A série “Chef’s Table”: a comida como forma de fazer arte

Série/Documentário do Netflix explora o que existe além de um fogão de cozinha

7 de junho de 2015

Acredite se quiser, mas isso é uma sobremesa do Osteria Francescana (terceiro melhor restaurante do mundo)

Sou o que pode se chamar de LEGÍTIMO GLUTÃO. Gosto de boa comida, de fartura (mesa cheia aos domingos), alimento fresco e muita, mas muita carne. Não sou de doces, refrigerantes, fast food e comida enlatada, mesmo assim da pra notar nos vídeos que não sou nem um pouco magro. Sou desses que passa mal a cada episódio de “The Sopranos” com tanto macarrão.

Comer é o tipo de coisa que a gente faz por necessidade e prazer. Tem gente bitolada que abre mão da segunda coisa, mas enfim, problema deles. Levar um garfo na boca deveria ser o momento máximo do seu dia, não é por menos que em alguns países, comer é quase uma religião. É o momento em que todos param, desligam aparelhos eletrônicos e aproveitam de uma boa refeição.

Hoje em dia graças a onda gourmet no Brasil (apenas uma forma de te cobrarem mais caro) e programas como Master Chef, mais pessoas estão aprendendo sobre a arte de cozinhar. Descobrindo que um pedaço de queijo pode ser muito mais que ingrediente de misto quente. E pra tentar mostrar o que acontece dentro da cabeça de um chefe de cozinha, a série documentário “Chef’s Table” da um show.

Massimo Bottura teve que enfrentar as tradições italianas para revolucionar a cozinha local

Original do Netflix e dirigido por David Gelb, “Chef’s Table” conta a história de seis chefs (um por episódio) ao redor do mundo que de alguma forma mudaram a maneira de cozinhar. É uma série que dificilmente te deixará com fome, visto que são pratos que mais parecem arte abstrada, mas maravilhado por saber o que existe além do fogão.

A narrativa da série e sua fotografia dão um tom poético a vida e obra dos chefes. É a mão de David Gelb, que também dirigiu o excelente “O Sushi dos Sonhos de Jiro“, documentário de 2011 que mostra a história do melhor sushiman do mundo.

É interessante notar como o alimento se tornou uma forma de arte e expressão. Eu mesmo nunca entendi a graça de pagar caríssimo pra um prato com 50 gramas de comida. Nunca entendi porque esse, de fato, não é o meu mundo, mas é o mundo de milhares de pessoas que apreciam essa maneira de cozinhar. Atender tantas pessoas famintas por essa combinação de “fome e arte” é uma tarefa exaustiva, e  “Chef’s Table” mostra de uma maneira bem pessoal como foi pra cada um desses respeitados chefes chegarem onde estão.

Fracassos, falências, distância de quem se ama, bater de frente com tradições e conceitos… eles passaram por muita coisa antes de servir um prato no capricho pra você. É difícil apontar um episódio favorito, mas dois me chamaram bastante atenção: o italiano Massimo Bottura e o argentino Francis Mallmann.

Dono do terceiro melhor restaurante do mundo, o italiano Massimo Bottura sofreu para tentar revolucionar a tradicional comida italiana, que tem a benção das nonnas e é quase intocável. Mudar a forma como seus clientes iriam enxergar ingredientes como queijo e macarrão foi uma revolução na maneira de cozinhar na Itália.

Francis Mallmann foi o único chefe que me fez ficar com água na boca durante a série. Francis possui um método rústico de cozinhar alimentos (principalmente carnes). Usando apenas de lenha, ele prepara os mais belos pratos em seus restaurante no meio da PATAGÔNIA. O cara tentou se aventurar pela cozinha francesa, mas percebeu que aquilo não era o que ele gostava. Voltou os olhos para aquilo que seu país tinha de melhor e fez algo totalmente original sem sair da tradição.

Chefs Table” é uma série/documentário recomendadíssimo pra você que adora ver os jurados do Master Chef falando desse negócio e arte e cozinha, de mistura de sabores, de criatividade e etc. Também é interessante você perceber que cozinhar tem outras finalidades além de encher a pança.

Ok, alguém me vê um bife mal passado?

“THE LAST – NARUTO”: vai shippar na pqp!

A história bobinha de amor entre Hinata e Naruto

3 de junho de 2015

A tática do Kishimoto para manter a chama de Naruto acesa nos fãs parecia interessante. Um salto de tempo entre os capítulos 699 e 700 deixaria diversas lacunas a serem preenchidas pelo filme que viria logo em seguida. Foi um jeito inteligente de interligar mangá e cinema, mesmo eu particularmente odiando esse tipo de coisa.

