Segue o jogo em True Detective…

"Maybe Tomorrow" (S0203) explora em pequenos diálogos mais sobre dois dos quatro protagonistas

8 de julho de 2015

Construir bons personagens é algo que leva tempo. Ao contrário de séries que criam situações intensas semanalmente para espremer motivações de seus protagonistas e cuspir diálogos explicativos, True Detective trabalha cuidadosamente os seus. Com uma calma que muitos acham às vezes lenta, a obra de Nic Pizzolatto em momento algum coloca o carro na frente dos bois.

Cá estamos no terceiro episódio, e enquanto o crime dessa temporada ganha novas pistas e a investigação avança, ainda estamos conhecendo nossos quatro protagonistas. Sempre de maneira singela, pequenos detalhes de cada um são colocados sutilmente na nossa frente, e em “Maybe Tomorrow” foi a vez de pequenas frações do passado de Frank e Paul darem as caras.

Vince Vaughn está realmente irreconhecível no papel de Frank Semyon e a cada aparição seu personagem foi se tornando uma bomba prestes a explodir. Sua inquietação mostra uma certa dificuldade do Frank empresário conter o velho Frank violento. Na cena em que ele confronta alguns ex parceiros de crime, fica claro o respeito que ele tinha no meio. Porém sua explosão foi totalmente desnecessária, como disse em outro texto, ele não precisava se mexer para que outras pessoas tivessem medo.

Citando mais uma vez Wilson Fisk em “Demolidor“, que passou por problemas até parecidos com o de Frank. Quando o homem de negócios tira sua máscara e o cara violento aparece, o momento de raiva é realmente algo espantoso e serve de mensagem para aqueles que deixaram de temer: tá vendo essa cabeça no chão? Então… Já Frank simplesmente sai na porrada e tira uns dentes… ok, ninguém quer ter os dentes tirados, mas foi bem nhé.

O interessante de Frank é ele conduzir uma terceira linha de investigação sobre a morte de Caspere, já que essa afeta diretamente em seus negócios. Assim, True Detective encontra uma maneira de direcionar seus quatro protagonistas para um único norte onde em algum momento todos terão que se cruzar.

Maybe Tomorrow” também nos conta mais um pouco sobre o misterioso Paul, ex soldado que ganhava a vida como patrulheiro antes de encontrar o corpo de Caspere. Ficou claro que ele teve um envolvimento físico (e emocional?) com o amigo nos tempos de exército, seria isso que Paul tem a esconder? Ou assim como o violento Frank que está preso em um paletó, Paul precisou prender seus verdadeiros desejos?

Assim, segue o jogo em True Detective. Nic Pizzolato continua nos contando as histórias por trás de seus personagens enquanto algum crime serve de background pra isso. E isso é demais.

Dragon Ball Super e o retorno de nossos heróis da infância

Os anos 90 estão de volta. Para o bem ou para o mal...

7 de julho de 2015

Pode olhar no calendário do seu computador ou celular: estamos mesmo em 2015. Fica difícil se apegar a essa data, já que ícones da nossa infância insistem em voltar. Já tivemos Cavaleiros, dinossauros e robôs esse ano, mas é só o começo. Em breve teremos digimons, beyblades, Rangers e muito mais.

Mas hoje quem está em alta é Goku e sua turma. Dragon Ball Super estreou no Japão e ao som da nova abertura do anime, fomos transportados automaticamente para os anos 90. Como não sentir saudades da nossa infância ao rever essa turma que fez parte dela? Como disse em outro post, é difícil ter qualquer senso crítico.

Sendo assim vamos deixar as emoções nos levar e vamos falar de Dragon Ball, dos anos 90 e saudades no VLOG DO FÓRUM dessa semana!

