Nos tornamos “mulher de bandido” de anti-heróis em séries?

De Tony Soprano a Walter White, como deixamos de gostar de mocinhos para amar verdadeiros bandidos

21 de julho de 2014

Existe uma expressão muito comum na linguagem popular chamada “mulher de bandido“. A mulher de bandido geralmente é usada para designar um grupo de mulheres que, mesmo sabendo das atividades ilícitas de seus namorados/maridos, continuam ao lado deles, e mesmo que enfrentem problemas com polícia ou até mesmo agressões físicas, continuam amando seus companheiros.

Tirando todo o machismo empregnado na expressão, podemos dizer que somos verdadeiros “mulher de bandido” no que diz respeito a séries. Defendemos seus ideais com unhas e dentes, torcemos a ponto de suar frio, idolatramos, colocamos fotos deles em perfis de redes sociais, compramos bonecos… mas quem são eles? Traficantes, assassinos, intimidadores, ladrões e outra série de qualidades questionáveis.

O professor de química e pai de família Walter White. Por que continuamos torcendo por ele mesmo depois de se tornar um verdadeiro monstro?

Não da pra traçar uma linha temporal de quando e como isso começou. O uso do termo “anti-herói” se tornou tão frequente na cultura pop que nem ao menos paramos mais pra pensar no assunto. Mas é provável que os filmes de máfia tenham ajudado muito nesse processo, e a culpa pode ser mesmo dos roteiristas e diretores de Hollywood. Não da pra negar que o mafioso, o gangaster é sempre um personagem carismático, com todas aquelas qualidades que nós gostaríamos de ter em excesso: coragem, força física e emocional, frieza, inteligência e por ai vai.

A figura do herói incorruptível com seu cabelo minimamente penteado é muito caricato da nossa infância. Indo além, podemos citar os inúmeros heróis japoneses, que sempre nascem como fracassados, e após muito apanhar se tornam grandes. Cansamos disso. Queremos personagens fortes, com histórias com um mínimo de realidade possível e com defeitos. Com muitos defeitos. Assim como adivinha quem? Eu. E você.

O ponto principal está ai: um personagem que possua motivações reais, como família, amigos, o sustento da casa, trabalho e etc. Quando você entende o que levou Walter White a traficar metanfetamina, você perdoa e torce por ele. Walter é sem dúvidas o maior fenômeno recente de vilão que gerou torcida de qualquer pessoa honesta. Walter era um simples professor de química que se tornou traficante e assassino. Porém acompanhando sua “jornada do anti-herói” fomos convencidos que ele precisava fazer aquilo.

Nosso amor por criminosos pode ter começado com filmes de máfia

Existe ainda uma verdadeira jogada de mestre dos roteiristas para firmar de vez o anti-herói como herói: criando vilões ainda piores. Ou piores do nosso ponto de vista. Walter White tem Gus Fring pra equilibrar suas ações. Tudo se torna aceitável. E é dentro desse contexto de um “mal maior” que uma das séries mais incríveis que conheci recentemente se sustenta: “Sons Of Anarchy“.

Sons Of Anarchy“: amigos, motoqueiros, pais de famílias, mecânicos e… assassinos, traficantes e intimidadores

Lembre-se: bandidagem em séries da Emmy, na vida real prisão perpétua

A série é um espetáculo para fãs de bons personagens e aquele sentimento de tensão constante. O grupo de motoqueiros Sons Of Anarchy comanda uma pequena cidade no oeste americano. Porém andar por ai de moto é apenas uma parte de um currículo que engloba tráfico de armas influências, intimidação e assassinatos. Ao explorar de uma maneira direta as motivações do grupo, e tirar aquele ar megalomaníaco de bandidos que estamos acostumados, começamos a pensar seriamente em comprar uma moto e criar uma gangue. A série brilha em colocá-los contra ameaças maiores, como grupos nazistas e membros do IRA (o grupo armado da Irlanda, não a banda).

Então, chegamos a dois fatores decisivos que nos faz torcer para verdadeiros criminosos: motivações + ameaças ainda piores. Criando um contexto, colocando o personagem o mais perto possível de uma realidade que, pode até não ser a sua, mas certamente de alguém próximo, acabamos criando simpatia por eles. Mesmo que ao invés de Emmys, suas ações dariam boas prisões perpétuas.

