5 pontos importantes de “Guardiões da Galáxia” pra você saber antes de ver o filme

Post totalmente LIVRE DE SPOILERS

23 de julho de 2014

Guardiões da Galáxia” chega aos cinemas dia 1º de agosto. Eu já vi o filme, e vou pontuar aqui algumas coisas importantes. Claro, sem dar spoiler nenhum, 5 das coisas que pretendo explanar melhor na resenha oficial do Amigos do Fórum, que também sai dia 01/08.

Antes de começarmos quero deixar algo claro: “Guardiões da Galáxia” foi uma feliz surpresa.

1. Não tem alívio cômico

O filme é um alívio cômico.
Ao contrário de filmes como “Thor 2” onde o sidekick tinha um sidekick, que por sua vez também tinha um sidekick, aqui todos os personagens tem seu próprio tom de humor. Não fica aquela coisa forçada de “precisamos contar uma piada a cada 2 minutos“. O humor flui de maneira natural, e na moral, eu classificaria esse filme como a primeira comédia de super heróis da Marvel.

2. Background dos personagens

É fato que “Guardiões” não tem o mesmo apelo comercial e público que outros heróis. São poucos conhecidos e, até o anúncio do filme, eu nunca tinha ouvido falar deles. Mas isso dificulta as coisas? Não. E um dos grandes trunfos desse filme é não explorar demais o passado dos personagens, apresentam apenas coisas pontuais sobre os membros do grupo. Só. Você entende a revolta de Drax, por exemplo, mas eles não perdem muito tempo explicando tim tim por tim tim.

O próprio Senhor das Estrelas tem seu background pouco explorado, e talvez, isso seja proposital para que, em futuros filmes, todos os cinco membros tenham seu passado destrinchados.

3. O filme não se leva a sério

O tom do filme, em momento algum, foge da proposta geral. Ou tenta levar o expectador a sentir algo fora do contexto. É interessante que o filme brinca com si mesmo, quando, em alguns momentos, tenta criar um clima mais sério. A todo tempo “Guardiões da Galáxia” diverte com essa coisa de espaço, naves, outras raças e etc. Sem contar que a figura humana está ambientada nos anos 80.

As referências do planeta Terra estão presas nessa década, não querendo dar spoiler, mas você já sabe que O Senhor das Estrelas é levado daqui ainda criança. E devido a isso, todas as piadinhas e sacadas são coisas de 30 anos atrás. É isso que torna a relação dele com os membros do grupo ainda melhor.

4. Trilha sonora

A trilha sonora é EXCELENTE. Coisa de filmes do Tarantino, onde apenas quem possuiu um belo conhecimento musical, poderia selecionar e encaixar tantas canções perfeitamente. Tudo pra fixar de vez a ideia de um filme caricato dos anos 80, que inclui o design de produção e o figurino. O filme se inicia e termina com uma canção, e ambas conseguem descrever exatamente a sensação do momento. Incrível.

5. O nascimento de um grupo

A Marvel deu um tiro certo com “Guardiões da Galáxia“. Tão certo que seu universo está mais expandido do que nunca. E tudo isso graças ao excelente quinteto que colocaram na tela. A maneira como o grupo surge e se relaciona é muito bacana. Não via uma união tão certa assim desde “Vingadores“. Aliás, esses cinco guardiões tem tudo pra se tornarem os favoritos da moçada, deixando a turminha do Homem de Ferro pra trás.

Já era mais do que óbvio, mas Rocket Raccoon e Groot são os destaques. Pra mim, os dois melhores personagens da Marvel nos cinemas. Eles aparecem, você ri. É automático. Mas apesar de todos os olhos estarem virados pro guaxinim, eu fico com Groot. É o mais fofo, maneiro, lindo, engraçado e divertido personagem. QUERO UM ACTION FIGURE DELE!

É isso. Precisa compartilhar com os amigos do fórum algumas coisas que gostei bastante nesse filme.
Não perca seu tempo, vá ao cinema e veja “Guardiões da Galáxia” dia 01/08. Depois volte pra ler nossa resenha =)

Nos tornamos “mulher de bandido” de anti-heróis em séries?

De Tony Soprano a Walter White, como deixamos de gostar de mocinhos para amar verdadeiros bandidos

21 de julho de 2014

Existe uma expressão muito comum na linguagem popular chamada “mulher de bandido“. A mulher de bandido geralmente é usada para designar um grupo de mulheres que, mesmo sabendo das atividades ilícitas de seus namorados/maridos, continuam ao lado deles, e mesmo que enfrentem problemas com polícia ou até mesmo agressões físicas, continuam amando seus companheiros.

Tirando todo o machismo empregnado na expressão, podemos dizer que somos verdadeiros “mulher de bandido” no que diz respeito a séries. Defendemos seus ideais com unhas e dentes, torcemos a ponto de suar frio, idolatramos, colocamos fotos deles em perfis de redes sociais, compramos bonecos… mas quem são eles? Traficantes, assassinos, intimidadores, ladrões e outra série de qualidades questionáveis.

