Kong é um filme sem medo de exibir seus monstros

Monstro gigante e porradaria

Luide
Luide
7 de março de 2017

Você pode discordar dos vencedores do Oscar ou odiar o evento em si,  mas é inegável sua importância para a descoberta de filmes que, sem as indicações, passariam batidos para o grande público. A busca pela estatueta é a chance de você correr atrás e ver algo diferente daquilo que a partir de agora verá até dezembro: blockbusters, blockbusters e muito blockbusters. Pode-se dizer que a temporada abriu com Logan, e Kong: A Ilha da Caveira segue o fluxo. E aqui temos um legítimo filmão pipoca sem a menor vergonha de ser um.

Filmes de monstros e fim do mundo tem apenas uma missão: se exibir com seus milhões de dólares gastos em efeitos especiais. Quanto mais, melhor. Não é o tipo de obra que se espera uma grande reflexão filosófica, desde que entregue aquilo que os trailers prometem. Nesse sentido Pacific Rim segue imbatível no ramo de “coisas grandes saindo na porrada com outras coisas grandes“, mas Kong cumpre bem esse papel.

Ao contrário da maioria dos filmes de monstros, Kong tem suas principais cenas em plena luz do dia (e sem chuva)

Você já sabe: não espere uma história incrível e muito menos personagens marcantes. É tudo feito da maneira mais básica, aliás, basta ver a quantidade de nomes no elenco pra começar a fazer o bingo de quem morrer primeiro e por último. Mesmo assim, Kong tem diversão e entretenimento de sobra em um filme esteticamente convidativo, e cheio de cenas bem elaboradas e bem resolvidas.

Um trabalho bem executado pelo diretor Jordan Vogt-Roberts, que segundo o iMDB vem das séries de TV, mas principalmente de Larry Fong, diretor de fotografia acostumado a trabalhar com Zack Snyder, com seu último trabalho antes de Kong sendo o inesquecível Batman V Superman. Visualmente não há do que reclamar. O monstro aparece logo de cara, e a enrolação típica antes daquilo que a gente senta na cadeira pra ver, não consome tempo do filme.

Kong: A Ilha da Caveira como um bom blockbuster dos meados dos anos 10 do século XXI, é todo cheio de referências e músicas pops tocando o tempo todo. A oportunidade óbvia de encaixar ali Apocalypse Now, Nascidos Para Matar e outros clássicos ambientados durante a Guerra do Vietnã não é desperdiçada : sobra referência e mais referência… Mas tudo bem. Kong… é ele quem importa.

Ainda “um bom blockbuster dos meados dos anos 10 do século XXI“, Kong agora faz parte de algo maior, o tal Universo Compartilhado que está super na moda. Todo mundo sabe, não é spoiler, a Warner planeja unir Kong e Godzilla em um mega blockbuster daqui alguns anos, e A Ilha da Caveira é uma espécie de “Homem de Ferro” nessa história, o ponto de partida. Mas pra falar a verdade, a ideia é bem mais promissora que qualquer grupo de heróis coloridos.

Como não teremos mais Gareth Edwards brincando de Exódia (vocês gostam de referência? Pega essa!) com o Rei dos Monstros, é bem provável que os próximos filmes sejam uma explosão de porradaria em 3D. Se existe algo que a humanidade mais precisa nesse momento é bicho grande saindo no soco.

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