O brilhante início de Narcos

Sob o comando de José Padilha, o narcotráfico colombiano ganha ritmo de Os Bons Companheiros

28 de agosto de 2015

Na virada do século um certo gordinho resolveu procurar ajuda de uma psiquiatra após um ataque de pânico. Durante 7 temporadas tentamos entender como esse gordinho conciliava família e negócios. Seria apenas uma história comum se não fosse o detalhe que o tal gordinho é Tony Soprano e seus negócios são a máfia.

O estrago que Sopranos fez na tv nunca mais teve conserto. A partir dali o espectador aceitaria que um criminoso entrasse em sua sala e passaríamos a entender melhor o “outro lado”. De lá pra cá tivemos professor de química, congressista, publicitário e até garotas presas. Passamos a lidar com homens e mulheres difíceis, conhecer seus demônios e admirá-los.

Acontece que agora a ficção se depara com um dilema: a realidade. Pablo Escobar existiu, matou, traficou e é provavelmente o maior bandido do século XX. Estamos mesmo preparados para aceitá-lo dentro das novas regras da tv?

Em seu primeiro episódio, Narcos não deixa claro se Escobar, vivido por Wagner Moura, será essa figura clássica do anti herói, onde suas ações não acontecem sem um porque e claro, você sempre fica do lado dele. Equilibrado ao mostrar o início do império de cocaína de Escobar, mas também as consequências que as drogas trouxeram para Miami, José Padilha conduz um episódio memorável com uma narrativa ao melhor estilo de Os Bons Companheiros.

Dinâmico e também didático, o piloto não perde tempo para mostrar como Escobar ascendeu de um mero contrabandista para o maior traficante do mundo. Wagner Moura está excelente no papel e consegue, mesmo de chinelo de dedo, transpirar um temor digno do poder de seu personagem.

José Padilha e Wagner Moura

Esse poder é perfeitamente mostrado nesse início de série. Padilha primeiro nos apresenta Escobar como um homem astuto, sempre a frente de todos e com uma habilidade única para os negócios. Mas já cansamos de aprender que só isso não basta para esse tipo de ramo e a sequência final, quando ele invade uma delegacia apenas de chinelo, mostra que pra ser o homem que chegou a lucrar com seu cartel cerca de 60 milhões de dólares por mês, Escobar precisava cruzar aquele limite que muitos homens não conseguem.

Narcos começou bem e quero apreciá-la aos poucos.
Espero vocês aqui no Amigos do Fórum para uma série de reviews, mesmo eu sabendo que vocês logo consumirão a série em um fim de semana.

Quero entender com calma como Pablo Emilio Escobar Gaviria ainda é essa figura quase mística na Colômbia. Tão irreal às vezes quanto um Tony Soprano ou Walter White.

Por que “Fly” (aquele da mosca) é um dos episódios mais importantes de Breaking Bad

Tem gente que odeia. Tem gente que pula. Tem gente nunca parou pra pensar na genialidade desse episódio

3 de setembro de 2015

O ano era 2010 e a terceira temporada de Breaking Bad caminhava a todo vapor para seu estrondoso final, aquele que despedaçaria pra sempre Jesse Pinkman, deixando em aberto o destino de nossos protagonistas. Em uma temporada onde Hank sofreu um atentado e Walter viu seu câncer entrar em remissão, a expectativa para os últimos episódios elevou os níveis de tensão nunca antes visto até então na série.

Eis que no décimo episódio os fãs sentiram o baque. Durante 50 minutos um episódio todo focado na captura de uma mosca. O que Gilligan estava pensando? Que absurdo! Onde estão os corpos sendo derretidos em ácido? O cartel? O poderoso Heisenberg? Muita gente pulou, muita gente odiou a “lentidão”. O fato é que naquele momento Breaking Bad estava te lembrando o tipo de série que era, criando um dos momentos mais marcante e importantes em todos os seus 62 episódios.

Fly“, conhecido carinhosamente como “aquele da mosca“, é importantíssimo dentro de vários aspectos, hoje vamos tratar dos dois principais: seu contexto e o que ele representa para Breaking Bad e a famosa teoria metástase em Walter.

