Luther e as problemáticas séries de “casos da semana”

Série britânica até que é boa, bonita, mas peca ao criar situações extremas e personagens semanalmente descartáveis

20 de março de 2015

Tenho um certo problema com séries que tratam seus espectadores como pessoas que não possuem mais do que dois ou três neurônios. Séries que abusam das repetições de roteiros, desenvolvimento raso de personagens e a batida fórmula de criar super gênios problemáticos que perseguem super gênios do crime.

E praticamente todas as séries com a pegada “casos da semana” possuem esse problema. Diferente de obras que levam até cinco temporadas para levar o protagonista do ponto A para B, esse tipo de série fatia seus personagens, colocando eles em situações absurdas a cada episódio. E uma que, infelizmente, acaba caindo nesse poço de preguiça é “Luther“.

Luther” é uma série da BBC inglesa que mostra a vida e obra do detetive John Luther, que assim como todos protagonistas de séries policiais, é dotado de uma capacidade única de desvendar casos, situações e leitura de criminosos. Luther é vivido por Idris Elba, um excelente ator que, francamente, se não fosse por ele, dificilmente a série ganharia notoriedade.

Luther se assemelha a toda a gama de personagens geniais com seus problemas de personalidade ou pessoal, como Sherlock, HouseCal Lightman e etc. Mesmo que o próprio criador da série tenha admitido que Luther é uma versão século XXI do famoso detetive britânico, a série soa pouca criativa. Por outro lado “Luther” possue uma fotografia muito peculiar, e atuações como de Idris Elba e Ruth Wilson, dão a ela um certo tom de originalidade.

A belíssima fotografia e esses dois cidadãos ai, conseguem dar um diferencial a “Luther

É claro que existem momentos interessantes e pode ter certeza que eu jamais dedicaria um post pra “falar mal” de Luther. Como hoje em dia tudo é 8 ou 80, algumas pessoas sensíveis acham que se você gosta de algo, é proibido apontar os defeitos. E se eu aponto esses defeitos de Luther, esteja certo de que a série tem um enorme potencial desperdiçado.

Meu problema com os chamados “casos da semana” é justamente a preguiça em focar no que realmente importa: seus personagens. Ao se dedicar em criar assassinos obsessivos, maníacos sexuais, serial killers ultra espertos TODA.SANTA.SEMANA. a série poderia muito bem focar em John Luther, um personagem totalmente perturbado com trabalho e suas consequências. Mas ao deixar isso de lado, Luther acaba ficando no básico e não mostra nada do que já foi visto.

Luther” merece sim vários elogios, mas todos eles deveriam ser direcionados ao excelente Idris Elba, um cara que realmente sabe o que está fazendo. A série britânica irá ganhar um remake americano e Elba está entre os produtores. Duvido que mude algo, a fórmula batida é sucesso, todo mundo gosta de ser surpreendido semanalmente sobre óh, quem será o assassino dessa vez? Bom, melhor ligar para o Luther.

Personagens da Marvel enfrentam os clássicos da TV Manchete

Ilustrador brasileiro consegue criar o crossover mais divertido de todos os tempos

20 de março de 2015

O Invencívil Homem de Ferro vs O Fantástico Jaspion

Nasci em 1987. Sabe o que isso significa? Que a TV Manchete foi a babá que minha mãe não pode pagar. Bastava ligar a tv, ligar na Manches™ e pronto, eu passava o dia lá. Diversas vezes aqui no blog eu falei o quanto os desenhos e seriados da década de 90 marcaram minha infância e por culpa deles estou aqui hoje, escrevendo esse post.

A Manchete era o principal meio de me aproximar com o fantástico, já que no interior não existia cinema, banca de revistas e tv a cabo. Sério. Então cresci e tenho um carinho muito grande pelos icônicos personagens que deram as caras por lá. JaspionBlack Kamen Rider, Cavaleiros do Zodíaco, Jiban, Shurato… enfim.

Eis que o brasileiro Kiko Mauriz resolveu prestar uma homenagem a todos esses gigantes colocando eles pra sair na mão com os personagens da Marvel, que voltaram a fazer parte do imaginário da criançada. Ficou SENSACIONAL!

Veja todas as ilustrações clicando aqui!
Deu até vontade de chorar vendo essas ilustras <3

A beleza do cinema: o primeiro e o último frame de um filme

Trabalho seleciona o que vimos por primeiro e por último em grandes obras do cinema

19 de março de 2015

A primeira impressão é a que vida, já dizia o ditado. E o que dizer da primeira cena, primeiro frame de um filme? É possível que nesse segundo, nesse primeiro contato dos seus olhos com a película, é possível sentir algo? Prever algo?

Bom, grandes obras do cinema possuem cenas tanto iniciais quanto finais espetaculares, algo que provalvemente poucas pessoas param pra pensar e analisar. Foi ai que surgiu esse compilado, que captura a primeira e a última cena de um filme e coloca lado a lado. Simplesmente espetacular, pra nos lembrar que cinema é mais que uma indústria…

Cinema é arte!

Cara, que espetáculo!
Da até um nózin na garganta…

Her (2013)

Birdman (2014)

Garota Exemplar (2014)

Kill Bill Vol. 2 (2004)

2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

Foda pra caralho, pqp.

