Cara, como “Vikings” é uma série foda

O flerte com a história

24 de abril de 2015

Às vezes eu tô lá vendo “Vikings” e do nada pauso, corro pro Google ou Wikipédia, e fico lendo alguns artigos sobre povo que navegou por toda a Europa, parte da Rússia e chegou até as Américas. É inacreditável como o History se esforça para trazer uma série tão incrível e que tem os pés cravados na história.

E é preciso elogiar o trabalho que o canal vem fazendo, principalmente nessa terceira temporada. Ao meu ver, o principal objetivo da série é retratar a vida dos escandinavos, sua cultura, seu dia a dia, suas crenças. E isso ela faz corretamente. Agora, no que diz respeito as batalhas e invasões, cara, na boa, nem “Game Of Thrones” pode competir com “Vikings“.

O Rei Ragnar cujo objetivo é navegar e conquistar, precisava de uma boa estrutura pra isso ser posto em tela. Michael Hirst, showrunner da série, revelou ao The Hollywood Reporter todo trabalho feito nos bastidores para você ter espetáculos como foi a primeira invasão a Paris.

Nota-se que em “Vikings” o uso de CGI é o mínimo possível. Tudo é muito bem coreografado e executado. E os números não mentem: 500 figurantes e 206 dublês para as cenas de batalhas e um total de 5 mil figurantes durante a terceira temporada. É grandioso e o History se orgulha disso. Afinal, depois de “Senhor dos Anéis“, fazer batalhas épicas ficou fácil usando a computação gráfica.

Mas “Vikings” é mais do que isso. Essa atual divisão entre os controversos valores cristãos da época e a crença dos nórdicos é genial. Ao mesmo tempo que os vikings são pessoas de honra cujo a palavra é o bem mais forte, os cristãos são mais políticos e preparados para sacrificar seus filhos se possível. Quem realmente é o selvagem? O viking que mata para ir a Valhalla ou o Rei que manda fatiar uma adúltera? A fé é sempre um tema interessante.

Vikings” também flerta com a história. Ao final da terceira temporada, Rollo finalmente começa a entrar para os livros de história. Manja a Normandia? Aquela praia do Dia D? Então, ele foi o primeiro governante de lá. Seu cargo? Duque.

Os vikings realmente cercaram Paris por cerca de dois anos, mas foram embora após algumas negociações. Infelizmente o sonho de Ragnar em conquistar os muros da cidade tem um forte inimigo: a própria história. E pensando bem, duvido que o History vai esquecer disso.

O teaser de “Batman V Superman” era necessário

Ou como a gente consegue sentir amor e ódio de apenas um teaser...

23 de abril de 2015

É interessante acompanhar as diversas reações da internet em relação a notícias, fotos e vídeos que saem diariamente. Todo mundo tem direito a um palpite e um “eu acho que…“. A graça está justamente nisso, aqui todos temos vozes, seja através de sites, blogs, vídeos ou redes sociais. Opiniões exageradas fazem parte do processo de digestão de informação.

Na gloriosa semana que fomos bombardeados por trailers dos principais blockbusters de 2015, um certo teaser vazado causou um frisson e dividiu opiniões como poucos conseguem. Um teaser que se editado sem as cenas de tela preta não daria nem 60 segundos. “Batman V Superman” começa falando sobre o quão controverso pode ser o homem mais poderoso do mundo, eu já penso como um filme com os dois heróis mais conhecidos do mundo pode ser tão controverso.

Apesar do tom de brincadeira de muitos, existe sim uma certa guerra pessoal entre fãs de DC e Marvel. Coisa boba, mas tem. Aqueles que tratam cinema como futebol, escolhem um lado e torcem por ele. E quando Zack Snyder (nitidamente puto pelo vazamento) liberou a versão HD, parecia realmente futebol. Sabe quando seu time tá na zona de rebaixamento, mas vai lá e ganha do maior rival? Fãs da DC.

Não era por menos que o teaser seria exibido em um evento para fãs. Snyder sabia que eles precisavam disso, e resolveu levar a festa para as telas de um iMax. O evento aconteceu, mas o teaser já havia sido divulgado. Mesmo assim, duvido que alguém não deixou de vibrar por isso. Estava acontecendo! A DC finalmente começou sua jornada nos cinemas! E já não era sem tempo. Porém, alguns realmente não sabem separar as coisas…

Posters divulgados durante o evento em iMAX: quem foi ganhou =)

Que a Marvel vem fazendo tudo certinho não é novidade e poxa, parabéns pra ela. Não sei como isso pode invalidar os esforços da Warner/DC em criarem seu próprio universo nos cinemas. Acontece que graças aos seguidos sucessos, a Marvel meio que estabeleceu um padrão para os heróis na tela, afinal, todo ano tem pelo menos dois filmes do estúdio. Ai você acaba esquecendo…

Acaba esquecendo que nem todo filme precisa ser galhofa, nem todo filme precisa ter piadas, precisa ser colorido e divertido. Não que um filme galhofa, com piadas e colorido seja ruim, longe disso. Continuo achando “Guardiões da Galáxia” a melhor coisa da Marvel desde Vingadores. O fato é que você acaba se acostumando com esse tom e quando chega um teaser do Batman V Superman mais sério e escuro gótico que vai beber vinho no cemitério, a estranheza acaba acontecendo.

