Aquele tipinho: gente chata que vai no cinema…

... encher o saco de quem quer ver um filme de boa

29 de julho de 2015

É pedir muito que as pessoas fiquem em silêncio por apenas duas horas?
É querer demais que as pessoas sejam educadas em público?
É sonhar alto que um dia irão perceber que ficar 5 minutos sem olhar no celular não mata ninguém?

Se vivo em um mundo imaginário eu não sei, mas quero acreditar que essas coisas são possíveis.

O futuro Universo DC nos cinemas é um legado de Christopher Nolan

Zack Snyder mostra respeito ao diretor que definiu o tom dos filmes da DC

29 de julho de 2015

Não da pra negar que o trabalho de Christopher Nolan é simplesmente a obra mais poderosa dos cinemas quando o assunto é adaptação de quadrinhos. Foi praticamente uma bomba que explodiu e espalhou sua influência por diversos filmes, que de uns tempos pra cá sempre procuram um aspecto mais realista (muitas vezes fica uma merda, mas tudo bem) para encaixar no “mundo real” pessoas extraordinárias.

Volta e meia sai por aí uma lista de Melhores Filmes de Super Heróis ou até mesmo Melhores Filmes de Todos os Tempos e adivinha quem sempre é citado? Cavaleiro das Trevas. Recentemente foi a BBC que colocou a segunda parte da trilogia de Nolan entre os 100 melhores filmes americanos de todos os tempos (posição 96ª).

Em 2012 quando terminou a sessão de Batman Rises eu levantei da cadeira do cinema e aplaudi, foda-se a vergonha que minha namorada passou, mas eu precisava agradecer ao Nolan pelo conjunto da obra.

No ano seguinte ele voltaria como produtor de “Man Of Steel“, dessa vez sob o comando de Zack Snyder. A influência de Nolan era visível nessa história de origem do Super, filme responsável por abrir de vez o caminho pra todo o panteão de heróis da DC nos cinemas. E em recente entrevista a EMPIRE, o Snyder demonstrou um respeito e gratidão a obra de Christopher Nolan.

Ele respondeu sobre a ideia de unir de cara os dois maiores heróis da DC e não fazer um filme solo do Batman antes:

“… isso seria uma proposta muito mais difícil, porque os filmes de Chris são bons demais. Nós vivemos em gratidão a esses filmes. Chris definiu o tom para o Universo DC, e nos separou dos filmes da Marvel de forma significativa. Nós somos o legado desses filmes”

Bacana isso.

O Snyder tem total razão quando diz que foi graças ao Nolan que a DC conseguiu se diferenciar do tom mais leve dos filmes da Marvel. Não da pra negar que o Batman da Trilogia Nolan é inesquecível e que podem vir outros tão bons, mas melhores é difícil.

Outro ponto interessante da entrevista é quando Snyder fala sobre a construção da Liga da Justiça e como filmes solos podem ter sim identidade própria.

“Estamos construindo a base. É tudo uma grande história. O conceito da Liga da Justiça foi a primeira coisa que definimos. Os outros filmes, de certa forma, têm que apoiar isso. Os filmes de Aquaman e Mulher-Maravilha têm seus próprios conceitos criativos, mas servem a Liga da Justiça quando esses heróis se reunirem”

Vocês não tem ideia do quanto isso me anima. Saber que os diretores terão liberdade para criar seus filmes sem essas amarradas de ficar lembrando o espectador que tudo ali faz parte de um plano maior… porra. Esperança de bons filmes.

Synder é um cara que eu gosto e confio e tenho certeza que o legado do Nolan está em boas mãos.
Boa sorte a ele e toda equipe Warner/DC nessa empreitada. No final só existe um vencedor: os fãs.

Puta merda, cancelaram Banshee =/

Quarta temporada será a última

29 de julho de 2015

Uma das séries mais divertida da TV terá sua última temporada em 2016. Banshee do canal Cinemax foi cancelada e os produtores já trabalham para encerrar a história no quarto ano, segundo informações do site TV Line.

Puta merda, é uma notícia realmente triste. Banshee é aquele tipo de galhofa honesta com você (ao contrário de muita porcaria por aí) que não abusa da sua inteligência. Ela te pega pelas soluções e situações bizarras, personagens intensos, muita mina gata e porradaria como ninguém mais na tv sabe fazer igual.

A série até que registrava bons números de audiência para um canal como Cinemax (um braço da HBO), mas ainda assim quase insignificante se comparado a monstros como The Walking Dead e Game Of Thrones. Enquanto os sucessos da AMC e HBO passam da casa dos 10 milhões de espectadores, Banshee em 2014 quebrou o recorde do canal com 700 mil pessoas. Pois é.

Não da pra saber se a culpa do cancelamento é a audiência, mesmo assim é uma notícia triste para os fãs do Lucas Hood, o Batman da TV, o cara que apanha todo episódio e mesmo assim tá sempre bonitão. Poxa, se existe uma série que sabe fazer boas cenas de porrada é Banshee, ah mano tô triste.

