É hora de EXTERMINARMOS os trailers?

Quando um trailer entrega a principal reviravolta de um filme

3 de julho de 2015

Quando você senta em uma cadeira de cinema o mundo ao redor se fecha. Até mesmo o barulho do cara ao lado comendo pipoca te incomoda, se for o caso de um filme 3D, você limpa umas 200 vezes as lentes do óculo. Se ajeita na posição mais confortável possível. O motivo disso tudo é justamente aproveitar o máximo possível da sempre deliciosa experiência de assistir a um filme.

Agora, o que aconteceria se antes mesmo da logo do estúdio aparecer na tela você já soubesse de praticamente tudo? Não, não foi nenhum amigo que deu spoiler, foi o próprio estúdio da logo. Pois é exatamente isso que vem acontecendo com os trailers, teaser, clipes, posters, etc etc etc.

Será que estão pesando a mão? Será que a culpa é nossa por consumir qualquer coisa? Ou nossa geração precisa de tudo mastigado? Bom, vamos falar mais sobre isso no VLOG DO FÓRUM:

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Josh Trank entende seu ceticismo com o novo Quarteto Fantástico

Diretor sabe que a internet já odeia o filme antes de estrear

3 de julho de 2015

Indago: é possível odiar Kate Mara?

Se existe algo que a internet ama é odiar. Você provavelmente odeia muita coisa sem nem saber porque, simplesmente odeia porque disseram que tem que odiar. Sem perceber sua opinião passa a ser formada por dois ou três tuites que você leu, ou 15 segundos em um vídeo do seu vlogger favorito.

É claro que você já odeia o novo Quarteto Fantástico. Tem que odiar. Tem que torcer pra dar errado. Tem que torcer pra ninguém ver e os direitos voltarem para as mãos da Marvel. No fundo, você não sabe porque torce contra, mas torce. E sabe quem se tocou disso? O próprio diretor do filme Josh Trank.

Essa semana ele conversou com o pessoal da EW e falou sobre a pressão do público para a nova adaptação. Afinal, não é todo dia que você recebe a missão de APAGAR da nossa mente dois filmes merdas. Mas quem deveria carregar a culpa é Tim Story (diretor dos outros dois filmes), não Trank e seu novo elenco. O Amigos do Fórum torce para que seja bom e tem post argumentando a favor.

Apesar do passado negro, Trank garante um futuro promissor para o Quarteto: “O público pode esperar um filme épico, enorme, grandioso e com embates super poderosos. É um filme realmente grande“. ENORME, PODEROSO, REALMENTE GRANDE… bons adjetivos não faltam, hein?

Mas até mesmo Trank admite que vocês tem motivos para ficarem preocupados: “Entendo o ceticismo do público com o filme, porque os anteriores não foram muito bons. É uma imagem difícil de quebrar“. Imagem difícil de quebrar? Trank, olha isso aqui cara:

Por favor Trank, apague isso da minha memória!

Se depender do produtor de “Deadpool”, teremos um filme “altamente fiel as hqs”

Simon Kinberg confirma mais uma vez que o filme é +18

2 de julho de 2015

Nova imagem divulgada pela EW: Comic Con já começa a esquentar

Nenhum filme baseado em hqs está livre das críticas a respeito da fidelidade a história original. Não adianta, os estúdios sempre vão emprestar seus personagens e sagas favoritas e filmar do jeito que bem entenderem. Às vezes funciona, outras vezes não. Como esquecer do polêmico final de Watchmen?

Sem contar que muitas vezes a classificação etária acaba obrigando diretores e roteiristas a pegar mais leve. Afinal esses heróis precisam ser apresentados a uma nova geração de consumidores. Mas parece que esse não será o caso de Deadpool, filme que estréia em fevereiro de 2016.

Já no aquecimento para a Comic Con, o filme teve mais uma imagem oficial divulgado pela EW (na mesma edição que tem Batman V Superman na capa), mas o interessante é justamente uma declaração do produtor Simon Kinberg.

Simon mais uma vez confirma que o filme será R-Rated, o equivalente ao nosso +18. Com isso, eles tem total liberdade para adaptar o personagem e suas características violentas, sem contar o humor negro e palavrões que sempre dão um charme a mais.

Deadpool será muito R-Rated. É uma HQ, não um tabu. Ou você se compromete fazendo um altamente fiel ou não o faz

Concordo. Não é porque é um filme com “herói” que precisa ser infantil.
Apesar que indicação etária não salva ninguém de um péssimo filme, mas de qualquer forma, é um problema a menos pra esquentar a cabeça.

Abram caminho para “Batman V Superman” na Comic Con

Novas imagens mostram a Tríade da DC e Lex Luthor cabeludo (ou seria peruca?)

2 de julho de 2015

Há exatos sete dias do início da Comic Con, a revista EW divulgou as primeiras imagens oficiais de “Batman V Superman: A Origem da Justiça” e só prova uma coisa: 2015 é o ano da DC no evento.