Diz a lenda que em 2010 a produção de Breaking Bad estava com um orçamento meio baixo para fazer filmagens externas (dizem que a culpa era de Mad Men) e era preciso improvisar. Vale lembrar que nessa época a série ainda não era tão prestigiada assim nem pelas premiações e muito menos pelo público (o Netflix foi vital para que ela alcançasse essa fama). Pensando nisso, Gilligan deu a ordem para um roteiro totalmente focado naquilo que ela tinha de melhor: Walter White e Jesse Pinkman. Os dois personagens chaves dessa série que há muito não tinham um episódio onde pudessem se confrontar. O último provavelmente foi o outro excelente “4 Days Out” (S02E09) onde ambos passam 4 dias cozinhando sozinhos no deserto.

Fly” se passa basicamente dentro do laboratório e do começo ao fim, vemos a relação entre Walter e Jesse ser explorada de uma maneira singela e ao mesmo tempo brilhante, com Bryan CranstonAaron Paul mostrando porque ambos terminariam Breaking Bad com três Emmys Awars cada um (Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante).

Em uma cena tipicamente “Breaking Bad“, o episódio começa com um zoom em uma mosca enquanto ouvimos a voz de Skyler cantando uma canção de ninar para a pequena Holly. Logo em seguida Walter em uma crise de insônia (atordoado pelas preocupações), resolve ir para o trabalho. Lá ele nota que faltam algumas gramas do produto, Jesse rebate, vai embora e logo em seguida ele avista a maldita: uma mosca que iria contaminar toda a produção de metanfetamina.

É preciso lembrar das obsessões de Walter durante toda a série e essa não seria a primeira nem a última. Walter passa a caçar a moscar ferozmente e madruga ali mesmo, completando praticamente duas noites em claro.

No outro dia Jesse se assusta com a condição de Walter e após tentar -em vão- ajudá-lo na caçada, ele resolve batizar um café com alguns calmantes e entregar para nosso amigo. Assim que o remédio começa a fazer efeito e Walter se acalma, vemos o cozinheiro se desmanchar e retomar um pouco daquilo que um dia foi o Walter White, o professor de química preocupado com a família. Ele começa a falar sobre a remissão de seu câncer e da hora certa para morrer e até que chega em um ponto importantíssimo.

Walter abre seu coração pela última vez e revela que viveu demais. Ele precisava fazer tudo antes que Skyler descobrisse, para que quando morresse, deixasse uma recordação doce no coração das pessoas. E provavelmente o momento perfeito para que isso tivesse acontecido, o momento exato para que o grande Heisenberg encerrasse sua carreira, foi pouco antes de Walter encontrar o pai de Jane em um bar.

Ele não deveria ter saído de casa… aquele momento em que Walter White estava sentado no sofá ouvindo Skyler cantar a canção para Holly (a que abre o episódio), aquele momento era perfeito. Ele deveria ter morrido ali… então uma lágrima cai de seus olhos. Nesse momento de sinceridade, Walter realmente percebe o buraco sem fundo em que se meteu e que nunca mais teria paz. Logo em seguida, Walter quase revela para Jesse que viu Jane morrer e nada fez. É visível como isso o machuca, mesmo assim ele ainda acha que fez aquilo para o bem de seu aluno.

Ali vemos um homem totalmente atormentado pelos seus demônios desabando. Seu desabafo é triste e vemos que, mesmo no fim ele ter admitido a Skyler que fez tudo pra si mesmo, é visível que um dia ele cogitou parar com tudo isso. A jornada de Walter White poderia ter sido mais curta…

A teoria da metástase

Enquanto Jesse espera os calmantes surtirem efeitos em Walter, ele aproveita para contar uma história e assim ganhar tempo. Ele conta que na casa de sua tia (aquela que morreu de câncer), havia um gambá que caminhava pelo teto da casa. Pouco depois alguém captura o bicho, mas a tia continua a ouvir ele caminhando. Sua obessação por isso levou a família a procurar um médico, aí souberam que o câncer havia se espalhado para o cérebro.

Bom… Walter soube no episódio “4 Days Out” (S02E09) que seu câncer estava em processo de remissão, mas todos nós sabemos que ao final da série ele já estava tomado pelo câncer. Walter então, mesmo sem perceber, já estaria sofrendo as mudanças que a metástase do câncer estaria provocando em seu cérebro. É importante notar o quanto ele começa a ficar ainda mais perverso a partir desses episódios, chegando ao ponto de explodir um quarto de asilo.

