Dragon Ball Super: os Sayajins nunca morrem

"Oi, eu sou o Goku! E eu não vou te abandonar tão cedo"

28 de abril de 2015

O dia não poderia ser mais nostálgico para os fãs de animes. A Toei Animation confirmou o retorno de Dragon Ball em formato anime, 18 anos após o controverso DBGT. Filmes, mangás e agora um anime, tudo pra provar que Goku ainda tem alguns níveis Sayajins pra subir.

Tivemos ai um live action tão ridículo que muita gente só lembra na hora do pesadelo, em 2013 foi a vez de “A Batalha dos Deuses“, que trouxe novamente algo do universo canônico, já que DBGT não teve participação do criador Akira Toriyama. Todo mundo nos cinemas, boa bilheteria e logo em seguida chegou “O Renascimento de Freeza“, trazendo o vilão mais clássico de volta. O filme foi um sucesso no Japão, fazendo do país o único lugar do mundo em que “Velozes & Furiosos 7” não está no topo das bilheterias.

Esses dois longas animados serviram pra mostrar o quanto Goku ainda tem poder sobre seus fãs e está pronto para ganhar novos. O carinho que todo mundo tem por ele é único, e eu duvido que existe um herói mais aclamado aqui no Brasil. DUVIDO!

No começo da década de 90 Dragon Ball passava no SBT, um episódio por semana, exibido no “Sábado Animado“. Eu gostava tanto, mas tanto do Goku criança, que nunca aceitei direito ele grande (mimimi). Mas DBZ possui momentos gloriosos dos heróis, e depois da Batalha de Majin Boo, a sensação de vazio bateu forte em todo mundo. SAUDADES DOS EPISÓDIOS ENROLAÇÃO TOTAL!

O Goku ainda precisa derrotar o Freeza (de novo)

Mas e ai? O que aconteceu depois daquela Genki Dama do Goku?

Bom, o mundo se tornou um lugar pacífico. Qual é o lugar dos nossos guerreiros nele? É a partir dai que começa “Dragon Ball Super“. Olha, só existe uma coisa que pode fazer isso dar certo: Akira Toriyama. Só isso. Depois é curtir as loucuras presentes na história, que com os filmes se provou ainda maior, como o “Super Sayajin Deus“, hahahaha.

O anime estréia em julho. E nós fãs das antigas? Já estamos esperando a versão dublado com Wendel Bezerra.

Game Of Thrones se lembra do Norte

"High Sparrow" (S05E03) é um episódio sobre os Starks

28 de abril de 2015

Foi 2012, as vésperas do retorno de Game Of Thrones, que eu ganhei um box de DVDs da primeira temporada. Lembro que na capa do box tinha o Ned Stark sentado no Trono de Ferro, empunhando sua amedrontadora Espada de Gelo. O que você pensa ao ver a imagem? “Poxa, o Sean Bean é protagonista dessa porra“. Ai lá no nono episódio… PÁ! O cara morre. “PQP!” foi a única coisa que saiu da minha boca. Naquele momento eu percebi que estava em Westeros e George R.R. Martin é um cara foda.

Acontece que Game Of Thrones não é uma série de protagonismo, é sobre uma história. E que se você tiver paciência, vai aos poucos entrando dentro dela. Só que algumas pessoas acabam caindo no conto dos Stark. E eu fui um deles. Garanto que você pensou que Robb, Sansa, Arya e Jon Snow eram os mocinhos, né? Bom, 5 temporadas depois não é possível que você ainda tá nessa.

Nem os Starks, nem os Lannisters, nem a Targaryen. Ninguém está acima do Trono de Ferro em Game Of Thrones. E os Starks, essa família que a gente tanto gosta e não sabe porque, tiveram um bom episódio dedicado aos seus sobreviventes.

Uma coisa legal de fazer é comparar o S01E01 com esse S05E03 e ver o quanto Jon, Arya e Sansa cresceram e mudaram durante esses anos. E mais uma vez nesse episódio o futuro vai se desenhando. Esses três personagens representam bem o que a gente gosta de ver em mocinhos: o garoto bastardo sofrido, a mocinha em perigo e a garotinha chuta bundas.

O grande destaque desse “High Sparrow” é Sansa, afinal, até agora estamos acostumados com a sofrência da garota. Mas quando ela responde aos cumprimentos de Roose Bolton, fica claro que ela não está ali pra ser uma serviçal novamente. E ao entrar no seu quarto e ouvir “O Norte se lembra” de uma criada, Sansa pode ser portar como a maior espada de vingança dos Starks, afinal, Jon Snow dificilmente irá abandonar seus irmãos de Muralha.

