Invasão Zumbi é o filme que você estava precisando

CORRA! CORRA! CORRA!

Luide
Luide
11 de janeiro de 2017

Atualmente The Walking Dead é a responsável por seguir colocando os zumbis entre os principais monstros da cultura pop, é uma chama que permanece acesa. Mas é certo que filmes e séries do gênero estão cada vez mais preguiçosos e nada adicionam a mitologia. Por isso é difícil acreditar em um filme cujo título nacional é “Invasão Zumbi“, mas quando nos apegamos a sua premissa, a coisa muda de figura.

Como assim um filme de zumbis dentro de um trem veloz em viagem pela Coreia? Train To Busan (que acredito ser um título melhor) acompanha uma série de personagens presos em vagões enquanto o mundo lá fora entra em colapso. Se não bastasse o ambiente claustrofóbico para criar situações novas, o diretor Yeon Sang-ho é cria dos animes, e com essa influência da ao filme cenas espetaculares de ação que o ocidente teria medo de fazer.

É aquilo, se você aceita que mortos podem voltar a vida, terá que aceitar que um cara pode sair no soco com vários deles.

É uma obra fantástica que não para. Não para mesmo, o ritmo acelerado combina com as paisagens que passam rapidamente pelas janelas ou com os zumbis ágeis. No foco dessa história estão as relações humanas, com aquele velho toque hiper dramático que estamos acostumados a ver em produções orientais. E como tudo se encaixa perfeitamente é o grande trunfo de Train To Busan.

O pai que precisa se reconectar com a filha, um casal que estão grávidos, duas irmãs, jovens apaixonados, mendigos e milionários. Todos estão ali prontos para resolveram suas questões pessoais enquanto pessoas estão sendo infectadas e apodrecendo ali mesmo. Criando algumas regras de seu próprio universo, como “eles não enxergam no escuro”, Train To Busan acerta em explorar seu ambiente, como pessoas presas em apertados banheiros, o avanço pelos vagões (como se fossem fases de videogame) ou a corrida para embarcar enquanto uma horda persegue os passageiros.

Train To Busan ainda brinca com questões sociais e políticas, usando obviamente as “castas” que se criam dentro de um trem. Da econômica a primeira classe, aos mais ricos que se acham donos de privilégios. Existe também os clichês básicos de nobreza que sempre vem das crianças, enquanto o pai empresário redescobre seus sentimentos enquanto luta para salvar aqueles que ama.

Baita filme. Divertido, tenso, acelerado.
Um filme de zumbi pra dar uma oxigenada nesse “gênero”.

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