É amigos, Han Solo vai mesmo ganhar um filme de origens…

Tem um UNIVERSO pra explorar, mas vamos te contar porque ele virou contrabandista

7 de julho de 2015

Olha, tem certas coisas que você não precisa saber como ou porque aconteceram. Mas sei lá, às vezes funciona. Por exemplo, caguei para as origens de Hannibal Lecter, mas adorei saber um pouco da vida de Saul Goodman antes de Breaking Bad. Tudo bem que estamos falando de séries de TV com tempo de sobra pra explicar tudinho pra você, mas quando se trata de um dos maiores ícones da cultura pop? Sim amigos, estamos falando de Han Solo.

Tudo porque no final das contas, os boatos a respeito de um filme sobre de “origens” do personagem se confirmaram. E com a notícia já chega também os nomes dos diretores e roteiristas. A dupla Christopher Miller e Phil Lord (Uma Aventura LEGO) vão dirigir e Lawrence Kasdan (Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida) e Jon Kasdan assinam o roteiro.

O filme é mais um derivado da franquia Star Wars que está programado para estrear em 2018. Como já sabemos, o primeiro será Rogue One que chega em 2016.

Nós prometemos assumir riscos para dar para o público uma nova experiência e prometemos ser fiéis aos personagens que significam tanto para nós” disse a dupla de diretores ao site Variety. É aquela coisa de mexer em um vespeiro, qualquer deslize pode manchar pra carai essa nova jornada da Disney em trazer a saga ao novo público. Quer dizer, pode manchar para o público mais velho…

Como tudo nessa vida, espero que seja bom. MAS PELO AMOR DEUS, se o boato que o Aaron Paul estava sendo cogitado pro papel se confirmar eu queimo o Mickey vivo.

É preciso entender quem não está gostando de “Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro”

"Caos! Armadura Divina Contra Armadura Divina" acelera a trama, mas expõe os problemas da série

6 de julho de 2015

Certas obras possuem um peso emocional grande demais para nos fazer ter qualquer senso crítico. Volta e meia quando revemos um filme, série, anime etc que marcou nossa infância/adolescência, deixamos de lado qualquer ponto negativo da obra, afinal, a avalanche de sentimentos que eles carregam é boa demais pra gente ficar encontrando defeito.

Qualquer um aqui deve ter no coração alguma coisa que está imune a críticas. Imagina alguém criticando Star Wars? De Volta Para o Futuro? Caverna do Dragão? Pois é, sou assim com Cavaleiros do Zodíaco. E acho que esse sentimento nostálgico é justamente o que está me fazendo gostar tanto de “Alma de Ouro“.

Já explanei em vídeo o quanto estou me divertindo com o anime. Sei lá, talvez rever os Cavaleiros de Ouro por por cerca de 20 minutos me transporta novamente para o velho sofá da minha casa lá em 1994 às 17:30hrs da tarde. É como se eu voltasse a ter 7 anos de idade e conseguisse ouvir meu pai enchendo o saco falando do Seiya: “nossa, esse cara apanha apanha e no final derrota o inimigo?“. É como se a qualquer momento o comercial do Sonic 2000 ou das Facas Ginsu fossem aparecer.

Então sim, eu sei que “Alma de Ouro” tem vários defeitos. Mas não, não quero me apegar a eles.

Acontece que nem todo mundo tem esse sentimentalismo de marmanjo chorão como eu. Muita gente é apegada demais ao cânone original e não gosta desses spin-offs. As críticas são mais do que justas: os traços às vezes parecem feitos pelo pessoal do Jardim Secreto, a história é meio bagunçada e a personalidade dos Cavaleiros de Ouro sofreram algumas alterações.

De fato, em alguns momentos os traços deixam a desejar

É difícil após a excelente Saga de Hades aceitar tamanhas mudanças, afinal, Cavaleiros do Zodíaco é algo que merece a mais valiosa atenção. Então quando Camus de Aquário cai em lágrimas após ver dois de seus amigos mortos, é compreensível que alguns torçam o bico. Muitos podem argumentar que ele jamais choraria ou trairia alguém, mas enfim, é preciso entender quem não aceita.

