Amigos do Fórum - Página 10 de 339 - Cultura pop e entretenimento todo dia

Episódio final da sexta temporada de Game Of Thrones: 69 minuto está bom pra você?

HBO confirma que The Winds of Winter será o episódio mais longo da história da série

8 de junho de 2016

Game Of Thrones já cravou uma tradição em sua curta história. O nono episódio é sempre aquele que destrói sua alma, e o décimo encerra a temporada deixando um gancho maravilhoso para a próxima. Se você não se lembra do que geralmente costuma acontecer nesses episódios, te ajudo a refrescar sua memória.

S0109: Ned Stark Morre
S01E10: Nascem os dragões de Daenerys

S0209: Batalha de Água Negra
S02E10: o exército de White Walkers aparece

S0309: Casamento Vermelho
S03E10: Daenerys liberta Yunkai

S0409: Batalha dos Selvagens contra a Patrulha da Noite
S04E10: Bran Stark conhece o Corvo de Três Olhos

S0509: Drogon salva Daenerys dos Filhos da Harpia
S05E10: Jon Snow é assassinado

Deu pra perceber que esses episódios são, de longe, a sequência mais esperada em toda temporada. E a HBO finalmente confirmou que o S06E09 e S06E10 terão respectivamente 60 e 69 minutos, assim, a season finale será o episódio mais longo em toda série.

The Battle of the Bastards finalmente irá colocar frente a frente do exército de Jon Snow e Ramsay Bolton. Agora The Winds of Winter é o nome do sexto livro de George R.R. Martin que ainda não foi lançado. Sabe deus o que a HBO reserva para nós. A direção de ambos episódios fica por conta de Miguel Sapochnik, que dirigiu o aclamado Hardhome (S05E08). PQP!

Estava achando os últimos episódios de Game Of Thrones “mornos”? Então prepare seu corpo, winter is coming!

O que você entendeu do final de Mad Men?

Quem venceu em Person To Person?

7 de junho de 2016

Na noite de 10 de junho de 2007 as linhas da HBO ficaram congestionadas. Os EUA se reuniu naquela noite para assistir ao último episódio de Sopranos e não ninguém esperava pelo que David Chase iria aprontar. Milhares de assinantes ligando para saber se o sinal havia caído… bom, só quem assistiu a maior série de todos os tempos entende esse sentimento. Nove anos depois ainda é um dos finais em série que mais despertam debate acalorado entre os fãs. É claro que uma obra de arte não iria terminar de maneira óbvia.

Cerca de um mês depois, mais precisamente no dia 19 de julho, iria ao ar Mad Men, série que seguindo a escola Sopranos, iria entregar mais um final desses que duram décadas. Afinal, o que aconteceu com Don Draper em Person To Person?

Existem dois finais ali. O primeiro é que Don, após passar alguns dias em um retiro espiritual, absorveu toda essa experiência e transformou em um lindo comercial para a Coca-Cola, conta que ele sempre sonhou em trabalhar. O outro é como no fim das contas nada do que ele viveu ali importou, a publicidade venceu e Don Draper é uma alegoria a essa máquina de transformar emoções em produtos entalados.

O primeiro final é o mais belo e ao mesmo tempo cínico. Don Draper viveu algo transcendental em sua viagem e seu contato com a cultura hippie da década de 60 serviu para trazer um certo alívio a sua alma. Don sempre fugiu, sempre buscou algo que nem ele mesmo sabia o que era. Então quando ele havia deixado de lado a publicidade, deixado de lado sua maior escravidão que é o trabalho, se viu livre pela primeira vez, reencontrou seu verdadeiro eu para anos mais tarde transportar tudo isso no comercial Hilltop para Coca-Cola.

Don Draper recupera seu brilhantismo e agora está pronto para seguir em frente em sua carreira. Mas não é assim que enxergo esse final de Mad Men.

Esse comercial da Coca-Cola é perfeito para entender a ideia de como a publicidade venceu em Mad Men. Don Draper não se transformou em uma pessoa melhor, ele continua o mesmo. Ao invés disso usou cada momento, cada pequeno detalhe, cada sentimento, para embalar tudo em um comercial de tv. O mundo realmente seria um lugar melhor, com as pessoas de mãos dadas cantando juntas, sem preconceitos. Mas obvio, tudo isso com uma deliciosa Coca-Cola.

