A fotografia de Breaking Bad, a série mais linda de todos os tempos

Michael Slovis é o homem responsável por da vida a fotografia de Breaking Bad

29 de abril de 2016

Dificilmente Breaking Bad será esquecida e daqui há 50 anos algumas pessoas estarão interessadas em conhecer a jornada de Walter White. Seja pelos seus temas, direção, música ou fotografia, Breaking Bad é um jovem clássico da televisão e a série da minha vida.

Ser a melhor série dramática já feita é difícil, afinal, Breaking Bad existe em um mundo onde temos The Sopranos, The Wire e Mad Men, mas esteticamente, é sem dúvidas a mais bela. Sua fotografia encantou os espectadores que mergulharam de cabeça no deserto de Albuquerque e laboratórios de química.

O nome por trás de tal beleza é Michael Slovis, o diretor de fotografia que a partir da segunda temporada, caminhou lado a lado de Vince Gilligan até o desfecho da série, sendo responsável por várias marcas visuais que se tornaram icônicas em Breaking Bad.

Michael Slovis é um dos nomes mais importantes por trás de Breaking Bad

Foi dele, por exemplo, que veio a ideia de colocar o perturbador ursinho de pelúcia flutuando na piscina em Seven Thirty-Seven (S02E01). O amarelado forte do deserto, algo que também viria a se tornar parte do DNA de Breaking Bad, também é herança de Michael Slovis, assim como as cenas em POV. Ele esteve presente em 50 dos 62 episódios, e além da fotografia, foi diretor geral em quatro oportunidades.

De todos os 62 episódios, 4 Days Out (S02E09) talvez seja o mais belo de todos. É quando Walter e Jesse ficam quatro dias cozinhando no deserto, e a van perde a carga da bateria. É lindo, vivo, Breaking Bad na veia em todos os aspectos. Enfim. É a série mais linda de todos os tempos.

Justiceiro cumpriu sua missão: Netflix e Marvel oficializam sua série

Série será tocada por Steve Lightfoot, uma das mentes por trás de Hannibal. WOU!

29 de abril de 2016

Todo herói ou vilão tem por trás de suas ações algumas motivações. Sejam elas filosóficas (no caso do Demolidor), sejam elas pessoais (Wilson Fisk). Nos convencer que elas sejam verdadeiras é trabalho para os roteiristas, e muitas vezes, acabamos não comprando a ideia (no caso da Elektra).

É ai que entra o Justiceiro. Frank Castle teve sua vida destruída em todos os aspectos. Abalado pelo pós guerra e vendo sua família morrer de maneira brutal, Frank deixou florescer um homem sem limites que aplica sua justiça de punição naqueles que ele julga merecedores.

Ele não é como o Demolidor, advogado e católico, que segue algum código moral (mesmo que distorcido). O Justiceiro é o cara que puxa o gatilho, simples. No segundo ano da série Jon Bernthal conseguiu (ao menos nos quatro primeiros episódios) ser o grande destaque. O personagem aplicou uma violência que só adicionou mais elementos a jornada de descobrimento do Demolidor.

E como deu certo, a Marvel/Netflix correram e confirmaram sua série solo enquanto ele ainda está fresco na memória. Divulgado pela EW, Justiceiro será uma espécie de spin-off de Demolidor e ainda não tem data pra estrear. O showrunner será Steve Lightfoot, uma das mentes por trás da aclamada Hannibal.

Poderiam inovar e entregar uma série mais curta, quem sabe com 7 episódios, e ter uma história mais enxuta, sem aquela típica barriga que acontece no meio das produções (Jessica Jones e Demolidor que o digam). Enfim, espero ver SANGUE.

Barney Stinson e os adultos que se recusam a crescer

Um personagem espetacular que pode ensinar muita coisa sobre nós mesmos

28 de abril de 2016

Qualquer boa série é feita em cima de seus personagens. Enquanto um bom drama precisa de um ator pronto para dar camadas e mais camadas de profundidade, em sitcoms o carisma e a versatilidade são qualidades fundamentais. E é impressionante como How i Met Your Mother consegue isso com Ted, Marshal, Lilly, Robin e claro, Barney Stinson.

Cada um com suas particularidades e ao passar da série, um ou outro se destaque do restante. Mas Barney é aquele que passeia por todos os episódios, sempre destoante de seus amigos, com uma atuação apaixonante de Neil Patrick Harris. O que torna Barney um excelente personagem é a caricatura do adulto que se recusa a crescer, que está preso eternamente nos 16 anos.