Pelo menos a série vai acabar no auge e não vai se desgastar por várias temporadas.
Ahhh que saco. Aqui no Amigos do Fórum fiz dois posts falando sobre Banshee: “A galhofa repleta de sangue, sexo e violência de Banshee” e “Uma pergunta séria: você assiste Banshee?“. Aproveita que tá todo mundo de luto e faça um favor a si mesmo:

VÁ VER BANSHEE CARALHO!

São episódios assim que faz de True Detective a série que é

Com direção impecável, "Church in Ruins" é o auge dessa segunda temporada

28 de julho de 2015

O que faz de True Detective uma série acima da média? Essa pergunta pode ser facilmente respondida após o sexto episódio desse segundo ano. Sob a direção de Miguel Sapochnik temos aqui o melhor episódio dessa temporada, conduzido com maestria e criando situações de tensão inacreditáveis sem apelar para o óbvio.

Mais uma vez True Detective faz aquilo que sabe de melhor: desenrolar a trama sem colocá-la em primeiro plano, sempre destacando seus protagonistas. E o trabalho do diretor Miguel Sapochnik foi crucial pra isso acontecer e bom, o cara dirigiu “Hardhome” (S05E08) de Game Of Thrones, ou seja… manja do que faz.

True Detective mostrou o que é em “Church in Ruins” em diversos momentos. Pra começar com o poderoso confronto entre Velcoro e Frank, frente a frente em uma mesa. Você soa frio junto deles, sua pressão sobe e a sensação de “vai dar merda” é única. O olhar de Velcoro consegue transmitir todo ódio, tristeza e desespero do personagem, que enquanto fala com Frank, consegue enxergar tudo de ruim que aconteceu em sua vida até aquele momento. “É culpa dele, pegue sua arma e atire!” provavelmente gritava o inconsciente de Velcoro.

Colin Farrell é o grande nome dessa temporada. O personagem consegue transmitir uma intensidade inacreditável, é como se uma panela de pressão caminhasse por aí. Como se não bastasse esse confronto com Frank, Miguel Sapochnik ainda coloca cara em uma cena totalmente desconfortável com o filho (ele realmente não consegue mais ser pai), em outra totalmente destruído com a ex-esposa (ele aceita sua condição e entrega o filho para a esposa) e como desgraça pouca é bobagem, ainda precisa olhar nos olhos do homem que de fato causou toda essa dor. É muita coisa pra um só homem suportar.

É aquela história lá do primeiro episódio, onde cada um tem o mundo que merece. O de Velcoro é próprio inferno.

Ô mulher… <3

É engraçado que ele não consiga dizer uma palavra sequer pro filho mais interessado em Friends e pizza, enquanto Frank da um discurso reconfortante pra uma criança que acabou de perder o pai. Talvez Frank deveria investir nesse ramo: pai de família, porque nos negócios o cara não vem levando umazinha sequer. Ele é até meio amador lidando com os mexicanos, abrindo as pernas até onde pode pra tentar ter alguns minutos com a mocinha que assaltou a casa de Caspere.

Frank usa de seus meios e Ani também. A cena na mansão foi muito bem construída, revelando um passado um tanto estranho da personagem. Uma bela sequência na tão esperada suruba dessa temporada. Restando mais dois episódios, fica claro que teremos muita coisa acontecendo em pouco tempo. Mas eu confio Nic Pizzolatto, eu confio em True Detective.

Netflix garante: a cada 6 meses teremos uma nova série da Marvel

Sucesso do Demolidor foi tão grande que o serviço de streaming quer colocar mais lenha na fogueira

28 de julho de 2015

O Netflix não divulga números oficiais de sua audiência, mas esse ano pela primeira vez um instituto de pesquisas (a Luth Research ) resolveu ir atrás e descobrir quais são as séries mais assistidas, e qual a quantidade de pessoas com a bunda grudada no sofá. Pois bem, o resultado saiu em abril, logo após a estréia de Demolidor, e chuta quem ficou no topo? Pois é, nosso querido vigilante porradeiro.

Segundo dados (vale lembrar: não oficiais) Demolidor foi assistido somente nos primeiros 11 dias por 4,4 milhões de pessoas, ou seja, 10,7% dos assinantes. Sucesso total (isso sem contar os mais de 2 milhões de downloads feitos na primeira semana). Não demorou pro Netflix confirmar uma segunda temporada e todo mundo ficar com o sorriso de orelha a orelha.

Tanto sucesso será responsável por grandes novidades no serviço: o que inicialmente seriam 4 séries de heróis que no final se uniriam para criar Os Defensores, agora pode ser tornar algo maior e mais frequente. Pelo menos foi o que disse o Diretor de Comunicação do Netflix Ted Sarandos em entrevista ao IGN.