Alma de Ouro” acelerou a história nesse sétimo episódio com duas batalhas acontecendo simultaneamente. Batalhas que querendo ou não, lembram muito de tudo aquilo que víamos na série clássica, cheia de diálogos expositivos e poucos golpes. Um pouco de flashback para lembrar que CamusSurtr tiveram uma amizade que muito lembra a de HyogaIsaac, onde uma tragédia separa os amigos que juntos treinavam por uma armadura. Então essa falta de originalidade também pode trazer críticas negativas…

Já as aparições das Armaduras Divinas são um belo exemplo do que a Toei Animation quer para esse seriado: nos convencer a comprar mais bonecos. Ok, é legal ter vários bonecos, mas convenhamos que o design de algumas parece obra do Michael Bay e seus Transformers. De qualquer forma, mesmo você gostando ou não do que está vendo, duvido que não esteja curioso para ver o Shaka em ação no próximo episódio.

Mesmo com defeitos ou qualidades, é divertido DEMAIS debater Cavaleiros do Zodíaco em pleno 2015. Por mim, que venham mais episódios. Mas se você não gostar, relaxa, a gente te entende.

The Wire sim é uma série policial. E você deveria assistir

Presta atenção, vem aqui, vamos conversar sobre The Wire

6 de julho de 2015

Caríssimo, se você acessa esse humilde site há algum tempo, notou que a principal missão desse que vos escreve é sempre indicar bons filmes e séries. O Amigos do Fórum é onde eu corro pra escrever sempre que vejo algo maneiro e merece ser compartilhado. Muita gente conheceu Breaking Bad, House Of Cards, Sons Of Anarchy e outras tantas depois de ler alguns textos ou tuítes eufóricos.

Sempre que alguém me pergunta “Luide, me indica uma série?” primeiro procuro descobrir o que a pessoa gosta ou está acostumada a ver. Não que eu seja um banco de conhecimento, mas sempre procuro falar das coisas que considero boas para as pessoas certas. Porém se hoje eu tivesse que te obrigar a ver uma série, ela seria The Wire.

The Wire foi exibida entre 2002 e 2008 pela HBO e é uma obra prima da TV. O drama policial trata das consequências do tráfico de drogas em uma cidade americana e é constantemente é considerada pela crítica especializada como a melhor série dramática já produzida pelas mãos humanas. O que faz de The Wire um absurdo de tão bom eu vou tentar explicar. Porque meu amigo, você JÁ PASSOU DA HORA de começar a ver.

Quando se ouve “drama policial“, logo se vem a mente as dezenas (ou centenas) de séries estilo CSI, repletas de detetives geniais, peritos em tudo e uma lei implacável contra o mal. Os vilões? Todos malvados prontos pra invadir uma delegacia e matar todos os policiais. Os crimes? Tão absurdos que deixariam até o Datena de cabelo em pé. Esses seriados mastigáveis mais parecem fantasias de um livro, já que em nenhum momento tem compromisso com a vida real, de como realmente é um departamento de polícia e o mais importante: quem são esses caras das ruas? Porque eles são o que são? Porque fazem o que fazem?

É ai que entra a obra de David Simon, que antes de The Wire foi jornalista e escreveu um livro sobre o dia dia do Departamento de Homicídios em Baltimore, cidade entre as 40 mais violentas do mundo e 3ª dos EUA. Guarde esse nome: Baltimore. Por que em The Wire essa cidade é o único protagonista.

Longe de ser uma série de ação, longe de ser uma série de gênios, longe das soluções rápidas e fácies, The Wire nos apresenta as várias faces da luta diária de um departamento de polícia em combater o tráfico de drogas e como essa luta tem impacto direto na sociedade. Ao contrário daquilo que estamos acostumados, a série em momento algum escolhe um lado e milita por ele. Então relaxa, você nunca irá presenciar algum discurso “esquerdista” ou “reacionário” com uma trilha sonora poderosa ao fundo. Longe disso, The Wire te convida para entrar dentro de uma história, por dentro das ruas e vielas de Baltimore.