Mesmo após Jesse matar a mosca e uma boa noite de sono, a última cena que vemos em “Fly” é justamente Walter encarando outra mosca. Mais adiante, ele voltaria a confronta-la. Isso vai acontecer na reta final da série, no episódio “Gliding Over All” (S05E08) onde além de precisar se desfazer do corpo de Mike, executa seu plano de matar todos os seus ex empregados e companheiros. Naquela altura já é sabido que o câncer de Walter voltou, mas o quanto ele estava avançando é um mistério.

Sendo assim, levando em conta que Vince Gilligan nunca faz nada gratuito, é provável que a história que Jesse conta sobre sua tia tenha total ligação com o que Walter passaria a viver após “Fly“. Basicamente o episódio era uma profecia do apocalipse. Obviamente tal teoria nunca foi (e nem será) confirmada, mas conhecendo que a genialidade de Breaking Bad escondida em pequenas coisas, é bem possível que Gilligan nos tentava passar essa mensagem.

Boas recordações…

Dois anos após seu fim Breaking Bad ainda é minha série favorita e me desperta muita vontade de analisar cada passo de Walter White. Poucas séries conseguiram unir tantas qualidades em um só lugar e tenho “Fly” como exemplo de perfeição em atuação, roteiro, edição, fotografia e direção. Tudo feito com carinho e cuidado para proporcionar a melhor experiência. Não por menos grandes episódios de grandes séries sempre são aqueles focados em dois personagens importantes em locais isolados: The Sopranos com “Pine Barrens” (S03E11) e Mad Men com “The Suitcase” (S04E07).

O que não falta para Breaking Bad são momentos memoráveis e você certamente tem aquele episódio guardado pra sempre em seu coração. No meu, “Fly” divide espaço com mais alguns. Ver que Vince Gilligan não esqueceu que sua obra é sobre seus personagens e nos presenteou com um episódio tão lindo e sensível, é o que me faz ter tanto respeito por Breaking Bad. O engraçado é que um dos pontos fortes de “Fly” é a direção de Rian Johnson, que depois voltaria para outros dois episódios, entre eles, o inesquecível “Ozymandias“. Quando você quiser relembrar Breaking Bad e curtir um episódio onde TUDO de mais importante de Walter White é posto em tela (seus medos, obsessões, seu ego, suas certezas) bem meu amigo, esse episódio é “Fly“.

Então sim Mr. White, eu prometo guardar boas memórias do senhor. Aquele dia em que você ouvia Skyler cantar para a Holly era perfeito para a sua morte, mas você não podia morrer. Breaking Bad ainda precisava de tempo para entrar pra sempre na história da televisão.

Narcos tem segundo ano confirmado. Mas a série é sobre o Pablo Escobar?

Narcos possui uma narrativa que se encaixa em qualquer história envolvendo o combate as drogas

3 de setembro de 2015

Você provavelmente mal terminou de assistir a Narcos e o Netflix correu pra anunciar o segundo ano. Esse modus operandi já se tornou clássico do serviço de streaming, que sempre faz esse anúncio de nova temporada enquanto a série ainda está fresca na memória.

Ao narrar fatos históricos com seu “realismo mágico”, Narcos encontra uma pedra no caminho: Pablo Escobar vai ter que morrer em algum momento, e como essa primeira temporada avança demais no tempo, provavelmente a caçada ao primeiro imperador de cocaína no mundo não vai se sustentar por mais alguns anos. É aí que Narcos realmente precisa se portar como uma série que fala sobre o narcotráfico, não sobre Pablo Escobar.

O marketing colocando Wagner Moura como o principal produto é até justo, mas basta alguns episódios para você que Narcos não é sobre ele, é sobre o império das drogas em geral, da sua violência, do combate e das consequências que essa guerra causa em uma sociedade. Ainda há muito o que ser mostrado.

Com o Cartel de Cáli dando as caras na reta final dessa temporada, é bem provável que logo se torne o principal “protagonista”. Sem mencionar os cartéis mexicanos que hoje em dia são os maiores e mais perigosos do mundo. Tem muita coisa bacana pra ser contada e acho importante que Narcos assuma essa proposta.

A segunda temporada de Narcos estréia em 2016 no Netflix.

