Life is Strange: Before the Storm ainda é Life is Strange

A todo momento você é redirecionado ao futuro e se lembra dos lugares, personagens e até da jogabilidade.

Kami Andrade
Kami Andrade
1 de setembro de 2017

Confesso que apesar de todo o meu hype, eu estava morrendo de medo de me decepcionar. Comprei na pré-venda sem olhar pra trás e fiquei aguardando por mais de 2 meses o jogo ser lançado. E daí que lançou ontem e eu tentei inovar e fazer uma live pra tentar transmitir um pouco da minha emoção & reação ao jogar depois de 2 longos anos do primeiro LiS. Infelizmente não rolou. Então pra REALMENTE não passar em branco, escrevi esse texto.

Primeiramente, quem não jogou o primeiro, não deveria nem estar aqui! Mas vou tentar resumir pra que fique mais claro:

A história se passa em Arcadia Bay e temos como protagonista a menina Max. Que volta pra sua cidadezinha natal após passar 5 anos em Seattle. Passando um pouco mais frente, temos Max no banheiro da escola, quando sem perceber a presença dela, entra um dos alunos de BlackWell e começa a divagar sozinho esperando outra pessoa. Essa outra pessoa entra e então começam uma discussão calorosa onde ele, descontrolado, saca uma arma e atira contra a menina. Max num impulso inesperado, percebe naquele momento que consegue voltar no tempo, e descobre que aquela menina estirada no chão é sua amiga Chloe, que não via desde que se mudou de Arcadia Bay.

A partir daí todo o jogo é voltado à história de Max e Chloe, e a capacidade de Max de voltar no tempo pra mudar suas decisões e como isso acaba afetando a cidade ao passar dos dias… Mas prepare o lenço, porque a história é totalmente envolvente e muitas escolhas podem fazer você se arrepender (já que em alguns pontos, você não pode voltar pra alterar alguma opção). A trilha sonora é maravilhosa e, já me adiantando, LiS: Before The Storm não fica pra trás.

Agora ao que interessa: Antes da Tempestade.

Acredito que muitas pessoas que já haviam jogado o primeiro Life is Strange e ficou sabendo da notícia dessa prequel, se perguntaram como seria a jogabilidade, já que se jogaríamos com a Chloe, não teríamos esse poder de voltar no tempo. Como seria a mecânica? E isso me assombrou desde então até o momento em que dei play pra começar o jogo ontem.

Acontece que Life is Strange é muito mais que uma simples jogabilidade, e logo descobri que o “poder” da Chloe, se é que posso chamar assim, é o poder da persuasão. A Chloe tem esse poder de levar as pessoas na lábia e foi aí que eles acharam uma maneira de deixar mais a cara de LiS. Além das decisões que comprometem o futuro do personagem, claro. Achei bem interessante essa nova mecânica, apesar de ter sido surpreendida com o curto tempo que temos pra decidir algumas questões, mas isso não estraga a experiência do jogo.

O ambiente é familiar, estamos em Arcadia Bay e apesar de ser há anos, vamos nos familiarizando rapidamente com o ambiente e as pequenas coisas que aparecem ao decorrer do jogo que te faz ter uma certa nostalgia. Tipo o som do pai dela que vimos no quarto da Chloe anos depois, e a câmera que ela acha na garagem, que anos depois ela dá de presente pra Max. Sem contar a casa da Chloe, que aparentemente se encontra perfeitamente igual e a escola de BlackWell, com os personagens que já conhecemos, só que mais novos (o que é a Victoria Chase rebolando quando anda? hahaha). Não sei se vocês perceberam também, mas no ferro velho ela bate na caminhonete que, mais pra frente, vai ser dela. Não sei se isso vai ser explorado nos outros episódios, mas eles já deixaram esses easter eggs aí pra vocês sacarem (e eu saquei, rs).

Outro ponto forte desse novo LiS é como somos apresentados pra Rachel Amber. Aposto que você também se surpreendeu com a personalidade dela! Eu, na verdade, não sabia o que esperar de Rachel, mas não imaginava que ela tinha a personalidade tão forte. Não é a toa que ela e Chloe se aproximaram tanto, né?

Além do que, não querendo me precipitar, mas não entendi porque Rachel Amber foi meio que esquecida no primeiro LiS. Não esquecida, mas ao jogar essa prequel, podemos perceber que Rachel é super popular na escola, inclusive a Victoria aparenta ter certa inveja dela… Mas no primeiro LiS ela não é tão citada como ter sido muito popular. E na verdade não arranca muita preocupação pelo sumiço por outros alunos que, na prequel, super se engajavam e queriam saber dela (vide como todos os personagens que você conversa na escola, menciona Rachel em algum momento). Não sei, o que vocês acham?

E ah! Agora que estamos com a Chloe, fica muito claro do porque ela fica extremamente chateada com a Max. Sinceramente achei muito escroto da parte da Max não ter dado a mínima bola pra Chloe, ainda mais que Chloe ainda estava sensível com a morte do pai e estava se sentindo extremamente sozinha. Acho que agora fica muito claro do porque ela e Rachel se aproximaram absurdamente. E fica super claro também do porque Chloe puxa tanta sardinha pra Rachel no primeiro LiS.

Pra finalizar, gostaria de dizer que gostei MUITO desse primeiro episódio e que não esperava menos. O hype foi grande e continua sendo pra mim. Não mudou absolutamente nada do que é Life is Strange. A todo momento você é redirecionado ao futuro e se lembra dos lugares, personagens e até da jogabilidade. Como eu disse, a trilha sonora continua impecável e os caras realmente sabem o que estão fazendo.

Gostaria de saber o que vocês acharam desse primeiro episódio, se acharam algum ‘easter egg‘ fora os que citei, o que acharam da Rachel e até mesmo da Chloe mais nova. Comentem, e por favor, me deem um feedback desse texto, quero saber se vocês querem mais pra um próximo episódio 🙂

Seja doador e ajude o Amigos do Fórum a seguir crescendo!
Posts Relacionados
  • 07/07/2017

  • Luide

Por que esse cara estava colado no teto? Conheça a história dessa noitada de Counter Strike

  • 30/11/2016

  • Kami Andrade

No Man’s Sky: jogo é inocentado em caso de propaganda enganosa

  • 16/08/2016

  • Luide

Eu queria ter tido a oportunidade de jogar Pokémon Go na minha infância