Bom, esse é o primeiro trailer do live action de “Attack On Titan”

Primeiras imagens do filme foram divulgadas na TV japonesa

19 de março de 2015

Os japoneses tem um estilo bizarro de programas, onde a carinha dos convidados ficam na tela mostrando a reação deles ao vivo exibido. Diferente das reações extremas dos mangás e animes, os japas desse programa não demonstraram muita empolgação com o primeiro trailer (vamos dizer que é) da adaptação live action de “Attack On Titan“.

As filmagens foram feitas na Ilha Hashima, uma ilha abandona no Pacífico. Nessa primeira visão do filme, já deu pra identifica aquele titã escroto que come a mãe do Eren e o fodão Titão Colossal.

[atualizado] O trailer foi disponibilizado na íntegra:

Cara, eu gostei dos trajes, os efeitos são aquilo ali, não da pra ser melhor. O problema de Attack On Titan é que ele é violento e sanguinário ao extremo, será que farão isso pra cinema também? Outra coisa é a choradeira desnecessária que a história tem, pqp, metade do tempo é choro.

Olhando assim de longe, a Muralha ficou foda! Bem rústica, né?

Manda mais que tá poco: comercial fodástico de “Vingadores: A Era de Ultron”

Iron Man. Capitão América. Viúva Negra. Hulk. Thor. Gavião Arqueiro. Feiticeira Escarlate. Mercúrio

19 de março de 2015

Ih rapaz, a gente pensou que depois do terceiro trailer oficial, pouca coisa nova iria aparecer. Mas a Marvel sabe trabalhar aquele sentimento de NOOOOOOOOOOOOOOSSA dentro de nós e lançou mais um comercial cheio de cenas inéditas e com muita pancadaria.

Ah, e ao menos que seja mais um truque sujo de edição, temos a resposta pra pergunta que não deixou ninguém dormir: DE QUEM É A PORRA DA GARRA?



Assunto encerrado?

Trailers, posters, teasers… estamos vivendo na Era do NOOOOOOOOSSA

Estúdios malandros + mídia caça clique + fãs histéricos: nooooooooossa!

18 de março de 2015

Há algum tempo a expressão “qualquer coisa é nooooossa” ganhou a internet. Me lembro quando o @policiasurpresa tuitou isso lá em 2011 e praticamente todos os exageros sem sentidos passaram a ser resumidos em “noooooooossa”.

Trazendo pra dentro do contexto desse blog, o “nooooossa” virou sinônimo de notícias sem a menor importância que acabam tomando uma proporção enorme. Um teaser pra anunciar um teaser trailer? Um poster pra anunciar um teaser poster? A Era do NOOOOOOOSSA chegou. E não tem volta.

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The Walking Dead: o sacrifício de personagens para fãs sedentos por sangue

Sangue, sangue, sangue... estão entretidos?

17 de março de 2015

Há mais ou menos duas semanas atrás falei sobre como a chegada de Rick e sua turminha mto loca aos portões de Alexandria seria um ponto importante para a série. Durante cinco temporadas e meia, vimos como o grupo tentou sobreviver a todo custo, migrando de um lado para o outro, sem esperanças de um futuro. Enfim, sobrevivendo hoje para poder sobreviver ao amanhã.

Quando os portões da pequena comunidade cercada se fecham, Rick e todos aqueles que perambularam por um mundo sujo e apocalíptico são novamente inseridos em um ambiente limpo, seguro e afetivo. Foram dois excelentes episódios (12 e 13) que mostraram o impacto psicológico que todos eles sofreram nessa jornada e como é difícil se reabilitar a civilização.

O mesmo paralelo pode ser traçado com ex prisioneiros ou ex soldados, que após saírem da zona de guerra não conseguem se adaptar ao nosso mundo, que pode até soar utópico para eles (mesmo o “mundo real” sendo uma carnificina). Foi mais ou menos isso que o personagem de Bradley Cooper passou em “Sniper Americano“.

Não seria fácil para Rick, que já havia caído duas vezes na armadilha de bons moços e suas comunidades seguras, encarar tudo aquilo. O choque de realidade foi certeiro, e todos sobreviventes tiveram que olhar pra dentro de si mesmo e buscar lá no fundo o que sobrou de humanidade.

Um dia você está lidando com canibais (mortos e vivos), no outro com uma ex congressista e sua comunidade auto sustentável. Não é fácil pra ninguém. Mas o problema, penso eu, é que The Walking Dead não pode se virar muito para a questão psicológica dos personagens. É como se o público médio dissesse “epa, cadê meu sangue semanal?“, e foi exatamente isso que aconteceu no episódio 14 dessa quinta temporada.

S05E13: “Forget”…

Me lembro de que em algum momento da sofrível sétima temporada de Sons Of Anarchy, quando o Kurt Sutter parecia estar mais perdido que o Jax lendo o diário do pai, que TODO episódio tinha um tiroteio. Sem a melhor lógica, sem a menor necessidade pra trama, lá estavam os Sons saindo na bala com pessoas aleatórias. Era o espetáculo cobrando seu preço.

Em The Walking Dead acontece o mesmo, mas com sangue e morte. É como se fosse um sacrifício Maia, e somente o banho de sangue acalmasse os fiéis. É uma pena que a série ainda precise apelar para mortes desnecessárias de coadjuvantes ao invés de mostrar o que eles podem oferecer.

Mesmo assim, me anima saber que um novo ciclo está prestes a acontecer e outras questões (principalmente morais) irão pesar para Rick. Enquanto isso, é torcer pra que eles não voltem a andar em círculos.

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