SPOILERS na cultura pop | Bada Bing! Podcast

Hoje é dia do BADA BING! abrir suas portas. No S01E03 vamos debater a tal "cultura do spoiler"

27 de novembro de 2015

Enquanto canais como FOX e HBO batem recorde atrás de recorde de audiência, uma parcela da internet parece não perceber que os tempos são outros. Enquanto mais de 200 mil pessoas assistem ao mesmo tempo um episódio de The Walking Dead, outras estão nas redes sociais reclamando de spoilers.

Mas e aí, existe spoiler? A popularização de produtos antes tidos como “nerds” ajudaram a aumentar os spoilers? Bom, pegue seu copo de bebida e venha para o BADA BING! debater conosco.

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Guerra Civil: Homem de Ferro de coração partido com Capitão América

Saiu o tããão aguardado trailer de Capitão America: Guerra Civil

25 de novembro de 2015

Lá em agosto adurante a D23 a Marvel exibiu pela primeira vez um teaser trailer de Capitão America: Guerra Civil. Quem teve a oportunidade de estar no evento pode assistir com exclusividade uma prévia do duelo entre Homem de Ferro e Capitas. Para nós reles mortais restou a descrição do trailer, storyboard, cenas vazadas etc.

Mas foi há tanto tempo (na internet três meses equivalem a 150 anos), tantos relatos que SEI LÁ, sabe quando não bate AQUELE SENTIMENTO ao assistir de fato ao trailer?

Os Irmãos Russo que dirigiram O Soldado Invernal estão de volta e serão a mais importante dupla de diretores até o final dessa Fase 3 da Marvel, afinal, também é deles a direção de Guerras Infinitas. Eles fazem um trabalho honesto e dirigem bem cenas de ação, então não da pra esperar nada menos que excelentes momentos de porradaria..

Eu sei que os fãs já estão chiando que o plot para a Guerra Civil seja diferente dos quadrinhos, como eu não li, quero mais que se f#da. A grande verdade é que já passou da hora do Capitão e seus amigos serem responsabilizados pela destruição que eles causam, puta merda, já estão piores que o Megazord: destruindo cidades para salvar cidades.

Aí eu acho engraçado o pessoal que reclama da destruição em Man Of Steel, mas aceita de boaça que Nova York e Londres sejam atacadas por extraterrestres, uma cidade pacata no meio oeste americano seja apagada do mapa, prédios na África do Sul derrubados e Sokovia transformada em Cometa Halley e NADA aconteça com esses caras. Francamente.

Mas parece que finalmente vai acontecer… quer dizer, vai ter que acontecer outra merda grande pro governo abrir os olhos, e aparentemente o responsável seja Bucky, o amigão do Steve Rogers. É interessante essa intervenção do governo e espero que façam isso com um pouco de seriedade, que não termine por aí, que não tenha soluções fáceis, que isso se espalhe pelos próximos filmes. O Universo Marvel vai muito bem, obrigado, mas não custa variar o tom de vez em quando.

Mesmo com tantos super heróis em tela, esse filme ainda é basicamente CAPITÃO AMÉRICA 3, então teremos sim um foco especial no personagem, que sinceramente, graças aos próprios Russo, se tornou o mais interessante herói da Marvel nos cinemas. No mais, fico triste que ele tenha deletado o Tony Stark do facebook e tenha escolhido ser amigo só do Bucky.


VSF ESSA CENA ME DEIXOU TRISTE!

Uma declaração de amor a The Affair

Pra alguns um novelão, pra mim, uma obra belíssima sobre amor, paixão, vida adulta e relacionamentos

25 de novembro de 2015

Quando jovem passei várias madrugadas conectado a 50,6 Kbps (gloriosa internet discada) garimpando na internet bandas undergrounds de death metal, grindcore e blá blá. Gostava de ser o garoto da turma que conhecia bandas que ninguém conhecida. Gostava de ouvir o que ninguém ouvia. Aquilo me dava uma sensação de que eu era diferente, que nenhum dos meus amigos tinha um gosto tão exótico quanto o meu. Coisa de moleque, claro.

