mas sempre serão sobre comportamento humano. E a bola da vez pra ganhar esses resumos espetaculares é Orange Is The New Black.

É uma série sobre mulheres presas“, “série de lésbicas“, “série de mulher“. Tem gente que se recusa a ver por isso e tem gente passa vergonha ao fazer uma entrevista também achando que só tem isso: mulher, lésbica e cadeia (mesmo se fosse só isso já estaria bom, rs). Mas na boa, se existe uma série humana que pode te ensinar muita coisa, mostrar o quão maravilhoso é o mundo da diversidade e diferentes comportamentos, essa é Orange Is The New Black.

A terceira temporada repete o padrão de qualidade de outras passadas e continua colocando em pauta, sem nunca ser didática ou forçada, assuntos que hoje em dia estamos mais abertos a debatê-los e aceitá-los. Com o roteiro firme e forte em misturar momentos dramáticos seguidos de situações cômicas, OITNB é não somente deliciosa de se assistir, mas também um forte soco na cara em certos momentos.

Quando você coloca duas pessoas iguais, do mesmo gênero, raça, fé e orientação sexual pra conversar, provavelmente terão como assunto seus próprios mundos. Será difícil sair da casinha e caso saiam, o que elas podem dizer sobre aquilo que não conhecem? Desse mal OITNB não sofre, já que a diversidade de mulheres ali é tão grande que temos uma belíssima oportunidade de conhecer aquilo não acontece em nosso dia-a-dia.

Aprendemos com Big Boo que ninguém deve ser invisível. Aprendemos com Daya o quão difícil é encarar uma gravidez quando o pai comete o “aborto paterno” e abandona criança e mãe. Aprendemos com Norma até onde o fanatismo religioso pode ser prejudicial, mas também aprendemos com Black Cindy que cada um tem direito a exercer sua fé como quiser. Aprendemos com a Tiffany o quanto a sociedade teima em culpar a mulher em casos de estupros. Com Sophia aprendemos que transfobia mata. E aprendemos com a Pipper que se ela se esforçar bastante, quem sabe o cérebro de mulher dela não faça algo útil…

OITNB não se porta em momento algum como um “textão” ou tem como objetivo te mostrar o sofrimento dessas mulheres e te fazer sentir peninha. Longe disso, a série é uma aula de como nos fazer ter empatia pelo próximo e isso é fantástico. Até mesmo as piadinhas com escravidão e anti-semitismo no fundo tem alguma coisa a dizer.

Já que pelas novas regras do Emmy, OITNB não pode mais ser considerada “comédia”, já faço aqui meus votos: a terceira temporada MERECE ser indicada a Melhor Drama. Enquanto House Of Cards se acomodou, OITNB se supera a cada novo diálogo, a cada nova temporada, a cada flasback pra nos contar um pouco mais sobre seus personagens.

Aprender é sempre bom. Aprender com Orange Is The New Black é melhor ainda.

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