Seja um mafioso como Tony Soprano. Seja um político como Frank Underwood. Sempre vamos escolher o lado errado para torcer, é inevitável. O tempo que onde um alienígena voador com uma sunga vermelha era aplaudido na cultura pop, aparentemente, acabou. Ou pelo menos no mundo das séries de TV.

Revelado visual de um Caça Estelar de “Star Wars: Episódio VII”

Em mais um vídeo para a campanha Star Wars: A Force For Change, JJ Abrams mostra os bastidores do filme

21 de julho de 2014

Já falei aqui sobre a campanha “Star Wars: A Force For Change“, onde a Disney, Lucasfilm e Bad Robot, em conjunto com a Unicef estão arrecando fundos para inovações em diversas áreas que atendem crianças. Meses atrás o diretor JJ Abrams apareceu nos sets de filmagens de “Star Wars: Episódio VII”. O que pode ser Tatooine deixou os fãs maravilhados, afinal, nem tudo precisa ser um fundo verde né…

Enfim. Em novo vídeo ele aparece ao lado de um X-Wing. Foda.

Chorei.

“Pokémon” redesenhados através da perturbada arte de “Attack On Titan”

Apenas. Medo.

21 de julho de 2014

Attack On Titan” (Shingeki No Kyojin) é um mangá que me da arrepios. Além de não economizar em mortes, pessoas desmembradas e seres gigantes, o traço de Hajime Isayama, criador da série, deixa tudo com um ar doentio e perturbador.

Um exemplo do que eu tô falando (diz se essa porra não da medo):

Agora imagine esses traços e estilo usados para redesenhar personagens fofinhos da nossa infância…
Tipo Pokémon. Foi o que o ilustrador zsparky fez:

Medo.
Nunca mais vejo Pokémon… Até porque não tenho mais idade pra isso.

MEDO! Em “Her”, rosto macabro aparece na testa de Joaquin Phoenix

O QUE FOI VISTO JAMAIS SERÁ DEVISTO

17 de julho de 2014

Mano.

Manja aquele filme “Her“? Concorreu ao Oscar de Melhor Filme e levou de Melhor Roteiro Original? Saiu até resenha aqui no AdF. Pois bem, em uma das várias cenas que o personagem de Jhoaquin Phoenix está triste chorando choros chorosos, algo muito bizarro acontece: um rosto maligno devorador de sonhos aparece.

Veja por sua conta e risco.

HOJE.EU.NÃO.DURMO.

Via Ovelhas Voadoras

Há 20 anos, Pedro, Biba e Zeca batiam nas portas do “Castelo Rá-Tim-Bum”

O início do maior sucesso da TV Cultura e o peso dele em nossas vidas

16 de julho de 2014

O ator Cássio Scapin (Nino), na época com 29 anos, ao lado de Celeste. A voz da cobra, era, na verdade, de um homem: Álvaro Petersen Jr.. Álvaro também foi responsável pela voz e movimentos de Godofredo

Era 9 de maio de 1994, e a bola do pequeno Zeca, estranhamente, sai voando e entra em um castelo. Acompanhado de seus amigos Pedro e Biba, eles dão início a uma das maiores e mais importantes obras infantis da tv brasileira. “Castelo Rá-Tim-Bum“, da TV Cultura, marcou uma geração de crianças e adolescentes, e sua importância cultural é incalculável.

Transmitido originalmente entre os anos de 1994 e 1997, com um total de 90 episódios divididos em 4 temporadas, “Castelo Rá-Tim-Bum” nos ensinou, dentre muitas coisas, a importância de lavar as mãos, que “porque sim” não é resposta e o som de vários instrumentos musicais. Criado inicialmente para ser uma nova versão do programa “Rá-Tim-Bum“, transmitido entre os anos de 1990 e 1994, o “Castelo” acabou se tornando algo tão maior, com tantas atrações inéditas, que os roteiristas acharam melhor criar um seriado totalmente novo.

