Batman V Superman: a crítica, o fã e as lições | Podcast BADA BING!

Indo além da superfície do filme

3 de abril de 2016

Dias depois de sua estréia, Batman V Superman ainda é tema de debates acalorados na internet. O filme despertou emoções extremas nos seus espectadores, principalmente os fãs mais hardcores de cultura pop. Mas afinal, pegaram pesado nas críticas? Os fãs estão exagerando ao falar bem?

Mas… e as lições? O que Zack Snyder tentou nos contar ao colocar a Trindade da DC nas telas do cinema? Bom, é o tema do Cabine BADA BING! de hoje.

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A jornada para Saul Goodman é feita de questões morais

Inflatable (S0E07) mostra o que seria o verdadeiro início de Saul Goodman

31 de março de 2016

Um dos principais temas de Breaking Bad (e o que mais me fascina) é até onde a moral pode ser distorcida para seu favor. Walter White sempre usou sua doença e família como desculpa para deixar aflorar o que existia de pior nele. Quando ele passou a questionar até onde era justo ir para proteger aquilo que ama, Walter ultrapassou uma linha frágil e se deixou ser corrompido pela doença do eu.

Tudo feito com cuidado ao longo de 5 temporadas transformando a jornada de Walter White em uma das mais brilhantes da tv. Gilligan, que se provou um mestre em escrever personagens, usa novamente essa jornada moral para criar não apenas Saul Goodman, mas também Mike.

Inflatable (S0E07) escancara de vez os dilemas morais que Jimmy passa desde que criança em um flashback completamente expositivo. Episódios atrás Chuck conta para Kim a história do mercado do pai onde irmão roubava algum dinheiro e que no fim, levou o negócio a falência. Então Better Call Saul resolve voltar no tempo e mostrar como isso começou, como se fosse necessário para o entendimento do personagem.

Jimmy era um garoto malandro que cansou de ver o pai sendo passado pra trás, mas ao invés disso motivá-lo a se tornar uma pessoa boa, mas que entraria em conflito com sua verdadeira natureza, o Inflatable mostra um curto diálogo entre Jimmy e um estranho onde ele aprende que existem ovelhas e lobo. É nesse momento que começa a jornada para Saul Goodman.

É fato que Jimmy não se encaixa nesse mundo onde o certo tem apenas uma mão única e não permite desvios. A segunda temporada toda trabalha nesse contexto e finalmente nosso advogado resolve abandonar aquilo que lhe sufocava: um trabalho honesto, bom carro e apartamento e um sistema de regras a serem seguidos. Não é isso que ele quer.

Outro momento importante é notar como Mike ainda se incomoda com esse jogo sujo. Seu lado policial ainda tem poder sobre ele, sendo assim, mesmo que ela já tenha cruzado alguns limites (como matar), Mike ainda possui uma noção de moral e justiça. Quando ele se recusa a dividir um elevador com Jimmy a mensagem dita é: não quero entrar em declínio como você.

O fato é que ambos vão. Jimmy irá se tornar um advogado malandro e Mike capanga de um mega traficante. Temos três episódios ainda nessa temporada e essa ruptura moral precisa acontecer ainda nesse ano.

ps: será que são esses dois nerds que vão gravar o famoso comercial Better Call Saul?

Podcast documental No Coração do Mundo é a melhor série de 2016 (até agora)

No Coração do Mundo do Projeto Humanos é um podcast documental que você precisa conhecer. E ouvir

30 de março de 2016

No dia 13 de novembro de 2015 eu estava no ônibus voltando pra casa quando soube dos ataques ocorridos em Paris. Abri o twitter e basicamente duas frentes tomavam conta da timeline: a que sentia pelas vítimas e os que cobravam uma resposta do ocidente para o autointitulado Estado Islâmico, grupo terrorista com suas próprias definições do islamismo. É complicado para um leigo separar o homem da religião, e a resposta automática é culpar o Islã e todos os muçulmanos pelas mortes em Paris.

É essa reação imediata e sem ponderamento que atrapalha a visão e nos faz enxergar apenas a superfície de algo muito mais complexo. E é na cultura pop que muitas vezes uma pequena luz nos convida a debater certos preconceitos, ideias, e porque não, praticar o autoconhecimento. Séries como Black Mirror, Mr. Robot e Making A Murderer não são simplesmente entretenimento, são tantas camadas a serem observadas que é impossível ficar apático quando sobem os créditos.

E nesse sentido, nada em 2016 conseguiu me fisgar mais do que a série documental No Coração do Mundo do Projeto Humanos, um podcast brasileiro. Comandada por Ivan Mizanzuk, a segunda temporada (iniciada em março desse ano) tem como objetivo entender o Islã além dos debates acalorados das redes sociais e manchetes de jornais, mas tudo feito através perspectiva de anônimos e suas histórias pessoais.

E é justamente esse toque pessoal que torna os temas de No Coração do Mundo mais fáceis de serem entendidos. Desde o uso do véu até mesmo a questão da Jihad, a série passeia depoimentos de pessoas comuns, que vivem o islâmismo em seu dia-dia, a jornalistas e estudiosos.