How i Met Your Mother é a série perfeita para quem está próximo dos 30. Todos ali passam por situações que envolvem esse momento de nossas vidas tão problemático quanto a adolescência, com a diferença de não termos mais idade pra correr pro colo da mãe. Frustrações do trabalho, apartamento próprio, casamento, carreira, filhos. São temas que começam a ter um peso diferente nessa fase.

E Barney é o personagem que simboliza esse medo das responsabilidades, ou melhor, o medo de não nos sentirmos mais jovens e livres. Ele dedica sua vida exclusivamente aos prazeres pessoais, é quase um escravo de si mesmo. Não consegue conceber a ideia de felicidade compartilhada ou ser feliz fazendo algo que deixa outra pessoa feliz.

Barney é o típico adulto que recusa a paternidade (ou maternidade no caso das mulheres) porque isso irá tirar sua liberdade, tem medo de se relacionar de maneira séria pois isso irá destruir sua individualidade, tem medo de admitir que menos é mais (menos baladas e mais casa, menos desconhecidos e mais família etc).

A negação de Barney em amadurecer é mais comum do que você imagina

O personagem se destaca por viver ao mesmo tempo o oposto da maioria de seus amigos. Enquanto Lilly e Marshal debatem a questão de filhos, Barney cria o Dia dos Não Pais. Mas qual o significado disso tudo? Simplesmente uma piada? Não, o que How i Met Your Mother ilustra é processo de negação que vivemos em nosso dia-a-dia.

Barney na realidade não quer mostrar ao mundo que ele não deseja ser pai (ou simplesmente amadurecer), ao exaltar o lado negativo de algo ele procura convencer a si mesmo que não precisa daquilo. Assim como ele, temporadas atrás, insiste para que Ted não entre em um relacionamento sério.

Esse processo é doloroso. Porque o que torna a vida boa é aceitar que certas coisas já não tem mais a mesma graça de antes. Da mesma maneira que você não brinca mais de escorregador aos 18 anos, quando bate uma certa idade, viver a caça de pessoas desconhecidas pra satisfazer uma necessidade sexual vai se tornando algo cansativo e sem sentido.

É claro que a vida a dois não é a regra e você não precisa namorar/casar pra ser feliz, mas especificamente no caso de Barney em How i Met Your Mother, a série coloca o personagem nesse vazio existencial justamente para exaltar a busca de Ted pelo seu grande amor, estabilidade financeira e busca de uma família. Por isso Barney é um personagem tão necessário pra fluidez da história.

A cada episódio me apaixono mais por essa série e estou relatando minha experiência aqui no Amigos do Fórum. Portanto caso você que já tenha assistido toda a série e discorda de alguns pontos de vista, fica calmo, nesse exato momento me encontro na metade da quarta temporada.

Leia os outros posts da série How i Met Your Mother no Amigos do Fórum:

Se você não gostar da cena do aeroporto em Guerra Civil, você está morto por dentro

Homem Aranha, Homem Formiga, Pantera, Visão... que momento épico

28 de abril de 2016

Uma das melhores e mais bem executadas lutas Universo Marvel é aquela que envolve o Soldado Invernal, Viúva Negra e o Capitão América. Os Irmãos Russo conseguiram, sem ninguém voando ou disparando raios, construir uma cena tensa, limpa e poderosa. Você consegue absorver cada golpe e localizar bem a ação, algo que sinceramente, não é sempre bem feito no cinema de heróis.

Com um monte de seres superpoderosos é natural a coisa ir pro lado espetaculoso sem fundamento. É a porradaria pela porradaria. Um bom e mal exemplo disso está em Demolidor. Enquanto a cena nas escadas e aquela que envolve o Justiceiro na prisão são pensadas para causar impacto, a maioria que envolve a Elektra e os ninja são plastificadas e sem emoção alguma.

Então em Guerra Civil seria necessário que os Irmãos Russo elevassem ainda mais essa habilidade em construir uma boa ação já que teríamos DOZE personagens lutando ao mesmo tempo. E conseguiram. Mais ou menos do meio pro fim acontece a já clássica cena do aeroporto mostrada nos trailers, e cara, ponto pra Marvel que entregou quase NADA do que acontece ali. Chega a ser surpreendente, já que o marketing pesado cada vez mais joga em nossa cara momentos chaves do filme.

