Assista a EX-MACHINA agora na Netflix

Um dos melhores sci-fi dos últimos anos está disponível na Netflix

Luide
Luide
19 de abril de 2017

A inteligência artificial não é uma questão de como, mas quando irá acontecer. Essa frase é dita por Nathan, personagem vivido pelo até então desconhecido Oscar Isaac, em Ex-Machina, filme de 2015 que chega agora na Netflix. Se a frase for real, estamos diante de uma ficção cientifica que logo se tornará um drama comum. O que irá acontecer quando um computador ter a noção de que é um computador? A humanidade está mais próxima do que nunca em descobrir a verdade.

Descoberta essa que não pode ser tão romântica quando sonhávamos. Uma consciência superior trabalhando em prol da humanidade? Talvez estamos diante de algo que, infelizmente, pode ser mais próxima dos nossos vícios do que pensamos. Um estudo recente publicado pela conceituada revista Science mostra que I.A. estão repetindo traços de preconceitos humanos, como racismo e machismo, e principalmente repetindo estereótipos. Por exemplo, a palavra “mulher” é associada a “casamento”, enquanto “homem” a “negócios”.

Se existe algo que pode realmente contaminar qualquer inteligência superior é a teimosia do ser humano em nunca se tornar melhor. Enquanto isso, as tais “inteligências artificiais” seguem sob nosso total controle, como a fofíssima brincadeira do Google Draw que adivinha o que você está desenhando antes mesmo de você chegar a metade. Olha só que lindo, é disso pra evoluir pra um ser que pode dizimar a raça humana.

Ex-Machia obviamente não tem nada de apocalíptico ao nos apresentar Ava, uma inteligência artificial que possuiu um corpo físico. Obviamente Ava não precisa de pernas, braços e muito menos traços femininos, mas tudo é lindamente contextualizado dentro do filme. Existe uma ração para isso acontecer. Sem levar em conta que dar a Ava um corpo físico a transforma em um ser único e individual, ou seja, nada de um emaranhado de códigos tomando controle da internet, como comumente assistimos em filmes do gênero.

Essa abordagem mais individualista transforma Ex-Machina em um ótimo ensaio sobre consciência e porque não opressão. Como dito, o fato de Ava ter um corpo feminino não é gratuito, e basta refletir um pouco sobre o que assistiu para entender alguns pontos que o diretor e roteirista Alex Garland tentou tocar.

Ex-Machina é um dos meus filmes recentes favoritos e já revi algumas vezes. Sempre melhora. O ambiente claustrofóbico apresentado de uma maneira clean, a música obscura meio sintetizada, e todo o ar hostil transformar uma ficção científica em um verdadeiro terror. Vale muito a pena.

Ah, e tem essa cena aqui:

Ex-Machina (2015)
Direção e roteiro: Alex Garland
Onde: Netflix

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