True Detective passou e eu sofri calado

11 de março de 2014

Não deu pra tirar ele do pensamento.

Como vocês percebem pelos meus textos aqui no blog, sou um cara bem EMPOLGADO. Sempre que vejo algo bom a primeira coisa que me vem a cabeça é “deixa eu contar para os amigos do fórum“. Indicar séries, filmes, animes, qualquer coisa, é a minha parte favorita da profissão blogueiro. Com True Detective bastou apenas 4 episódios pra eu escrever um texto praticamente implorando pra vocês acompanharem a série.

Pois bem, 8 episódios depois e a primeira temporada de True Detective passou e eu sofri calado. Foram 8 excelentes episódios, recheados de diálogos inesquecíveis e boas atuações da dupla Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Enquanto muita gente estava preocupada com o “Yellow King“, eu estava esperando pela próxima conversa que Martin e Rust teriam no carro. Esperando a próxima vez que Rust iria começar a discursar sobre vida e morte. 8 semanas esperando… até que nesse domingo a série se encerrou de uma maneira justa, sem muitas explosões de cabeças e claro, com um belo bate papo entre a melhor dupla de detetives de 2014.


Ao final, Rust deixa claro que só existe uma história: a luz contra a escuridão.

O sucesso de True Detective foi tamanho que seu season finale derrubou a HBO Go. E falando em sucesso, manter a qualidade de uma série que é por muitos (inclusive por mim) considerada acima da média será o grande desafio do criador Nic Pizzolatto. A próxima temporada terá outros personagens, outras histórias e outros “vilões” e dessa vez Pizzolatto promete uma dupla de detetives MULHERES.

“Ainda é muito cedo pra dizer, mas é sobre mulheres fortes, homens maus e a história oculta do sistema de transportes dos Estados Unidos. Eu preciso continuar sendo estranho – a próxima não vai ser convencional”.

Resta esperar 2015, enquanto isso, rever os melhores diálogos de Martin e Rust como a inesquecível cena dentro do carro no primeiro episódio. Ou esse plano sequência de 6 minutos no episódio 4…

Vai deixar saudades.

Flash agora de uniforme completo para sua série

11 de março de 2014

Dias atrás liberaram a primeira imagem oficial do ator Grant Gustin usando a roupa do Flash. Apesar de só mostrar a cabeça (ui) deu pra imaginar que viria coisa boa por ai…

E veio… Desenhada por Colleen Atwood vencedor de 3 Oscar por Melhor Figurino (Alice no País das Maravilhas, Memórias de uma Gueixa e Chicago), ele também foi responsável pelo uniforme do Arqueiro Verde em Arrow. Da uma conferida:

Achei show.
Bem básica, lembrando bem o uniforme original com uma pegada mais “emborrachada”. Cês acham que ficou mais parecido com o uniforme dos Novos 52 ou do Injustice? Tô achando uma mistura. Tá bem MANEIRA mesmo.

O piloto de The Flash está sendo gravado então vamos orar pra ele ser aprovado e uma nova série vir por aí.

Titanfall: a vida é melhor com um titã

10 de março de 2014

Odeio ser comprado por um trailer, sério. Mas pelo visto depois desse de Titanfall vejo que não vai ter jeito...

Sério. Não gosto de ficar eufórico com trailer, a expectativa vai lá em cima e em quase 90% das vezes você acaba se decepcionando. Mas depois desse trailer FODA de Titanfall não tem como não sentir vontade de comprar esse jogo… Com uma mensagem simples ele avisa: a vida é melhor com um TITÃ. Eren Jaeger que o diga.

Se liga:

O jogo será lançado dia 11/03 para Live e o disco físico sai dia 27/03.
No Brasil chega custando nada mais nada menos que 250 dilmas. É o primeiro grande lançamento para XBOX One.

A pergunta é: quando vão lançar o DLC com os robôs de Pacific Rim?

Clássicos da Disney e Pixar ganham novos posters na exposição “Nada É Impossível”

10 de março de 2014

A Mondo é responsável por criar os mais belos posters de cinema na atualidade (clique aqui e tenha uma ideia) e agora em uma parceria com a Oh My Disney tá lançando a exposição “Nada É Impossível” onde seus ilustradores recriam posters de clássicos da Disney e da Pixar.