Com a Marvel oficialmente fora do jogo, o caminho está livre para a DC brilhar com seus filmes. Na aposta de sites especializados, teremos trailers de Batman V Superman, Esquadrão Suicida, algo de Flash e Aquaman e a reunião de todo o elenco da Liga da Justiça no Hall H, principal palco do evento que reúne mais de 4 mil pessoas.

É a DC dos cinemas com os holofotes voltados pra ela. Finalmente… As novas imagens estão incríveis. Vai desde Bruce e Diana no Baile dos Enxutos a Lex Luthor cabeludo (ou peruca).

Senhoras e senhores, a Tríade da DC:

O que dizer disso tudo?
Esse filme será um marco na história do cinema de herói.

EU CONFIO EM ZACK SNYDER!

Ah se “Exterminador do Futuro: Gênesis” tivesse segurado a mão nos trailers…

Você poderia amar ou odiar o quinto filme da franquia, mas não poderia reclamar de algumas reviravoltas interessantes

1 de julho de 2015

Volta e meia falo aqui no Amigos do Fórum sobre a exposição que alguns estúdios estão dando para seus filmes, seja através de histórinha pra boi dormir ou em dezenas de teasers, trailers e o cacete a quatro. Aliás, vários veículos de imprensa e/ou canais de cultura pop estão sendo unânimes sobre esse exagero. Os dois principais no Brasil, Omelete e Jovem Nerd, já falaram a respeito. É mais ou menos a questão que tentei levantar no vídeo sobre a Era do NOOOOSSA!

Não da pra chamar de crise, mas quando o próprio diretor critica a exposição desnecessária do seu filme é preciso para pra pensar no que está acontecendo. Em entrevista ao site Uproxx, Alan Taylor condenou as surpresas que foram estragadas pelos trailers de “Exterminador do Futuro: Gênesis“.

Eu certamente dirigi essas cenas com a intenção de que ninguém saberia até o lançamento do filme“, disse o diretor. De fato, chega a ser inacreditável que alguém achou uma boa ideia entregar em um trailer a maior reviravolta do quinto filme da franquia. É como se já no teaser de o “O Sexto Sentido” uma narração em off diz: “Um homem morto tentará ajudar uma criança que vê gente morta…“.

Existem pelo menos dois momentos que poderiam tirar aquele “EITA NÓIS” de você.

O primeiro é justamente quando o T-800 velhão encontra o T-800 que acabou de chegar do futuro. A cena é uma bela homenagem ao longa de 1984, até mesmo com o movimento de câmera semelhante. Seria DO CARALHO a surpresa que o filme entregou já no primeiro trailer. Mas dai você fica naquelas, com zero de expectativa, já sabendo que vai aparecer o XUÁZA de cabelo branco e dar um pau no novinho. E mesmo a excelente computação gráfica (excelente mesmo), a cena acaba se perdendo.

Outro momento ainda mais importante (o ponto alto do filme) é justamente a revelação que John Connor é o verdadeiro exterminador infiltrado. Durante todo o primeiro ato, pequenos diálogos entre Kyle Reese e Sarah Connor vão colocando uma pulga atrás da orelha, afinal, Reese não confia no T-800 (me recuso chamá-lo de “papi”). Quando John Connor aparece e leva um balaço no peito do velho Arnold, você já sabe que não, o Connor não é mocinho. Cara, essa cena seria extremamente putaqueparível se tivesse sido guardada a sete chaves. Sério, cagou tudo.

O filme basicamente começa desse ponto, porque até ali TUDO o que aconteceu estava nos trailers.

Ainda sobram uma ou duas surpresas, não se preocupe. Claro, existe também a deixa para futuros próximos filmes ao melhor estilo Marvel (ninguém sai antes dos créditos finais). “Exterminador do Futuro: Gênesis” precisa aprender com seus erros e seus executivos mais ainda. Não apenas o cinema, mas a TV também, afinal, como esquecer o first look da Supergirl que RESUMIU o piloto? Será que estamos ficando com tanta preguiça de pensar assim?

Enfim, enquanto a moçada não perceber que um filme deve ser assistido dentro de uma sala de cinema, não em um trailer no youtube, eu escolho esperar.

O pessimismo é parte dos personagens de True Detective

"Night Finds You" (s02e02) joga no chão qualquer esperança de um mundo melhor para seus protagonistas

30 de junho de 2015

Nós temos o mundo que merecemos“, diz Ray Velcoro a policial Ani Bezzerides, em mais uma fabulosa cena em que se passa dentro de um carro. Nic Pizzolatto mais uma vez nos convida para um passeio enquanto dois de seus personagens trocam excelentes diálogos e aos poucos nos mostram suas personalidades. O mesmo ocorreu na primeira temporada com Rust e Marty. Parece ser uma das várias marcas registradas da série.

