Aprendendo paternidade com Tony Soprano

Entendendo o personagem e suas relações com a família

13 de abril de 2016

Daqui alguns dias serei pai. Quer dizer, na realidade já sou há quase 9 meses, mas fisicamente ainda não vivo a paternidade, ao contrário da Camila que está carregando a Alice todo esse tempo, viu seu corpo mudar e os hormônios entrarem em ação.

Então passei os últimos meses questionando tudo que entendo como moral, valores, amor, família e o toda a periferia da construção de caráter. Quero ter certeza do que irei ensinar o certo pra minha filha, mesmo que algum dia, o mundo prove que estou errado. De todo modo, farei o possível.

Em uma dessas minhas reflexões sobre paternidade, comecei a estudar os pais da cultura pop, principalmente os criados no universo das séries, onde claro, devido ao tempo, são melhores explorados. Começando por ele que ditou as regras do protagonismo e sem dúvidas, é o maior personagem já feito pra tv. Anthony Soprano, o mafioso mais canalha que já conheci.

Pra entender Tony Soprano é preciso partir de duas frentes que definiram seu caráter. A primeira é composta pelas suas experiências pessoais, que vai desde sua relação com família até suas próprias escolhas. Um homem nada mais é que um conjunto de memórias pulsando e colocando pra fora a tal personalidade. A segunda frente é o ambiente onde Tony vive e como isso o influenciou a ser quem é.

Pra começar, Tony Soprano cresceu em um lar não muito diferente de algumas pessoas, por isso, nesse primeiro instante, é importante esquecer a máfia, que será considerada apenas quando o segundo fator entrar no jogo. Seu pai era um homem violento que fazia o tipo alpha provedor. Tony aprendeu desde cedo que deveria se portar como uma pessoa que não aceita limites e muito menos provocações.

Enquanto isso sua mãe Livia era uma mulher passivo agressiva, totalmente manipuladora e tão ou mais perversa que seu pai. Assim, o pequeno Tony cresceu totalmente desprovido de afeto, o que praticamente pavimenta o caminho perfeito para que ele se torne o homem que seu pai foi. Até aqui a máfia precisou ser deixada de lado justamente porque muitos crescem em um lar assim. Porém é agora, com Tony mais velho, que ela entra em jogo.

Quando a máfia torna-se parte de Tony Soprano é que nasce o personagem que nós conhecemos, e entender como esses dois fatores o criaram (experiências pessoais + ambiente) é entender toda a geração de anti-heróis da tv. Agora além de lidar com o cargo de chefe da máfia de Nova Jersey, Tony tem sua própria família, e é justamente esse embate entre trabalho e lar que torna o personagem tão próximo de nós. Pois é, acredite.

Apesar de ninguém aqui agredir a outras pessoas com um taco de baseball, Os Sopranos conversa em muito com o homem comum, afinal, não importa sua profissão, ao chegar em casa terá os mesmos problemas que um chefe da máfia ou lixeiro.

Mas Tony Soprano foi um bom pai?

Brett Martin autor do livro “Homens Difíceis” aponta o quinto episódio da primeira temporada de Os Sopranos como aquele que definiria pra sempre os rumos da televisão. Em “College“, Tony e sua filha Meadow saem em uma trip visitando faculdades e durante a viagem, Tony é confrontado a respeito de seu trabalho.

É nesse episódio, que mistura o homem pai de família e o capo da máfia, que um limite foi quebrado na televisão: o protagonista que mata e ainda assim é adorado por todos. Também é quando as relações de Tony com a família passam a ser definidas com mais clareza.

College” é o episódio que definiu a Terceira Era de Ouro da TV

Algo interessante de notar em Tony Soprano é sua capacidade de distorcer os valores moral para benefício próprio (algo que será essencial na construção da próxima geração de protagonistas). Sua noção de honra e família é poderosa, não há como negar. Porém para Tony, o macho que provê e continua como uma figura forte e inquebrável é o suficiente para manter uma família.

Tony Soprano honra sua mulher, mas essa honra desconsidera a traição. Ele também paga as melhores escolas, mas esquece de como a violência do próprio pai o manchou pra sempre, assim, são raros os momentos afeto entre ele e seus dois filhos. Portanto não é de se espantar que seu filho mais novo receba toda uma carga negativa e desenvolva os mesmos sintomas de ansiedade do pai. O próprio admite que seu filho “herdou seu DNA maldito“, quando na verdade, a ausência de um pai é a responsável direta pelos ataques do filho.