Como TUDO o que passa pelas mãos da moçada da Mondo, os posters ficaram excepcionais. Da uma olhada:

Ainn que lindos <3
Clique aqui e veja a galeria completa!

Sangue, discursos, sangue, discursos e nada de “300″ nessa Ascensão do Império

8 de março de 2014

Créditos iniciais. Um litro de sangue. 5 minutos de discurso. Um litro de sangue. 5 minutos de discurso (repita mil vezes). Créditos finais.

Resumi 300: A Ascensão do Império. Se quiser continuar lendo, saiba que esse texto trará spoilers da trema.

Bons filmes merecem ganhar rios de dinheiro, mas o problema desse rio de dinheiro é despertar a cobiça e fazer com que os produtores lá de Hollywood espremam a laranja até a última gota. Com uma receita de quase meio bilhão de dólares, “300” do diretor Zack Snyder é um filme que irá superar gerações. Lançado em 2006 trouxe para as telas toda a mitologia espartana, bravos guerreiros, cenas incríveis e frases de impacto. Impossível esquecer os discursos de Leônidas.

Porém, creio eu, se 300 tivesse dado prejuízo seríamos poupados de 300: A Ascensão do Império. Em 2014 o filme que se aproveita de todo nosso carinho por Leônidas e seus 299 soldados chegou aos cinemas pra destruir nossa paixão por sangue jorrando em câmera lenta em um filme com filtros do instagram.

A linha do tempo de “300 Parte 2” acontece antes, durante e depois da batalha dos bravos espartanos. Dessa vez temos Temístocles, líder do exército da Grécia, tentando conseguir 1 porcentinho do carisma e “motherfuckismo” de Leônidas. Temístocles mais parece um político ou esses caras do twitter que passam o dia discursando, TODA hora o cara olha para os seus soldados e manda um discurso motivacional, coisa típica de guerra, mas que CANSA ao longo do filme. Ele é o responsável pela morte do Rei da Pérsia descobrirmos Dário, pai do Santoro (que no começo do filme aparece de barba, cabelo e bigode).

Eis que do outro lado do Mar Egeu temos o início de carreira de Rodrigo Xerxes Santoro… o que pra mim seria o grande trunfo desse filme. Pfff. Xerxes é um vilão com dorzinha no coraxaum, com aquelas birras bobonas de adolescentes, quer tocar fogo no mundo porque mataram seu pai, o rei, um guerreiro, em batalha. O problema é que Xerxes é só um mascotinho de Artemisia, personagem de Eva Green. Se todo o temor que o personagem exalava em 300, aqui vai por água abaixo após descobrirmos as motivações de sua guerra.

O filme tenta o tempo todo “emular” momentos do 300 original, se você for atendo irá perceber diversas cenas em que isso acontece. Até a pesada de Leônidas do “THIS IS SPARTA” é copiada. O filme a todo instante cita os espartanos e CLARAMENTE da a entender que eles foram usados como meros mártires, tirando assim TODA a mitologia de coragem e bravura dos guerreiros, já que Temístocles acaba se tornando o responsável por TODA a trama do primeiro filme, rebaixando assim tudo o que vimos em 2006 a um mero joguinho de cartas.

As tropas gregas simplesmente não convencem, são tão mornas e o roteiro é tão bagunçado, que não se sabe ao certo porque eles estão lutando. É só sangue, sangue, sangue, sangue, sangAAAAHHHH! Algumas cenas beiram o ridículo, como o momento amorzinho entre Temístocles e Artemisi ou quando a grande arma secreta do exército grego é um CAVALO! No final fica uma brecha para o terceiro filme.

Eu realmente estava com esperanças de Ascensão do Império ser bom. Focar em Xerxes, focar na força grega, focar nos espartanos que não acompanharam Leônidas… focar sei lá, nas tetas da Eva Green. Mas NÃO, resolveram dar o mesmo ritmo e aura que teve 300. Não funcionou. Se você pretende ter uma boa memória a respeito da guerra entre Persas e Espartanos, te aconselho a parar na contagem 300, se for além, vai encontrar milhares de gregos bundões.

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