Cuphead é um teste de frustração, mas extremamente divertido

Você perde 500 vezes, mas não consegue parar de jogar.

Kami Andrade
Kami Andrade
2 de outubro de 2017

Se você gosta de jogos e não vive numa bolha, com certeza tá sabendo que dia 29 de setembro, foi liberado o jogo Cuphead. O hype tava muito grande e acredito que muita gente não se decepcionou com o resultado. Pois estamos falando de um jogo visualmente lindo, com uma trilha sonora impecável que, mesmo que você não tenha nascido na época desses desenhos icônicos, te deixa com uma nostalgia imensa.

O jogo em 2D lembra muito a mecânica dos jogos de plataforma dos anos 90, você controla um personagem ao estilo Mickey, chamado Cuphead e enfrenta muuitos inimigos. E acredite, por mais inocente que pareça ser, a frustração de perder 500 vezes em uma fase vai virar clichê. A jogabilidade é simples. Mas aqui é preciso que você decore os movimentos dos chefões pra conseguir se dar bem. E até lá você vai ser muito castigado.

Sinopse rápida: em um estilo cartunesco dos anos 30, você e seu irmão (Cuphead e Mugman), acabam perdendo uma aposta de jogo pro demônio, como o pagamento eram suas almas e os dois imploraram por suas vidas, ficou acordado então que coletassem um número específico de almas para que fossem libertados. E assim começa a nossa jornada.

Cuphead foi apresentado na E3 de 2014, e com mais de 130 mil cópias vendidas no primeiro fim de semana na Steam, o sucesso vem como um alívio para seus criadores, que chegaram a hipotecar a casa para conseguir finalizar o game. Tudo graças ao trabalho artesanal para recriar o visual cartunesco.

Para realmente captar o estilo de animação dos anos 30, tivemos que aumentar a autenticidade ao fazer o trabalho da mesma maneira que eles — pincéis, tintas, pinturas à base da água, todos os frames feitos manualmente” disse Chad Moldenhauer, co-criador de Cuphead. Tanto ele quanto o irmão tiveram que abandonar os empregos para se dedicar ainda mais ao projeto, já que na época, a notícia de que o game seria basicamente feito de chefões causou uma certa desconfiança. Foi preciso reimaginar muita coisa.

Ainda não zerei o jogo e venho encontrando certas dificuldades em algumas fases. E apesar de parecer muito estressante perder tantas vezes, você quer provar a si mesmo que você CONSEGUE SIM passar as fases. Então, pode não parecer, mas acaba sendo divertido a jogatina. Jogar em modo co-op é uma opção bem divertida, mas se você tá focado em passar as fases, pode acabar atrapalhando. E o que você precisa aqui é foco e concentração.

O jogo sai por R$ 36,99 na Steam e R$ 77,45 no Xbox One.


Considerações finais: estou gostando muito e superando minhas dificuldades a cada fase. A trilha sonora é envolvente, deixando o jogo mais leve e divertido (aliás, ela é tão boa que ganhará versão em vinil no fim do ano). A frustração é real, e a vontade de passar de fase te faz ficar por muito tempo numa fase sem desistir. Cuphead é um jogo que te faz chorar, mas te faz continuar, assim como a vida, não é mesmo?

Se vocês já jogaram, deixem nos comentários suas impressões 😉

Seja doador e ajude o Amigos do Fórum a seguir crescendo!
Posts Relacionados
  • 08/09/2017

  • Kami Andrade

The Cat Lady: Depressão e suicídio não são um tabu nesse jogo

  • 01/09/2017

  • Kami Andrade

Life is Strange: Before the Storm ainda é Life is Strange

  • 07/07/2017

  • Luide

Por que esse cara estava colado no teto? Conheça a história dessa noitada de Counter Strike