Aprender paternidade com Tony Soprano não deixa de ser interessante. Cultivamos a noção que pai é aquele homem que chega em casa após um dia de trabalho, tira o sapato e espera pelo jantar. O pai que não tem tempo para cuidar dos filhos, ajudar a trocar uma fralda e passar uma noite cuidando do sono do filho ainda é um estigma a ser quebrado. Felizmente vem se tornando regra pais são totalmente opostos daquilo que Tony Soprano foi para os filhos.

Prover o material é indispensável, claro, mas nunca deverá ser colocado a frente do amor e das lições que seu filho terá te observando e aprendendo. Tony Soprano é um acumulado de más memórias sobre seu pai e mãe e como isso o destruiu antes mesmo dele ter noção do mesmo.

Em Os Sopranos, o pai de Tony era aquele que aparecia com o bacon e a mãe quem cozinhava. Duas tarefas bem definidas, e claro, seria impossível para o pequeno Tony perceber que isso não precisava ser uma regra. Ser um pai participativo vai além de pagar contas. Ajudar a mãe com tarefas simples não o torna um homem especial, afinal, são tarefas que não dependem de gênero para serem executadas.

São pequenas ações que impedem seu filho de herdar seu “DNA maldito”…

Os planos de banda larga fixa não irão afetar apenas o fã de Netflix

O argumento usado pelas operadoras vai contra o próprio avanço da internet e tecnologia

12 de abril de 2016

No começo do ano a informação que operadoras de tv a cabo estariam pressionando no congresso a aprovação de leis que dificultassem o crescimento do Netflix no Brasil soava como uma batalha longa, que certamente não impediria a revolução do streaming de acontecer por aqui. O fato é que essa guerra está prestes a começar, mas não atingindo diretamente o “inimigo”, mas criando cercos ao seu redor.

A notícia que as principais operadoras de internet  estabeleceram o limite de franquia de dados pegou de surpresa milhares de desavisados. Basicamente sua internet de casa irá funcionar como o plano do celular: se você exceder o limite contratado, tem sua velocidade de navegação diminuída ou cortada. A questão é que basicamente você usa seu celular para ver redes sociais e subir fotos, já em casa streaming e downloads são as principais atividades.

E é isso que causa o terror. Enquanto algumas operadoras argumentam que a banda larga fixa é uma tendência mundial, o que vemos no Brasil é outra história. Basta ver o teste feito pelo Olhar Digital demonstrando que mesmo com o maior plano de dados contratado, você não conseguiria, por exemplo, ver uma temporada de House Of Cards completa.

Chega a ser assustador imaginar esse cenário, ainda mais com a expansão da própria internet no Brasil. A cada dia, mais e mais pessoas deixarão de usar a internet apenas pra ver fotos no whatsapp e irão descobrir serviços como Netflix, Youtube, Spotify, Podcasts, aplicativos que facilitam o dia-dia, armazenamento de arquivos etc. O argumento de que pessoas que usam pouca internet não deveriam pagar o mesmo que quem usa muito é estúpido.

Isso sim é ir contra uma tendência mundial de consumo de dados.

Pense duas vezes antes de dar o play

O fato da tv a cabo perder 1 milhão de assinantes em 2014 ligou o alerta vermelho, e uma maneira rápida de parar o crescimento do Netflix é dificultar seu acesso, criando máscaras como a banda larga fixa. Mas não é apenas o usuário hardcore do serviço que irá sofrer, a extensão da explosão dessa bomba atômica chega a ser incalculável nos dias de hoje, onde internet é a base de trabalho de milhões de pessoas. Imagine que em pleno 2017 você ter que pensar duas vezes antes de assistir um vídeo no youtube, por exemplo.

Conversei com Fernando Gouveia, advogado, sobre o assunto. Como leigo também tenho dúvidas e falar uma ou outra besteira é comum, mas enquanto dono de um site de cultura pop, é necessário buscar alguns esclarecimentos para o leitor. Perguntei a ele se o Marco Civil da Internet tem alguma responsabilidade nisso tudo:

Tem e não tem. O Marco Civil foi alardeado como um instrumento que jamais permitiria esse tipo de coisa, mas obviamente era lorota. Não sei se por má-fé ou muita ingenuidade, mas a militância passou uma informação equivocada na qual muita gente acabou acreditando. Lembro de ter avisado mais de uma vez, na época.