Apesar de hoje The Wire figurar no topo de qualquer lista decente de Melhores Séries de Todos Os Tempos, a vida dos produtores não foi fácil durante os cinco anos que ficou no ar. Devido ao medo de cancelamento a cada ano, The Wire possuiu o formato de temporadas fechadas, com início meio e fim, mas com seu elenco e histórias principais retornando para o próximo ano. O que deveria ser uma pedra no sapato, se tornou a marca registrada de uma obra que teve tempo e paciência para contar diversas histórias em diferentes momentos e visões.

Do tráfico de drogas a educação americana, da politicagem a briga de gangues, The Wire passeia por gabinetes e guetos com os dois pés cravos na realidade. Por isso, muitas vezes você pode se entendiar com o dia dia de um policial, ou simplesmente ficar ao sol com os garotos das esquinas quando o movimento está fraco. Se você procura uma câmera frenética, policiais correndo, tiros pra todo lado, soluções milagrosas, o bem vencendo o mal, sinto muito, The Wire não é pra você.

The Wire é pra quem está disposto a conhecer aquele que pode ser o melhor roteiro já feito para uma TV. Pra quem está disposto a ver o mundo do crime, da política, da polícia e da população por diferente olhos. Pra quem está disposto a entrar na cabeça de vários personagens inacreditáveis de tão bons.

Você não irá viver surpresas, ninguém irá “explodir sua cabeça” com uma cena fodona. Relaxa que não tem plot twist nem gancho para o próximo episódio. Ah, também não tem trilha sonora tentando manipular seus sentimentos. Personagens caricatos? Tente na sala ao lado. Em The Wire você terá a chance de expandir seu cérebro viciado em séries como nunca, acredite, não existe nada hoje na TV que chegue aos pés. E garanto que nada do que você viu antes pode ser comparado.

Então, por favor: assista The Wire.

E esses são os temas de abertura e encerramento de “Dragon Ball Super”

Novo anime estreou e vamos ao que interessa: AS NOVA MÚSICAS!

6 de julho de 2015

Muito além das batalhas e níveis infinitos de Super Sayajins, Dragon Ball ficou marcado em nossa mente graças aos temas de abertura e encerramento. Basta alguns segundos de “Cha-La Head-Cha-La” para automaticamente sermos transportados para algum momento feliz da nossa infância/juventude. A música, a sequência de cenas… tudo ali pronto para grudar na cabeça e não sair nunca mais.

É marca registrada dos animes belíssimas canções, com seus personagens olhando para o horizonte ou demonstrando poder. E claro, aquele tom às vezes de melancolia no encerramento. Já selecionei aqui algumas que considero clássicas.

Aproveitando que Dragon Ball Super estreou no Japão, que tal dar uma conferida nas novas músicas? Sem previsão de estréia no Brasil, o anime é uma espécie de comemoração a obra de Akira Toriyama (30 anos de mangá e anime).

Abertura:

Encerramento:

Tentem ser melhores, americanos!

É hora de EXTERMINARMOS os trailers?

Quando um trailer entrega a principal reviravolta de um filme

3 de julho de 2015

Quando você senta em uma cadeira de cinema o mundo ao redor se fecha. Até mesmo o barulho do cara ao lado comendo pipoca te incomoda, se for o caso de um filme 3D, você limpa umas 200 vezes as lentes do óculo. Se ajeita na posição mais confortável possível. O motivo disso tudo é justamente aproveitar o máximo possível da sempre deliciosa experiência de assistir a um filme.

Agora, o que aconteceria se antes mesmo da logo do estúdio aparecer na tela você já soubesse de praticamente tudo? Não, não foi nenhum amigo que deu spoiler, foi o próprio estúdio da logo. Pois é exatamente isso que vem acontecendo com os trailers, teaser, clipes, posters, etc etc etc.

Será que estão pesando a mão? Será que a culpa é nossa por consumir qualquer coisa? Ou nossa geração precisa de tudo mastigado? Bom, vamos falar mais sobre isso no VLOG DO FÓRUM:

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