E por mais que Guerra Civil tenha uma seriedade um pouco acima do que estamos acostumados a ver na Marvel, a batalha do aeroporto se faz pela leveza. Ninguém ali está afim de machucar o amigo, afinal, o verdadeiro inimigo não está naquele lugar. É por isso que é tão incrível e mágica. Os heróis tem a oportunidade de mostrar suas habilidades até o limite, mas sem aquela tensão típica de batalhas finais.

São doze personagens em tela e é impressionante o que os Irmãos Russo conseguem fazer. Cada um ali tem seu momento, sua frase de efeito, sua ascensão. Você não se pergunta “ué cadê o fulano?“. É como se fosse um grande playground e todos estivessem se divertindo.

E o Homem Aranha? O hype criado na internet quando ele apareceu pela primeira vez é pouco pra saudar sua participação. É simplesmente incrível e emocionante ver ele ali, pulando de um lado pro outro, com sua inocência de adolescente, interagindo com Os Vingadores. Sabe aquelas cenas que você era obrigado a criar em sua mente, já que o Aranha estava na Sony? Então, elas acontecem.

O Homem Aranha não é a cereja do bolo, ele é uma das VÁRIAS cerejas…

Ele é um moleque, mas um moleque poderoso e inteligente. O Homem Aranha realmente voltou pra casa. Agora, ele não é o único ali a chamar atenção. Tem o Visão ignorante de forte, o Falcão bastante tático, o Capitão conduzindo seus aliados, o Pantera Negra surgindo como um futuro grande protagonista do Universo Marvel e ele… o Homem Formiga. Cara… vsf, que demais.

A cena envolvendo ele e o Aranha é pra você jogar a pipoca pro alto e berrar. É impossível ser adulto vendo aquilo, é IMPOSSÍVEL. Você volta a ter 13 anos e se deixa vibrar, rir, gritar. Cara, que momento inesquecível.

Guerra Civil são dois filmes em um. E os dois são bons. Mas assim, você pode até não gostar de sua parte mais séria, encontrar defeitos e furos de roteiro, mas na boa, se você não gostar da cena do aeroporto, amigo, você está morto por dentro.

Você poderá assistir Game Of Thrones de graça na HBO Go durante um mês

METADE da sexta temporada será disponibilizada gratuitamente no serviço on demand

27 de abril de 2016

Enquanto no Brasil as operadoras de telecom querem barrar o crescimento do Netflix com franquia de internet fixa, os canais de tv a cabo começam a mostrar que estão se preparando de verdade para a Guerra do Streaming. Em uma jogada inédita na América Latina, a HBO irá liberar seu conteúdo online por 30 dias.

Ou seja, pelo menos a METADE da sexta temporada de Game Of Thrones você poderá assistir sem custo algum.

Game Of Thrones não é mais uma série pra HBO, é um evento e garantia de novos assinantes. O canal aprendeu a enxergar o jogo e usar o poder devastador da série a seu favor. Mesmo que Game Of Thrones quebre recordes de pirataria anualmente, em contrapartida, sua audiência segue aumentando temporada após temporada.

Game Of Thrones é um evento e a HBO se aproveita disso

Fica claro que em algum momento o cidadão que assiste a série na base de downloads ilegais cansa de tomar spoilers e principalmente, não participar da verdadeira festa que é um episódio de Game Of Thrones na internet. Cultura pop é mais do que simplesmente ficar em frente a uma tela de televisão, é também participar, brincar, se indignar juntos.

A HBO resolveu dar um doce pra esse pessoal que ainda não é assinante. Pois bem, a partir do dia 27 de abril até o dia 22 de maio, a plataforma HBO Go irá disponibilizar os episódios de Game Of Thrones, O NegócioVeep e Silicon Valley. Acostuma o espectador com o doce, tira e espera assinar o pacote e ver o resto da temporada.

Particularmente comemoro essas pequenas mudanças como gol. Ver que os tempos estão mudando e principalmente os criadores de conteúdo estão enxergando os novos hábitos de consumo é uma grande satisfação pra esse blogueiro.

Basta acessar o site e ir na barra Experimente. Boas séries a todos.

“Fring’s Back”: e não é que os fãs estavam certos sobre essa teoria?