Como um teaser pode ser tão odiado? Não sei. Só sei que o de “Batman V Superman” cumpre exatamente seu papel, nos da uma certa ideia do Snyder pretende contar, mas sem mostrar muita coisa. As narrações em off deixam claro que a presença de um ser que é praticamente um deus não é bem vista por todos. No final, ainda temos o Batman perguntando se o Superman sangra. Porra, queriam mais o que?

Quem sou eu pra dizer como um departamento de marketing deva agir, mas você não achou meio exagerado a quantidade de trailers, teasers e clipes de “Vingadores: A Era de Ultron“? Pensando alto apenas…

Esse teaser era necessário. Mesmo com o filme estreando apenas 2016, foi bacana lembrar que existem outros tons de cinza. Nolan praticamente pavimentou o caminho que o Zack Snyder vai colocar o Batmóvel pra rodar, e o que tenho pra dizer sobre tudo é: seja bem vinda ao jogo DC!

O futuro em “Game Of Thrones” começa a ser desenhado

"The House Of Black and White" (S05E02) chega pra dar ritmo

22 de abril de 2015

Quando se trata de uma série tão grandiosa como “Game Of Thrones“, a pressa pode ser a pior inimiga. A missão dos showrunners em contar tantas histórias ao mesmo tempo, desenvolver personagens e ainda manter o foco central (a Guerra dos Tronos, claro) é o que chamamos de impossível. Mas muito bem executada.

Dorne: mais personagens badass? OPA!

O segundo episódio da quinta temporada, “The House Of Black and White“, mais uma vez reforça o quão dinâmica pode ser a série, que dessa vez foi dividida em seis cenários diferentes e mesmo assim, nem de longe se torna confusa ou perdida. E dessa vez finalmente podemos ter uma certa noção do que o futuro reserva para seus principais personagens.

Está mais do que claro que Cersei vive um momento difícil. A Rainha Mãe não quer largar o osso e continua manipulando (ou tentando) o jogo a sua maneira. Porém a Leoa tem um ponto fraco: suas crias, e a ameaça vinda de Dorne veio pra tirar o pouco que lhe restava de sono durante a noite. Dorne aliás que finalmente é introduzida na série, mostrando seus belíssimos Jardins de Água. A escolha da Espanha para locações foi certeira, afinal, Westeros é um continente e diversidade cultural é necessária. O Norte e o Sul nunca pareceram tão distantes.

Do outro lado do Mar Estreito, outro Lannister continua sua jornada ao lado Lord Varys em busca do verdadeiro líder. Opa, quem falou sobre ele? Tyrion e Varys possuem uma dinâmica única, com excelentes diálogos e momentos de humor involuntário. Espero que essa viagem demore mais alguns episódios, afinal, um anão beberrão e um eunuco nunca foram tão bem explorados juntos.

Agora uma pausa pra falar sobre o futuro de três personagens chaves: Jon Snow, Arya e Daenerys. “The House of Black and White” mostrou que até o final dessa temporada, a vida desses três estarão completamente mudadas, mais do que nunca.

Arya finalmente teve sua estreia na quinta temporada, sua chegada a Cidade Livre, Braavos, foi épica. Mais uma vez a HBO mostrando a que veio. Na cidade, ela vive sua pequena jornada, até o já esperado reconhecimento dos homens sem rosto (que na verdade, revelaram um antigo rosto conhecido). O que vem a partir de agora é um mistério para nós que não acompanhamos os livros. Mas pensar onde essa garotinha pode chegar é incrível! Essa “garotinha” que saiu de Winterfell, viajou e viajou, aprendeu tanto e agora está um lugar totalmente diferente do seu mundo… Que evolução de personagem!

Jon Snow teve que enfrentar mais uma vez seu passado como bastardo ao receber a proposta de Stannis. Mas seu diálogo com o rei já deixava claro qual seria sua resposta. Os nordistas são honrados e Snow jamais deixaria pra trás seu juramento aos irmãos da Muralha. Agora, no papel de líder, provavelmente ele irá passar pelas piores provações de sua vida, maiores até que suportar a insuportável da Catelyn Stark.

