Se você não gostar da cena do aeroporto em Guerra Civil, você está morto por dentro

Homem Aranha, Homem Formiga, Pantera, Visão... que momento épico

28 de abril de 2016

Uma das melhores e mais bem executadas lutas Universo Marvel é aquela que envolve o Soldado Invernal, Viúva Negra e o Capitão América. Os Irmãos Russo conseguiram, sem ninguém voando ou disparando raios, construir uma cena tensa, limpa e poderosa. Você consegue absorver cada golpe e localizar bem a ação, algo que sinceramente, não é sempre bem feito no cinema de heróis.

Com um monte de seres superpoderosos é natural a coisa ir pro lado espetaculoso sem fundamento. É a porradaria pela porradaria. Um bom e mal exemplo disso está em Demolidor. Enquanto a cena nas escadas e aquela que envolve o Justiceiro na prisão são pensadas para causar impacto, a maioria que envolve a Elektra e os ninja são plastificadas e sem emoção alguma.

Então em Guerra Civil seria necessário que os Irmãos Russo elevassem ainda mais essa habilidade em construir uma boa ação já que teríamos DOZE personagens lutando ao mesmo tempo. E conseguiram. Mais ou menos do meio pro fim acontece a já clássica cena do aeroporto mostrada nos trailers, e cara, ponto pra Marvel que entregou quase NADA do que acontece ali. Chega a ser surpreendente, já que o marketing pesado cada vez mais joga em nossa cara momentos chaves do filme.

E por mais que Guerra Civil tenha uma seriedade um pouco acima do que estamos acostumados a ver na Marvel, a batalha do aeroporto se faz pela leveza. Ninguém ali está afim de machucar o amigo, afinal, o verdadeiro inimigo não está naquele lugar. É por isso que é tão incrível e mágica. Os heróis tem a oportunidade de mostrar suas habilidades até o limite, mas sem aquela tensão típica de batalhas finais.

São doze personagens em tela e é impressionante o que os Irmãos Russo conseguem fazer. Cada um ali tem seu momento, sua frase de efeito, sua ascensão. Você não se pergunta “ué cadê o fulano?“. É como se fosse um grande playground e todos estivessem se divertindo.

E o Homem Aranha? O hype criado na internet quando ele apareceu pela primeira vez é pouco pra saudar sua participação. É simplesmente incrível e emocionante ver ele ali, pulando de um lado pro outro, com sua inocência de adolescente, interagindo com Os Vingadores. Sabe aquelas cenas que você era obrigado a criar em sua mente, já que o Aranha estava na Sony? Então, elas acontecem.

O Homem Aranha não é a cereja do bolo, ele é uma das VÁRIAS cerejas…

Ele é um moleque, mas um moleque poderoso e inteligente. O Homem Aranha realmente voltou pra casa. Agora, ele não é o único ali a chamar atenção. Tem o Visão ignorante de forte, o Falcão bastante tático, o Capitão conduzindo seus aliados, o Pantera Negra surgindo como um futuro grande protagonista do Universo Marvel e ele… o Homem Formiga. Cara… vsf, que demais.

A cena envolvendo ele e o Aranha é pra você jogar a pipoca pro alto e berrar. É impossível ser adulto vendo aquilo, é IMPOSSÍVEL. Você volta a ter 13 anos e se deixa vibrar, rir, gritar. Cara, que momento inesquecível.

Guerra Civil são dois filmes em um. E os dois são bons. Mas assim, você pode até não gostar de sua parte mais séria, encontrar defeitos e furos de roteiro, mas na boa, se você não gostar da cena do aeroporto, amigo, você está morto por dentro.

Você poderá assistir Game Of Thrones de graça na HBO Go durante um mês

METADE da sexta temporada será disponibilizada gratuitamente no serviço on demand

27 de abril de 2016

Enquanto no Brasil as operadoras de telecom querem barrar o crescimento do Netflix com franquia de internet fixa, os canais de tv a cabo começam a mostrar que estão se preparando de verdade para a Guerra do Streaming. Em uma jogada inédita na América Latina, a HBO irá liberar seu conteúdo online por 30 dias.

Ou seja, pelo menos a METADE da sexta temporada de Game Of Thrones você poderá assistir sem custo algum.

Game Of Thrones não é mais uma série pra HBO, é um evento e garantia de novos assinantes. O canal aprendeu a enxergar o jogo e usar o poder devastador da série a seu favor. Mesmo que Game Of Thrones quebre recordes de pirataria anualmente, em contrapartida, sua audiência segue aumentando temporada após temporada.

Game Of Thrones é um evento e a HBO se aproveita disso

Fica claro que em algum momento o cidadão que assiste a série na base de downloads ilegais cansa de tomar spoilers e principalmente, não participar da verdadeira festa que é um episódio de Game Of Thrones na internet. Cultura pop é mais do que simplesmente ficar em frente a uma tela de televisão, é também participar, brincar, se indignar juntos.

