The Wire sim é uma série policial. E você deveria assistir

Presta atenção, vem aqui, vamos conversar sobre The Wire

6 de julho de 2015

Caríssimo, se você acessa esse humilde site há algum tempo, notou que a principal missão desse que vos escreve é sempre indicar bons filmes e séries. O Amigos do Fórum é onde eu corro pra escrever sempre que vejo algo maneiro e merece ser compartilhado. Muita gente conheceu Breaking Bad, House Of Cards, Sons Of Anarchy e outras tantas depois de ler alguns textos ou tuítes eufóricos.

Sempre que alguém me pergunta “Luide, me indica uma série?” primeiro procuro descobrir o que a pessoa gosta ou está acostumada a ver. Não que eu seja um banco de conhecimento, mas sempre procuro falar das coisas que considero boas para as pessoas certas. Porém se hoje eu tivesse que te obrigar a ver uma série, ela seria The Wire.

The Wire foi exibida entre 2002 e 2008 pela HBO e é uma obra prima da TV. O drama policial trata das consequências do tráfico de drogas em uma cidade americana e é constantemente é considerada pela crítica especializada como a melhor série dramática já produzida pelas mãos humanas. O que faz de The Wire um absurdo de tão bom eu vou tentar explicar. Porque meu amigo, você JÁ PASSOU DA HORA de começar a ver.

Quando se ouve “drama policial“, logo se vem a mente as dezenas (ou centenas) de séries estilo CSI, repletas de detetives geniais, peritos em tudo e uma lei implacável contra o mal. Os vilões? Todos malvados prontos pra invadir uma delegacia e matar todos os policiais. Os crimes? Tão absurdos que deixariam até o Datena de cabelo em pé. Esses seriados mastigáveis mais parecem fantasias de um livro, já que em nenhum momento tem compromisso com a vida real, de como realmente é um departamento de polícia e o mais importante: quem são esses caras das ruas? Porque eles são o que são? Porque fazem o que fazem?

É ai que entra a obra de David Simon, que antes de The Wire foi jornalista e escreveu um livro sobre o dia dia do Departamento de Homicídios em Baltimore, cidade entre as 40 mais violentas do mundo e 3ª dos EUA. Guarde esse nome: Baltimore. Por que em The Wire essa cidade é o único protagonista.

Longe de ser uma série de ação, longe de ser uma série de gênios, longe das soluções rápidas e fácies, The Wire nos apresenta as várias faces da luta diária de um departamento de polícia em combater o tráfico de drogas e como essa luta tem impacto direto na sociedade. Ao contrário daquilo que estamos acostumados, a série em momento algum escolhe um lado e milita por ele. Então relaxa, você nunca irá presenciar algum discurso “esquerdista” ou “reacionário” com uma trilha sonora poderosa ao fundo. Longe disso, The Wire te convida para entrar dentro de uma história, por dentro das ruas e vielas de Baltimore.

Apesar de hoje The Wire figurar no topo de qualquer lista decente de Melhores Séries de Todos Os Tempos, a vida dos produtores não foi fácil durante os cinco anos que ficou no ar. Devido ao medo de cancelamento a cada ano, The Wire possuiu o formato de temporadas fechadas, com início meio e fim, mas com seu elenco e histórias principais retornando para o próximo ano. O que deveria ser uma pedra no sapato, se tornou a marca registrada de uma obra que teve tempo e paciência para contar diversas histórias em diferentes momentos e visões.

Do tráfico de drogas a educação americana, da politicagem a briga de gangues, The Wire passeia por gabinetes e guetos com os dois pés cravos na realidade. Por isso, muitas vezes você pode se entendiar com o dia dia de um policial, ou simplesmente ficar ao sol com os garotos das esquinas quando o movimento está fraco. Se você procura uma câmera frenética, policiais correndo, tiros pra todo lado, soluções milagrosas, o bem vencendo o mal, sinto muito, The Wire não é pra você.

The Wire é pra quem está disposto a conhecer aquele que pode ser o melhor roteiro já feito para uma TV. Pra quem está disposto a ver o mundo do crime, da política, da polícia e da população por diferente olhos. Pra quem está disposto a entrar na cabeça de vários personagens inacreditáveis de tão bons.

Você não irá viver surpresas, ninguém irá “explodir sua cabeça” com uma cena fodona. Relaxa que não tem plot twist nem gancho para o próximo episódio. Ah, também não tem trilha sonora tentando manipular seus sentimentos. Personagens caricatos? Tente na sala ao lado. Em The Wire você terá a chance de expandir seu cérebro viciado em séries como nunca, acredite, não existe nada hoje na TV que chegue aos pés. E garanto que nada do que você viu antes pode ser comparado.

Então, por favor: assista The Wire.

E esses são os temas de abertura e encerramento de “Dragon Ball Super”

Novo anime estreou e vamos ao que interessa: AS NOVA MÚSICAS!