Finalmente Deanerys, a rainha que está fazendo um estágio em Meereen antes de viajar rumo a Westeros.

Já deu pra perceber que está no sangue ser uma péssima governanta. Praticamente uma comédia de erros, Daeneyrs mostra um senso de liderança raso. Enquanto ela era a quebradora de correntes, tudo ia bem. Mas sentar em um trono e ser mais política que rainha está sendo difícil.

Seu diálogo com Sor Barristan foi impecável para o momento, onde um pouco de história não faz mal a ninguém. Lembrar a rainha sobre as atitudes do Rei Louco, vulgo seu pai, foi um ponto importante. Mas nessa de querer fazer diferente, ela acabou criando uma mini guerra civil, onde praticamente ninguém ficou ao seu lado. “Liberdade e justiça, uma não existe sem a outra“. Pois é Dany, fodeu.

Pra fechar mais um excelente episódio, a aparição dele que é o melhor ser vivo de toda a série: DROGON e seu voo imponente, mostrando que Daenerys sem ele é apenas um ser humano frágil. Está na hora da Mãe dos Dragões fazer jus a seu apelido, pois antes que ele volte a bater asas, ela pode perder tudo o que conquistou.

O grandioso “Vingadores: A Era de Ultron” e o legado de Joss Whedon

Senhoras e senhores, o maior filme de super heróis de todos os tempos

21 de abril de 2015

Esse poster da Comic Con deixava claro o que seria esse filme…

Lá em 2012, quando Thanos levanta, olha pra trás e solta aquele sorriso, passamos a contar os segundos até a estréia de “Vingadores 2“, já na época marcada para acontecer em 2015. Nesse intervalo de três anos, muita coisa aconteceu, os planos da Marvel se tornaram tão grandiosos quanto uma invasão alienígena a Nova York, seu universo se expandiu para a TV e Thanos foi deixado para o grande ato final, marcado pra 2018/2019.

Na sequência de Vingadores o perigo seria caseiro. Ou quase. Ultron foi anunciado em 2013 como o grande antagonista dessa Fase 2, iniciada com o Homem De Ferro 3 e que termina agora, no dia 23 de abril para nós, brasileiros de sorte. “Vingadores: A Era de Ultron” é uma grande festa de encerramento, com direito a tudo que você aprendeu a amar nos filmes da Marvel.

A missão de Joss Whedon não seria fácil. “Os Vingadores” é talvez o maior filme de super heróis, com elementos de humor, drama, invasão alienígena, heróis saindo na mão, mas também lutando lado a lado, naves espaciais, tecnologias impossíveis e no final, a humanidade salva. O que poderia ser maior e mais divertido que isso? A resposta é “A Era de Ultron“.

Ultron leva Os Vingadores para um passeio por 4 continentes, deixando um rastro de destruição como cartão de visitas

O filme basicamente repete a fórmula usada (e de sucesso) do primeiro longa, porém, ganha ares ainda maiores, fazendo de “A Era de Ultron” o mais grandioso e épico filme feito pelo estúdio. Praticamente ligado no 220, às quase 3 horas de duração passam voando. Tudo graças a grandes sequências de ação, com os heróis totalmente entrosados mostrando que a equipe amadureceu muito desde a Batalha de Nova York.

Agora com uma ameaça mais século XXI, com um vilão robótico cujo a mente viaja para qualquer lugar através da internet, Os Vingadores precisam mais uma vez se reinventarem e deixar de lado qualquer problema pessoal. Ultron é o típico megalomaníaco com sua própria versão de paz, como todo boa criatura que se volta contra seu criador. E graças a sua loucura, o filme tem momentos únicos de humor e ação.

Mesmo soando como um filme intermediário, que prepara o terreno para acontecimentos ainda maiores, “Os Vingadores: A Era de Ultron” é um show de diversão de quase 3 horas. Mostrando que a Marvel conhece como poucos o seu público, e Joss Whedon é o cara que ficará eternizado na mente de nerds e fãs de cinema como o homem que conseguiu colocar em tela tudo aquilo que você sempre sonhou  ver nos cinemas.

Ok. E se o novo “Quarteto Fantástico” for um bom filme?

Imagina a internet quebrando a cara? Não seria a primeira vez

20 de abril de 2015

Aqui na internet nós temos uma mania muito safada de sair julgando tudo e todos. Faz parte de nós condenar um filme que ainda nem foi lançado, ou se masturbar na frente do monitor após um trailer. É isso, somos assim.

E um dos alvos favoritos da internet é o reboot do “Quarteto Fantástico“, que será lançado em agosto desse ano, mas aparentemente, 90% dos entrevistados por esse blog já decretaram uma nova bomba a caminho. Ai fica a singela pergunta: como vocês chegaram a essa conclusão?