Vamos à lei aprovada, objetivamente: o Marco Civil diz que é vedada a prática (calma, muita calma), mas logo em seguida abre exceções. Ou seja, ele AUTORIZA fazer isso, mediante determinados critérios (como a existência de contrato, o aviso às partes etc.).

E mais uma: esse artigo depende de regulamentação presidencial, mas ainda não foi regulamentado. Então prevalece a legislação que NÃO VEDA (ou seja: permite) a prática. E mesmo quando esse artigo do Marco Civil for regulamentado, justamente pelo exato texto da lei, também será permitido (em caso de dúvidas, Art. 9, § 2º, inc. I a IV

Nota-se que está tudo dentro da lei, nada que possa barrar legalmente esses novos planos de dados. E o Marco Civil nada mudaria nesse caso. Mas como Fernando destaca, o Marco Civil também não impede isso de acontecer, na realidade, ele autoriza. Aqui ele detalha mais essa questão.

É fácil exaltar a cultura pop, mas ainda mais esquecer o quanto é difícil para fãs permanecerem fãs aqui no Brasil. De ingressos de cinema caríssimos a poucas opções de serviços de streaming (ainda bem que o Netflix é ótimo), custa caro ser nerd, geek ou seja lá a dominação que você de a si mesmo.

O fato é que infelizmente não temos muito o que fazer a não se posicionar contra tudo isso. Uma petição foi criada contra esse limite de franquia e conta com mais de 350 mil assinaturas.

Esquadrão Suicida com mais cenas de humor é bobagem

É o que diz o diretor David Ayer

11 de abril de 2016

Pouco mais de duas semanas depois da estreia, Batman V Superman arrecadou cerca de 790 milhões de dólares (números atualizados aqui) mundialmente, o que para alguns pode ser visto como um fracasso. A aposta era alta: os três maiores heróis da DC juntos em um mesmo filme. Porém, assim que as primeiras impressões começaram a sair com uma desaprovação elevada da crítica, o sinal de alerta foi ligado.

Quer dizer, ao menos foi o que os boatos te levaram a acreditar. A cultura pop nunca esteve tão popular e com mais e mais pessoas interessadas em saber tudo sobre a produção do seu filme de herói favoritos, sites correm desesperadamente atrás de furos para conseguir seu clique.

E no meio dessa corrida alguns tropeços acontecem. Dias atrás correu pelos quatro cantos da internet que a Warner pediu refilmagens em Esquadrão Suicida, para que o filme tivesse justamente aquilo que alguns críticos alegaram que faltou em Batman V Superman: humor.

REAÇÃO: trailer 2 do Esquadrão Suicida

São poucos os que apuram a notícia antes de espalha-la, um fenômeno cada vez mais comum na internet. Enquanto espalhar boatos se restringe a pessoas má intencionadas o problema ainda é contido, mas quando o jornalismo é corrompido por isso fica preocupante.

E todo o caos criado em cima das refilmagens de Esquadrão Suicida foi desmentido pelo diretor David Avyer no twitter:

#EsquadraoSuicida “refilmagens para humor” é bobagem. Quando um estúdio ama seu filme e pergunta o que mais você quer, você vai em frente! Obrigado Warner Bros #MaisAção

O resto é especulação desnecessária.

Talvez Vinyl não fosse a série que você esperava…

Terence Winter, criador, roteirista e produtor de Vinyl, está fora da segunda temporada. O que isso significa?

11 de abril de 2016

Terence Winter não é um showrunner qualquer. Entrou no mundo dos dramas com Sopranos, onde foi um dos principais roteiristas e produtores. Trabalhou com David Chase durante anos e sem dúvidas é um dos cabeças da revolução que a televisão passou no início do século XXI. Logo depois partiu pra carreira solo com Boardwalk Empire, sua primeira série depois do longo aprendizado com Tony Soprano.

Terence Winter sempre foi descrito como um cara das ruas, que conhecia como poucos a podridão do submundo, sendo o responsável por vários momentos poderosos não apenas em Sopranos, mas também em O Lobo de Wall Street, filme que foi roteirista e selou sua parceria com Martin Scorsese (que começou anos antes em Boardwalk Empire.) Depois com Mick Jagger os dois dariam início ao projeto de Vinyl.

Porém agora que a série chega a sua reta final, uma notícia pegou de surpresa os fãs não apenas de Vinyl, mas também do trabalho de seu showrunner: Terence Winter está oficialmente fora da segunda temporada, deixando o posto para Scott Z. Burns (O Ultimato Bourne) e Max Borenstein (Godzilla). O motivo seria conflitos criativos dentro da série e decisões de direção.