A publicidade é exatamente isso. Ela transforma momentos especiais em frasco de perfume, amizade em uma cerveja gelada, pega o amor da sua mãe e risca um dia no calendário. A ideia de que um café da manhã perfeito só existe com determinada margarina, ou o almoço em família só pode existir com tal refrigerante, é o que Don Draper sempre fez.

Don Draper associou felicidade e liberdade com cigarro, falou sobre nostalgia para a Kodak. É tudo feito e pensado para plantar a ideia de que nada de bom pode ser grátis. Person To Person é a denúncia que sua felicidade há muito tempo foi embalada e está sendo vendida em prateleiras. Não adianta você sorrir se esse sorriso não foi comprado.

Mas eu fico com a mensagem final de Bert Cooper em Waterloo, o melhor episódio de Mad Menthe best things life are free.

A lua pertence a todos.

Breaking Bad pelo ponto de vista de Jesse Pinkman é mais triste do que você imagina

Como Walter White QUEBROU o garoto Jesse Pinkman

7 de junho de 2016

Quando Walter abriu mão das coisas importantes para cultuar a si mesmo, ele destruiu a vida de todos ao seu redor. Foi uma espécie de Rei Midas ao contrário e tudo que ele tocou virou pó. Como o protagonismo lhe pertencia, vimos a tragédia de Heisenberg através de seus olhos. Manipulados pelo excelente roteiro, éramos estrategicamente levados a enxergar tudo pela ótica desse sociopata.

Mas o que acontece quando tiramos todo o abuso emocional criado por Walter White para esconder seus mais selvagens e mesquinhos desejos de poder? Uma história avassaladora sobre vidas despedaçadas.

Em seu caminho de sangue, Walter White foi pisando em todos, não importa o grau de proximidade. Skyler, Walter Jr., Hank, Saul e claro, Jesse Pinkman, que desde o começou sofreu o inferno na Terra. Sua relação com Walter é recheada de momentos que só a psicologia pode entender.

Ao mesmo tempo que existia uma preocupação legítima por parte de Walter, havia por trás disso tudo um plano maior. É como se Walter White fosse um deus tribal que amasse Jesse a sua maneira, mas a qualquer momento pode se cansar de tudo e fazer chover fogo dos céus.

Esse vídeo é terrível. Ele pontua cada um dos momentos que destruíram o inocente Jesse Pinkman, e como Walter White foi responsável direto por cada gota de sangue.

Citação de One Minute (S03E07)

Eu não quero nada com você. Desde que eu o conheci tudo que eu gostava desapareceu. Arruinado, virando merda, morto. Desde que me juntei ao grande Heisenberg. Eu nunca me senti mais sozinho. Eu não tenho nada! Ninguém! Tudo se foi!

Por que você entenderia? O lhe importa contanto que você tenha o que quer?

Você não da a mínima pra mim.

Via Breaking Bad Brasil

Com forte teor político, Game Of Thrones mostra porque é um bom drama

"The Broken Man" (S06E07) é um exemplo de como a série se sustenta bem sem a típica ação

6 de junho de 2016

Tem cenas que só Game Of Thrones faz por você? Tem. A série é recheada de momentos épicos, onde aquela mistura de frio na espinha e adrenalina vão lá em cima. Porém ação por ação, tensão por tensão, não sustenta uma pequena obra de arte da tv como Game Of Thrones. É preciso ser boa em todos os aspectos.

The Broken Man é esse episódio necessário para nos lembrar que nem só de dragões e zumbis vive a obra de George R.R. Martin. Com um forte teor político, mostra que quando quer, Game Of Thrones sabe ser um drama. É claro que um equívoco aqui ou ali sempre rola, mas em um modo geral, o episódio se saiu muito bem em uma temporada que começou frenética.

O principal problema de The Broken Man é sua principal surpresa. O Cão de Caça está vivo, mas esse mini arco batido sobre a “verdadeira natureza” de alguém é tão básico e clichê que olha, me espanta ver isso em Game Of Thrones. Esse lance de alguém ruim encontrar a redenção, para logo em seguida ser jogado em uma situação onde tudo que ele pensou sobre o que é certo é posto a prova é muito previsível. Muito.