Nasce, então, o “Castelo Rá-Tim-Bum”

Criado originalmente para ser uma continuação do programa “Rá-Tim-Bum“, o “Castelo” se tornou algo muito maior do que os roteiristas imaginavam. Em 1993 começa a fase de criação e já em 1994 o primeiro episódio vai ao ar

O programa, assim como todas as obras da TV Cultura, tinha um ideal pedagógico, voltado a não apenas entreter, mas também ensinar e educar os pequenos. No caldeirão de cores, cenários fantásticos e personagens carismáticos, “Castelo Rá-Tim-Bum” explorou diversos temas, trazendo um “basicão” de conteúdos sobre geografia, história, ciência, higiene pessoal, bons modos, músicas e etc. De uma qualidade inquestionável, o programa se tornou a maior audiência história da TV Cultura, chegando a uma média diária de 12 pontos no IBOPE. Um marco.

Bruxas, extraterrestres, gêmeos cientistas, figuras do nosso folclore, animais que cantam e dançam. Não da pra calcular o quanto fomos, sem saber, bombardeados por cultura e conhecimento nessa época. Com uma geração inteira marcada. O cuidado ao com o programa seria algo inédito, apenas na produção, cerca de 250 pessoas foram envolvidas. Gravações diárias fizeram com que o programa, em um espaço de 2 anos, fosse idealizado, desenvolvido e gravado. No auge do sucesso, por volta de 1997, a TV Cultura começa o projeto de um longa metragem.

O ator Sérgio Mamberti, o Dr. Victor, ao lado do Porteiro na mostra “Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição“, no MIS. A exposição acontece entre os dias 16 de julho e 12 de outubro

Com direção de Cao Hamburguer (eu sempre achei que era um CÃO HAMBURGUER), em 1999 chega aos cinemas “Castelo Rá-Tim-Bum: o filme” que arrecadou mais 3 milhões de reais. O sucesso de bilheteria e crítica rendeu ao “Castelo” o apelido de “Família Adams Brasileira” pelo The New York Time. 20 anos depois de conquistar milhões de crianças, uma exposição chega a São Paulo. No MIS (Museu de Imagem e Som), durante os dias 16 de julho a 12 de outubro.

Agradeço, de todo meu coração, a TV Cultura por preencher parte da minha infância com tantas obras magníficas. Não apenas “Castelo Rá-Tim-Bum“, mas “Mundo da Lua“, “Rá-Tim-Bum“, “Cocoricó“, “Glub Glub” e por ai vai. Sinta-se abraçada TV Cultura, que vive hoje, infelizmente, ainda vive uma de suas maiores crises financeiras.

Obrigado Nino, Dr Victor, Dona Morgana, Zeca, Biba, Pedro, Bongô, Etevaldo, Caipora, Penélope, Dr. Abobrinha, Mau, Godofredo, Celeste, Porteiro e todos os outros. Meu filho irá conhecê-los, podem acreditar =)

“Os Vingadores 2″: primeira imagem de Homem de Ferro, Capitão América e… ULTRON!

Olha o meninão aê! =D

16 de julho de 2014

A Entertainment Weekly, pra variar, mostrando do porque ser a maior revista de cinema do mundo. Com muita, mas muita exclusividade, mostra pela pela primeira vez o visual do Homem de Ferro, Capitão América e o grande antagonista ULTRON!

Os Vingadores: A Era de Ultron” pode ainda ganhar um teaser trailer já na semana que vem, durante a Comic Con. O visual tá MUITO FODA e seus clones ali atrás já confirma os primeiros rumores sobre o filme. Enfim, enjoy =D

Ultron será mesmo uma criação de Tony Stark

Ainda na edição, aquele outro rumor que Ultron seria uma inteligência artificial criada por Tony Stark, para auxiliar os Vingadores nas tarefas diárias de salvar o planeta, foi confirmado.  E assim como a Matrix e Skynet e todas as inteligências artificiais do cinema, Ultron percebe que a maior ameaça para a raça humana é ela mesma, e resolve tomar o controle da porra toda, com o auxílio de seu exército de clones. Show de bola, parabéns Stark!

Enquanto a DC é móh humilde e lança as imagens oficiais via twitter, a Marvel vai lá e é TOP CAPA DE REVISTA.
ENFIM, o q q 6 ächam desse Ultron? Eu curti curtições. Resta saber  como ficará isso funcionando dentro do filme, com todo aquele lindo e maravilhoso efeito de CGI

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