E aí, afinal, do que Vinyl fala?

Não da pra negar que o nome “Mick Jagger” nos créditos deixa uma primeira impressão a respeito de Vinyl. É provável que a audiência esperava mais uma série musical, e menos sobre conflitos humanos e sociedade, o que é uma especialidade de Terence Winter. É claro que Vinyl não esquece da música e seus ídolos, mas nunca os coloca como principal fator para seguir sua história.

Aliás, é notável que o glamour do rock’n’roll passa longe. Vinyl mostra o desprezível mundo da indústria corrompida pelas drogas, álcool, jogo de influências e pessoas desequilibradas. Está longe de ser uma série onde roqueiros transam loucamente depois de um solo magnífico de guitarra.

Richie Finestra aliás é personificação do anti herói, homem difícil, cheio de vícios e assombrado pelo passado (assombração aliás criada logo no início). Vinyl gira em torno de suas frustrações e erros, deixando pra segundo, terceiro, quarto plano a música. Basicamente o que Mad Men fez com perfeição e maestria com a publicidade.

Vinyl realmente pode ter cometido um erro nessa primeira temporada e deixou alguns espectadores confusos sobre sua principal pauta. A mim não assusta Terence Winter escolher esse lado, que verdade seja dita, não é novidade. Mas inserido dentro do contexto da década de 70 e principalmente, usando a música como background, Vinyl vem fazendo um trabalho decente.

O caminho escolhido por Vinyl pode causar estranheza naqueles que procuravam uma ode a música e seus personagens quase lendários. Um exemplo é a aparição de Elvis Presley no sétimo episódio que desagradou muita gente. Esperavam ver o Rei do Rock seguro e dono de si mesmo, mas o que vimos foi uma majestade longe da coroa.

É bem provável que tudo mude no seu segundo ano. Mas e você, o que esperava ver em Vinyl?

As lutas mais f#das estão em Banshee

A série mais honesta e divertida da TV é Banshee

10 de abril de 2016

Demolidor encantou aos fãs e mostrou que a Marvel/Netflix estavam preocupados em qualidade, não apenas em colocar pessoas de uniformes coloridos. O plano sequência no corredor ainda é o auge da série, difícil de ser superada pela qualidade técnica da execução.

Afinal, porradaria pode parecer fácil de fazer, mas não é. Geralmente não recebem o cuidado necessário dentro da televisão, e tudo fica muito superficial ou chato. E mesmo Demolidor sofre com isso e a segunda temporada é a prova. Algumas batalhas transparecem as coreografias e falta de ritmo. Enquanto isso, uma série do canal Cinemax entra na sua quarta e última temporada mantendo um nível inacreditável de ação: Banshee.

Isso é um personagem de Banshee

Banshee é uma série honesta. Ao contrário de muita bobagem que vemos por aí onde os roteiristas tentam criar um drama profundo ou plots inteligentes, Banshee segue fazendo da diversão sua melhor e mais precisa arma para manter o espectador. É uma série que não brinca com sua inteligência. É porrada mesmo, personagens incríveis e coerência… bom, deixa isso pras outras séries.

A porradaria em Banshee é alto nível e muito bem dirigidas. O movimento da câmera e os cortes rápidos são cirúrgicos pra passar todo o peso das batalhas. E o melhor é que isso acontece o tempo todo. Sério, a qualquer momento as pessoas, por algum motivo, vão sair na porrada. Tudo se resolve na porrada.

Banshee não economiza em personagens que mais parecem ter saído de um game de arcade dos anos 90, tipo um The King Of Fighters ou Tekken. Tem o índio gigante que quer vingar seu povo, o mafioso amish, um albino, o capanga com cara de maluco, asiático hacker drag queen, uma índia meio ninja, nazistas, drogados, russos, padres, mais mafiosos, mais índios, mais gente maluca.

Aliás, Banshee realmente poderia virar um game só pra gente poder cruzar algumas batalhas. Sei lá, o Albino Vs Chayton por exemplo é algo que eu pagaria pra ver quem sairia vencedor. Porque de Banshee eu espero qualquer coisa, meu amigo, a série é foda.

Ao contrário de outros dramas que você tenta fazer alguma leitura do personagem, desvendar suas motivações e mergulhar na sua psicologia, em Banshee você só espera pela porrada. E cara, Banshee te entrega essa porradaria em uma bandeja de ouro.

