A chegada de Thanos e o fim dos Vingadores como conhecemos

Os Vingadores: Guerra Infinita é a celebração do "gênero" de super heróis.

Luide
Luide
29 de novembro de 2017

A Marvel me ganhou nesse começo da semana ao anunciar o trailer de Os Vingadores: Guerra Infinita com um vídeo em homenagem ao pessoal das “reações”. O estúdio entende seu papel fundamental nessa era do hype e dos exageros de sentimentos, onde tudo precisa ser potencializado para fazer sentido. E que, acima de tudo, aquele monte de super herói colorido existe para proporcionar entretenimento (na verdade, acima de tudo é pra vender bonecos, mas sejamos um pouco românticos) puro e simples. E nisso, ame ou odeie a Marvel, é preciso dar o braço a torcer:

Ninguém faz isso melhor.

Esse trailer é um acontecimento na cultura pop. São 10 anos de histórias contatadas culminando em um vilão que deu as caras há 8. Várias cenas pós-créditos depois, Thanos é o antagonista perfeito. Ele carrega consigo mais do que um plano de “equilíbrio do universo” (que lhe fornece diversão, diga-se de passagem), mas tudo que um filme d’Os Vingadores significa (e que nesse ponto é preciso admitir: a Liga não conseguiu): um evento. E como todos nós sabemos, grandes eventos servem para mudar o mundo. Daqueles que marcam o antes e depois, como foi o primeiro encontro dos heróis lá em 2012.

Agora com dois diretores que são praticamente prata da Casa, e a união de todos os personagens apresentados, Guerra Infinita surge como um filme definitivo para o “gênero”: o que mais poderá ser feito depois disso? Que tentativa dos estúdios de criar seu próprio universo compartilhado terá um clímax nesse nível? Claro que Guerra Infinita é a primeira parte de uma história que, segundo o chefão Kevin Feige, acabará de vez com Vingadores 4.

Após Vingadores 4, ambicioso crossover de uma multi franquia de filmes marcado para ser lançado em 2019, ao menos alguns personagens originais que ocupam o centro da equipe multibilonário dos Vingadores pendurarão suas capas e escudos” disse Fiege, além de afirmar que Vingadores 4 é mesmo o fim dessa história que começou com Homem de Ferro. Além disso, o futuro parecer promissor para quem sonha com filmes Marvel mais autorais ou não necessariamente obrigados a exercer um papel de conexão. “Estamos buscando mundos completamente separados — geograficamente ou no tempo — dos mundos que já visitamos“, são as palavras do presidente da DisneyBob Iger.

Filmes bons, filmes medianos, filmes pra esquecer, filmes ruins… a Marvel é a única franquia que se permite ser especular e ordinária e ainda seguir atraindo multidões. Que Thanos ponha um fim nisso.

 

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