BB-8 de controle remoto: MEU DEUS DO CÉU EU QUERO

E vem aí os produtos oficiais de Star Wars: O Despertar da Força

3 de setembro de 2015

A Força voltou… com o Michey segurando um saco de dinheiro atrás, afinal, se existe alguém que sabe como vender seus produtos é a Disney. O que poderia ser uma simples revelação dos produtos oficiais de Star Wars: O Despertar da Força, acabou se tornando um evento global, transmitido ao vivo no youtube e mobilizando milhares de pessoas.

Sim, tinha muita gente assistindo uns caras em Sidney, Los Angeles e Honk Kong desembrulhando brinquedos infantis. Eu era um deles. É impressionando o PODER que Star Wars tem sobre a cultura pop e como a Disney vem tratando isso com muito carinho e respeito. Sexta feira dia 4 de setembro começa de fato a revelação da linha oficial de produtos, mas algumas coisas já começam a sair.

Olha só esse BB-8 controlado através do celular, com a mesma tecnologia daqueles aspiradores de pó inteligentes e com bateria de uma hora de duração (seu carregador é todo personalizado).

Lá fora esse BB-8 vai custar 150 dólares, aqui vai chegar custando o preço de um carro 4.0.
Infelizmente nossos sonhos de consumo custam MUITO caro e com o real valendo menos que a minha opinião… o jeito é ficar lambendo a tela do computador.

Você já pode assistir ao conteúdo da Amazon em modo offline

Amazon Prime Video sai na frente e oferece uma opção desejada por todos os fãs do Netflix

2 de setembro de 2015

Eu ainda não entendia muito bem o conceito do Netflix quando lá em 2012, resolvi deixar alguns episódios de Breaking Bad carregando para que eu pudesse ver durante minha viagem de 8 horas, que sai de São Paulo até meu amado interior do Paraná. Bom, pra minha tristeza eu descobri que o serviço não tinha a opção de visualizar offline. Sofri calado.

Três anos depois e o gigante do streaming continua não tendo essa opção. O que é uma pena, afinal, quem não gostaria de ver um episódio ou outro de Narcos no trânsito? Ou em alguma viagem? Se seus dados do celular já acabam antes mesmo de você conseguir postar um tuite, imagina carregando um vídeo… Mesmo com o wi-fi free se tornando cada vez mais fácil de se achar, convenhamos que ainda tá longe do perfeito.

Pensando nisso a Amazon Prime Video resolveu sair na frente e passou a disponibilizar em modo offline seus vídeos, igual o Spotify faz com suas músicas. Você pode baixar o conteúdo que deseja em qualquer aparelho e consumir quando quiser. Só tem duas más notícias: a primeira é que devido aos royalties pagos (e calculados) através do tráfego, alguns conteúdos permanecem sem a opção. Aqui tem uma lista exata do que já se pode ver no modo offline. A segunda você já sabe: o serviço ainda não tem planos de chegar ao Brasil. E não pense que é por falta de vontade, a maior barreira infelizmente são os altos preços pagos para licenciamento de filmes e séries.

Transparent é para a Amazon o que House Of Cards foi para o Netflix

Mas a Amazon não está só sentada esperando que a moçada assine seus serviços. Eles estão trabalhando duro na produção de conteúdo original e investindo muita grana no negócio. Ao todo já são 9 projetos em andamento (clique aqui e conheça), entre eles a já aclamada Transparent, vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Emmy por Melhor Comédia.

Enquanto a Amazon lança essa opção que certamente vai agradar e muito os assinantes (e bem provavelmente atrair novos), a porta voz do NetflixAnne Marie Squeo, falou sobre a possibilidade disso chegar por lá: “A possibilidade de oferecer o streaming em qualquer lugar, graças à evolução da internet e maior disponibilidade de redes Wi-Fi torna desnecessário o download de conteúdo (…). Nosso foco está em entregarmos a melhor experiência de streaming”.

Ou seja: não vai ser dessa vez.
Por enquanto resta para nós, brasileirinhos sofridos, torcer para o sucesso da Amazon em suas produções originais e que o serviço, assim com outros, cheguem por aqui. Concorrência faz bem pra todo mundo.