Enfim. THE LAST – NARUTO já deixava claro que seria o último filme do nosso querido garoto raposa, e poderíamos ter a chance de descobrir como ele chegou ao tão sonhado posto de Hokage. Bem, passou longe disso. Parecendo mais uma história feita por fãs em fóruns (os chamados fanfics), o “The Last” ficou com cara de historinha de amor pra adolescente dormir.

Vamos debater um pouco sobre esse filme difícil de ser assistido lá no VLOG DO FÓRUM:

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Uma verdadeira aula de como ser ÉPICO com Game Of Thrones

Ainda é cedo pra falar, mas "Hardhome" (S05E08) é provavelmente o melhor episódio já feito em toda série

2 de junho de 2015

Muita gente se perguntou o que Vince Gilligan e Peter Gould pretendiam com a primeira temporada de “Better Call Saul“. Aqueles flashbacks, as relações estranhas de Jimmy com seu irmão e sócios da empresa… tudo parecia simples demais até que veio Pimento (S01E09) e pronto, foi aquele xeque mate do nosso velho mestre. Quando você começa a pensar que iria se decepcionar, ele te puxa pelo braço e diz “relaxa fera, vem comigo que é sucesso“.

Com Game Of Thrones passamos por algo semelhante. A famosa série que desperta os mais diversos tipos de reações exaltadas em seus fãs, precisava nos lembrar que o inverno está chegando. E que nunca devemos duvidar de sua qualidade.

Hardhome” é um desses episódios que marcam. É um daqueles momentos que você torce para o final do episódio nunca chegar, fica aflito com a situação, mas ao mesmo tempo maravilhado com o que vê em tela. É tão absurdamente bem feito, tão bem construído, que fica difícil segurar a emoção e soltar um PUTA QUE PARIU! QUE EPISÓDIO FODA DO CARALHO! (eu precisava disso).

Mas antes de entrarmos naquela que foi a melhor sequência já feita na série, é preciso falar daquilo que Game Of Thrones tem de melhor: os diálogos e relações entre seus personagens. Afinal, dragões e zumbis são apenas coadjuvantes de luxo nessa obra prima da TV.

Meu olhos brilhavam. Sim, brilhavam ao ver Tyrion e Daenerys dividindo a mesma tela. Que espetáculo esses dois personagens interagindo, que espetáculo é ver Tyrion sempre cauteloso e sábio com suas palavras. Que espetáculo é ver a teimosia de Daenerys e sua pouca experiência. Ninguém nos Sete Reinos poderiam ajudá-la a ponderar melhor que o anão. Lannisters, Starks, Targaryen, Baratheon… todas partes de uma roda que precisa ser destruída. Nos resta apenas esperar como Daenerys pretende conseguir isso.

O futuro que Game Of Thrones reserva a Rainha de Meeren pode ser glorioso, mas a outra Rainha parece ter cavado sua própria cova ao dar tanto poder assim aos Pardais. Esse tipo de virada diz muito sobre Game Of Thrones, onde o chamado “Efeito Borboleta” é levado a sério. Cersei jogou alto para se livrar de Margaery Tyrell e não pensou nas possíveis consequências. Ver a Rainha Mãe, tão poderosa e cautelosa lambendo o chão para matar sua sede é algo difícil de se acreditar.

Cersei pode ser o grande destaque desse final de temporada, sua importância dentro do Jogo dos Tronos sempre foi enorme. Afinal “Poder é poder” não é mesmo? Mas perto do que acontece ao Norte, toda essa soberba de nada vale. Um homem pode ter vários inimigos, mas os vivos só tem um: a morte. E a morte caminha rumo ao sul e finalmente o inverno da sinais que está chegando.

Quando reclamei que Game Of Thrones não conseguia construir boas sequências de ação eu falei muito sério. Tirando um ou dois bons momentos, a série sempre penou pra transmitir esse tipo de agnoia que sentimos durante grandes batalhas. Mas na boa, tenho que tirar o chapéu para o que aconteceu no último domingo. Deixar os 20 minutos finais do episódio para se focar em Jon Snow e os Selvagens foi uma jogada certeira, e toda a sequência que resultou no líder dos White Walkers exibindo seu exército foi inacreditável.

PQP CARA O INVERNO CHEGOU

Estava claro que os Selvagens jamais iriam aceitar a proposta de Jon Snow e partiriam tão facilmente rumo ao Sul. Todo o debate entre os líderes de clãs foi apenas uma preparação para o que estava por vir. Jon Snow deixou claro “todos somos apenas carne para o exército deles” e ele não precisou de muito tempo pra provar.