É interessante ouvir o outro lado pela voz de quem realmente vive o outro lado. O abismo cultural é suavizado pelo toque humano, com uma edição é bastante fluída, deixando que o entrevistado exponha seu ponto de vista com bastante clareza. Nos primeiros episódios tudo é contato através da perspectiva de Paula Zahra, muçulmana de Curitiba, que foi notícia após sofrer ataques nas ruas da cidade.

O papel da mulher dentro da religião, as escolas do islamismo, a sharia (a Lei Islâmica) e suas diferentes interpretações, a sociedade em geral. Tudo debatido através das histórias e cicatrizes de Paula.

Mas é justamente no S02E04 que No Coração do Mundo surpreende e cede espaço para o brasileiro Francesco Tessitore, membro do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, os Marines. Uma mudança de narrativa bastante interessante, já que até aquele momento tínhamos apenas relatos de pessoas que sofrem indiretamente pelos erros de determinados grupos, mas agora é a vez de alguém que vivenciou o 11 de setembro e a chamada Guerra ao Terror.

No Coração do Mundo vai aos poucos pontuando temas importantes envolvendo o terrorismo, guerras, preconceitos e islamismo. E tudo isso feito através de áudio, mas mesmo assim da pra se dizer que No Coração do Mundo é melhor série que consumi em 2016, deixando pra trás até mesmo a ótima quarta temporada de House Of Cards. Apesar de podcast ser uma mídia pouco reconhecida por aqui, vale fechar os olhos e ouvir com o coração essas histórias.

É Homeland sem a ficção (e sem a Carrie, infelizmente).

PQP! The Walking Dead usa novamente o artifício “será que morreu?”

Nessa altura do campeonato, precisava mesmo disso?

29 de março de 2016

Já era pro pessoal de Alexandria estar mais do que ciente que eles não estão sozinhos. Não falo da companhia dos walkers, mas sim da noção que outras comunidades estão nascendo e ameaça está mais organizada do que nunca. Os Salvadores são um problema diferente dos que Rick enfrentou, já que ao contrário do Governador, eles não está fixados em um só lugar.

Os Salvadores possuem células espalhadas que agem sobre a tutela de Negan, o misterioso líder que desde a primeira metade dessa temporada está sendo construído lentamente, tudo para que sua aparição tenha o impacto necessário na trama. Assim, fica claro que Alexandria é um alvo fácil já que está bem estabelecida em um ponto. Os Salvadores poderiam a qualquer momento atacar a vila, e mesmo que não tivessem sucesso, outros grupos ainda estariam bem equipados para refazer o avanço.

Então East (S06E015) faz algo que, nessa altura do campeonato, fica muito difícil de acreditar que Rick e seu grupo faria: sete personagens simplesmente saem de Alexandria, deixando a vila praticamente vulnerável em uma confusão que somente se forçando muito conseguiremos encontrar algum sentido.

Primeiro Carol que simplesmente foi destruída pelo roteiro. A personagem teve uma jornada incrível de evolução, se transformando em uma verdadeira guerreira, pronta para qualquer adversidade nesse mundo podre. De repente, Carol passa a ter crises existenciais e a mesma mulher que episódios atrás ameaçava uma criança, agora fica com peso na consciência sobre suas atitudes. Atitudes essas tiveram até mesmo a benção de Rick, quando Morgan relembra os acontecimentos da Prisão.

Carol sempre agiu com a razão, com a lógica pura de sobrevivência. E de repente se torna uma mulher fraca e perturbada e é a primeira a fugir de Alexandria. Simplesmente forçado até mesmo para os padrões de The Walking Dead. Mas é fácil entender onde vão chegar com tudo isso, basta voltarmos no tempo e relembrarmos as principais mortes da série.

Parabéns, destruíram a Carol

Essa mania de criar uma falsa importância para determinado personagem para logo em seguida matá-lo já foi usada várias vezes. E com a chegada de Negan cada vez mais perto, The Walking Dead começa a criar uma espécie de bingo da morte. Somente isso explica Carol, Daryl, Rick, Morgan, Gleen, Michonne e Rosita deixarem Alexandria ao mesmo tempo.

Como se não bastasse essa preparação de terreno para Lucille, The Walking Dead volta a usar a tática do “será que morreu?” aplicada em Gleen. É óbvio que Daryl não está morto, a série jamais faria isso. Então qual o sentido dessa cena? Desse corte? Do sangue na câmera? Na semana que vem veremos que tá tudo bem com Daryl. Mas nunca desejei tanto que alguém morresse, sério.

Mas enquanto a série abre mão da lógica pra criar o Bingo do Negan, nós que estamos acostumados a velhas fórmulas sabemos que é Carol a próxima vítima. Não, isso não é spoiler, é um chuto bem dado no ângulo. Resta saber se entra no gol.