Estava meio óbvio quando a ladainha sobre ser bom começou: alguma coisa terrível iria acontecer para o Cão voltar a ser o Cão. Ninguém iria “ressuscitar” o personagem pra ele ser um hippie, mas tudo bem. Jogo que segue e é interessante pensar no futuro do personagem.

Falando em ressurreição torço para que Jaime Lannister volte a viver dentro da série. Apagado há algumas temporadas, Jaime perambulou pra lá e pra cá sem muita importância dentro da trama, agora, diante do Black Fish ele pode provar a todos que não é apenas o homem que traiu seu juramento. O cerco ao castelo promete já que Brienne, sua velha amiga, está a caminho.

The Broken Man (S06E07)

The Broken Man foi um episódio de diálogos, com Jon Snow e Sansa Stark buscando apoio. A cena com a pequena Lyanna Mormont já é uma das melhores desse ano, mostrando que em Game Of Thrones o que não faltam são ótimas personagens femininas. A fama dos Mormont foi mantida.

É interessante notar como The Broken Man serve de alerta para o que está por fim no final dessa temporada. Todas as peças que foram reposicionadas em Blood Of My Blood fizeram agora seu primeiro movimento. Com Cersei pronta para agir, Margaery arquitetando algo, Jaime no cerco, o exército de Snow e Arya pagando pela sua traição, os próximos episódios prometem compensar a ausência de ação desses dois últimos.

Mesmo que The Broken Man não seja seu tipo de episódio favorito em Game Of Thrones, é preciso reconhecer sua importância no cenário geral. A politicagem corre nas veias de Westeros.

Requiem For a American Dream: o mundo de Mr. Robot não é ficção

Documentário fala sobre a queda democracia e como nós realmente somos governados por grandes corporações

3 de junho de 2016

Antes de assistir a Mr. Robot ou antes da estréia da segunda temporada, você precisa assistir ao documentário Requiem For a American Dream, recém adicionado no Netflix, que sem dúvida alguma irá transformar sua experiência na série em algo assustador. A visão de mundo de Elliot pode não ser tão ficcional quanto achávamos, quer dizer, a gente até sabia, mas não queria admitir.

O que estou prestes a te contar agora é ultra secreto, uma conspiração maior que todos nós. Existe um poderoso grupo de pessoas lá fora que estão secretamente comandando o mundo. Estou falando dos caras que ninguém sabe, os caras que são invisíveis. Os 1% do topo dos 1%, os caras que brincam de deus.

Mr. Robot S01E01

Mr. Robot começa com o primeiro contato entre Elliot e sua própria mente. Não, ele não está quebrando a quarta parede, é apenas um eco dentro de sua própria consciência. Elliot está perturbado porque, segundo ele, descobriu algo que um poderoso grupo de pessoas esconde do resto da humanidade.

Apesar de todo clichê que o tema carrega, Mr. Robot em momento algum recua em sua denúncia: democracia não existe e nós somos escravos de grandes grupos empresarias. Por ser tratar de uma série de televisão, é comum encararmos essa realidade proposta como ficção. Afinal, nós sabemos bem o que queremos e por quem somos governados, certo? Não.

Requiem for the American Dream é um documentário que torna a ficção de Mr. Robot realidade. Narrado pelo filósofo e ativista político Noam Chomsky, um dos maiores intelectuais da nossa época, o documentário vai através das décadas do século XX mostrando passo a passo como a democracia foi ruindo, tudo para privilegiar um pequeno grupo de pessoas. Aqueles 1% que estão no top dos 1% que o Elliot fala.

É, no mínimo, apavorante. Requiem for the American Dream lista 10 táticas usadas para destruir nossa democracia, e como criar uma verdadeira escravidão mental em nós, para que aos poucos, aceitemos nossa condição sem lutar por algo melhor. Noam Chomsky também mostra como a sede por poder desses conglomerados vão engolindo a tudo e todos para gerar uma concentração de riqueza.