O novo Quarteto: porque já estão odiando?

Tudo bem, é preciso admitir que os filmes de 2005 e 2007 são uma catástrofe. Talvez porque naquela época, o mundo não conhecia o poder da Marvel/Disney em construir um universo e fazer filmes divertidos com super heróis como protagonistas. O mundo também estava conhecendo o Batman de Nolan que traria um visão mais realista, séria e sombria aos coloridos mocinhos.

Fato é que 10 anos após o lançamento do filme do Quarteto, muita coisa rolou e julgar a FOX com os mesmos olhos talvez seja vacilo. O estúdio já provou que, apesar de algumas escorregadas, sabe fazer boas adaptações. A prova são os mais recentes filmes dos X-Men, principalmente First Class, que fugiu um pouco do básico.

E o que falar do “Quarteto Fantástico” de 2015? Todo mundo estava apreensivo a respeito do filme, já que ao contrário de outros estúdios que exploram o nosso lado NOOOOSSA o tempo todo, o diretor Josh Trank segurou até onde achou necessário a divulgação do material. Mas como tudo tem seu tempo, veio o primeiro teaser, que soou até meio poético. Depois vieram imagens que revelaram mais dos personagens e por fim, o primeiro trailer oficial:

O que existe de diferente agora?

Começando pelo jovem diretor Josh Trank, que mesmo com um currículo pouco extenso, tem nele o filme “Poder Sem Limites“, que explora de uma maneira bem interessante o que aconteceria se adolescentes ganhassem super poderes. Outro fator que da a Trank um pouco de autoridade é que vem sendo sondado para dirigir um dos spin-offs de Star Wars, aquele programado pra 2018.

No elenco temos bons nomes. A começar pelo líder do Quarteto, Reed Richards. Quem assume o papel do Dr. Fantástico é Miles Teller, nome que ainda deve estar fresco em sua cabeça devido a “Whiplash“. Não da pra negar que o moleque manda bem e é dedicado. Outro nome é Michael B. Jordan, que infelizmente, graças uma parte da internet que não consegue esconder seu racismo, foi alvo de críticas. B. Jordan já trabalhou ao lado de Trank em “Poder Sem Limites” e recentemente, conheci seu trabalho na aclamada série “The Wire“. O que posso dizer sobre ele? Que estou 100% fechado com o Tocha Humana.

Kate Mara saiu direto das garras de Frank Underwood para enfrentar Dr. Destino, aqui, interpretado por Toby Kebbell. Você pode até não se lembrar do rosto de Kebbell, mas foi ele quem deu movimentos ao Koba no excelente “Planeta dos Macacos: O Confronto” (aliás, um bom exemplo de como a FOX pode ressuscitar uma franquia com respeito). Percebeu? De um jeito ou de outro, esses jovens atores estiveram presentes em bons filmes e boas séries e nenhum decepcionou. Porque achar que agora, justamente no papel que pode ser de suas carreiras, eles vão desapontar?

Visualmente, o filme está interessante. Os uniformes provam que Trank que não quer nada voltado pra galhofa, mas como eu já disse aqui ao falar de Demolidor, o problema quando você tenta ser sério demais é ser ainda mais bobo.

Apesar do sonho de ver a Marvel/Disney produzindo filmes para todo seu escalão de heróis, precisamos nos ater a atual realidade. Eu torço por Trank, torço pela FOX e torço para o novo “Quarteto Fantástico“. Se for ruim, bom, ai sim terei motivos para criticar, antes disso, é hora do pau!

D-Rex tocando o terror no Parque em novo trailer de “Jurassic World”

Em junho o parque estará aberto

20 de abril de 2015

É difícil ter uma opinião crítica a respeito de um FILME COM DINOSSAUROS! RAW! Mas vamos tentar refletir sobre esse novo trailer de “Jurassic World“.

O sonho de John Hammond parece estar 100% concretizado, com o parque em pleno funcionamento e cheio de atrações. Um aquário gigante para o mosassauro, passeio entre os galimimos, OPA! É o T-Rex ali comendo uma cabra? HAHAHAHA! O parque tem até a gaiola para os pteranodontes. Muito fofo.

MAS nosso eterno Dr. Ian Malcolm ensinou que a vida sempre encontra um jeito. Sempre. E o D-Rex, dinossauro geneticamente modificado, é mais esperto do que todos naquela ilha. Pra variar… Pelo visto, além de ser um assassino nato (matar apatossauro é coisa de sanguinário) é um cara que gosta de anarquia, e pqp, ele libertando os pteranodontes foi sensacional.

É difícil não comparar o filme com o clássico de 1993, mas pra ser sincero, tô nem aí pro roteiro, pra direção, para atuações… EU QUERO É DINOSSAUROS!

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