O avanço do exército dos mortos deu medo de verdade, aquela sensação de impotência perante um inimigo em maior número foi sensacional. De repente, todos os personagens badass da série, os exércitos, reis e rainhas, pareciam frágeis humanos perto daquela horda de mortos. Sensacional esse universo que George R.R. Martin criou.

Como disse lá em cima, ainda é cedo pra elevar “Hardhome” ao status de melhor episódio da série. E espero mesmo que não seja… que Game Of Thrones continue me surpreendendo sempre. E pra fechar, nada mais sincero que outro sonoro PUTA QUE PARIU! QUE EPISÓDIO FODA!

(chora haters)

O dia que os assinantes do Netflix tremeram: anúncios dentro da plataforma?

Serviço de streaming começa a testar um novo tipo de anúncio, mas calma, não é o que você está pensando

2 de junho de 2015

Antigamente (leia-se dois anos atrás) uma série original do Netflix era um acontecimento. Devido ao sucesso estrondoso de House Of Cards e Orange Is The New Black, tanto o público quanto a crítica passou a ver com outros olhos esse novo serviço que chegava ao mundo pra concorrer com o império da TV.

As séries originais passaram a vir com mais frequência, com temas para todos os gostos e público. Tem sitcom, tem dramédia, tem novelão, tem mini documentários, tem super heróis, tem advogados, terror e figuras históricas. Afinal, quando se fala de CATÁLOGO ele precisa ter opções pra todos os gostos, correto? É tipo ir a um restaurante e só ter um tipo de comida.

A estratégia do Netflix me parece clara: atrair o público para suas séries originais e fideliza-los por isso. Você gostou de Demolidor? Opa, vem cá, tem Lilyhammer aqui… Ter filmes, séries e documentários que não são originais em seu catálogo custa caro. Bem caro aliás.

Mas porque essa introdução tão longa? Bom, é pra entender o que vem acontecendo nos últimos dias e que graças ao murmurinho da internet deixou muita gente assustada. Alguns usuários (provavelmente americanos) relataram que durante um episódio e outro, ou antes de um filme começar, alguns trailers estão sendo exibidos. Ai o boca boca foi rolando até que a notícia que o Netflix estaria exibindo anúncios começou a circular.

Estamos realizando testes para exibir alguns de nossos conteúdos originais. Assim como vários testes de funcionalidades, isso pode nunca chegar a novos membros“ – esclareceu um porta voz do Netflix ao site Motherboard. Os anúncios na verdade, nada mais eram que trailers de produções originais do serviço.

Além do retorno da consagrada Orange Is The New Black, novas apostas estão prestes a entrar no catálogo, uma delas sem dúvidas é Sense8 dos irmãos Irmãos Wachowski. Agora a grande questão levantada é outra: você aceitaria propagandas no Netflix CASO isso resultasse em mais conteúdo? Eu provavelmente cancelaria minha assinatura.

O Netflix é o Netflix por ser essa plataforma justa de exibição de conteúdo. Ainda bem que a empresa se posicionou sobre o assunto: “Nossa política sobre anúncios publicitários permanece inalterada. Não temos planos para incluir anúncios de terceiros em nossa plataforma“. UFA!

Desafio “Charlie Charlie” e nosso medo de cada dia

Um simples viral que causou tumultos de verdade no Brasil

1 de junho de 2015

Em algum momento da história, nossos ancestrais começaram a olhar para o céu noturno e tentar entender o que eram aqueles pontos brilhantes. Olhar as estrelas ajudou a humanidade a prever o clima, migrações de animais, melhor época para o plantio e isso foi crucial para nossa civilização. Foi graças ao fascínio da nossa espécie no desconhecido é que chegamos onde estamos.

Nunca estamos satisfeitos com nossa ignorância. Ela incomoda e é isso que nos tira da zona de conforto do pensamento, e também nos faz procurar sentido nesse negócio chamado vida, qual nosso lugar no espaço, porque estamos aqui e etc. Acontece que existem dois tipos de pessoas: aqueles que usam da sua ignorância para descobrir e outros pra acreditar em bobagem.

O desafio “Charlie Charlie” é um desses exemplos desanimadores da necessidade humana em acreditar no ilógico. A essa altura do campeonato você já sabe que se trata de uma jogada de marketing pra um filme chamado “The Gallows“, que é mais um desse terror geração Bruxa de Blair.