A HBO resolveu dar um doce pra esse pessoal que ainda não é assinante. Pois bem, a partir do dia 27 de abril até o dia 22 de maio, a plataforma HBO Go irá disponibilizar os episódios de Game Of Thrones, O NegócioVeep e Silicon Valley. Acostuma o espectador com o doce, tira e espera assinar o pacote e ver o resto da temporada.

Particularmente comemoro essas pequenas mudanças como gol. Ver que os tempos estão mudando e principalmente os criadores de conteúdo estão enxergando os novos hábitos de consumo é uma grande satisfação pra esse blogueiro.

Basta acessar o site e ir na barra Experimente. Boas séries a todos.

“Fring’s Back”: e não é que os fãs estavam certos sobre essa teoria?

Vince Gilligan confirma teoria de fãs sobre retorno de Gus Fring

27 de abril de 2016

O Gilligan é cheio de maluquice. Em Breaking Bad ele brincou até não querer mais com o espectador. Referências dentro da própria série (a calça do piloto aparecendo em Ozymandias), as teorias das cores, o ursinho da segunda temporada dentre outras coisas. O cara é fissurado em transformar os fãs em verdadeiros detetives.

Eis que nessa segunda temporada, um sujeito chamado Shaquita matou uma charada. Misturando as primeiras letras dos 10 episódios ele descobriu um anagrama escondido. A mensagem? “Fring’s Back“. Claro, poderia ser apenas uma coincidência, mas após a excelente season finale, a possibilidade de Gus Fring dar as caras em Better Call Saul são altas.

Afinal, quem mais teria interesse impedir a guerra pessoal que Mike estava prestes a começar com os Salamanca? Gus sempre foi inimigo direto do cartel e certamente já investigava uma maneira de destruí-los. Um dos vilões mais cruéis da televisão, Gus certamente estava de olho em Mike há algum tempo e viu nele um potencial parceiro.

Better Call Saul tem como objetivo mostrar como Jimmy se tornou esse advogado trambiqueiro, mas Vince Gilligan e Peter Gould estão aproveitando o momento para também mostrar o passado de outros queridos personagens, e na boa, se existe alguém que cabe nessa série é Gus Fring (o Hank cabe mais, mas enfim). Então a teoria do fã sobre o retorno de Fring foi confirmada pelos criadores em entrevista ao site Vanity Fair.

Nós trabalhamos muito duro; mais do que isso, as pessoas do nosso escritório, Jenn Carroll e Ariel Levine, trabalharam muito, muito duro tentando nos ajudar a bolar isso. E pensamos que estaríamos revelando isso, talvez, em algum momento durante o verão. Eu acho que nós realmente subestimamos o trabalho duro de nossos fãs

Boas chances de ser Victor quem deixou o recado (lembra dela? Só lembrar de Gus e do estilete). Será uma terceira temporada interessante.

Obrigado Gilligan.

Sem os livros para guiar a série, é hora de Game Of Thrones se provar

Sexta temporada começa e é hora de se firmar como série de qualidade

26 de abril de 2016

Bom, é isso. Game Of Thrones não tem mais os livros como base para seguir sua história. A série teve muito material para adaptar e dar vida as suas incríveis cinco temporadas. Foram momentos de desespero, reviravoltas, quedas e ascensões de personagens, mas a partir de agora, tanto para quem leu ou não os livros, é o momento da série se provar.

David Benioff e D.B. Weiss, criadores e showrunners, agora estão na mira do público. Caso alguma decisão de roteiro seja ruim, logo viram as frases prontas de “quem mandou não seguir os livros” ou “no livro é melhor“. E pior: a comparação com as temporadas anteriores, que eram baseadas na obra de George R.R. Martin. Ou seja essa sexta temporada, mais do que nunca, precisa provar o valor de Game Of Thrones. O valor da série.

É um ano pra se consagrar como a melhor produção da televisão, já que Mad Men encerrou no ano passado a geração de grandes dramas (que começou em 1999) e agora só a jovem Mr. Robot pode roubar de Game Of Thrones o protagonismo em 2016. Mas a série tem moral pra seguir ótima como sempre foi.

The Red Woman (S06E01) mais pareceu uma versão estendida do histórico Mother’s Mercy, que encerrou a quinta temporada, e reposicionou as peças desse grande jogo dos tronos. Todos os principais personagens tiveram seus caminhos alterados drasticamente, então era natural a expectativa para esse retorno. Jon Snow, Cersei, Daenerys, Sansa, Arya… todo mundo esperando para ver os próximos passos.

