Brace Yourself: serviço de streaming da HBO está mais próximo do que se imagina

HBO Now pode chegar já em abril, junto com Game Of Thrones

5 de março de 2015

Nos anos 90 o Netflix era uma pequena empresa de aluguel de filmes online. Reza a lenda que o serviço foi oferecido a Blockbuster, gigante na época, que praticamente desprezou a empresa. Em 2013 o Netflix ultrapassou a HBO em números de assinantes, e em 2014, esses assinantes já geravam mais receita que o canal a cabo. A Blockbuster? Bom… essa não precisa nem falar.

O Netflix cresceu com a internet. Com ela mais rápida, mais acessível e smartphones se tornando televisões móveis, o pequeno dos anos 90 se tornou uma ameaça no século XXI e mudou a maneira como consumimos conteúdo. E claro, isso abriu os olhos da “concorrência” e eles começam a se mexer. Um deles é a própria HBO, conhecida por um imenso catálogo de séries de qualidade indiscutível.

True Detective: série boa é que não iria faltar pro catálogo online…

A HBO já possuiu um serviço on-demand chamado HBO GO, porém, para ter acesso a ele você precisa 1. ter TV a cabo 2. assinar HBO. Por mais que isso possa parecer simples, não é. E por isso a empresa resolveu que está na hora de abrir seu conteúdo para não assinantes do canal.

Isso já era esperado, mas novas informações chegaram nessa semana. A HBO estaria pronta para lançar o HBO Now já em abril, mês de retorno de Game Of Thrones, o maior sucesso do canal que poderia ajudar a alavancar o novo serviço. Outra situação seria a parceria com Google e Apple, que traria o HBO Go para não assinantes do canal de outra maneira.

Possível estréia de HBO Now já em abril, com a quinta temporada de Game Of Thrones

A parceria com a Apple traria a possibilidade de assistir ao conteúdo do HBO Go via Apple TVRichard Plepler, chefe executivo da HBO, disse que a estimativa é de 10 milhões de assinantes do serviço streaming.

Não é televisão…

O tão famoso lema da HBO parece fazer todo o sentido agora, é claro que ele se refere a qualidade de suas produções originais, que de tão boas, não podem ser comparadas com a TV (claro que isso já não é mais uma realidade, já que a tv vive mais uma época de ouro). Mas com o lançamento do HBO Now ou a disponibilidade do HBO Go para não assinantes, é um grande passo para o canal deixar mesmo de ser apenas TV, e entrar de vez nessa nova maneira de se transmitir conteúdo.

E como seria bom poder assinar esse serviço e acompanhar Game Of Thrones direto da sua smart tv, ou computador, ou celular… de onde você quiser, sem a necessidade de estar preso a um contrato de TV a cabo. Eu serei um dos primeiros assinantes caso o serviço também chegue ao Brasil. E farei isso com gosto.

Quero fazer parte dessa revolução por vários motivos, já que a concorrência direta com o Netflix, ainda mais de um canal que tem histórico de excelentes séries, só motiva o mercado e quem ganha somos nós. Porém, diferente do Netflix que não é preso a um canal, a HBO não poderia lançar, por exemplo, toda uma temporada de Game Of Thrones de uma vez.

Mas quem sabe novas produções originais não sejam feitas exclusivamente para o serviço online? Enfim, são muitas possibilidades e quem ganha é o público, que como a HBO aprendeu, não quer apenas a TV…

Saul Goodman caminhando com suas próprias pernas

Ops, Jimmy! Jimmy McGill!

4 de março de 2015

Nem parece, mas já estamos praticamente na metade de “Better Call Saul“. Estranho, né? Demora tanto tempo pra estrear, e quando vem, passa num piscar de olhos. E como não estamos aqui pra analisar a relatividade do tempo, mas sim a quantas anda a série do nosso aspirante a Saul Goodman, Jimmy McGill, é hora de voltar a falar um pouco sobre a série.

Você provavelmente notou uma mudança na maneira como ela vem caminhando, tudo porque finalmente ela está fazendo isso com as próprias pernas. Se isso é bom ou ruim, vamos tentar refletir um pouco.

Os dois primeiros episódios de “Better Call Saul” foram excelentes. A direção de Vince Gilligan e Michelle MacLaren foram precisas, e com as mãos de duas pessoas que participaram ativamente de “Breaking Bad” nas rédias, Jimmy teve um excelente começo. Em todos os sentimentos. Das atuações, plots a parte técnicas.