E que mundo merece nossos novos detetives? Bom, aparentemente, nenhum colorido. As tomadas aéreas por uma Los Angeles às vezes cinza, às vezes escura, um passeio por complexos industriais e muito ferro enferrujado, mostra que o clima de pessimismo segue rondando True Detective.

Um crime, um detetive, dois policiais e um empresário. Assim como o emaranhado de estradas que ligam L.A. e cidades próximas, “Night Finds You” serve para criar essa espécie de conexão entre os personagens e mais uma vez colocando Velcoro no centro de nossas atenções. Ou não, mas a atuação de Colin Farrell insiste em destacar o personagem.

O passado de Velcoro continua a ser desenhado aos poucos, mostrando que o mundo que ele merece é justamente o que ele já vive. Abandonado pela mulher, fantoche na mão da máfia e do sistema e agora sem permissão pra ver o filho, o sofrimento de Velcoro parece constante e as expressões de Farrell pensam em tela. O cara parece dormir em um poço sem fim (e acordar nas mãos de George R.R. Martin).

Sua relação com Ani já nos presenteou com excelentes diálogos. A policial durona e introspectiva mostra um apreço pela lei. Afinal, nem mesmo ela escapou do pessimismo de True Detective: seus amigos de infância ou estão presos ou se mataram. Sobrou a futura policial.

Manchas no passado ainda assombram Frank Semyon. O homem que luta contra seus instintos para ser apenas um bom empresário, acaba de tomar uma rasteira de pessoas tão ou mais poderosas do que ele. O personagem lembra uma mistura de Stringer Bell de The Wire e Wilson Fisk de Demolidor. Gosto de “vilões” que se impõe sem precisar do auxílio dos músculos. Como diria Henry Hill ao falar de Paulie em “Os Bons Companheiros“: “Ele podia ser devagar, mas só porque não precisava se mexer pra ninguém“.

Assim, True Detective vai nos mostrando seus personagens de caráter duvidoso, deixando sempre a sombra da dúvida sobre suas personalidades, a fotografia belíssima que chega a ser sacanagem comparada a outras séries. Qual será o próximo movimento? É fácil prever quando é fácil ler alguém, o que não é o caso aqui.

Assistir a esses seres humanos interagindo também nos coloca pra pensar qual será o mundo que eu ou você merece. Afinal, assim como as estradas de Los Angeles, as cores nem sempre estão presentes. E lá vamos nós enxergar o copo meio vazio… maldito pessimismo.

 

Remake de “De Volta Para o Futuro”? Só por cima do cadáver de Robert Zemeckis

Na era dos reboots e remakes, temos uma obra prima a salvo

30 de junho de 2015

Em outro post falei como Hollywood está com uma nova missão de não deixar nada guardado em nossa memória e sempre tentar mexer em algo intocável. É claro que de vez em nunca eles acertam a mão, como no caso de Planeta dos Macacos e Mad Max. Mas se formos contar nos dedos quantos remakes ou reboots deram certo… vish, não enche uma mão.

E nos tempos em que Robocop, Exterminador do Futuro, Caça Fantasmas, Blade Runner, Alien, Scarface e outras várias obras dos anos 80 estão retornando ao cinema, será que um dos maiores clássicos irá resistir? Teria De Volta Para o Futuro uma oportunidade de pisar nos século XXI? Bom, se depender do diretor Robert Zemeckis não. Pelo menos enquanto ele estiver vivo.

Em entrevista ao The Telegraph o diretor recebeu a pergunta sobre essa possibilidade com um certo tom de espanto: “Meu Deus, não! Isso não pode acontecer até que eu e Bob (roteirista do filme) estivermos mortos. Depois eu tenho certeza que vão fazer, a não ser que haja um modo de nossos espíritos não permitirem isso”.

HAHAHAHAHAH! Deve ser difícil pra um cara que vai lá, crava seu nome na história da sétima arte ver sua obra sendo pisoteada em uma nova versão. Filmes com essa importância na cultura popular não precisam ter suas histórias recontadas, elas estão ali pra quem quiser assistir.

Robert continua sua resposta com algo que eu concordo uns 300%: “Isso, para mim, é um absurdo. Especialmente porque é um bom filme. É como pensar em fazer um remake de Cidadão Kane. Quem nós vamos contratar para interpretar Kane? Que insanidade é essa? Por que alguém faria isso?“.

Você consegue imaginar Poderoso Chefão sem Marlon Brando?
Taxi Driver sem Robert De Niro?
Os Bons Companheiros sem Joe Pesci?

Por favor. Vamos criar uma lista de FILMES INTOCÁVEIS NÃO OUSE FAZER DE NOVO, conseguir todas as assinaturas do mundo e entregar para os chefões da porra toda em Hollywood. Precisamos ter história gente.

 

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