O viral se espalhou rapidamente pela internet, com a moçada obviamente fazendo piadas e outros correndo pra pegar o hype. Infelizmente não foi só isso: a notícia que no Amazonas escolas tiveram aulas canceladas é realmente assustador. Não, o tal Charlie não foi lá fazer uma visita pra criançada, é assustador no sentido de como em pleno 2015 ainda educamos nossas crianças para terem medo de demônios e coisas do além.

Como o excelente texto do Meio Bit destaca, ao invés dos professores aproveitarem o momento para dar uma mini aula de física para as criança, a solução é firmar o medo nelas, dizendo para não brincar com esse tipo de coisa. Eu mesmo quando criança gostaria muito de ter ouvido de um adulto sóbrio que uma explicação assim.

Obrigado por destruir minha infância, Fantástico

Fui muito medroso. Uma certa época eu não conseguia dormir direito a noite de medo dos malvados “discos voadores”. Nos anos 90 era uma febre na tv falar sobre visitas de outros planetas. Como esquecer o estardalhaço que foi quando o ET de Varginha visitou o Brasil? A autópcia do extraterrestre no Fantástico? Não era uma boa época para viver caso você fosse um medroso.

Naquela época o que me consolava não eram orações. Foi o medo que me fez ler um pouco mais do que era acostumado, tentar saber a verdade, o que a ciência dizia sobre isso, qual seria a possibilidade de um ET vir me visitar e não ao presidente dos EUA.

É esse tipo de medo que engana pessoas e usa da inocência delas para proveito próprio. Colocar medo em uma criança é mais fácil que explicar a ela porque o lápis se mexeu.

Ver crianças realmente indo parar no hospital devido a esse medo medo irracional chega a ser triste. E infelizmente esse tipo de desafio vai muito além de piadas na internet. Muita gente ainda acredita que o diabo prefere infernizar a vida do pai de família da periferia que algum líder poderoso.

É por isso que o demônio da ignorância vai demorar pra ser morto.

Os excelentes efeitos especiais de “Mad Max: Estrada da Fúria” me enganaram

Eu fui um dos que achou que quase tudo ali foi real

1 de junho de 2015

Quando sai da sessão de “Mad Max: Estrada da Fúria“, corri pra tomar um copo d’água, bater a poeira da roupa e tentar adivinhar o que era real ou efeitos especiais no filme. Assim como uma cacetada de gente, tive a sensação de ter visto algo com pouco uso de efeitos de computador e que o George Miller fez tudo na mão.

Bem, mais ou menos. “Mad Max: Estrada da Fúria” tem sim diversas cenas modificadas com o uso de efeitos, acontece que eles foram tão bem executados, que a sensação de estarmos diante de um filme que evitou ao máximo o uso de computação é grande. Pra se ter uma ideia, o estúdio responsável pelos efeitos trabalhou por mais de dois anos aplicando efeitos de cor, modificando a geografia, inserindo explosões e figurantes.





Mas calma, o filme tem muita coisa feita na unha!

Obviamente algumas cenas em “Mad Max” são impossíveis sem o uso do CGI, isso todo mundo sabe. Acontece que muita coisa ali foi feita na unha e os efeitos de computador vieram apenas pra dar um gostinho melhor. Como uma pitada de sal.

O vídeo abaixo mostra os bastidores do filme, é meio longo, mas vale cada minuto. Ali você percebe a diferença de um bom diretor ao conduzir um filme e a paixão de Miller no que faz. Muitas cenas fodas foram feitas com dublês (como o Max preso na frente do carro), ou então os diversos capotamentos e pqp, o guitarrista tocava de verdade. Ser enganado pelos efeitos de “Mad Max” só me faz gostar ainda mais dessa obra de arte:

Os maravilhosos filmes da PIXAR e seu retorno com DIVERTIDA MENTE

Novo longa da PIXAR chega aos cinemas em julho, então, bora lá falar um tiquin do estúdio?

29 de maio de 2015

Lá se vão 20 anos desde que Toy Story estreou nos cinemas e desde então, a PIXAR se tornou sinônimo de qualidade e criatividade no cinema. O que não falta em sua jovem história são excelentes histórias que emocionaram pessoas de todas as idades.

Você provavelmente chorou no final de Toy Story 3, torceu pro WALL-E conquistar a EVA e deu muitas risadas com a Dory. Então nada mais justo que finalmente falarmos da PIXAR no VLOG DO FÓRUM e também do seu mais novo filme nte derramou lágrimas em DIVERTIDA MENTE.

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