Via Meio Bit

Para Steven Spielberg, os super heróis terão o mesmo destino que o faroeste

O profeta do apocalipse Steven Spielberg

2 de setembro de 2015

Assistindo a Mad Men volta e meia me pego pensando em como tudo em nossa sociedade é um ciclo. Moda, música, cinema, hábitos alimentares e até mesmo opiniões. Basicamente tudo tem seu tempo e se você notar, nem mesmo na internet estamos blindados disso. Não muito tempo atrás os memes “reaction faces” eram usados a exaustão e hoje ninguém mais se lembra. O orkut? MSN? Nem se fale.

A cultura pop também tem dessas. Na década de 60 Sergio Leone trazia um novo conceito ao western com seu velho oeste filmado na Europa. Poucos poderiam imaginar que anos mais tarde o gênero que deu vida a Trilogia dos Dólares praticamente iria sumir das salas de cinema.

Nesse exato momento da história vivemos uma explosão de blockbusters com super heróis. Apesar de não ser um gênero específico, isso pouco importa quando se olha o panorama geral, com mais de 20 filmes programados até 2020 apenas dos dois principais estúdios. Esse barulho que os personagens de quadrinhos vem causando na indústria desperta os mais diversos tipos de reações em alguns críticos e cineastas, que volta e meia detonam esse “gênero”.

Dessa vez quem resolveu voltar a tocar no assunto é Steven Spielberg, diretor famoso justamente por dar ao público um bom cinema pipoca. Dois anos atrás ele disse que Hollywood caminhava para uma implosão devido a esses filmes com orçamentos milionários. E agora enquanto promove seu novo longa “Ponte de Espiões“, ele foi questionado se ainda pensava o mesmo. Aí ele soltou:

Nós estavamos por aí quando o Faroeste morreu, e haverá um tempo em que os filmes de super-heróis terão o mesmo destino

Spielberg também disse que nada impede que daqui alguns anos novos filmes de velho oeste ou super heróis sejam feitos. Nunca se sabe quando alguém irá resolver prestar uma homenagem, mas uma coisa é certa: em algum momento olharemos pra trás e iremos lembrar dos anos 10 do século XXI como o auge da histeria com super heróis na tela grande.

Estaremos velhos e comentando como era boa aquela época onde a cada ano tínhamos até 5 filmes de super heróis no cinema… e ainda assim a gente passava o tempo reclamando de um monte de coisa.

O fato é que Spielberg não deixa de estar certo. Mesmo filmes como Homem Formiga e Capitão América: Soldado Invernal sendo completamente diferentes (um é praticamente uma comédia enquanto outro um filme de espionagem), o fato é que o público mesmo tá pouco se lixando. A moçada quer ver super herói e não importa se eles estarão em um suspense, terror, ação, comédia e quem sabe faroeste.

Bom, se a profecia do Spielberg se cumprir a respeito dessa morte horrível do cinema com heróis, espero pelo menos ter boas lembranças pra contar pros meus netos.

Idris Elba, o James Bond das ruas

Polêmicas a respeito do PROVÁVEL papel continuam

1 de setembro de 2015

Sinceramente nunca fui muito ligado ao James Bond e filmes de ação nunca foram lá meus favoritos. Já meu pai adorava e me lembro bem dele curtindo muito o Bond pra lá e pra cá. De memória não me lembro de NENHUM filme do agente, mas enfim, segue o jogo.

O fato é que James Bond é um dos grandes personagens do cinema, com milhares e milhares de fãs e praticamente patrimônio da cultura pop. Seus novos filmes são grandes eventos e todo mundo espera por eles. Aliás, tem um pra estrear em breve: 007 contra Spectre chega em novembro e provavelmente é o último filme com Daniel Craig no papel do agente secreto. E sempre que o reinado de um 007 acaba, o de outro começa. Ai fica no ar quem será o próximo…

Outro dia vi um boato que o Damian Lewis, nosso querido Nicolas Brody de Homeland, estaria cotado pro papel. Mas sua provável escalação nem de longe chegou perto das polêmicas (puta merda, polêmica…) envolvendo o nome de Idris Elba. O motivo você sabe: James Bond é caucasiano, é algo canônico, nossa senhora do céu se mudar isso e etc.