O episódio é uma versão estendida de Morther’s Mercy

E The Red Woman como todo bom primeiro episódio de temporada, serve como um vislumbre do que está por vir. É aquela passadinha rápida em todos os continentes e cidades pra sua mente ficar novamente em sintonia com tantas histórias. É um episódio que, veja que engraçado, sofre da ótima qualidade do seu antecessor. Pra se ter uma ideia, foi graças a Mother’s Mercy que Game Of Thrones abocanhou tantos Emmys Awards ano passado.

Um episódio morno pra uma temporada que precisa pegar fogo. Seus criadores, roteiristas e diretores mais do que nunca precisam trabalhar em sintonia pra entregar uma temporada histórica e provar de vez por todas que a série vive bem sem a cabeça maluca de George R.R. Martin.

Boa sorte e sejam bem vindos de volta.

Quem aqui quer ser Rei em Vikings?

Antes de assumir a coroa, é preciso sentir seu peso

25 de abril de 2016

Às vezes termino um episódio de Vikings e me pego pensando no quanto me diverti durante aqueles 40, 50 minutos. Ao lado de Banshee, Vikings é sem dúvidas o auge da diversão na televisão e “The Last Ship” (S04E10) é um desses momentos épicos onde a série mostra a que veio.

É um episódio digno de mid season finale de uma série tão grandiosa em suas ambições. Finalmente todo o desenvolvimento do núcleo de Wessex fez sentido e a queda de Ragnar era necessária para o Rei se reencontrar. Afinal, quem aqui quer ser Rei? O quão pesada pode ser a coroa de um homem que levou seu povo onde ninguém antes o fez?

Vikings é sobre o legado desse Rei que navegou por águas desconhecidas, mostrou riquezas e oportunidades inimagináveis, e de quebra, deu ao seus súditos ótimas chances de se encontrar com Odin em Valhala. The Last Ship reforça novamente o compromisso do History em criar batalhas imersivas que não dependem de efeitos visuais. O confronto naval que finalmente colocou Ragnar e Rollo frente a frente valeu toda a espera. Que momento…

Rollo teve seu momento de consagração pessoal e claro, pelas mãos do Rei. Como salvador de Paris, deixou de viver sombra no sucesso do irmão, e toda sua inteligência e conhecimento de guerra, serviram para coroar sua vitória. A glória ficou em Paris enquanto Ragnar remou rumo a uma realidade que ele desconhecia: a derrota.

Ragnar mostrou ao seu povo um mundo de possibilidade, mas ninguém ainda está pronto para ser Rei

O salto temporal nessa mid season finale foi certeiro, poupando-nos da peregrinação de Ragnar em busca do auto-conhecimento e nos oferecendo um novo mundo de possibilidades, com Bjorn e Floki partindo em busca do misterioso Mar Mediterrâneo e seus outros filhos já crescidos, prontos para seguir o legado do pai.

O problema é que Ragnar deu vida a uma geração que já não cabe mais Kattegat. Ele entregou o mundo nos braços de seus filhos, e agora depende deles segura-lo. Mas ainda são jovens para conhecer as responsabilidades que um líder carrega consigo, por isso, mais do que nunca a pergunta mais pertinente em toda série foi feita:

Quem aqui quer ser Rei?
Ragnar está de volta. Te cuida, Rei Ecbert!

“Player Two”: a gente vira pai e já começa a chorar por qualquer coisa

Curta metragem foi baseado em um relato emocionante no YouTube

25 de abril de 2016

Minha filha nasceu. A Alice chegou ao mundo cheia de saúde e transformou a vida desse que vos escreve. Tudo que eu conhecia passou por um reset, e a partir de agora, um novo mundo começa. Eis que no dia que ela nasceu (21 de abril) vi esse vídeo e chorei sozinho no quarto, enquanto esperava por ela e pela mamãe.

Play Two é um curta metragem que teve origem, pasmem, depois de um comentários do Youtube. O usuário 00WARTHERAPY00 publicou nesse vídeo um relato emocionante mostrando que videogames também nos fornecem experiências que transcendem nosso entendimento do que é real.

O diretor John Wikstrom resolveu criar um curta metragem baseado nesse emocionante relato.

Leia o comentário:

Bem, quando eu tinha quatro anos, meu pai comprou um Xbox. Você sabe, aquele primeiro ‘quadradão’ de 2001. Tivemos horas, horas e horas de diversão jogando todos os tipos de games juntos — até que ele morreu, quando eu tinha 6 anos. Eu não consegui tocar naquele console por 10 anos. Mas uma vez o fiz e notei uma coisa. Nós costumávamos jogar um título de corrida, o RalliSport Challenge, que era muito impressionante na época que foi lançado.

Voltei a mexer no jogo até que encontrei um fantasma. Literalmente. Você sabe, quando uma corrida de tempo ocorre, a volta mais rápida já feita permanece gravada como um piloto fantasma? Sim, você adivinhou: o fantasma em questão era do meu pai e ele ainda percorre a pista até hoje.