Os dez princípios da concentração de riqueza e poder

1. Reduzir a Democracia
2. Moldar a ideologia
3. Redesenhar a economia
4. Deslocar o fardo de sustentar a sociedade para os pobres e classe média
5. Atacar a solidariedade
6. Controlar os reguladores
7. Controlar as eleições
8. Manter a ralé na linha
9. Fabricar consensos e criar consumidores
10. Marginalizar a população

Requiem For a American Dream (2016)

Requiem for the American Dream é um documentário incômodo, que vem bem a calhar com o conturbado momento político que nosso país vive. Dos itens citados, o que mais chama a atenção é o 5: atacar a solidariedade. De fato é a falta de empatia pelo próximo vai corrompendo uma sociedade de dentro pra fora.

Noam Chomsky credita a solidariedade em níveis de nação (mesmo sem estar estudando você paga impostos para que a criança do outro lado da rua tenha uma educação de qualidade) como uma das responsáveis pelo boom de crescimento que os EUA enfrentaram no início do século passado. E como isso vem sendo questionado lentamente através dos anos para que finalmente crie um caos social.

Outro ponto que atinge a todos é a questão do consumo. Quando nos tornamos reféns da publicidade nossa vida passa a ser controlada por grandes empresas, quer você queira, quer não. A ideia de que como ser humano somos apenas completos se consumirmos foi planejada com muito cuidado. Em um país desigual como o Brasil onde milhões ainda vivem sem saneamento básico, a noção de que se o “pobre” (tratado aqui como uma espécie de personagem) pode ter aceso a coisas extremamente importantes como celular, o resto pode esperar.

É uma reflexão importante que mesmo com todo o tom de pessimismo, deixa no final uma mensagem de esperança:

Governo nenhum fará reformas se não for pressionado pelo poder do Povo organizado. O que importa são os pequenos atos de pessoas desconhecidas que fundam as bases para eventos significativos da história“.

Poder para o povo. Assista. Tem no Netlflix.

O que você está esperando pra começar AGORA a ouvir podcast?

Podcast é cultura, podcast é entretenimento, podcast é conhecimento. OUÇA PODCAST!

2 de junho de 2016

A busca pela nova rede social do momento faz vítimas, e a maior dela é você. Sim, você mesmo que é levado diariamente a acreditar que tudo que existe de bom na internet brasileira está sendo feito dentro do youtube, snapchat ou qualquer aplicativo do gênero. Não que a rede social de vídeos ou essa de 10 segundos não tenha algo decente, mas esse entusiasmo exagerado por parte da mídia acaba tornando outras formas de comunicação um tanto esquecidas. É o caso do podcast.

Diferente das citadas, o podcast é uma plataforma focada no conteúdo, não na imagem. Essa conversa de proximidade com o “ídolo“, de desenvoltura frente as câmeras, de uma edição pesadíssima, não funciona muito em áudio. Em podcast o carro chefe é conteúdo, e quando falo de conteúdo, é de verdade.

É claro, o youtube tem seu valor e seu público, mas em relação a conteúdo me sentia órfão e pouco representado. Poucos canais se propõe a falar sério, e pior, a falta de incentivo tanto do público quanto da publicidade, leva esses projetos fora da curva pra uma morte rápida. A maioria dos canais que falam sobre ciência, política, história, cultura pop e outros assuntos nichados de uma maneira mais séria, buscando o valor da mensagem e não o puro entretenimento, raramente crescem. E ninguém gosta de falar pro nada.

Alguns anos atrás acabei conhecendo o Nerdcast, que é a porta de entrada pra muitos nesse ramo. Fiquei apaixonado pela maneira como os participantes conseguiam falar de temas difíceis de uma maneira acessível. Dali pra frente meu mundo foi se abrindo, e hoje nada na internet me comove mais do que o cuidado que muitos podcasters dedicam ao seu conteúdo.

A mídia ainda é pouco explorada por brasileiros, mesmo com um grupo bastante fiel, acredito que algo tão bom deveria ser mais difundido. É uma pena que essa hipervalorizarão do eu, que busca exaltar pessoas ao invés de conteúdo, deixa de fora tantos e tantos bons podcasts. Mas como o Amigos do Fórum é um site que valoriza o que você assiste e ouve, aqui vão algumas dicas caso você ainda não seja um inicializado:

Anticast

Ivan Mizanzuk comanda a bancada do Anticast, programa que começou unindo designs, mas hoje põe em pauta o machismo no mundo nerd, impeachment e as melhores análises sobre Black Mirror que você terá acesso.