Aliás, pela primeira vez Jon Snow não baixou sua cabeça. Sua decisão de matar o desobediente patrulheiro lembra muito a Ned Stark lá no primeiro episódio da série. A honra está no sangue dos nordistas e mesmo Stannis tentando mostrar a Snow que isso é um defeito, ele se orgulha de parecer tanto com seu pai.

High Sparrow” também foi importante no processo de mudança para Arya. Ela precisou se livrar de tudo que fazia dela “Arya Stark” para começar de vez o treinamento, ou seja lá o que, com os Homens Sem Rosto. Com ela em Braavos e decidida a fazer parte dessa sociedade religiosa, e o honrado Jon Snow precisando comandar seus irmãos de muralha, sobra a Sansa, aquela que ninguém imaginava, a única esperança de vingar o Norte.

O Norte se lembra. E a gente não esquece.

Não sei se quero ler o mangá do Boruto, o filho do Naruto

Ou talvez eu queria... não, eu não quero! Não posso! SOCORRO!

27 de abril de 2015

Se uma cosia que eu gosto pra caralho é Naruto. Foram mais de DEZ anos lendo semanalmente as peripécias desse cara. Nunca vou me esquecer do quanto me divertia com as histórias do Kishimoto, de como ele era criativo e passava boas mensagens para quem lia. O Naruto era um exemplo em vários sentidos, principalmente nessa questão da amizade, algo que as pessoas parecem não se importar hoje em dia.

Porém chegou uma época que eu não me identificava mais com o mangá. Não, eu não estava ficando velho. Simplesmente achei que aquela tal Quarta Guerra Mundial Ninja estava indo longe demais, com o Kishimoto descontrolado quebrando todas as regras. Achei o final digno, nada ousado, apenas pra deixar os fãs de todos os personagens por ele criado (menos do Neji) felizes.

Golpe baixo: Sarada (??) e Boruto (!!) recriando uma cena querida pelos fãs

No meu final perfeito, o Sasuke teria sua redenção e se tornaria Hokage. Naruto seguiria os passos do Ero Sennin e se tornaria um viajante, lá pelas tantas e ele volta e começa a treinar o filho do Sasuke. Esse será sempre o meu final, mas, até que gosto de como essa longa história terminou. E acredite, ela precisava acabar.

Agora Naruto é pai e obviamente ninguém quer deixar de lado uma franquia com tantos fãs. Filmes estão vindo aí, anime e um novo mangá. Desses três, a única coisa que eu poderia consumir são os mangás, já que o anime eu desisti faz anos e filmes sempre me recusei a ver. Mas poxa, um mangá do filho do Naruto? Não sei…

Não vou mentir: sinto saudades das histórias do Naruto. Sinto mesmo. Mas também sinto saudades de Breaking Bad e nem por isso quero que volta. “Ah, mas tem Better Call Saul!” Pois é, um spin-off, mas com Naruto querem fazer algo sinistro. Pegar toda nossa memória afetiva e colocar nos filhos dos personagens. Pra que? Pra contar outra história de 15 anos?

O fim do mangá deixou muita coisa em aberto, parece que aceleraram demais e depois se perderam na história. Tem personagem ali que merecia ganhar um spin-off mais do que o filho do Naruto. Orochimaro, Sasuke, Gaara… tanto personagem foda que daria boas histórias. Alguns contos talvez seriam interessante, a gente não sabe da missa a metade do que se passa nesse mundo incrível do Kishimoto.

Eu não sei se quero ler… mas vou acabar lendo um mangá aqui ou ali. Não sei se gosto da Sarada e do Boruto. Mas provavelmente vou acabar gostando. Saudades é uma merda mesmo.

Algumas considerações sobre o Coringa tatuado do “Esquadrão Suicida”

Vamos falar de vilões

25 de abril de 2015

Outro dia estava eu assistindo o glorioso canal que completa 50 anos em 2015 e lá estava um debate sobre vilões da dramaturgia. O psicologo tentava explicar porque nós gostamos tanto deles. Ficaram lá, 2 horas tentando entender um fato que na cultura pop é muito fácil de explicar: a gente gosta dos vilões porque na extrema maioria das vezes eles são mais legais que os mocinhos, fim.

Quantas vezes você torceu pro FBI em filmes de máfia? Você queria ser um Don ou um agente ultra esperto? O culto a vilões só acontece quando eles são bem feitos.

Zé Pequeno: tiro na mão ou no pé?