E então eu joguei, joguei e joguei até quase conseguir bater a melhor marca. Finalmente, eu passei na frente do fantasma, estava ganhando e… Eu parei bem na linha de chegada, apenas para assegurar que não iria excluí-lo. Felicidade.

Assista ao curta:

Cultura pop não é apenas entretenimento. Fica o recado pra quem ainda duvida.

“Capitão América: Guerra Civil”: prepare-se para assistir a dois filmes

O terceiro filme do Capitão América e um encontro épico com Os Vingadores

25 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil pode ser facilmente dividido em dois filmes distintos. Um é o terceiro filme do Capitão América, que segue explorando a relação entre Steve e Bucky, mas também indo a fundo na psicologia do próprio Capitão. O outro é uma sequência inesquecível envolvendo Os Vingadores, em um confronto divertidíssimo na pegada de “vamos 5 minutinhos sem perder a amizade?“.

Se os Irmãos Russo serão encarregados por Vingadores: Guerra Infinita Parte 1 e Parte 2, seria preciso ditar o tom dessa Fase 3 do Universo Marvel. Assim, Guerra Civil é o filme mais urgente do estúdio até aqui, já que 12 filmes depois, finalmente as consequências de super seres caminhando sobre a Terra são cobradas.

Se Zack Snyder destruiu Metrópolis em O Homem de Aço, na Marvel as coisas também não são boas: Nova York, Londres, Washington, D.C., África do Sul e finalmente, Sokovia, que literalmente foi obliterada durante a batalha com Ultron. Então mesmo em um mundo totalmente ficcional, em algum momento a população e principalmente o governo, começaria a questionar a legitimidade das ações d’Os Vingadores.

Guerra Civil parte pra um debate interessante, com ótimos diálogos e questionamentos. Mas como era de se esperar, não é só isso. A ação empregada pelos Irmãos Russo é ótima, com uma boa coreografada misturada a efeitos visuais. Mas o que torna Guerra Civil o filme mais sério da Marvel até aqui é justamente o embate filosófico entre Steve Rogers e Tony Stark.

Steve lutou a última guerra “romântica“, onde o mal era muito bem definido. Já Tony fez fortuna armando o mundo. Enquanto o Capitão América enxerga em si mesmo e em seus companheiros a voz que se levanta contra esse mal, o Homem de Ferro carrega a culpa de seus atos e procura por redenção. Esse choque ideológico faz sentido para ambos, afinal, agindo por contra própria, Os Vingadores tornam-se uma espécie de deus apontando o certo ou errado. Mas nas mãos do homem, se tornariam uma arma letal.

O Soldado Invernal acaba se tornando o centro disso tudo em uma trama um tanto complexa. Mas ao contrário de Batman V Superman que investe no trágico, a Marvel é esperta o bastante para não tornar o filme tão sisudo. É aí que entra o segundo filme dentro de Guerra Civil.

O filme basicamente da uma pausa na seriedade e entrega a batalha mais divertida envolvendo super heróis nos cinemas. É como se fosse aquelas brigas de escola onde ninguém bate a sério, então, os personagens tem a oportunidade pra mostrar suas habilidades sem ninguém sair ferido.

É claro que a participação do Homem Aranha é emocionante, com o personagem brilhando e roubando a cena sempre que aparece. Mas é o Pantera Negra quem mais chama a atenção, e acredite, ele é ainda melhor como T’Challa. Que personagem amigos… nas mãos de Ryan Coogler, diretor de Creed, tem tudo pra ser uma joia.

Não existem “times” em Guerra Civil. O Pantera pensa diferente do Homem de Ferro que pensa diferente da Viúva. E por aí vai…

Os Russo comandam uma ópera naquele aeroporto. Você nem se importa mais quem está certo na história e até se esquece da trama principal tamanha é a magia daquilo. É aquele lance de super heróis serem divertidos e pra todas as idades. Mas assim que a cena acaba, Guerra Civil volta a sua proposta e o tom mais sério retorna.

Longe, mas muito longe de reclamar do que foi mostrado, mas é um filme que vai da tensão pro divertido, pra novamente retornar a tensão. Fugindo de comparações, talvez seja isso que faltou a Batman V Superman: não se levar tão a sério o tempo todo.

Capitão América: Guerra Civil é denso, complexo, mas muito divertido. O melhor filme da Marvel? Bom, talvez. É tão inteligente quanto O Soldado Invernal e GOSTOSO de assistir quanto o primeiro Vingadores. 2016 promete mesmo ser um ano fora da curva na Marvel. Demolidor se firmando, Luke Cage querendo ser a The Wire dos super heróis e Dr. Estranho com aquele trailer fantástico.

Se a DC não precisa ser sempre séria, a Marvel também não precisa ser sempre brincalhona.

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