Se por um lado essa necessidade de buscar coisas novas era algo da minha natureza e me deixava feliz, por outro, eu simplesmente não tinha com quem comentar o novo álbum de bandas que adorava. Ninguém pra dividir a experiência, pra falar dos bons momentos, das letras. Nada. E isso é tão sem graça. Se isolar é ruim, dividir sentimentos faz parte da vida e nós aprendemos isso desde crianças.

Quando o Amigos do Fórum passou a adotar essa filosofia de compartilhar experiências que uma série de tv proporciona, acabei criando um grupo de leitores que assim como eu o Luide adolescente, estão afim de conhecer coisas novas. Mas diferente do Luide adolescente, eles querem ter com quem conversar sobre o que estão descobrindo. Ver, se emocionar, compartilhar, conversar, debater. É tão bom quando você convence aquele amigo a assistir uma série que você ama e ele volta todo apaixonado pra contar…

Porém, de todas as séries que apresento aqui, uma aparentemente continua passando em branco. Poucos, realmente poucos, dedicam seu tempo a vê-la. O nome dessa série é The Affair. E eu sou tremendamente apaixonado por ela.

A série da Showtime está em seu segundo ano e é provavelmente a mais humana em exibição na tv hoje em dia. Há quem chame The Affair de “novelão”. Poxa, se toda novela tivesse a qualidade de The Affair, Os Dez Mandamentos ganharia Emmy de Melhor Drama. Mas confesso que The Affair lembra em muito os dramas de uma novela, mas a maturidade com que ela narra tramas comuns como traição, família e relacionamentos é tamanho que é impossível compará-la a qualquer obra da Globo ou tv mexicana.

Humana. É assim que coloco The Affair. As situações apresentadas ali, as dores dos personagens, seus momentos de felicidade, de raiva ou tristeza são tão humanos que fica palpável. Você consegue assimilar o que eles estão sentindo, assim, a empatia é certa. A narrativa que conduz The Affair, dividindo a série em até quatro pontos de vista, ajuda ainda mais a entendermos o que essas pessoas sentem. E isso é tão bonito…

Não existem personagens irreais, momentos de “explodir cabeças” ou cenas pqparíveis. É uma série calma, no seu próprio tempo, que fala sobre relacionamentos e suas consequências, fala sobre o egoísmo do ser humano. Mas também fala sobre nossa fragilidade, sobre amor, sobre abandono, traumas, distância. Fala sobre sentimentos tão comuns que você certamente via se apaixonar por Alison, ou por Helen, ou pelo Cole ou pelo Noah, nossos quatro protagonistas.

The Affair está entre meus dramas favoritos hoje na tv, mas é a que mais mexe comigo. Em alguns episódios eles conseguem transmitir o que o personagem sente de uma maneira tão verossímil que fica até difícil segurar a emoção. Da vontade entrar dentro da tv e oferecer um abraço, uma palavra de carinho. Que vai ficar tudo bem.

Pra mim que passo grande parte do meu dia indicando séries e também recebendo indicações dos leitores do Amigos do Fórum é quase inacreditável que The Affair não seja uma das séries mais assistidas para fãs do gênero. Eu já estou pra jogar a toalha, me conformar que não terei com quem dividir essa experiência, assim como o Luide adolescente não tinha. Mas deixo aqui essa declaração de amor a obra de Hagai Levi e Sarah Treem, minha declaração de amor a The Affair.

Após três episódios difíceis, The Walking Dead volta a falar sério

"Heads Up" (S06E07) coloca a série de volta nos trilhos

23 de novembro de 2015

Então é isso: Glenn está vivo. Porém mais importante que isso é que após três episódios terríveis, The Walking Dead está de volta aos trilhos e mais uma vez pronta para oferecer um final de meia temporada DAQUELE jeito que estamos acostumados: merda, merda e mais merda.

Como disse no review passado, essa mania de fragmentar a temporada em episódios quase procedurais tira de The Walking Dead a chance de finalmente se tornar uma série sólida, acabar de vez com os altos e baixo que sofre desde o segundo ano. Talvez o problema seja nosso que esperamos demais da série, mas episódios como “Heads Up” mostram que ela tem muita coisa boa pra oferecer.