Com o tempo, fui criando minha própria nota de corte para gostar ou não de vilões. Gosto daqueles que são ruins por serem ruins, sem origem ou porquês. Vilões que gostam do que fazem. E fazem por prazer ou por simplesmente ser a única coisa que saibam. Vilões sem redenção, que no final de tudo, admite que foi malvadinho e ajuda o mocinho. Nessa, o Coringa do Heath Ledger passa com facilidade.

Não, a gente não vai esquecer dele. Podem vir vários outros, mas esse é eterno demais. Mas isso não significa que não podemos gostar de outros, e ai que entra o Jared Leto. Não da pra negar que o cara é um ator dedicado, seu papel em “Clube de Compras Dallas” é um exemplo de esforço. Sim, ele teve lá seus momentos ruins, mas no geral, Jared Leto talvez seja a melhor escolha pra dar vida novamente ao maior vilão dos quadrinhos.

Ontem o diretor do “Esquadrão Suicida“, David Ayer, postou oficialmente a imagem do novo Coringa. Ou talvez não.

Nos últimos meses, TUDO que o Jared Leto faz ou deixa de fazer é associado ao personagem. Voz, corte de cabelo, roupas… praticamente um reality show. Boatos e mais boatos falavam como seria seu visual, alguns cravando que ele seria idêntico ao de “O Cavaleiro das Trevas” de Frank Miller. Ai que pegando carona nas comemorações dos 75 anos do Joker, do Coringa, do Bobo, do Palhaço, o diretor resolveu quebrar a internet.

Em uma clara homenagem a “Piada Mortal“, Jared Leto posa como um psicopata chave de cadeia. A expressão do ator é sensacional e pode dizer muito sobre que tipo de Coringa teremos pra infernizar a vida do Batman. A pele esbranquiçada, os dentes zoados (tem gente dizendo que os dentes de metal estão ali porque o Batman quebrou os verdadeiros, LOL), o cabelo descolorido… tá legal. Agora as tatuagens…

Sério. Nem é pela questão estética da coisa (que aliás está horrível), mas sim pela lógica. Porque satanás o Coringa iria tatuar em si mesmo referências do… Coringa? Basta pensar um pouco: a imagem é uma homenagem ao personagem, talvez Ayer quis colocar no corpo do Coringa coisas que são caricatas do personagem. Faço uma aposta: Jared Leto não estará tatuado em “Esquadrão Suicida”.

No mais, especular, analisar e dar palpites sobre uma foto é igual o Neto falando do Corinthians antes do jogo.

Muita coisa pode acontecer e é importante lembrar que o Coringa do Ledger foi premiado com um roteiro incrível do Nolan, que transformou o personagem nesse ícone. Que em algum lugar aquele anarquista que queima pilhas de dinheiro possa dar sua benção ao seu substituto. E que ambos possam ser lembrados.

Cara, como “Vikings” é uma série foda

O flerte com a história

24 de abril de 2015

Às vezes eu tô lá vendo “Vikings” e do nada pauso, corro pro Google ou Wikipédia, e fico lendo alguns artigos sobre povo que navegou por toda a Europa, parte da Rússia e chegou até as Américas. É inacreditável como o History se esforça para trazer uma série tão incrível e que tem os pés cravados na história.

E é preciso elogiar o trabalho que o canal vem fazendo, principalmente nessa terceira temporada. Ao meu ver, o principal objetivo da série é retratar a vida dos escandinavos, sua cultura, seu dia a dia, suas crenças. E isso ela faz corretamente. Agora, no que diz respeito as batalhas e invasões, cara, na boa, nem “Game Of Thrones” pode competir com “Vikings“.

O Rei Ragnar cujo objetivo é navegar e conquistar, precisava de uma boa estrutura pra isso ser posto em tela. Michael Hirst, showrunner da série, revelou ao The Hollywood Reporter todo trabalho feito nos bastidores para você ter espetáculos como foi a primeira invasão a Paris.

Nota-se que em “Vikings” o uso de CGI é o mínimo possível. Tudo é muito bem coreografado e executado. E os números não mentem: 500 figurantes e 206 dublês para as cenas de batalhas e um total de 5 mil figurantes durante a terceira temporada. É grandioso e o History se orgulha disso. Afinal, depois de “Senhor dos Anéis“, fazer batalhas épicas ficou fácil usando a computação gráfica.