Porém é notável que os últimos três episódios deixaram de lado um pouco o padrão que acostumamos de ver em “Breaking Bad“, aquele efeito “bola de neve de merda”, onde um acontecimento vai puxando o outro, e tudo se transformar em uma tragédia. Jimmy McGill passou a ser explorado mais no sentido pessoal que profissional. Se você esperava ver o advogado malandro fazendo trambiques (como eu) pode ter se decepcionado um pouco.

Tudo porque o roteiro vem mostrando pouco a pouco as frustrações e desafios de Jimmy. Usando com vontade o recurso (que eu particularmente não sou fã) de flashbacks, pra mostrar que antes da faculdade de direito, bem antes de Saul, existia um cara totalmente sem freios, que aplicava pequenos golpes e volta e meia parava na prisão.

S01E05: a história de Mike começa a fluir

A vida de Jimmy não é fácil e a série tentou nos mostrar isso exaustivamente nos últimos três episódios. Ele cuida do irmão doente, não consegue clientes e quando conseguem, são completos malucos. Ou então apenas senhoras que precisam de alguém pra escrever o testamento.

Porém, qual personagem foi basicamente apresentado dessa maneira? Pois é, as comparações com Walter White são muitas. E nos primeiros episódios da série, a presença de Nacho seria essa pressão que ele precisava pra se revoltar com sua condição e partir pro mundo dos trambiques. Mas Nacho sumiu e Mike fazia suas pequenas pontas atrás de tickets. Bem, até o final desse quinto episódio.

O diálogo final entre Mike e o detetive deixa claro que ele está foragido. Porém como a obra de Gilligan sempre apostou na casualidade, lembre-se que Jimmy deixou com Mike seu novo cartão, já que agora a “firma” prioriza os idosos. Será uma excelente sacada se Jimmy for o advogado de Mike a relação de ambos começar assim.

No mais, “Better Call Saul” começa a caminhar com as próprias pernas. Se desenvolvendo, extraindo as verdadeiras motivações de Saul. Ops, Jimmy. E a nós resta esperar, mas poxa… só faltam 8 episódios? =/

Visão mostra sua cara no mais novo e INCRÍVEL trailer de “Vingadores: A Era de Ultron”

É porrada, é destruição, é Hulkbuster, é Ultron, é VISÃO!

4 de março de 2015

UPDATE: falei sobre o trailer no DROPS:

A Marvel anda por cima da carne seca. E quem da as cartas no jogo, não pode simplesmente sair por aí distribuindo doces para os fãs. O que fazer nesse caso? Convocar um tuitaço, provocar o clamor popular. Todo mundo unido em um só objetivo: LIBERA O CARALHO DESSE TRAILER!

Você pediu, você tuitou, você conseguiu desbloquear mais um trailer oficial de “Vingadores: A Era de Ultron“:

Há apenas um caminho para a paz: a extinção!

Que trailer amigos, que trailer! Se você foi desses que reclamou que a Marvel estava no banho Maria, sem nenhuma novidade e apenas reprisando cenas, está na hora de ficar pianinho. O terceiro trailer oficial é um chute no boca, cheio de cenas inéditas e dando um novo panorama na trama.

Apesar da montagem sempre nos passar informações erradas, nos levar a crer em um certo roteiro, esse trailer clareou um pouco das coisas. Teremos, de fato, Mercúrio e Feiticeira Escarlate lutando ao lado de Ultron a princípio. E no melhor estilo GANGUE eles vão se cruzar:

CHOQUE DE MONSTRO

Tony Stark também fala sobre o Projeto Ultron e sua ideia inicial, que obviamente não deu certo. Aliás, temos muito de Ultron desse trailer. E pqp, o cara é GIGANTE. Nem mesmo o escudo do Capitão foi capaz de pará-lo.

O trailer ainda mostra Thor chamando o cara pro pau (e se arrependendo depois), a Feiticeira controlando a mente da Viúva Negra, Capitão levando porrada do Mercúrio (esse efeito do Mercúrio tá meio caído, não?), mais treta entre Hulk e Hulkbuster e… FINALMENTE o tão esperado VISÃO:

Pra fechar o melhor trailer até aqui com chave de ouro.
Sensacional, que venha o dia 23 de abril.

House Of Cards: ascensão e queda do Casal Underwood

Do capítulo 1 ao capítulo 39

3 de março de 2015

House Of Cards é sobre poder. O próprio Frank já deixou claro que se você escolhe dinheiro a poder, ele não irá te respeitar. Porém o que ele não contava era que seu pior inimigo era justamente a pessoa que cobiçava essa busca por poder tanto quanto ele: Claire Underwood.

Sua esposa possui as mãos sujas de sangue tanto quanto ele. E Claire não pretende limpá-la tão cedo. Hoje é dia de falar um pouco sobre a terceira temporada, o choque entre esses dois personagens, e quem é o dono do verdadeiro poder em House Of Cards.

