Game of Thrones: o maior espetáculo da Terra

The Spoils of War.

Luide
Luide
7 de agosto de 2017

Game Of Thrones entendeu que uma da suas forças (e talvez aquela mais evidente nas últimas temporadas) está em sua capacidade de ser um espetáculo televisivo. Sem pensar muito em como as coisas podem ser possíveis, mas se elas seriam incríveis, a sétima temporada deixa de lado qualquer amarra de lógica espacial e entrega cenas memoráveis. É o maior espetáculo da Terra. Uma obra que consegue fazer com que milhões de pessoas, na frente de uma tv, se sintam donas do mundo.

A notícia que o IMAX irá reduzir o número de lançamentos em 3D, pois a procura por esse tipo de filme caiu, mostra que a indústria de blockbuster está focada em criar épicos recheados com efeitos especiais, muito barulho e monstros gigantes. Porém, só isso não é o suficiente, e depois de um verão gelado nas bilheterias americanas, talvez seja hora dos estúdios pensarem melhor se o povo quer apenas pão e circo. Ou então aprender com Game Of Thrones, que ao longo de 5 temporadas cultivou um público com tramas inteligentes, e hoje pode se dar ao luxo de, como já dito, esquecer algumas lógicas de espaço, e teletransportar Daenerys, seu dragão e um exército para o outro lado de um continente.

Ps: não venha com “ah você queria alguém narrando 3 meses depois” porque na boa, da pra ser mais inteligente que isso. Tanto a série quanto você.

The Spoils of War faz de seus minutos finais um verdadeiro espetáculo. Não há outra palavra pra algo que funciona perfeitamente do momento em que começa até ao subir dos créditos. Dos personagens ~à excelente direção: você entende a motivação de cada um, e em Game Of Thrones existe espaço para falar sobre a estranha sensação de um jovem que traiu seus amigos e a Casa que jurou proteger. Explorar uma certa angústia em Jaime, e um flerte com o ódio por parte de Daenerys. E mais: lá atrás, no quinto episódio da primeira temporada, Robert Baratheon já alertava sobre os perigos de lutar em campo aberto com os dothraki. E se nós só imaginávamos como seria esse encontro de cavaleiros com selvagens, bom, o dia chegou.

Mas teve mais. Muito mais. Se não tivesse, não seria Game Of Thrones.

Na Batalha dos Bastardos ficou claro que a série havia ultrapassado uma barreira na TV, e dali pra frente, as coisas iriam mudar. Dizem que um clássico só se torna um quando é possível medir sua influência dentro da mídia que ele existe. Apesar da TV de qualidade ser algo recente, já é possível medir, por exemplo, a influência de séries como Twin Peaks, Friends, Lost e The Sopranos. Ou seja, são jovens clássicos. E Game Of Thornes se tornou um ainda na temporada passada, pois fez o que ninguém havia feito, e agora é um padrão a ser seguido por outras séries que tentarão ocupar seu vácuo, quando a oitava temporada encerrar sua história.

Depois da Batalha dos Bastardos, ficou claro do que a HBO era capaz, e portanto, esperar pelo próximo episódio de Game Of Thrones se tornou um evento. Ao contrário do cinema, onde muitas vezes você sai da sala um tanto triste por mais um filme frustrante, em GoT é diversão garantida. Você tem sua fé recompensada. Fica até difícil apontar alguns momentos constrangedores, como Jon Snow e suas pinturas rupestres, porque no fim, o que sobra é a experiência de ver um dragão lutando contra um exército na sala de casa. E tudo feito com qualidade.

E foi só o quarto episódio. Ainda faltam três esse ano. Curta cada momento.

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