O professor de química e pai de família Walter White. Por que continuamos torcendo por ele mesmo depois de se tornar um verdadeiro monstro?

Não da pra traçar uma linha temporal de quando e como isso começou. O uso do termo “anti-herói” se tornou tão frequente na cultura pop que nem ao menos paramos mais pra pensar no assunto. Mas é provável que os filmes de máfia tenham ajudado muito nesse processo, e a culpa pode ser mesmo dos roteiristas e diretores de Hollywood. Não da pra negar que o mafioso, o gangaster é sempre um personagem carismático, com todas aquelas qualidades que nós gostaríamos de ter em excesso: coragem, força física e emocional, frieza, inteligência e por ai vai.

A figura do herói incorruptível com seu cabelo minimamente penteado é muito caricato da nossa infância. Indo além, podemos citar os inúmeros heróis japoneses, que sempre nascem como fracassados, e após muito apanhar se tornam grandes. Cansamos disso. Queremos personagens fortes, com histórias com um mínimo de realidade possível e com defeitos. Com muitos defeitos. Assim como adivinha quem? Eu. E você.

O ponto principal está ai: um personagem que possua motivações reais, como família, amigos, o sustento da casa, trabalho e etc. Quando você entende o que levou Walter White a traficar metanfetamina, você perdoa e torce por ele. Walter é sem dúvidas o maior fenômeno recente de vilão que gerou torcida de qualquer pessoa honesta. Walter era um simples professor de química que se tornou traficante e assassino. Porém acompanhando sua “jornada do anti-herói” fomos convencidos que ele precisava fazer aquilo.

Nosso amor por criminosos pode ter começado com filmes de máfia

Existe ainda uma verdadeira jogada de mestre dos roteiristas para firmar de vez o anti-herói como herói: criando vilões ainda piores. Ou piores do nosso ponto de vista. Walter White tem Gus Fring pra equilibrar suas ações. Tudo se torna aceitável. E é dentro desse contexto de um “mal maior” que uma das séries mais incríveis que conheci recentemente se sustenta: “Sons Of Anarchy“.

Sons Of Anarchy“: amigos, motoqueiros, pais de famílias, mecânicos e… assassinos, traficantes e intimidadores

Lembre-se: bandidagem em séries da Emmy, na vida real prisão perpétua

A série é um espetáculo para fãs de bons personagens e aquele sentimento de tensão constante. O grupo de motoqueiros Sons Of Anarchy comanda uma pequena cidade no oeste americano. Porém andar por ai de moto é apenas uma parte de um currículo que engloba tráfico de armas influências, intimidação e assassinatos. Ao explorar de uma maneira direta as motivações do grupo, e tirar aquele ar megalomaníaco de bandidos que estamos acostumados, começamos a pensar seriamente em comprar uma moto e criar uma gangue. A série brilha em colocá-los contra ameaças maiores, como grupos nazistas e membros do IRA (o grupo armado da Irlanda, não a banda).

Então, chegamos a dois fatores decisivos que nos faz torcer para verdadeiros criminosos: motivações + ameaças ainda piores. Criando um contexto, colocando o personagem o mais perto possível de uma realidade que, pode até não ser a sua, mas certamente de alguém próximo, acabamos criando simpatia por eles. Mesmo que ao invés de Emmys, suas ações dariam boas prisões perpétuas.

Seja um mafioso como Tony Soprano. Seja um político como Frank Underwood. Sempre vamos escolher o lado errado para torcer, é inevitável. O tempo que onde um alienígena voador com uma sunga vermelha era aplaudido na cultura pop, aparentemente, acabou. Ou pelo menos no mundo das séries de TV.

Revelado visual de um Caça Estelar de “Star Wars: Episódio VII”

Em mais um vídeo para a campanha Star Wars: A Force For Change, JJ Abrams mostra os bastidores do filme

21 de julho de 2014

Já falei aqui sobre a campanha “Star Wars: A Force For Change“, onde a Disney, Lucasfilm e Bad Robot, em conjunto com a Unicef estão arrecando fundos para inovações em diversas áreas que atendem crianças. Meses atrás o diretor JJ Abrams apareceu nos sets de filmagens de “Star Wars: Episódio VII”. O que pode ser Tatooine deixou os fãs maravilhados, afinal, nem tudo precisa ser um fundo verde né…

Enfim. Em novo vídeo ele aparece ao lado de um X-Wing. Foda.

Chorei.

“Pokémon” redesenhados através da perturbada arte de “Attack On Titan”

Apenas. Medo.

21 de julho de 2014

Attack On Titan” (Shingeki No Kyojin) é um mangá que me da arrepios. Além de não economizar em mortes, pessoas desmembradas e seres gigantes, o traço de Hajime Isayama, criador da série, deixa tudo com um ar doentio e perturbador.

Um exemplo do que eu tô falando (diz se essa porra não da medo):

Agora imagine esses traços e estilo usados para redesenhar personagens fofinhos da nossa infância…
Tipo Pokémon. Foi o que o ilustrador zsparky fez:

Medo.
Nunca mais vejo Pokémon… Até porque não tenho mais idade pra isso.

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