6 de julho de 2015

Muito além das batalhas e níveis infinitos de Super Sayajins, Dragon Ball ficou marcado em nossa mente graças aos temas de abertura e encerramento. Basta alguns segundos de “Cha-La Head-Cha-La” para automaticamente sermos transportados para algum momento feliz da nossa infância/juventude. A música, a sequência de cenas… tudo ali pronto para grudar na cabeça e não sair nunca mais.

É marca registrada dos animes belíssimas canções, com seus personagens olhando para o horizonte ou demonstrando poder. E claro, aquele tom às vezes de melancolia no encerramento. Já selecionei aqui algumas que considero clássicas.

Aproveitando que Dragon Ball Super estreou no Japão, que tal dar uma conferida nas novas músicas? Sem previsão de estréia no Brasil, o anime é uma espécie de comemoração a obra de Akira Toriyama (30 anos de mangá e anime).

Abertura:

Encerramento:

Tentem ser melhores, americanos!

É hora de EXTERMINARMOS os trailers?

Quando um trailer entrega a principal reviravolta de um filme

3 de julho de 2015

Quando você senta em uma cadeira de cinema o mundo ao redor se fecha. Até mesmo o barulho do cara ao lado comendo pipoca te incomoda, se for o caso de um filme 3D, você limpa umas 200 vezes as lentes do óculo. Se ajeita na posição mais confortável possível. O motivo disso tudo é justamente aproveitar o máximo possível da sempre deliciosa experiência de assistir a um filme.

Agora, o que aconteceria se antes mesmo da logo do estúdio aparecer na tela você já soubesse de praticamente tudo? Não, não foi nenhum amigo que deu spoiler, foi o próprio estúdio da logo. Pois é exatamente isso que vem acontecendo com os trailers, teaser, clipes, posters, etc etc etc.

Será que estão pesando a mão? Será que a culpa é nossa por consumir qualquer coisa? Ou nossa geração precisa de tudo mastigado? Bom, vamos falar mais sobre isso no VLOG DO FÓRUM:

>>> INSCREVA-SE NO CANAL DO AMIGOS DO FÓRUM

Josh Trank entende seu ceticismo com o novo Quarteto Fantástico

Diretor sabe que a internet já odeia o filme antes de estrear

3 de julho de 2015

Indago: é possível odiar Kate Mara?

Se existe algo que a internet ama é odiar. Você provavelmente odeia muita coisa sem nem saber porque, simplesmente odeia porque disseram que tem que odiar. Sem perceber sua opinião passa a ser formada por dois ou três tuites que você leu, ou 15 segundos em um vídeo do seu vlogger favorito.

É claro que você já odeia o novo Quarteto Fantástico. Tem que odiar. Tem que torcer pra dar errado. Tem que torcer pra ninguém ver e os direitos voltarem para as mãos da Marvel. No fundo, você não sabe porque torce contra, mas torce. E sabe quem se tocou disso? O próprio diretor do filme Josh Trank.

Essa semana ele conversou com o pessoal da EW e falou sobre a pressão do público para a nova adaptação. Afinal, não é todo dia que você recebe a missão de APAGAR da nossa mente dois filmes merdas. Mas quem deveria carregar a culpa é Tim Story (diretor dos outros dois filmes), não Trank e seu novo elenco. O Amigos do Fórum torce para que seja bom e tem post argumentando a favor.

Apesar do passado negro, Trank garante um futuro promissor para o Quarteto: “O público pode esperar um filme épico, enorme, grandioso e com embates super poderosos. É um filme realmente grande“. ENORME, PODEROSO, REALMENTE GRANDE… bons adjetivos não faltam, hein?

Mas até mesmo Trank admite que vocês tem motivos para ficarem preocupados: “Entendo o ceticismo do público com o filme, porque os anteriores não foram muito bons. É uma imagem difícil de quebrar“. Imagem difícil de quebrar? Trank, olha isso aqui cara:

Por favor Trank, apague isso da minha memória!

Se depender do produtor de “Deadpool”, teremos um filme “altamente fiel as hqs”

Simon Kinberg confirma mais uma vez que o filme é +18

2 de julho de 2015

Nova imagem divulgada pela EW: Comic Con já começa a esquentar

Nenhum filme baseado em hqs está livre das críticas a respeito da fidelidade a história original. Não adianta, os estúdios sempre vão emprestar seus personagens e sagas favoritas e filmar do jeito que bem entenderem. Às vezes funciona, outras vezes não. Como esquecer do polêmico final de Watchmen?

Sem contar que muitas vezes a classificação etária acaba obrigando diretores e roteiristas a pegar mais leve. Afinal esses heróis precisam ser apresentados a uma nova geração de consumidores. Mas parece que esse não será o caso de Deadpool, filme que estréia em fevereiro de 2016.

Já no aquecimento para a Comic Con, o filme teve mais uma imagem oficial divulgado pela EW (na mesma edição que tem Batman V Superman na capa), mas o interessante é justamente uma declaração do produtor Simon Kinberg.

Simon mais uma vez confirma que o filme será R-Rated, o equivalente ao nosso +18. Com isso, eles tem total liberdade para adaptar o personagem e suas características violentas, sem contar o humor negro e palavrões que sempre dão um charme a mais.