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A galhofa repleta de sangue, sexo e violência de “Banshee”

Banhsee é uma daquelas séries que você ri pelo absurdo e comemora cada PORRADA que ela te da

2 de março de 2015

O “amigos” do título desse blog não é por menos. Quando resolvi compartilhar minhas experiências em um site, o meu desejo era que isso aqui se tornasse uma via de mão dupla. Assim, quando eu indicasse uma série ou filme bacana pra vocês, também receberia boas indicações de volta. Seria uma espécie de comunidade de fãs e consumidores de cultura pop, trocando ideias e opiniões a respeito do que anda vendo.

E posso dizer que consegui cultivar esse tipo de amizade. Indicações dos leitores sempre são bem vindas, e foram através delas que conheci Vikings e Sons Of Anarchy, por exemplo. O mais recente caso é Banshee, série do Cinemax que nesse exato momento se encontra em sua terceira temporada. A série foge completamente do tipo de coisa que geralmente assisto, mas na boa, obrigado por indicarem essa galhofa sanguinária. Banshee é o que a gente classifica como DO CARALHO!

Um sujeito acaba de sair da cadeia, pega informações com seu amigo hacker chinês drag, rouba um carro, destrói o centro de uma cidade, vai até o interior da Pensilvânia, entra um bar que está o novo xerife dessa cidade, esse xerife é morto, ele rouba a identidade desse xerife e fim. Assim começa Banshee, da maneira mais inacreditável possível. Mas a partir do momento que você veste a famosa “suspensão de descrença” e se deixa levar pela loucura ali apresentada, posso te garantir que poucas obras na TV irão te proporcionar tantos momentos de diversão.

Banshee é inacreditável de tão foda. Não da pra falar de Banshee e ficar nesse lenga lenga de “óh, tem uma excelente direção” ou “um roteiro primoroso“. Não, Banshee é foda. Não da pra usar outra palavra pra classificar essa série.

Braço da HBO, o Cinemax vem acertando em cheios com suas séries originais. Outro exemplo é The Knick

Banshee é o nome de uma cidadezinha fictícia no interior da Pensilvânia com uma quantidade considerável de malucos. É praticamente a Charming de Sons Of Anarchy da Costa Leste. Como toda boa cidade do interior, é governada por um prefeito merda, uma polícia de bosta e um vilão empresário que comanda tudo e todos. Além disso, a cidade tem o bonus de ficar em uma reserva indígena e ter sido colonizada por holandeses ortodoxos.

Banshee possui um ritmo inacreditável, a série simplesmente não para. Em nenhum momento você consegue ficar tedioso, tudo devido as situações impossíveis ali criadas. É ligada no 220 o tempo todo, e agora além dos problemas locais, a chegada do “xerife” Lucas Hood trás novos problemas, como por exemplo, um poderoso chefão do crime UCRANIANO. Sério, não existem limites criativos pra essa série.

A quantidade de personagens fodas é inacreditável, você se sente lendo um quadrinho. E todo momento fica imaginando como seria se personagem X trombasse o personagem Y.

Tem um albino gigante, tem uma índia que luta kung fu, tem um mordomo assassino, tem uma ladra mãe de família, tem ex boxeador dono de bar, tem hacker chinês drag queen, tem holandês do crime e tem um ex-presidiário se passando por xerife. Tudo na mesma série. Se isso não é motivo de sobra pra você assistir “Banshee“…

Mas é claro que nem tudo é galhofa, o roteiro consegue equilibrar cada personagem em cena e dar a eles a profundidade que uma série assim precisa. Mesmo que Lucas Hood seja o tempo todo assombrado pelo seu passado, “Banshee” não se prende nesses mistérios e consegue resolver esses problemas rapidamente. Não é aquela coisa massante.

Agora, eu falei tudo isso pra deixar a cereja do bolo por último: as lutas de Banshee! Sério… PQP!

Banshee tem lutas. Lutas malucas. Lutas com muito sangue. Lutas improváveis. Na série, qualquer problema é motivo pra sair no soco, e mano, na moral, os caras capricham demais. É como se a ideia fosse essa mesma, deixar dramas inteligentes e bem construídos para os playboy vencedores de Emmy, e focar na diversão e criar cenas de luta espetaculares. É pra pegar a pipoca e sorrir enquanto o pau come.

Em certos momentos, você começa a acreditar que o Quentin Tarantino está por trás das câmeras. É sério, certamente os criadores tem influência do Tarantino. NÃO É POSSÍVEL!