Mas “Vikings” é mais do que isso. Essa atual divisão entre os controversos valores cristãos da época e a crença dos nórdicos é genial. Ao mesmo tempo que os vikings são pessoas de honra cujo a palavra é o bem mais forte, os cristãos são mais políticos e preparados para sacrificar seus filhos se possível. Quem realmente é o selvagem? O viking que mata para ir a Valhalla ou o Rei que manda fatiar uma adúltera? A fé é sempre um tema interessante.

Vikings” também flerta com a história. Ao final da terceira temporada, Rollo finalmente começa a entrar para os livros de história. Manja a Normandia? Aquela praia do Dia D? Então, ele foi o primeiro governante de lá. Seu cargo? Duque.

Os vikings realmente cercaram Paris por cerca de dois anos, mas foram embora após algumas negociações. Infelizmente o sonho de Ragnar em conquistar os muros da cidade tem um forte inimigo: a própria história. E pensando bem, duvido que o History vai esquecer disso.

O teaser de “Batman V Superman” era necessário

Ou como a gente consegue sentir amor e ódio de apenas um teaser...

23 de abril de 2015

É interessante acompanhar as diversas reações da internet em relação a notícias, fotos e vídeos que saem diariamente. Todo mundo tem direito a um palpite e um “eu acho que…“. A graça está justamente nisso, aqui todos temos vozes, seja através de sites, blogs, vídeos ou redes sociais. Opiniões exageradas fazem parte do processo de digestão de informação.

Na gloriosa semana que fomos bombardeados por trailers dos principais blockbusters de 2015, um certo teaser vazado causou um frisson e dividiu opiniões como poucos conseguem. Um teaser que se editado sem as cenas de tela preta não daria nem 60 segundos. “Batman V Superman” começa falando sobre o quão controverso pode ser o homem mais poderoso do mundo, eu já penso como um filme com os dois heróis mais conhecidos do mundo pode ser tão controverso.

Apesar do tom de brincadeira de muitos, existe sim uma certa guerra pessoal entre fãs de DC e Marvel. Coisa boba, mas tem. Aqueles que tratam cinema como futebol, escolhem um lado e torcem por ele. E quando Zack Snyder (nitidamente puto pelo vazamento) liberou a versão HD, parecia realmente futebol. Sabe quando seu time tá na zona de rebaixamento, mas vai lá e ganha do maior rival? Fãs da DC.

Não era por menos que o teaser seria exibido em um evento para fãs. Snyder sabia que eles precisavam disso, e resolveu levar a festa para as telas de um iMax. O evento aconteceu, mas o teaser já havia sido divulgado. Mesmo assim, duvido que alguém não deixou de vibrar por isso. Estava acontecendo! A DC finalmente começou sua jornada nos cinemas! E já não era sem tempo. Porém, alguns realmente não sabem separar as coisas…

Posters divulgados durante o evento em iMAX: quem foi ganhou =)

Que a Marvel vem fazendo tudo certinho não é novidade e poxa, parabéns pra ela. Não sei como isso pode invalidar os esforços da Warner/DC em criarem seu próprio universo nos cinemas. Acontece que graças aos seguidos sucessos, a Marvel meio que estabeleceu um padrão para os heróis na tela, afinal, todo ano tem pelo menos dois filmes do estúdio. Ai você acaba esquecendo…

Acaba esquecendo que nem todo filme precisa ser galhofa, nem todo filme precisa ter piadas, precisa ser colorido e divertido. Não que um filme galhofa, com piadas e colorido seja ruim, longe disso. Continuo achando “Guardiões da Galáxia” a melhor coisa da Marvel desde Vingadores. O fato é que você acaba se acostumando com esse tom e quando chega um teaser do Batman V Superman mais sério e escuro gótico que vai beber vinho no cemitério, a estranheza acaba acontecendo.

Como um teaser pode ser tão odiado? Não sei. Só sei que o de “Batman V Superman” cumpre exatamente seu papel, nos da uma certa ideia do Snyder pretende contar, mas sem mostrar muita coisa. As narrações em off deixam claro que a presença de um ser que é praticamente um deus não é bem vista por todos. No final, ainda temos o Batman perguntando se o Superman sangra. Porra, queriam mais o que?

Quem sou eu pra dizer como um departamento de marketing deva agir, mas você não achou meio exagerado a quantidade de trailers, teasers e clipes de “Vingadores: A Era de Ultron“? Pensando alto apenas…

Esse teaser era necessário. Mesmo com o filme estreando apenas 2016, foi bacana lembrar que existem outros tons de cinza. Nolan praticamente pavimentou o caminho que o Zack Snyder vai colocar o Batmóvel pra rodar, e o que tenho pra dizer sobre tudo é: seja bem vinda ao jogo DC!

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