Esse aqui embaixo acontece na terceira temporada e é entre dois dos melhores personagens da série, Nola vs Burton. Se você nunca viu Banshee e tem medo de spoilers, nem clica. Mas pensando bem… sério, foda-se, assista.

PQP QUE SÉRIE FODA!

Não existe vilão em Better Call Saul

Fifi (S02E08) deixa claro que tudo é uma questão de ponto de vista

7 de abril de 2016

Uma das melhores coisas da Terceira Era de Ouro da Televisão é como o posto de vilão muitas vezes depende da visão do espectador. Quando Sopranos instituiu de vez o anti-herói como protagonista, ficaria difícil colocar outro personagem que fosse o antagonista moral.

Sendo assim, quando você muda a perspectiva, Walter White e Gus Fringe possuem a mesma brutalidade, a diferença é que você torce mais pro primeiro. É esse conceito interessante que vendo sendo explorado desde Tony Soprano que permite aos roteiristas criarem personagens mais elaborados, já que a ideia entre certo ou errado torna-se relativa.

Better Call Saul não ficaria de fora dessa brincadeira. E mesmo que o roteiro flerte com a possível vilania de Chuck, todos nós sabemos que ali o verdadeiro errado da história é Jimmy. Quer dizer, depende também… Na primeira temporada Howard se apresentava como esse inimigo de Jimmy e todos esperávamos por uma revelação dos motivos que o levou a isso, ou então se era apenas pura birra.

Eis que tudo foi conduzido de uma maneira brilhante até Pimento, o melhor episódio de Better Call Saul até agora, onde tivemos a verdade escancarada: desde o princípio era Chuck, seu irmão, quem tentava atrapalhar os planos de Jimmy, tudo porque ele conhecia quem realmente era esse advogado. Por um lado Chuck sempre esteve certo sobre o irmão, por outro, fica claro uma perseguição motivada por questões pessoais.

Ainda assim Chuck não é o vilão dessa segunda temporada, mesmo que Jimmy o encare assim. O fato é que ambos estão comprometidos por levar uma guerra entre irmãos fora do âmbito familiar. Assim, quando Jimmy falsifica os documentos da Mesa Verde para vingar Kim, a sensação é que nesse jogo não existe mocinho e bandido.

O lado bom nisso tudo é que Better Call Saul pode explorar por diversos ângulos a personalidade de seus personagens. Porém a série se mostra insegura sobre a história que deseja contar. Ao mesmo tempo que tenta seguir a ideia do spin-offf, Better Call Saul resgata vários elementos de Breaking Bad, inclusive narrativos: o plano sequência que introduz o episódio lembra muito as feitas em Breaking Bad antes dos créditos (não necessariamente os planos sequências…). E pra variar Mike segue completamente descolado de Jimmy.

Faltam dois episódios para esse final de temporada e Better Call Saul corre sérios riscos de pouco evoluir em sua trama. Os mesmos dilemas vistos nesse ano foram explorados a exaustão nos 10 primeiros episódios. Vamos torcer para mais um xeque mate de Vince Gilligan.

O maravilhoso trailer de “Rogue One: Uma História Star Wars” está entre nós

O nascimento da maior arma do universo!

7 de abril de 2016

Quando a Disney entra na brincadeira, tudo fica mais sério. Depois de construir o universo cinematográfico da Marvel, o Mickey vai expandir Star Wars e contar várias histórias paralelas enter um episódio e outro. Pra começar nesse fim de ano temos Rogue One: Uma História Star Wars.

Dirigido por Gareth Edwards (aquele que fez o filme do Godzilla sem o Godzilla) Rogue One se passará antes do Episódio IV e irá contar como os rebeldes conseguiram os projetos da Estrela da Morte. Todo esse rolê cabe a Jyn Erso (Felicity Jones, a mulher do Stephen Hawking).

Que trailer INCRÍVEL! Se o Gareth Edwards escondeu o Godzilla, certeza que ele tá escondendo o Darth Vader. CARA NEM ACREDITO QUE O VADER PODE APARECER AHHH… Enfim, assista:

A Disney faz filme pra toda família então não da pra esperar nada muito diferente do Episódio VII, porém por nesse trailer da pra sentir um clima mais sério. E cara, olha que SENSACIONAL o que está acontecendo: Jyn é como a Rey, uma garota que aprendeu a se virar sozinha e não baixa bola pra ninguém. A Alice vai nascer em um mundo cheio de mina f#da pra ela se inspirar.

Quando eu falo que Star Wars vai mudar novamente a cultura pop não tô de brincadeira. Vamo que vamo!

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