A partir de Jessica Jones que estréia em dezembro, a cada SEIS meses teremos uma nova série da Marvel disponível pra todo mundo ver e elogiar. E tem mais! Personagens como o Justiceiro, que estará na segunda temporada de Demolidor, pode ganhar uma série própria, assim como outros personagens do catálogo da editora.

Quem diria que o Demolidor causaria tanto estrago, hein? Que venham mais séries, mas que venham séries de qualidade como foi a do nosso amigo.

E na sua opinião, quem deveria ganhar uma série original Netflix?

 

O dia que Rorschach casou polêmica na corrida presidencial americana

Escolhido como um dos heróis favoritos de um candidato republicado, Rorschach se viu no meio de um debate político

28 de julho de 2015

Muito além de uma história sobre heróis, Watchmen é frequentemente listado entre as melhores obras de quadrinhos já feitas. A existência de pessoas uniformizadas no mundo real não resultou glórias, dias ensolarados e muito menos piadas engraçadas como vemos nos filmes de hoje em dia.

O teor político e social que Alan Moore colocou em meio a homens que saem a noite para pregar a justiça (a sua maneira, claro) mudou a maneira de fazer quadrinhos. No meio dos vigilantes apresentados está Rorschach, um completo sociopata paranoico, totalmente fora dos padrões daquilo que consideramos heroico. E em pleno 2015 sua personalidade e importância ainda é debatida.

Acontece que a campanha presidencial nos EUA já está a milhão, com pré-candidatos do Partido Republicano em plena movimentação. Um deles é Ted Cruz, senador pelo Texas, que durante uma entrevista ao The New York Times Magazine listou seus cinco super heróis favoritos: 1. Homem Aranha, 2. Wolverine, 3. Batman, 4. Homem de Ferro e 5. Rorschac. Ai deu xabú…

Ignorando os outros quatros heróis citados na lista, a imprensa e eleitores caíram de pau sobre o fato de um cara tão extremo quanto Rorschac fazer parte de uma lista de heróis de um pré-candidato a presidência. Afinal, como bom americano, ele deveria escolher o Superman, não?

Apesar da intenção de Alan Moore, Rorschach se tornou não uma figura de sátira, mas o centro moral da obra. Ironicamente, ele reafirma o ideal do super-herói. De qualquer forma, na vida real, Rorschach seria um péssimo presidente e levaria o mundo a um desastre. Assim como Ted Cruz!” – comentou Jeet Heer, editor de uma publicação de esquerda.

A figura de Rorschach nem de longe representa o falido sonho americano, mas é uma representação física do pessimismo que os EUA vivia quando Alan Moore criou Watchmen. De fato não cairia bem pra nenhum presidente ter o cara como sinônimo de heroísmo, mas estamos falando apenas de arte. É como se o fato de eu ter um quadro de Walter White na minha casa signifique que eu apoio o tráfico de drogas.

Só quando se trata da corrida presidencial americana qualquer pingo d’água vira tempestade. E como você bem aprendeu em House Of Cards (ou aprendeu mais ou menos), qualquer deslize é um quase morte pro candidato. Mas a escolha de Rorschac não foi alvo apenas de críticas, outra publicação entendeu que a escolha de Ted Cruz foi uma maneira de ilustrar que conservadores mesmo parecendo ruins são os verdadeiros salvadores.

Enquanto isso segue o jogo da campanha presidencial e as vésperas de completar 30 anos, a obra de Alan Morre continua mais viva do que nunca.

A imundice de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e as putas e os políticos vão olhar para cima gritando “salve-nos”… e eu vou olhar para baixo e dizer “não”

Diário de Rorschach, 12 de outubro de 1985.

Com informações do Terra Zero

Tela clássica de CONTINUE em Street Fighter II vira estatuetas! PQP QUE FODA!

Droga de vida adulta onde contas são prioridades...

27 de julho de 2015

Tem muita gente que não entende porque adultos gastam dinheiros em action figures. É um prazer difícil de explicar (não que eu esteja muito afim também), mas basicamente é divertido ter em seu quarto, escritório, sala etc alguma coisa física que represente alguma obra que marcou sua vida ou fez parte dela.

Eu tenho vários bonecos e alguns tenho um carinho enorme, como minha estátua do Ryu ou meus bonecos do Narutinho. Acontece que quando se é adulto sua vida tem que girar em torno de pagar contas ou investir no futuro. Ah mano, deixa eu ter uns bonecos em paz, vai.

O maneiro de colecionar é quando você encontra coisas criativas que vão além do básico. Essa linha de estatuetas de Street Fighter II é um exemplo. Quem jogou nos fliperamas da vida lembra da tela de CONTINUE que aparecia sempre que você perdia, com o jogador todo surrado esperando você colocar mais uma ficha e continuar o jogo.

As peças foram lançadas durante a feira Wonder Festival 2015 no Japão.
Cara, me diz uma coisa… como você consegue continuar pensando em conta de água, luz e telefone com umas paradinhas assim?

Topo ^