Vince Gilligan confirma teoria de fãs sobre retorno de Gus Fring

27 de abril de 2016

O Gilligan é cheio de maluquice. Em Breaking Bad ele brincou até não querer mais com o espectador. Referências dentro da própria série (a calça do piloto aparecendo em Ozymandias), as teorias das cores, o ursinho da segunda temporada dentre outras coisas. O cara é fissurado em transformar os fãs em verdadeiros detetives.

Eis que nessa segunda temporada, um sujeito chamado Shaquita matou uma charada. Misturando as primeiras letras dos 10 episódios ele descobriu um anagrama escondido. A mensagem? “Fring’s Back“. Claro, poderia ser apenas uma coincidência, mas após a excelente season finale, a possibilidade de Gus Fring dar as caras em Better Call Saul são altas.

Afinal, quem mais teria interesse impedir a guerra pessoal que Mike estava prestes a começar com os Salamanca? Gus sempre foi inimigo direto do cartel e certamente já investigava uma maneira de destruí-los. Um dos vilões mais cruéis da televisão, Gus certamente estava de olho em Mike há algum tempo e viu nele um potencial parceiro.

Better Call Saul tem como objetivo mostrar como Jimmy se tornou esse advogado trambiqueiro, mas Vince Gilligan e Peter Gould estão aproveitando o momento para também mostrar o passado de outros queridos personagens, e na boa, se existe alguém que cabe nessa série é Gus Fring (o Hank cabe mais, mas enfim). Então a teoria do fã sobre o retorno de Fring foi confirmada pelos criadores em entrevista ao site Vanity Fair.

Nós trabalhamos muito duro; mais do que isso, as pessoas do nosso escritório, Jenn Carroll e Ariel Levine, trabalharam muito, muito duro tentando nos ajudar a bolar isso. E pensamos que estaríamos revelando isso, talvez, em algum momento durante o verão. Eu acho que nós realmente subestimamos o trabalho duro de nossos fãs

Boas chances de ser Victor quem deixou o recado (lembra dela? Só lembrar de Gus e do estilete). Será uma terceira temporada interessante.

Obrigado Gilligan.

Sem os livros para guiar a série, é hora de Game Of Thrones se provar

Sexta temporada começa e é hora de se firmar como série de qualidade

26 de abril de 2016

Bom, é isso. Game Of Thrones não tem mais os livros como base para seguir sua história. A série teve muito material para adaptar e dar vida as suas incríveis cinco temporadas. Foram momentos de desespero, reviravoltas, quedas e ascensões de personagens, mas a partir de agora, tanto para quem leu ou não os livros, é o momento da série se provar.

David Benioff e D.B. Weiss, criadores e showrunners, agora estão na mira do público. Caso alguma decisão de roteiro seja ruim, logo viram as frases prontas de “quem mandou não seguir os livros” ou “no livro é melhor“. E pior: a comparação com as temporadas anteriores, que eram baseadas na obra de George R.R. Martin. Ou seja essa sexta temporada, mais do que nunca, precisa provar o valor de Game Of Thrones. O valor da série.

É um ano pra se consagrar como a melhor produção da televisão, já que Mad Men encerrou no ano passado a geração de grandes dramas (que começou em 1999) e agora só a jovem Mr. Robot pode roubar de Game Of Thrones o protagonismo em 2016. Mas a série tem moral pra seguir ótima como sempre foi.

The Red Woman (S06E01) mais pareceu uma versão estendida do histórico Mother’s Mercy, que encerrou a quinta temporada, e reposicionou as peças desse grande jogo dos tronos. Todos os principais personagens tiveram seus caminhos alterados drasticamente, então era natural a expectativa para esse retorno. Jon Snow, Cersei, Daenerys, Sansa, Arya… todo mundo esperando para ver os próximos passos.

O episódio é uma versão estendida de Morther’s Mercy

E The Red Woman como todo bom primeiro episódio de temporada, serve como um vislumbre do que está por vir. É aquela passadinha rápida em todos os continentes e cidades pra sua mente ficar novamente em sintonia com tantas histórias. É um episódio que, veja que engraçado, sofre da ótima qualidade do seu antecessor. Pra se ter uma ideia, foi graças a Mother’s Mercy que Game Of Thrones abocanhou tantos Emmys Awards ano passado.

Um episódio morno pra uma temporada que precisa pegar fogo. Seus criadores, roteiristas e diretores mais do que nunca precisam trabalhar em sintonia pra entregar uma temporada histórica e provar de vez por todas que a série vive bem sem a cabeça maluca de George R.R. Martin.

Boa sorte e sejam bem vindos de volta.

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