Deadpool será muito R-Rated. É uma HQ, não um tabu. Ou você se compromete fazendo um altamente fiel ou não o faz

Concordo. Não é porque é um filme com “herói” que precisa ser infantil.
Apesar que indicação etária não salva ninguém de um péssimo filme, mas de qualquer forma, é um problema a menos pra esquentar a cabeça.

Abram caminho para “Batman V Superman” na Comic Con

Novas imagens mostram a Tríade da DC e Lex Luthor cabeludo (ou seria peruca?)

2 de julho de 2015

Há exatos sete dias do início da Comic Con, a revista EW divulgou as primeiras imagens oficiais de “Batman V Superman: A Origem da Justiça” e só prova uma coisa: 2015 é o ano da DC no evento.

Com a Marvel oficialmente fora do jogo, o caminho está livre para a DC brilhar com seus filmes. Na aposta de sites especializados, teremos trailers de Batman V Superman, Esquadrão Suicida, algo de Flash e Aquaman e a reunião de todo o elenco da Liga da Justiça no Hall H, principal palco do evento que reúne mais de 4 mil pessoas.

É a DC dos cinemas com os holofotes voltados pra ela. Finalmente… As novas imagens estão incríveis. Vai desde Bruce e Diana no Baile dos Enxutos a Lex Luthor cabeludo (ou peruca).

Senhoras e senhores, a Tríade da DC:

O que dizer disso tudo?
Esse filme será um marco na história do cinema de herói.

EU CONFIO EM ZACK SNYDER!

Ah se “Exterminador do Futuro: Gênesis” tivesse segurado a mão nos trailers…

Você poderia amar ou odiar o quinto filme da franquia, mas não poderia reclamar de algumas reviravoltas interessantes

1 de julho de 2015

Volta e meia falo aqui no Amigos do Fórum sobre a exposição que alguns estúdios estão dando para seus filmes, seja através de histórinha pra boi dormir ou em dezenas de teasers, trailers e o cacete a quatro. Aliás, vários veículos de imprensa e/ou canais de cultura pop estão sendo unânimes sobre esse exagero. Os dois principais no Brasil, Omelete e Jovem Nerd, já falaram a respeito. É mais ou menos a questão que tentei levantar no vídeo sobre a Era do NOOOOSSA!

Não da pra chamar de crise, mas quando o próprio diretor critica a exposição desnecessária do seu filme é preciso para pra pensar no que está acontecendo. Em entrevista ao site Uproxx, Alan Taylor condenou as surpresas que foram estragadas pelos trailers de “Exterminador do Futuro: Gênesis“.

Eu certamente dirigi essas cenas com a intenção de que ninguém saberia até o lançamento do filme“, disse o diretor. De fato, chega a ser inacreditável que alguém achou uma boa ideia entregar em um trailer a maior reviravolta do quinto filme da franquia. É como se já no teaser de o “O Sexto Sentido” uma narração em off diz: “Um homem morto tentará ajudar uma criança que vê gente morta…“.

Existem pelo menos dois momentos que poderiam tirar aquele “EITA NÓIS” de você.

O primeiro é justamente quando o T-800 velhão encontra o T-800 que acabou de chegar do futuro. A cena é uma bela homenagem ao longa de 1984, até mesmo com o movimento de câmera semelhante. Seria DO CARALHO a surpresa que o filme entregou já no primeiro trailer. Mas dai você fica naquelas, com zero de expectativa, já sabendo que vai aparecer o XUÁZA de cabelo branco e dar um pau no novinho. E mesmo a excelente computação gráfica (excelente mesmo), a cena acaba se perdendo.

Outro momento ainda mais importante (o ponto alto do filme) é justamente a revelação que John Connor é o verdadeiro exterminador infiltrado. Durante todo o primeiro ato, pequenos diálogos entre Kyle Reese e Sarah Connor vão colocando uma pulga atrás da orelha, afinal, Reese não confia no T-800 (me recuso chamá-lo de “papi”). Quando John Connor aparece e leva um balaço no peito do velho Arnold, você já sabe que não, o Connor não é mocinho. Cara, essa cena seria extremamente putaqueparível se tivesse sido guardada a sete chaves. Sério, cagou tudo.

O filme basicamente começa desse ponto, porque até ali TUDO o que aconteceu estava nos trailers.

Ainda sobram uma ou duas surpresas, não se preocupe. Claro, existe também a deixa para futuros próximos filmes ao melhor estilo Marvel (ninguém sai antes dos créditos finais). “Exterminador do Futuro: Gênesis” precisa aprender com seus erros e seus executivos mais ainda. Não apenas o cinema, mas a TV também, afinal, como esquecer o first look da Supergirl que RESUMIU o piloto? Será que estamos ficando com tanta preguiça de pensar assim?

Enfim, enquanto a moçada não perceber que um filme deve ser assistido dentro de uma sala de cinema, não em um trailer no youtube, eu escolho esperar.

Topo ^