Apesar nem de longe ser o melhor da temporada (acredito que JSS ainda seja), “Heads Up” faz com que os núcleos antes espalhados voltem a se unir. O mistério que envolveu a morte de Glenn foi tão mal executado que saber se ele estava vivo não soou como surpresa, afinal, os três últimos episódios foram tão cansativos que estragou a festa. É tipo pegar uma fila de duas horas pra comer no Outback: a comida pode até ser boa, mas a espera pode não valer a pena.

A única coisa que impede você de virar um monstro é matar” – Carol

Mas aí ao invés do Glenn voltar pra casa e reencontrar sua esposa e filho, não, ele fica atrás da menina rebelde. Eu sei que o Glenn não é tão racional quanto a Carol, mas na boa, é muito tempo dedicado a alguém que não significa tanto assim. Mas já deu pra perceber que a burrice em The Walking Dead é mais contagiosa que o próprio vírus zumbi. De qualquer forma, é bom tê-lo de volta, afinal, Negan is coming

Já em Alexandria a comunidade começa a conhecer o “lado de fora”. A invasão dos wolfs deixou marcas em todos e o destaque desse episódio pra mim foi o diálogo entre Carol (sempre ela) e o garotinho. “A única coisa que impede você de virar um monstro é matar“. É impressionante como ela nunca se deixa levar por sentimentos dispensáveis e o provável confronto dela com Morgan é a coisa mais esperada dessa metade de temporada. Ao menos por mim, membro do #TeamCarol.

Enquanto isso Rick vai cada vez mais se tornando o líder que sempre foi, mas dessa vez de Alexandria. Poucos como ele tem uma noção tão grande de sobrevivência e agora com a queda dos muros, é hora de mostrar porque ele passou por tanta merda e ainda sim foi fiel ao grupo. O mid season promete ser aquilo que sempre foi: repleto de mortes e grandes mudanças na trama. Fico feliz em ver que The Walking Dead sabe construir bons episódios quando quer.

Podia ser sempre assim…

Jon Snow, sangue e muitas dúvidas no poster da 6ª temporada de Game Of Thrones

Nunca um simples poster deixou tantas dúvidas no ar...

23 de novembro de 2015

Assinar contrato como ator em Game Of Thrones é ter em mente que a qualquer momento seu personagem sofrerá uma morte terrível e você estará novamente desempregado. A série não tem preconceitos na hora de matar alguém: morre homem, morre mulher, morre criança, morre gigante, morre rico e morre pobre, morre “bonzinho” e morre “malvadinho”.

Ninguém é maior que o Jogo dos Tronos e George R.R. Martin deixa isso claro. Mesmo assim alguns personagens tem sim uma importância, errr, digamos, maior. Jon Snow é sem dúvidas um desses, o cara que ganhou o status de “herói da série”, afinal, ele era o filho bastardo, que ninguém acreditava, precisava provar seu valor e foi fazendo isso gradativamente na história. Mas aí veio o final da quinta temporada e BOOOOOOM!

Será que Jon Snow teria sobrevivido as facadas? Bom, eis uma pergunta que nem quem já leu os livros tem a resposta, mas teoria é que não nos falta. Como você se lembra, a Melisandre tem uns poderes meio loco e queimou chão pra Marulha depois de ver que Stannis estava prestes a falhar como Rei. Existe também a possibilidade de Jon Snow ter o mesmo poder de Warg (Troca Pele) que seu irmão, assim, ele estaria no corpo do lobo Fantasma.

OU ENTÃO ELE MORREU MESMO. FIM. Mas aí temos esse primeiro poster oficial da 6ª temporada de Game Of Thrones, anunciando o retorno para abril de 2016. E agora? O que esse sangue significa? Virou uma santa que chora sangue? Tá vivão? Virou zumbi? Mano… volta logo Game Of Thrones!

HBO confirma o retorno de Game Of Thrones pra abril. Boatos apontavam a estréia pra MAIO.
Lembrando que ano que vem ainda temos a estreia de Vinyl. Já True Detective segue indefinido.

O filme da Mulher Maravilha começa a ganhar forma

Abram alas para Gal Gadot!

21 de novembro de 2015

Muita gente se perguntava como a Marvel conseguia fazer filme com Guaxinim enquanto a DC deixava no banho Maria seus personagens icônicos. A piada acaba a partir de 2016 quando a Tríade Superman, Batman e Mulher Maravilha passam a fazer parte da agenda de filmes com super seres.