Demolidor precisava mesmo do Justiceiro e Elektra na mesma temporada?

Episódios finais aceleram o ritmo pra amarrar todas as tramas que foram contatadas na segunda temporada

29 de março de 2016

A HBO tem uma fórmula maravilhosa de se fazer séries que deveria ser copiada por todas as emissoras. Dez episódios fechadinhos por temporada e pronto, sem muito tempo pra encher barriga. Sempre contesto se 13 episódios é um número que deveria ser seguido, nitidamente a maioria das séries que partem por esse caminho não conseguem entregar 13 horas de bons conteúdos.

O que me faz pensar que Demolidor seria mais dinâmico e focado se tivesse o número de episódios reduzidos. A segunda temporada sofre com o excesso de tramas e aspirantes a antagonista do nosso herói, e alguns episódios ficam completamente sufocados pelo vai e vem de acontecimentos.

Dividida entre o plot envolvendo o Justiceiro no início da temporada, e o surgimento da Elektra no meio, Demolidor agora avança rapidamente para seu final, tentando amarrar várias histórias ao mesmo tempo. Me incomoda em alguns momentos essa mudança drástica de gênero que acontece.

De uma série policial, cheia de elementos de rua, máfia e assassinos, a uma totalmente fantástica envolvendo ninjas e crianças com sangue drenado. Gosto da proposta de ambas, mas preferia vê-las em temporadas diferentes. Essa segunda temporada estava perfeita pra construção do Justiceiro, já que em seu primeiro ano, Demolidor focou em muito nos trauma de seus personagens para criar seus alicerces.

Traumas que levaram Matt Murdock a vestir uma roupa preta e dividir sua vida, traumas que tornaram um empresário no futuro Rei do Crime e nesse ano, traumas que destruíram todos os limites morais de um homem que agora atua como um justiceiro sem freio.

A prova de como Demolidor chega a seu ápice quando busca colocar um dos pés no realismo, é o encontro tão poderoso entre Matt e Fisk, que sinceramente, é o melhor momento em toda série. Vincent D’Onofrio da o tom perfeito para esse vilão: um homem perturbado que declara guerra a todos que não se encaixam no que ele toma por certo.

Porém quando Elektra entra no meio disso tudo, Demolidor se transforma. É difícil segurar tantas coisas acontecendo, mas ao menos a série conseguiu estabelecer uma evolução para o personagem central. Agora Matthew Murdock percebe que não lhe cabe uma vida dupla, e personagens como Justiceiro, Fisk, Foggy e até mesmo Elektra serviram para aflorar em Matthew essa sua nova visão de si mesmo.

Mesmo que com problemas para amarrar esses episódios finais, Demolidor segue sendo de longe a melhor série de quadrinhos da atualidade. O que me enche de esperanças é saber que a terceira temporada se encaminha para o coroamento do verdadeiro Rei de Nova York. Aguardemos.

Você já pode jogar o Science Kombat, aquele de lutinha com cientistas

Albert Einstein ou Charles Darwin?

29 de março de 2016

Lembra do Science Kombat? O game que prometia colocar no ringue os maiores nomes da ciência? Pois bem, não era um sonho, ele aconteceu. O projeto da Superinteressante foi divulgado por Diego Sanches, principal designer, na sua fase inicial e viralizou na internet.

Muita gente pensou que se tratava apenas de um conceito, mas não é que lançaram mesmo o joguinho? Cara, sensacional. Testei aqui e dei umas boas porradas com o Tesla, baita apelão. O bacana são os golpes especiais e as frases de cada um dos cientistas, incrível.

Se você quiser experimentar, é só CLICAR AQUI e jogar. Boa porradaria.

“Oi, eu sou Negan!”

Comercial de TV holandês confirma aparição do vilão Negan

25 de março de 2016

Há alguns episódios é possível ouvir o som de Lucille se aproximando. Essa sexta temporada flertou o tempo todo com um inimigo maior, se ocultando por trás de uma fantasiosa noção de segurança. Alexandria sobreviveu ao ataque dos Wolfs, uma horda de zumbis e momentos em que seus moradores questionaram a presença de Rick e seu grupo.

A violência então passou a fazer parte do dia-dia da pequena comunidade, e ela também descobriu que não está sozinha. Foi Jesus quem apareceu trazendo as boas novas de um mundo que começa a se reconstruir, e com outros grupos estabelecendo até mesmo comércio, a vida que foi perdida anos atrás parece querer renascer.

Mas ainda assim algo incomodava… The Walking Dead nunca deixou o espectador respirar por muito tempo e não seria diferente nessa sexta temporada, que mesmo com episódios terríveis, ainda é a melhor desde a primeira. Em Twice as Far (S06E14) o terreno ficou preparado para a tão esperada aparição de Negan.

Quem é Negan?
Bom, é ele:

Lucille, muito prazer em conhecê-la!
Agora resta saber quem será a vítima nessa season finale. E não, isso não é spoiler, a gente sabe que sempre morre alguém, é a fórmula básica.

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