Não Ouvo

O podcast do maior blog do Brasil, porque rir também pode (e esse eu participo).

Mamilos


Podcast comandado por mulheres disposto a debater todas as polêmicas jogadas diariamente na sua timeline. Mas com um pouco de seriedade.

Xadrez Verbal


Muita, mas MUITA política.

BADA BING!


A versão em áudio do Amigos do Fórum.

Projeto Humanos


Já falei sobre ele aqui no Amigos do Fórum. De longe, a melhor coisa sendo feito na internet brasileira.

***

Boa diversão.
E você conhece um BOM PODCAST PRA INDICAR? Sinta-se a vontade nos comentários.

O Sushi dos Sonhos de Jiro é uma aula sobre disciplina e legado

Documentário sobre o melhor sushi do mundo cria uma conexão fortíssima entre comida, família e trabalho

1 de junho de 2016

Dentro de uma estação de metro em Tóquio, um restaurante com apenas 10 lugares é considerado o melhor do mundo em relação a sushi. Há décadas preparando essa iguaria que é um símbolo da cozinha japonesa está Jiro Ono de 90 anos, um homem que através de sua arte carrega toda a essência da filosofia de vida de seu país.

Assim que você escolhe sua ocupação, é preciso mergulhar em seu trabalho. Apaixonar-se pela profissão” é uma das frases de Jiro que abre o documentário “O Sushi dos Sonhos de Jiro“, dirigido por David Gelb, o criador de Chef’s Table. Aqui o diretor aplica toda sua capacidade de transformar essa relação homem e comida em mais pura poesia. O documentário mais parece um episódio de Chef’s Table, mas é fato que nenhum outro chef apresentado na série é tão profundo e sincero em suas palavras quanto Jiro.

Mais do que apenas um chef de cozinha, Jiro é a típica caricatura do japonês minimalista, sábio e metódico. Através de décadas em busca pela técnica perfeita no preparo do sushi, Jiro tornou-se uma verdadeira lenda nesse tipo de cozinha. Mas como fica evidente em Chef’s Table, David Gelb não quer apenas mostrar um restaurante de sucesso, mas tentar entender o que se passa na cabeça desses homens.

O Sushi dos Sonhos de Jiro é uma verdadeira ode a disciplina e principalmente ao legado. É sobre se dedicar aquilo que faz, não importa o que seja. É sobre passar o bastão para seus filhos. É sobre construir algo maior do que simplesmente bens materiais. É sobre existir.

O Sushi dos Sonhos de Jiro (2012)

O preparo do sushi é praticamente um ritual religioso, mas o que levou Jiro Ono a se tornar o maior nome no assunto? A dedicação. Da preparação do arroz a busca pelo peixe, Jiro emprega em sua arte verdadeiras lições sobre excelência. Não existe trabalho pela metade, não existe sushi mais ou menos. O cliente que paga absurdamente caro por uma refeição de no máximo 20 minutos precisa viver uma experiência quase transcendental, mesmo com uma comida tão tradicional como sushi.

Ao contrário de chefs que querem mudar o mundo com seus pratos, Jiro é mais reservado. Sua arte é um legado que ele tenta passar para seus dois filhos, que cresceram sobre um padrão rigoroso de trabalho. A pressão é tamanha que o mais novo saiu em busca de seu próprio negócio, e o mais velho é o único herdeiro do Sukiyabashi Jiro, o pequeno restaurante. Em uma estação de metro. Que pra se reservar uma mesa é preciso desembolsar o equivalente a 1500 reais.

Assistindo O Sushi dos Sonhos de Jiro você entende muito sobre a cultura japonesa, a maneira como eles encaram a rotina, o trabalho. Entende mais sobre família, a relação homem natureza, e como um simples sushi pode parecer mais complexo do que imaginamos. É simplesmente um documentário que enche a alma.

Assista. Tem no Netlflix.

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