Mas se a Marvel engasga em colocar personagens femininas nos cinemas, a DC não perdeu tempo e deu logo pra Diana um filme solo. Um personagem tão poderoso e simbólico merecia muito mais do que figuração em Batman V Superman e em 2017 é a Mulher Maravilha se torna a primeira personagem feminina a ganhar seu mais do que necessário espaço.

Gal Gadot é a responsável por dar vida a Princesa Diana. E por mais que alguns ainda discordem da escolha, é fato que a cada nova imagem a atriz vai se tornando de vez a Mulher Maravilha. Se me permitem um elogio, pqp, que mulher linda!

Essa é a primeira imagem oficial do filme que será dirigido por Patty Jenkins, que é mais conhecida por seu trabalho em séries de TV como The Killing. Acho tão incrível isso acontecendo, pessoas que ajudaram a TV a se tornar esse paraíso de boas produções, migrando pro cinema. Boa sorte a moça.

O elenco do filme também começa a ser oficializado e até o momento temos Chris Pine como Capitão Steve Trevor, nossa Primeira Dama Robin Wright, Danny Huston que talvez seja Aries, David Thewlis, Ewen Bremner, Saïd Taghmaoui, Elena Anaya e Lucy Davis. Ainda há boatos de uma ponta do Batman no filme, que estaria agindo em segredo para recrutar a Liga.

Mulher Maravilha nos cinemas. Está acontecendo.
E que a personagem possa ter uma importância gigantesca nessa era de super heróis. Nós precisamos da Diana.

Jessica Jones, Killgrave, o abuso e a humanidade da personagem

Ela pode dar seus super pulos e levantar alguns carros, mas é a personagem mais humana da Marvel fora dos quadrinhos

20 de novembro de 2015

Um dos fatores que ajudaram a televisão a ser o que é hoje, esse grande veículo que produz séries tão incríveis, foi a ousadia de vários criativos que através de mafiosos, publicitários, professores, policiais etc contaram histórias que iam além do básico, do feijão com arroz, daquilo que o público estava acostumado a devorar. O chamado “cavalo de tróia” entrava em sua casa através da tv, e sem perceber lá estava você consumindo algo muito maior daquilo que as chamadas diziam ser.

Não só nas séries a cultura pop sempre usou de suas “armas” para contar nossa realidade, denunciar preconceitos e nos ajudar a evoluir como seres humanos, é muito mais que puro entretenimento. E a cultura pop também precisa evoluir e acompanhar nossa sociedade, não é por menos que o novo Star Wars tem uma mulher e um negro protagonistas.

Assim, fica difícil olhar para o primeiro episódio de Jessica Jones e não enxergar ali uma alegoria através de super heróis para os abusos que a mulher sofre dia-a-dia simplesmente por ser mulher. A nova série da Marvel no Netflix começou muito bem e se você achou que o passado da showrunner Melissa Rosenberg com Crepúsculo iria respingar em Jessica… bom, passou longe de acertar.

Primeiras impressões em vídeo também!

Olhar Krysten Ritter no papel de Jessica Jones é imaginar que ninguém seria melhor para o papel. A atriz entrega uma personagem que não precisa de muito para mostrar o quanto está quebrada, ou melhor, o quanto ela FOI quebrada por alguém. Um vilão, um monstro, um perseguidor. Jessica carrega em suas costas o peso que nenhum outro personagem da Marvel fora dos quadrinhos parece carregar.

É um tipo de dor que fica difícil de imaginar pelo que ela passou. O primeiro episódio ajuda a criar essa proximidade da personagem, ainda mais quando seus super poderes são poucos explorados, no máximo em duas cenas.

Enquanto isso David Tennant passa um temor inacreditável mesmo sem aparecer de fato. Kilgrave já é uma aposta de grande vilão da Marvel, que depois de Ultron, percebemos que ela tem um certo problema com isso… é preciso que Jessica deixe de lado a fuga constante, perceba que ela não é culpada pelo que passou e finalmente resolva fazer algo, acabar com isso de vez. O medo não é a saída, a culpa também não.

Até o episódio final temos muito pra acompanhar e conhecer da Jessica. Se eu não fazia ideia de quem ela era, agora quero saber tudo.

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