Os boatos envolvendo o nome de Idris Elba começaram no final de 2014, quando os e-mails vazados da Sony mostravam que o chefão Amy Pascal gostaria de vê-lo no papel. Isso bastou pra começar a onda do “não sou racista, mas…”. Todo mundo, claro, tem uma explicação super lógica para não querer o cara no papel, como se de alguma forma ele estivesse praticamente implorando pra isso acontecer.

Sir Roger Moore foi o terceiro James Bond do cinema e um dos primeiros a dar pitacos sobre uma escolha que nunca sequer foi cogitada além dos e-mails do Sony Hack. Ele disse que o personagem precisa ser “inglês-inglês” e isso bastou para muitos chegarem na voadora. Não demorou pra Roger Moore vir a público se explicar. A bola da vez é o autor do próximo livro do 007Anthony Horowitz, que classificou Elba como muito “das ruas” para o posto. BOOOM! Mais uma vez o nome de Idris Elba está no meio dessas polêmicas imbecis envolvendo o personagem.

É como se de alguma forma o cara passasse a vida esperando pela misericórdia dos fãs dos filmes para conseguir o sonhado papel de James Bond. Se por um lado isso deve ser difícil pro Idris Elba tem que ouvir muita gente dando pitaco por um emprego que nem é dele, por outro, esse tipo de discussão pode ser saudável pra uma galera que ainda insiste em viver no século 19.

De fato pouco importa a cor de qualquer personagem, a menos claro que exista um baita contexto histórico. No mais, o que muda o Homem Aranha ser negro ou o Superman asiático? Sempre que essas acaloradas discussões surgem, pelo menos alguns saem com as ideias mudadas ou aquela pulga atrás da orelha. “Será que eu realmente tô sendo preconceituoso e não estou percebendo isso?“.

Um belo exemplo recente foi quando a página de Star Wars respondeu a um comentário machista a respeito da armadura da Captain Phasma, vivida por Gwendoline Christie. Pode parecer pouco, mas te garanto que muito moleque parou pra pensar no assunto.

Enfim. Enquanto mais pessoas pensarem na questão de diversidade e mais se discutir isso, menos bobagens serão passadas a diante. Em relação ao Idris Elba… bom, o cara é um baita ator que viveu um dos meus personagens favoritos em série, o Stringer Bell de The Wire. Se você estiver afim de conhecer um trampo foda do cara atualmente recomendo a série Luther (já falei sobre ela aqui).

ALÉM DISSO, QUEM MAIS PILOTA UM JAEGER SOZINHO E SALVA O MUNDO DO APOCALIPSE?

Pode tentar James Bond, você nunca fará algo parecido.

Apple estaria se preparando para entrar no ramo das séries originais

A Maçã quer tudo. Inclusive alguns Emmys

1 de setembro de 2015

Nunca entendi direito a idolatria dos fãs com os produtos da Apple até comprar meu primeiro iPhone. Não que eu tenha me tornado um “fanboy” da marca, mas após usar qualquer produto deles você entende esse amor. Quem tem Macbook não quer trocar, quem usa iMac nunca mais coloca seus dedos em uma caixa com Windows. Uma maçã estampada em qualquer produto é sinônimo de qualidade.

A Apple tem um histórico de revoluções na tecnologia de dar inveja. Só no século XXI mudou a maneira como se consome e vende música e também deu outra utilidade para um telefone celular. E agora uma matéria na Variety aponta que o próximo passo é entrar na briga pelo streaming de séries e filmes.

Dia 9 de setembro rola o evento anual da Apple

Não é de se espantar uma notícia assim, já que outras empresas, que até então não tinham nada a ver com o assunto, começaram suas produções originais. Exemplos recentes são a Amazon (Transparent) e a Playstation Network (Powers). Segundo informações da reportagem, a Apple já teria dado a missão para Eddy Cue sair em busca de contratos e programação e 2016 seria o ano que tudo começaria.

A Apple já conta com o iTunes onde se é possível comprar filmes e parece que foi assim que o interesse pela produção original começou, há alguns anos. Não será a primeira vez que a Maçã entraria em uma área diferente para ganhar uma fatia de um mercado em expansão, não se esqueçamos do Apple Music que está aí.

Dia 9 de setembro teremos o evento anual da marca e vamos torcer para que alguma coisa seja dita sobre isso. Afinal, o que não falta pra empresa do nosso saudoso Jobs é DINHEIRO.

Topo ^