Banshee é tudo isso e mais um pouco, é uma galhofa honesta com você. Está lá pra te divertir pelo absurdo, com bons personagens, com um roteiro dinâmico e cheia de momentos inesquecíveis pra você ficar comentando com seus amigos a noite toda. Veja bêbado que a experiência é ainda mais divertida, e se você esquecer do que assistiu, relaxa, no próximo episódio vai rolar uma TRETA FODA DO CARALHO E PQP VÉI FODA-SE!

Assista ao curta metragem que deu origem a “Whiplash”

Antes de ser um LONGA, Whiplash foi um CURTA

2 de março de 2015

O jovem diretor Damien Chazelle apresentou em 2013 no Festival Sundance o curta metragem “Whiplash“. Apesar do baixo orçamento, ele conseguiu no elenco aquele que viria a levar um Oscar pelo papel: JK Simmons. O curta foi decisivo para que ele conseguisse grana e um ano depois, voltasse ao mesmo festival, mas dessa vez com um longa metragem em mãos.

Whiplash” levou em 2014 o prêmio do juri o Sundance e em 2015 ficou com três Oscar, incluindo o de Melhor Ator Coadjuvante para Simmons. O curta metragem de 17 minutos foi disponibilizado na internet, e ao invés de Milers Tellers como o jovem baterista, temos Johnny Simmons.

Excelente!

Deu pra perceber que todo o elenco de coadjuvantes foi mantido, a única mudança mesmo foi em relação ao protagonista. Talvez tenha pesado para Teller o fato dele tocar bateria desde criança, aliás, o sangue que você vê no filme é realmente do ator. Outra mudança drástica foram nas cores da fotografia, mas isso certamente só foi possível melhorar quando o $$ entrou. No mais, os cortes frenéticos que dão ritmo ao filme permaneceram o mesmo.

Whiplash é um filme bacana que conquista qualquer um pela sua temática de superação e por excelentes atuações. Escrevi sobre ele no começo do ano.

Whiplash: Nascido Para Batucar

Claire Underwood e o verdadeiro poder de House Of Cards

O terceiro ato de House Of Cards é um ensaio sobre o poder da primeira dama

2 de março de 2015

Sem Frank Underwood. Sem discursos inflamados, sem quebra de quarta parede. Sem manobras políticas. A terceira temporada de House Of Cards nem de longe deu ênfase aquilo que chamou a atenção de praticamente todos os fãs da série. Nessa terceira temporada, bem morna diga-se de passagem, a responsável pelo ritmo dos acontecimentos é a Primeira Dama.

Claire Underwood é a mulher mais poderosa do mundo. E mais perigosa também.

Algo que chama bastante a atenção em House Of Cards é a semelhança de personalidade entre todos os personagens. Ninguém ali está de brincadeira e muito menos satisfeito com o cargo que ocupa ou situação que se encontra. A busca por poder, vingança, dinheiro é uma característica presente em todo primoroso elenco. Essa falta de tons de cinza é proposital, afinal, precisamos compreender que nessa guerra dos tronos americana, ou você vence ou você morre.

E para conseguir que seus protagonistas se destaquem em meio a tanta sujeira, a escolha de Kevin Spacey e Robin Wright parece mais certa a cada temporada. E chegando agora ao ápice desse jogo de cartas, é Claire quem se destaca e mostra que nem mesmo Frank cobiça mais poder do que ela.

É uma personagem sem igual. Enquanto Spacey se desdobra em discursos inflamados e abusa da quarta parede, Robin Wright se faz pelo silêncio e por um ar frio. Elegante e fatal, a escalada de Claire Underwood é sem dúvidas a grande jogada dessa temporada. Praticamente todos os acontecimentos (para o bem ou para o mal) são reflexos de suas escolhas e de seu gigantesco ego, algo que ela também compartilha com Frank além do sobrenome.

- “Eu não deveria ter te indicado a Embaixadora
- “Eu não deveria ter feito de você presidente dos EUA

Claire ama Frank. Frank ama Claire. Ambos amam o poder. É um casal perfeito. Lembro-me da primeira temporada (imbatível, de longe a melhor de todas) quando ela diz ao ex-segurança que escolheu Frank porque ele lhe ofereceu liberdade. Já na terceira temporada, quando uma crise começa a balançar o relacionamento do casal, Claire diz algo que explica muito sobre ela e Frank: “Quando foi que começamos a nos parecer com os outros?“.

Claire não vê Frank apenas como o homem de sua vida. Frank é seu pilar, o homem que está disposto a jogar com ela. E Claire não deseja pouco, a ponto de criar uma tensão entre duas superpotências. O poder não é de Frank, o poder é de Claire. Ela não precisa quebrar a quarta parede para te intimidar, basta um simples olhar vago.

E como o próprio Frank diz: “Sem Claire não haveria Casa Branca“.

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